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domingo, 30 de maio de 2010

Eurovision SC 2010 - vitória alemã!


E a este senhor...



Segue-se esta senhora...




Lena Meier-Landrut vence o Eurovision Song Contest Oslo'2010 para a Alemanha. Vamos ter Berlim'2011! Uma prestação bastante grandiosa para uma jovem de 19 anos. 246 pontos, o que não é nada mau (bem, está um pouco abaixo dos 387 que Alexander Rybak conseguiu o ano passado mas esse bateu o recorde, por isso...) para um vencedor. "Satellite" era uma das poucas músicas genuinamente alegres em competição e a posição, a 4 canções do final e só com baladas a seguir, beneficiou imenso.

Deve ser uma sensação incrível vencer isto, perante 18000 pessoas e perante 120 milhões de espectadores em todo o mundo (o que faz deste o espectáculo televisivo mais visto)...

Quanto à prestação portuguesa, mais uma vez muito honrosa. Um 18º lugar (nada longe do 16º que eu previ) que não corresponde, uma vez mais, ao valor da música - basta relembrar que a Grécia, a França, a Rússia e a Sérvia conseguiram lugares na primeira metade da tabela, com músicas absolutamente horrendas - mas que para Filipa Azevedo a deve deixar cheia de orgulho, pois só tem 18 anos! E estar naquele ambiente deve ter sido prémio suficiente já para ela.

De resto, um concurso que parecia ter um vencedor em aberto até começarem a sair os pontos e a Alemanha chegou rapidamente aos 100 pontos. Os meus primeiros 10 foram todos bem classificados, exceptuando a Irlanda, sobre a qual eu acho que criei demasiadas expectativas. Turquia, Alemanha, Roménia, Azerbaijão, Arménia, Bélgica e Geórgia terminaram no top, tal como eu previa. O que eu não esperava NADA foram o 12º lugar da França, o 13º da Sérvia, o 4º da Dinamarca (música copiada de "Nobody's Gonna Stop Us Know" dos Starship) e o 8º da Grécia. É o que dá ter bons vizinhos! Foi o que valeu o 11º lugar da Rússia.

Portugal, para conquistar mais pontos, o que tem que fazer é de facto arranjar novos vizinhos (nós darmos 12 pontos aos espanhóis todos os anos e eles, ano após ano, nos darem menos e menos - este ano foram só 6 - tem de acabar! Os portugueses - correcção, os velhos - têm que perceber que aquela ideia do "já que não se pode votar em Portugal vota-se na Espanha que sempre é vizinha e a vitória fica aqui na Península Ibérica" é bacoca e algo inocente, porque dar os nossos 12 pontos - sim, porque os 12 pontos quem decide dar somos nós - devem ser dados a quem merece ganhar, deixemos o júri residente decidir quantos pontos dos menores se dá aos espanhóis... como eles fazem connosco!) e depois dar independência aos Açores e Madeira e ainda juntar à Eurovisão o Brasil e a África do Sul. E mesmo assim não conseguiríamos ganhar.

De notar mais ainda que 18 das 25 canções foram entoadas em inglês, o que mostra cada vez mais a perda dos costumes tradicionais do festival e irónico foi mesmo o facto do país que deu ao mundo essa língua ficar em último lugar da competição, enquanto 9 das 10 melhores classificadas são músicas cantadas em inglês também. Enfim.


Deixo-vos ainda o quadro completo de resultados...



E aqui fica a reportagem feita logo a seguir ao final...



quinta-feira, 22 de abril de 2010

E vão 2 anos de Mundo Perdido!

Pois é, o blogue faz dois anos. O MUNDO ESTÁ PERDIDO há (mais de) dois anos! Não estava por cá no seu início mas lembro-me de o acompanhar desde os seus primórdios. E lembro-me de pedir que me deixassem dizer o que tinha para dizer. E lembro-me do dia em que me deixaram (já aqui fiz a retrospectiva) dizê-lo. E que têm deixado desde então. E lembro do dia em que a Sara me deixou mudar as cores do blogue, mudar o aspecto. Acho que ficou melhor. E engraçado, no dia 1 de Dezembro fiz aqui a ponte para um regresso do Pedro... que se veio a confirmar. Ainda bem. Para ele e para nós. A ver se desta é para ficar de vez.

Desafiei a Sara e o Pedro a escreverem sobre o seu primeiro post... A Sara já falou do dela, foi sobre teatro. O Pedro seguramente virá falar do dele. Vou falar do meu. O meu primeiro foi, como o deles, uma espécie de lista de intenções, lista de tópicos favoritos, entre outras coisas.


O que conta, para mim, como primeiro, é o meu segundo post no blog. Foi sobre cinema. A minha paixão. Foi sobre um dos melhores filmes da década, um dos melhores filmes de sempre, possivelmente (e até ver) a melhor animação do meu tempo. WALL-E. Aquele retrato singelo e singular de um robô sentimental vai-me perseguir para sempre. Tanta emoção e nem uma fala sequer! Até referências cinematográficas ele deu no filme!


Mas moving on... Festeje-se portanto estes dois nomes. Que venha mais cinema, mais televisão, mais política, mais humor, mais literatura, mais música, mais arqueologia, mais desporto, mais medicina... Um pouco mais de tudo. Que o blog tenha longa vida! E que atinja o propósito a que me tinha proposto no meu primeiro post e que aqui reitero, que seja um blog na vanguarda, que seja um blog referência do panorama bloguista nacional e um blogue referência para cinéfilos e amantes de TV. E posso com orgulho dizer: não estamos a falhar no objectivo.


domingo, 14 de março de 2010

Melhores Actrizes da Década (2000-2009)

E para encerrar, para já (ainda falta os realizadores, mas acho que sobre eles vou escrever um pequeno texto, duas vezes por semana, para não encher o blogue com coisas de cinema só), a minha revisão da década em cinema, vêm as actrizes.


Também são 50 interpretações, também podem ser papéis secundários ou principais, o que interessa é a sua qualidade. A verde estão marcadas as interpretações que estão nas fotos.


Aqui vos deixo ficar as minhas 50 performances femininas preferidas desta década:



Amy Adams, Junebug
Anne Hathaway, Rachel Getting Married
Annette Bening, Being Julia
Audrey Tautou, Amélie
Björk, Dancer in the Dark
Carey Mulligan, An Education
Cate Blanchett, I’m Not There
Cate Blanchett, The Aviator
Diane Lane, Unfaithful
Ellen Burstyn, Requiem for a Dream
Evan Rachel Wood, Thirteen
Holly Hunter, Thirteen



Imelda Stauton, Vera Drake
Isabelle Huppert, The Piano Teacher
Joan Allen, The Upside of Anger
Judi Dench, Notes on a Scandal
Julia Roberts, Erin Brokovich



Julianne Moore, Far From Heaven
Julianne Moore, The Hours
Julie Christie, Away From Her
Julie Delpy, Before Sunset
Kate Winslet, Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Keira Knightley, Pride and Prejudice
Kristin Scott-Thomas, Il y a Longtemps que Je t’Aime
Laura Dern, Inland Empire



Laura Linney, The Savages
Laura Linney, You Can Count on Me
Maggie Gylenhaal, Sherrybaby
Maria Bello, A History of Violence
Melissa Leo, Frozen River
Meryl Streep, Adaptation


Meryl Streep, The Devil Wears Prada
Michelle Williams, Wendy and Lucy
Mo’Nique, Precious
Naomi Watts, Mulholland Dr.
Nicole Kidman, Birth
Nicole Kidman, Moulin Rouge!
Nicole Kidman, The Others
Patricia Clarkson, Far From Heaven
Penélope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
Penélope Cruz, Volver
Rachel Weisz, The Constant Gardener


Reese Witherspoon, Walk the Line
Sally Hawkins, Happy-Go-Lucky
Samantha Morton, Movern Callar
Tilda Swinton, Julia
Tilda Swinton, Michael Clayton


Uma Thurman, Kill Bill Vol.1 e 2
Virginia Madsen, Sideways



E as minhas 10 favoritas interpretações são (destas 10, 5-8 são sólidas e não mudam, em princípio; as últimas duas/três são as que estão mais sujeitas a variações, ):

1. Julianne Moore, Far From Heaven
2. Nicole Kidman, Moulin Rouge!
3. Kate Winslet, Eternal Sunshine of the Spotless Mind
4. Meryl Streep, The Devil Wears Prada
5. Uma Thurman, Kill Bill Vol. 1 e 2
6. Tilda Swinton, Julia
7. Isabelle Huppert, The Piano Teacher
8. Björk, Dancer in the Dark
9. Imelda Stauton, Vera Drake
10. Naomi Watts, Mulholland Dr.


Melhores Actores da Década (2000-2009)

Estes três artigos seguidos fazem parte da minha Revisão da Década em Cinema, que comecei no meu antigo blogue "O Mundo Está Perdido" e retomei aqui no "Dial P For Popcorn". Por uma questão meramente prática, decidi passá-los para este blogue também e deste modo reabrir esta discussão.


Agora, vamos aos actores. Optei por só escolher 50 - e esteve difícil de reduzir! Todavia, lá consegui. Como não atino bem com a ordem (se fosse outro dia, muito provavelmente a ordem seria outra), vou colocar os nomes por ordem alfabética, tal como fiz com os filmes, só que desta vez deixo-vos no final com o meu top 10 de interpretações masculinas do século.

Avisar também que eu não distingo uma performance de um actor principal ou de um secundário. Se for boa o suficiente, mesmo sendo de um actor secundário, cá constará. A verde estão assinaladas as interpretações das fotos que acompanham a lista.


Aqui vão as minhas 50 interpretações masculinas preferidas esta década:



Adrien Brody, The Pianist
Andy Serkis, The Lord of the Rings: The Two Towers
Ben Kingsley, Sexy Beast
Bill Murray, Lost in Translation
Casey Affleck, The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
Chris Cooper, Adaptation
Christian Bale, American Psycho
Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Colin Farrell,
In Bruges
Colin Firth, A Single Man



Daniel Day-Lewis, There Will Be Blood
David Strathairn, Good Night and Good Luck
Denzel Washington, Training Day
Ed Harris, Pollock
Ewan McGregor, Moulin Rouge!
Forrest Whitaker,
The Last King of Scotland
Gael García Bernal, Amores Perros



Gael García Bernal, La Mala Educación
George Clooney, Michael Clayton
George Clooney, Up in the Air
Heath Ledger, Brokeback Mountain
Heath Ledger, The Dark Knight
Hugh Jackman, The Fountain
Ian McKellen, The Lord of The Rings: Fellowship of the Ring
Jack Nicholson, About Schmidt
Jake Gylenhaal, Brokeback Mountain
Javier Bardem, Before Night Falls
Javier Bardem, No Country for Old Men
Jeff Bridges, Crazy Heart
Jeff Bridges,
The Door in the Floor
Jeff Daniels,
The Squid and The Whale



Jim Broadbent, Moulin Rouge!
Jim Carrey, Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Joaquín Phoenix, Walk the Line
Johnny Depp, Pirates of the Caribbean: Curse of the Black Pearl
Jude Law, I Heart Huckabees
Mark Ruffalo, You Can Count on Me
Mathieu Amalric, The Diving Bell and the Butterfly
Michael Fassbender,
Hunger
Mickey Rourke, The Wrestler
Paul Giamatti, Sideways
Peter Sarsgaard,
Shattered Glass
Philip Seymour Hoffman,
The Savages
Richard Jenkins, The Visitor
Ryan Gosling, Half Nelson

 

Sean Penn, Milk
Sean Penn, Mystic River
Tom Wilkinson, In The Bedroom
Viggo Mortensen, A History of Violence
Viggo Mortensen, Eastern Promises





As minhas dez interpretações favoritas seriam (de notar que as primeiras 8 em princípio não mudam, as últimas duas são variáveis - dependem do dia):

1. Daniel Day-Lewis, There Will Be Blood
2. Gael García Bernal, La Mala Educación
3. Christian Bale, American Psycho
4. Heath Ledger, Brokeback Mountain
5. Mickey Rourke, The Wrestler
6. Chris Cooper, Adaptation
7. Viggo Mortensen, Eastern Promises
8. Sean Penn, Milk
9. Adrien Brody, The Pianist
10. Javier Bardem, No Country for Old Men

sábado, 13 de março de 2010

Melhores Filmes da Década (2000-2009)

Vou começar a arrumar com a década (em cinema, 2000-2009 é uma década sim senhor!) hoje e continuarei nas próximas semanas (vou falar sobre realizadores marcantes da década, melhores interpretações femininas e masculinas).

Eu juro que tentei diminuir a lista ainda mais além disto, mas não deu. São portanto 75 filmes (podia ter deixado e fazia 100) por ordem alfabética (só consigo escolher 20 melhores, depois não os consigo ordenar por valor...). Peço desculpa ainda pela repetitividade de algumas descrições mas têm que entender que há limites para a combinação de adjectivos de língua portuguesa.


Aqui vão...

4 Months, 3 Weeks, 2 Days (2007)
A New Wave do cinema romeno tem-nos trazido consistentemente grandes filmes esta década. Para mim, este drama sobre a luta de duas amigas, uma delas com uma gravidez indesejada, num clima político e económico complicado, é excepcional. A amizade revela-se sempre mais forte quando reina o desespero.


A History of Violence (2005)
Fazer filmes com grande competência já é marca do realizador David Cronenberg. Contudo, o que este filme tem de especial é o que está nas entrelinhas, a potência emocional do seu diálogo, a excelente interpretação dos seus actores (Mortensen e Bello).


Le Fabuleux Destin d'Amélie (2001)
Acho que é seguro dizer que pelo menos toda a gente no mundo já terá ouvido falar deste filme. Audrey Tautou protagoniza um dos papéis mais icónicos da história do cinema contemporâneo e, apesar de todo o 'hype' gerado à volta do filme, ele não defrauda as expectativas: charmoso e adorável do princípio ao fim.


American Psycho (2000)
Um filme sobre serial killers como nenhum outro esta década. Patrick Bateman devia ter garantido a Christian Bale um lugar na perpetuidade e uma nomeação para Óscar. Não garantiu, mas qualquer cena de American Psycho serve para nos mostrar o grande actor que ele é. Personagem muito bem criada por Mary Harron.


Amores Perros (2000)
A obra-prima de Iñárritu é um filme complexo, que requer o máximo de atenção para o apreciar ao máximo. Guillermo Arriaga providencia um genial argumento para um filme duro, brutal mas realista. Gael García Bernal explode como actor.


An Education (2009)
Talvez seja precipitado da minha parte incluir já filmes de 2009, mas eu mantenho que este filme vá ser revisto por mim diversas vezes. Porque é encantador a diversos níveis, porque Carey Mulligan é espectacular no papel ou porque... o filme fala-me muito. Quem já não passou por uma experiência de "educação" como ela?



Atonement (2007)
Depois de uma estreia bastante satisfatória, Joe Wright adapta da melhor forma o best-seller de Ian McEwan e captura interpretações bestiais de Saoirse Ronan, Keira Knightley e James McAvoy. A forma sublime como o filme é conduzido pelos três protagonistas é de louvar. Não há muitos actores que com a idade de Saoirse Ronan se comportem assim no ecrã.


Away From Her (2006/7)
Injustamente roubada de um Óscar, Julie Christie faz a sua redenção, numa performance impressionante obtida da mestria da realizadora Sarah Polley.


Before Sunset (2004)
Richard Linklater realiza uma dupla história encantadora, com excelentes interpretações de Hawke e Delpy, uma história de amor à moda antiga, um evento digno de se celebrar. Dos dois, o segundo filme é o que mais me fica na memória.


Birth (2004)
Jonathan Glazer dá a volta a um argumento complicado e difícil de expor, focando toda a sua atenção na expressão facial e corporal da maior actriz da década, Nicole Kidman, em mais uma interpretação notável.


Brodre/Brothers (2004/5)
O filme de estreia de Susanne Bier é excepcionalmente bom a mostrar todo o sentimento escondido por detrás de um argumento muito poderoso. Bem melhor que a sua "cópia", estreado este ano.


Brokeback Mountain (2005)
O maior roubo que a Academia já cometeu foi não lhe ter dado Melhor Filme em 2005. Interpretações singulares de Jake Gylenhaal, Michelle Williams, Anne Hathaway e especialmente de Heath Ledger, com uma realização irrepreensível do mestre Ang Lee, esta é uma história de amor que vai ficar marcada na História.


Caché (2005)
Um filme magistral de Michael Haneke, cheio de suspense e mistério, capaz de dar a volta à cabeça do mais atento dos espectadores? É isto que torna Haneke um realizador tão especial.



Children of Men (2006)
Julianne Moore e Clive Owen são peça menor na imensidão de beleza e grandiosidade que é este filme. É o filme da década que eu mais desprezado acho. E o que me impressiona mais neste filme? É a forma fantástica como o livro, que se dizia "inadaptável", foi transportado para a tela. Alfonso Cuarón continua a surpreender.


Cidade de Deus (2002)
Será, talvez, o filme estrangeiro que mais marcou a década. A história dos dois rapazinhos das favelas e os caminhos distintos que a vida lhes traçou, contada de forma excelente por Fernando Meirelles, é indelevelmente um dos retratos mais fascinantes contados na década de 2000. E também por isso levou com 4 nomeações para os Óscares, coisa rara para um filme estrangeiro.


Coraline (2009)
Um filme de animação completamente diferente do habitual, Coraline é um "case-study" interessante: animação 2D mas com efeitos absolutamente abismais, dobragem cuidadosa, com escolha interessante para vozes das personagens (Teri Hatcher não seria a primeira pessoa em quem pensaria, mas funciona na perfeição, encaixa totalmente no ar da personagem) e com uma história fascinante a ser contada. Não consigo decidir de qual gosto mais, se deste, se de Up, se de Fantastic Mr. Fox. São os três espectaculares.


Crash (2004/5)
O conceito do filme de Paul Haggis é estupendo: fazer confluírem, em uníssono, todas as personagens em torno de problemas de índole racial, social, cultural, etc. Agora, o que o filme é... não é bem o mesmo. Eu gosto do filme, acho de facto que é dos melhores da década, mas tem muitas falhas. Não deixa de ser, mesmo assim, um filme polémico, que debate abertamente algumas das temáticas mais em voga do nosso século.


Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000)
Aventura e acção contadas de forma brilhante pelo realizador mais promissor da nova era, Ang Lee. Que grandes filmes ele fez - e com grande variedade também (Lust Caution; Brokeback Mountain; Crouching Tiger; Taking Woodstock).


Dancer in the Dark (2000)
Lars von Trier traz-nos uma interpretação surpreendente de Björk (injustamente roubada de uma nomeação para Óscar nesse ano) no seu filme mais marcante. Poderoso, acutilante e audaz, esta espécie de musical sobre o valor da amizade é uma obra-de-arte.


Dogville (2003)
Paul Bettany e Nicole Kidman brilham em grande neste filme de von Trier. Épico, terrivelmente violento e brutal, é mais um filme que mostra a inteligência e a competência do realizador nórdico.


Eastern Promises (2007)
Outro filme sobre a alçada de David Cronenberg em que Viggo Mortensen brilha incessantemente. Este drama pesado sobre a máfia russa marcou-me intensamente em 2007.


Entre Les Murs (2008)
O filme estrangeiro do ano de 2008, The Class é uma ideia brilhantemente executada. Mostrar o dia-a-dia de um professor numa sala de aulas poderia ter sido tornado mil vezes mais aborrecido, mas o filme soube aproveitar bem a classe do argumento que tinha em mãos e pô-lo em bom uso. Pena que a Academia não tenha sabido premiar tal excelência.


Erin Brokovich (2000)
O veículo de sucesso de Julia Roberts, realizado por Steven Soderbergh, não é nada mau filme. É inteligente, é audacioso, é interessante, é arrebatador. Claro que tem falhas, mas para o estilo de filme que é, é muito bom. E melhor que o outro filme de 2000 do mesmo realizador (Traffic).


Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
Michael Gondry faz um filme ímpar, para todo o sempre. Kate Winslet dá aqui a sua melhor interpretação até à data e até Jim Carrey se sai muito bem neste papel dramático. Apesar de tudo, o argumento de Charlie Kaufman é que é o ponto alto do filme. Dinâmico, intelectual, inovador, majestoso.


Fantastic Mr. Fox (2009)
Um dos filmes animados mais espectaculares da década, esta comédia "tipicamente à Wes Anderson" virada animação é das coisas mais bem feitas que eu já vi. George Clooney particularmente bem a dar a sua inconfundível voz e estilo ao protagonista do filme, Mr. Fox.


Far From Heaven (2002)
Consigo pensar em tantas imagens marcantes deste filme... Mas o uso do vermelho e do roxo, em particular nas roupas de Julianne Moore, destaca-se. Falando em Moore, ela dá a que é indubitavelmente a intepretação mais completa, mais grandiosa da década. E, claro, não ganhou o Óscar. Todd Haynes apresenta-nos esta obra-prima de génio.


Finding Nemo (2003)
O "crème de la crème" da animação esta década é esta jóia que encanta adultos e crianças, sem nunca perder a qualidade, mesmo depois de múltiplas visualizações. Com a voz singular de Ellen DeGeneres (Rita Blanco na versão portuguesa), muito faz rir. Foi aqui que a Pixar começou a construir a sério o seu império (que solidificou com Ratatouille, Wall-E e Up, as três maiores dádivas que a animação nos deu na primeira década do século XXI).


Gosford Park (2001)
A redenção de Robert Altman vem com esta obra-prima contemporânea, soberba mas austera, na entrada da nova década. É no elenco, como sempre nos filmes de Altman, que reside a intensidade e a paixão do filme.


Hable con Ella (2002)
Este é o filme mais consagrado de Pedro Almodovar, não tanto pela sua complexidade (é, até, dos filmes mais simples dele) mas pela forma desalinhada como a história de vai desenrolando, os caminhos dos protagonistas todos entrelaçados até àquele épico final.


Happy-Go-Lucky (2008)
O mais recente filme de Mike Leigh é um primor para a mente. Elaborado, complexo, inspiracional, este filme traz-nos uma performance estonteante por parte de Sally Hawkins - a sua alegre Poppy é um raio de luz num dia cinzento.



I Heart Huckabees (2004)
Comédia existencial esplêndida de David O'Russell que também a mim me fez pensar nos problemas da vida e no que é que tudo o que nos acontece significa.


In Bruges (2008)
Martin McDonagh é, sem dúvida, das revelações do cinema em 2008. O seu In Bruges é um relato tão divertido como doloroso de como a culpa nos pode consumir a alma. O que acontece em Bruges fica em Bruges? Nem por isso... O monólogo de Colin Farrell é a cena falada mais marcante de todo o ano de 2008.


In The Bedroom (2001)
Com um elenco de luxo (Spacek, Wilkinson, Tomei), Todd Field mostra-nos como é simples criar um drama tão perturbante, tão profundamente sentido, tão exasperante quanto este.


Into the Wild (2007)
Muito injustamente arrumado da corrida aos Óscares, este filme é um pequeno milagre, um filme que nos permite escapar do mundo rotineiro e superficial em que vivemos (e no qual a personagem vive também) e partirmos à aventura (nem que seja só por duas horas) em caminho incerto, em total e absoluta liberdade. É fascinante o que Émile Hirsch faz com este papel e além dele também Kristen Stewart e Hol Holbrook têm boas intepretações.


Inglorious Basterds (2009)
O mais recente filme de Tarantino não é o melhor dele, é certo, mas é o que funciona melhor. Cenas A+ polvilhadas de génio, um elenco poderoso (com Christoph Waltz a brilhar mais alto) e um recontar hilariante de um período histórico sobejamente conhecido fazem dos Basterds um filme para ver e rever.


Junebug (2005)
Amy Adams é qualquer coisa de extraordinário neste filme belo e intemporal.




Kill Bill, Vol. 1 e 2 (2003 e 2004)
A obra-prima de Tarantino é esta. Uma Thurman é simplesmente espectacular como The Bride, mas também o são todas as restantes personagens da saga. As cenas de acção são incontestavelmente o melhor do filme, mas a substância está no rico argumento que Tarantino cria para esta bela história.


La Mala Educación (2004)
Pedro Almodovar traz-nos este delicioso filme "noir" com toques de pura genialidade e no qual Gael García Bernal explode definitivamente como um dos actores com mais talento da sua geração.


Lord of The Rings (2001, 2002 e 2003)
Haverá alguém no mundo que não conheça estas palavras ou este nome: Peter Jackson? Eu penso que não. A trilogia mais marcante da história do cinema também me deixa uma marca inapagável na história da minha década mas por muito bons que sejam os três filmes em conjunto, tenho que salientar o primeiro. "The Fellowship of the Ring" é sem dúvida o melhor dos três e a melhor introdução possível para uma saga inolvidável.


Lost In Translation (2003)
O filme em que Scarlett Johansson me provou que se pode ser estonteantemente bonita e ter carradas de talento (pena que recentemente não o aproveite). Bill Murray ajuda à festa com uma das interpretações mais cómicas e mais esclarecidas destes últimos dez anos. Profundo, mítico, mágico, o filme faz-nos repensar a forma como vemos o mundo.


Lust, Caution (2007)
O seguimento de Ang Lee a Brokeback Mountain não podia ser mais diferente, contudo não perde qualidade. Lust, Caution busca guia nos seus protagonistas, Tang Wei e Tony Leung, que nos premeiam com uma história romântica digna de um sonho.


Mar Adentro (2004)
O que é que se dá quando se junta um super-talentoso actor espanhol (Bardem) a um super-talentoso realizador espanhol (Amenabar)? Dá isto: um filme de uma intensidade dramática, de uma inquietude, de uma vivacidade inexplicáveis. O filme recupera-nos a alegria de viver.


Match Point (2005)
Porque o Woody Allen é um grande contador de histórias. E porque nesta década, só este e Vicky Cristina Barcelona se safam do marasmo que é o resto da filmografia (Whatever Works, Scoop, Cassandra's Dream). E porque, lá está, Rhys Meyers e Johansson parecem-me credíveis e interessantes nos respectivos papéis. O que é raro.


Me and You and Everyone We Know (2005)
Este filme, tal como em Up in the Air, mostra-nos como é difícil, no mundo de hoje, dois seres humanos estabelecerem uma relação, uma conexão, real, verdadeira, sentida. E o quão notável é então, assim, apaixonar-se. Adoro este filme.




Memento (2000)
Nunca um filme me satisfez tanto em termos intelectuais como Memento do excepcional Christopher Nolan (a caminho de se tornar um dos maiores de sempre). Guy Pearce vende o seu papel extremamente bem, mas é o argumento, de cortar a respiração, de dar a volta à cabeça, que desempenha o papel principal no filme.


Milk (2008)
Por que razão não podem todos os biopics ser assim? Gus Van Sant aqui com trabalho tipicamente forte, com uma interpretação soberana de Sean Penn (que lhe vale o seu segundo Óscar), com um elenco repleto de talento e qualidade e com uma história com voz própria. Milk fala por si mesmo. É um grande filme.


Moulin Rouge! (2001)
Grandiosidade ou... grandiosidade? Não consigo decidir. O musical foi ressuscitado por Baz Luhrmann que nos convida para esta grande festa que é Moulin Rouge! Nicole Kidman e Ewan McGregor protagonizam o que é, para muitos, o melhor filme, o melhor espectáculo cinematográfico da década. Vivo, alegre, contagiante, hilariante, emoção, paixão, canção, este filme tem tudo.


Mulholland Dr. (2001)
David Lynch é um realizador brilhante. Mulholland Dr. é não só um marco da nossa década, mas sobretudo o marco de uma geração. Naomi Watts brilha aqui como nunca. São tantos os pormenores do filme que me vêm à memória que até me faz doer a cabeça só de pensar. Tenho que voltar a ver este filme, tipo, já.


Mystic River (2003)
Clint Eastwood é um velho mestre do drama parado, mas nem todos são tão bons como este Mystic River. Tim Robbins, Sean Penn, Kevin Bacon, Laura Linney e Marcia Gay Harden providenciam a tinta com que Eastwood delineia, à sua maneira, uma das mais tocantes histórias contadas esta década.


No Country For Old Men (2007)
Depois de Fargo e The Big Lebowski (que quase entrou nesta lista), eis que os irmãos Coen voltam a poder se orgulhar de um dos seus filmes. Acabou por ser (o inevitável, diria eu) vencedor maior da noite dos Óscares de 2008, onde "sacou" Melhor Filme e Melhor Realizador. Javier Bardem (performance incrível, digno da força imparável que estava a representar), Josh Brolin e Tommy Lee Jones protagonizam este western cheio de suspense com um final muito singular.


No Man's Land (2001)
Filme bósnio que venceu o Óscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, dá-nos um retrato sublime do que foi e do que significou experienciar a guerra na Bósnia-Herzegovina.


Once (2006/7)
E não será o maior dos romances a melhor das canções de amor? Este grande filme foi o bilhete para a fama de Glen Hansard e Marketa Iglová, que nos encantaram neste filme e particularmente com "Falling Slowly" e nos fizeram doer o coração com a sua bela, apesar de triste, história de amor.


Rachel Getting Married (2008)
Intemporal, inolvidável, magnífico, brilhante, extraordinário, mítico, espontâneo, revelação. Cada laço de família autenticamente traçado, cada discussão, cada confusão, cada relacionamento genuinamente explorado, este filmaço de Jonathan Demme é pura classe. Pena tenho eu (e aqui me junto a alguns críticos que também amam o filme) que pouca (ou nenhuma) gente lhe tenha dado atenção (além da interpretação de Anne Hathaway).


Ratatouille (2007)
Para o bem do mundo, espero que a Pixar nunca deixe de fazer filmes. Ainda melhor, espero que a Pixar nunca deixe de fazer filmes com qualidade abaixo deste nível. A lição de vida que este filme nos ensina é, apesar de simples, importante; e a forma como ele nos ensina isso, através de um pequeno ratinho talentoso, é, só por si, merecedora de todos os elogios.


Reprise (2006)
Admira-me que ainda ninguém tenha querido (para já) fazer a versão norte-americana deste filme. Mais um vindo do cinema nórdico (muito em voga nesta década, em conjunto com o francês, o árabe e o romeno). Joachim Trier conta-nos a história de dois amigos e as entrecruzilhadas que se lhes aparecem na vida e a forma como cada um deles as ultrapassa. Os sonhos que temos na adolescência nem sempre se transpõem para a vida adulta... E há que aprender com os erros...


Requiem for a Dream (2000)
A droga muda vidas. Felizmente para nós, temos Aronofsky para nos mostrar o quanto. Brilhante início de uma carreira muito auspiciosa, com curtas-metragens com qualidade assegurada e uma longa-metragem com boa crítica (Pi), Darren Aronofsky mostra-nos aqui todo o seu potencial, com esta potente caracterização do mundo dos toxicodependentes.


Sideways (2004)
Paul Giamatti, Virginia Madsen, Sandra Oh, Thomas Haden Church. O vinho. A paisagem. A comédia. O drama. Alexander Payne. Todos os elementos necessários para uma das grandes comédias da década, Sideways é original, dinâmico, envolvente e sobretudo muito engraçado. Se eu achei isso, então imagino para quem se identifique (pessoal na crise da meia-idade) com as personagens...


Spirited Away (2001)
Hayao Miyazaki, o génio da animação japonesa, trouxe quatro filmes ao Velho Continente, todos eles excepcionalmente bons: Princess Mononoke, Spirited Away, Moving Castle e Ponyo By The Cliff. Dos três, Spirited Away, o que venceu o Óscar de Melhor Filme Animado, é o mais tocante, o mais belo, o mais mágico. Chihiro venceu.



The Dark Knight (2008)
É dos filmes que mais influencia o meu gosto pelo cinema. Posso vê-lo e revê-lo (tal como a primeira parte da trilogia Batman/Nolan) que nunca me canso. E encontro sempre detalhes novos para me deleitar. É TÃO bom. E Heath Ledger é tão sublime no filme. Nunca vi um vilão assim. A personagem parece que incarnou nele, ele viveu a personagem.


The Departed / Infernal Affairs (2006/2002)
Se o filme original de 2002 já era potencialmente explosivo, que dizer da "adaptação" de Martin Scorcese ao panorama norte-americano, com um elenco de luxo composto por Wahlberg, Nicholson, DiCaprio e Damon? Espectacular.


The Devil Wears Prada (2006)
Dos filmes mais conhecidos do mundo inteiro, pleno de frases dignas de serem citadas em qualquer mídia (aquele monólogo da cor azul... :swoon:) com uma interpretação para além do humanamente permitido por Meryl Streep.


The Diving Bell and The Butterfly (2007)
Julian Schnabel traz-nos um filme estupendo sobre um homem que aprende a ver a vida de outra forma depois de só ficar incapaz de mover o corpo inteiro à excepção de um dos seus olhos, vendo-se obrigado, ao mesmo tempo, a fugir dos seus pensamentos e a refugiar-se na sua imaginação. O filme é magnificamente harmonioso, conjugando momentos de depressão com momentos de júbilo de forma exemplar.


The Fountain (2006)
O filme mais menosprezado da década e o filme mais mal-tratado da filmografia de Darren Aronofsky, este The Fountain é de uma beleza invulgar. Rachel Weisz e Hugh Jackman são os protagonistas de um filme absolutamente arrebatador, de deixar o espectador colado ao ecrã.


The Hours (2002)
Tenho que admitir que não sou o maior fã de Stephen Daldry (também ainda só fez três filmes; venha o quarto para eu lhe poder dar razão) mas este filme é absolutamente brilhante. Adaptado na perfeição de uma obra difícil e muito estruturada, complicada de "dar vida", Daldry controla impecavelmente os momentos-chave do romance e constrói um filme do qual se pode orgulhar, com desempenhos impressionantes de três das cinco maiores actrizes de Hollywood no momento: Julianne Moore, Nicole Kidman (ganhou o Óscar por este papel) e Meryl Streep (as outras duas são Cate Blanchett e Kate Winslet, que ele dirigiu em The Reader, que deu a ela um Óscar).


The Lives of Others (2006)
Este foi o filme que nos deu a conhecer o realizador Florien von Donnersmarck. Um thriller (mas com uma componente emocional muito forte também) de grande qualidade , tão grande que obviamente ganhou o Óscar e está agora a ser adaptado, felizmente pelo mesmo realizador (à la Haneke com "Funny Games"), em versão americana.


The Others (2001)
Mais uma vez, Nicole Kidman prova-nos que Moulin Rouge! não foi fruto do acaso - juntando-se ao grande Amenabar, cria uma história que nos assombra o pensamento muito tempo depois de abandonarmos o cinema.


The Pianist (2002)
Quando penso em retrospectiva nesta magnífica obra de Roman Polanski, só me lembro da profunda tristeza e desespero do filme. No entanto, penso mesmo que foi com esse intuito que o filme foi feito. Adrien Brody incorpora por completo o pianista polaco refugiado da guerra e mostra-nos a sua dor interior, sem nada esconder.


The Piano Teacher (2001)
Isabelle Huppert dá neste excelente filme de Haneke a única interpretação que nesta década, a meu ver, pode rivalizar com a de Julianne Moore pelo título de "melhor interpretação". Uma actriz sempre empenhada e atenta, que sabe sempre fazer as melhores escolhas, tem aqui uma hipótese de brilhar. E fá-lo com soberania.


The Royal Tenenbaums (2001)
Wes Anderson revela-se ao mundo neste filme, com um argumento em co-autoria sua com Owen Wilson. O filme é tão intrinsecamente detalhado, com pormenores tão deliciosos e um elenco tão bem formado, que é impossível não se gostar dele. Este filme é demais.



There Will Be Blood (2007)
Se dúvidas houvesse que Paul Thomas Anderson é um grande realizador, acho que foram todas tiradas com este filme, o filme que devia ter sido o grande vencedor dos Óscares em 2008. Enfim. Mais tarde hão-de reparar o erro que fizeram. O realizador de filmes emblemáticos que falam do paradigma que é viver marginalizado da sociedade, como Magnolia, Boogie Nights e Punch-Drunk Love mostra toda a sua maturidade nesta obra-prima que nos faz sofrer e alegrar-nos com as personagens, em particular com o espectacular Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis).


The Wrestler (2008)
Darren Aronofsky bem nos avisa: testemunhem o regresso mais glorioso de sempre. E é bem verdade. Mickey Rourke ultrapassa todas as expectativas num papel que lhe cai como uma luva, embelezado e transfigurado em lenda pela mão de um enorme realizador.


Un Prophète (2009)
O cinema francês continuou em grande nesta década e uma vez mais este ano tivemos o privilégio de ver um grande filme da escola francófona. Jacques Audiard traz-nos esta valente película sobre um jovem analfabeto que é preso e que se vê obrigado a aprender a sobreviver.


Up (2009)
A jóia da coroa da Pixar, o segundo filme animado da história a ser nomeado para Óscar de Melhor Filme. Carl Fredricksen e a sua história encheram-nos os nossos corações de esperança, de alegria, de amor.


Up in the Air (2009)
Um marco da era contemporânea, de uma relevância social, cultural e económica fascinante. Excelente elenco e excelente banda sonora a acompanhar um extraordinário argumento, com uma visão transcendente de um dos maiores realizadores do nosso tempo, Jason Reitman.


Vera Drake (2004)
O dom puro de Imelda Stauton é extraordinariamente aproveitado pelo talento de Mike Leigh para capturar grandes interpretações de actrizes em câmara. Uma história de arrepiar, que em muitas formas poderia ter dado errado, dada a natureza pesada e de difícil abordagem dela, é transformada num filme soberbo que demonstra toda a qualidade e recursos de um dos realizadores mais excitantes do panteão do cinema.


Vicky Cristina Barcelona (2008)
Porque é o melhor filme de Woody Allen em muito tempo. Porque é dos poucos filmes em que não me apetece dar um par de estaladas na Scarlett Johansson a ver se ela acorda. Porque Penélope Cruz é simplesmente magistral. E Patricia Clarkson emana sensualidade mesmo com a idade dela e só através de cinco ou seis falas num filme inteiro.



Volver (2006)
Nunca num filme de Almodovar uma interpretação pareceu tão poderosa como a de Penélope Cruz como Raimunda. A força e a seriedade com que conduz o filme ajuda a que o realizador espanhol nos passe, uma vez mais, uma visão real de como é a vida e as voltas que ela dá.


Wall-E (2008)
Aquela que é, para mim, a obra-prima da Pixar. O pequeno robô empilhador de lixo Wall-E conta-nos a sua história de forma tão emocionalmente profunda e rica que até nos esquecemos que ele não fala e que não tem (quase nenhumas) expressões faciais. Não dá para não nos apaixonar-nos por ele. Este devia ter sido o segundo filme animado a ser nomeado para Melhor Filme.


Y Tu Mamá También (2001)
A vida foi feita para ser vivida e não pode ser prevista nem planeada de qualquer forma. Este é o ensinamento central deste grande filme de Alfonso Cuarón, que conta a história de dois amigos que partem à aventura com uma mulher mais velha. Brilhantes participações de Bernal e Luna.


You Can Count On Me (2000)
Um argumento riquíssimo, excelentes interpretações de Mark Ruffalo e Laura Linney e uma impressionante realização de Kenneth Lonnergan são as peças que fazem de You Can Count On Me um filme tão imponente. Lembra-me que o tenho que rever brevemente.


Zodiac (2007)
Não podia deixar de parte o mestre da obsessão e da mania. David Fincher (que conquistou a sua primeira nomeação como Melhor Realizador em 2009 por um filme nada coincidente com a sua filmografia, The Curious Case of Benjamin Button!) traz-nos um filme com um argumento forte mas altamente confuso (em mãos erradas, o filme podia ter corrido mal), com boas interpretações de Downey Jr., Ruffalo e Gylenhaal e que usa e abusa do seu estilo próprio para compor esta história de um desenhador de BD para jornais que fica obcecado com um assassino.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Votem!

Pessoal, também estou de volta (esperemos que definitivamente).

Aviso desde já que vou fazer live-blogging dos Óscares no dia 7 de Março, para a semana portanto. Acompanhem por aqui se não acharem que ver na televisão é suficiente. Prometo ser contido nos meus insultos a alguns dos nomeados e vencedores (coff! Sandra Bullock coff!) e, principalmente, ser construtivo na minha narração.


Mas o que vim cá fazer hoje não era falar sobre isso. Já devem ter decerto reparado na bolinha aqui ao lado, no topo da nossa barra lateral. Estamos a concorrer aos SUPER BOCK BLOG AWARDS 2010 e para isso precisamos da vossa ajuda. VOTEM. É muito fácil. Só têm de clicar na bolinha, fazer login (que é rapidíssimo) e votar. Além disso, aconselho que vejam alguns dos outros nomeados na nossa categoria e nas outras. Existe tanta coisa interessante na blogosfera portuguesa, acho mesmo que devem dar uma olhadela...

Sem no entanto se esquecerem de VOTAR em nós!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Bom 2010 ;)

Enquanto aguardamos pelos resultados dos Prémios Perdidos 2010, aproveito para desejar a todos um excelente 2010.
O que me trás cá hoje, é precisamente essa passagem.
Confesso que depois de pouco dormir, e de ler muitos textos sobre ritual tenho algumas dúvidas sobre o que possa vir a sair daqui.

Nestas alturas, costumamos fazer balanços.. Sobre o que se passou no mundo, no país, na sociedade.. Recordamos factos.. Mas mais do que recordar, percebemos de que forma é que muitos deles nos influenciaram..

O mundo pulou e avançou mais um ano, muitas coisas mudaram, novas situações surgiram.. E, se por um lado, os prémios perdidos fazem o balanço do que se passou cá dentro e lá fora, muitos de nós sentem necessidade de fazer esses balanços pessoais.. perceber o que de bom aconteceu, o que mudou e companhia..
Há quem, mais do que fazer balanços, estabeleça objectivos para o que aí vem..
E toda esta conduta nos diz algo sobre as nossas personalidades.. vivemos no passado, agarrados a memórias.. vivemos no futuro, programando tudo, fazendo gestões, hesitando, ponderando o que virá.. ou vivemos no presente (que eu tenho dúvidas se realmente existe)..
Quanto a mim, lembro-me do ano passado começar um texto aqui no blog, nesta época, dizendo que tinha acordado de uma forma diferente dos outros dias (Balada dum Estranho, JP).. E repetidamente, apesar destas passagens para mim não serem nada comemorativas, continuo a acordar de uma forma diferente dos outros dias. O presente diz que hoje estamos em 2010, e há sempre qualquer coisa de diferente nisso.. houve uma passagem, imersa em mitos e ritos, que ninguém pode negar.

E nisto já me perdi..
Acordamos muitas vezes de forma diferente, às vezes por bons motivos, outras vezes, por menos bons.. Ultimamente, há qualquer coisa de consciente num acordar sem despertador.. Haverá portanto um despertador biológico, humano, em função de uma acção ou pessoa.. (pensem lá: a miúda está doida, quem é que está com estas conversas nestes dias?)
Estou baralhada.. a culpa é dos demónios interiores (JP)

Estabelecer objectivos, fazer projectos, que saem sempre ao contrário, valerá a pena? (Passeio dos Prodígios, JP)
Não sei como será o meu ano, sei que vou ter que tomar decisões, coisa que detesto fazer, e isso não me deixa muito optimista (sim, Jorge, estar na eminência de acabar um curso não é o país cor de rosa que tu pintas)..
Mas serei eu mais um optimista céptico (JP), ou.. pessimista nato, do que qualquer outra coisa..

Nisto tudo, há muito mais para além do profissionalmente arqueológico.. há um mundo onde habitamos num bairro do amor (JP), há estrelas do mar (JP) na nossa vida e nós vamos ter que continuar (A gente vai continuar, JP) a brincar com o fogo (Gosto de Brincar com o Fogo, JP) na estrada da vida, onde sucessivamente perdemos comboios, e reencontramos pessoas (Olá, Cá estamos nós outra vez, JP). Haverá noites sem rumo (Tatuagens, JP e Mafalda Veiga) que nos levam a sentir estranhos quando acordamos (Balada dum Estranho, JP). Vamos andando por aí, a tentar evitar dramas e medos, mas é difícil encontrar aquelas pessoas que queremos.. e as coisas complicam-se.. (à espera do fim, JP). Vai haver dias em que eu vou dizer sim, e alguém vai dizer não (escuridão, JP), vamos vivendo entre dois copos e um bom colchão, mas um dia, alguém vai dizer que vai arrancar, e que se lixem as obrigações (Obrigação, Meu amor não fiques prai a dormir, JP). Vamos encontrar pessoas com quem adoramos voar (Essa miúda, JP), mas vai haver um dia, em que não vamos saber onde aterrar (Voo Nocturno). Haverá dias mais positivos, e vamos encontrar quem goste do céu mesmo quando ele não é azul (Até mais não poder ser), cheira-me que vai ser alguém com olhos cor de pólvora e com uma silhueta com um mistério da criação (Cara d’Anjo Mau, JP) ou um qualquer Jeremias, que não quis alterar a constituição, mas que é um fora da lei nato (Jeremias o fora da lei, JP) e não é por isso que as coisas não vão funcionar.. Mas tudo isto nos vai fazer pensar se bebemos café ou vinho a mais, se pensamos demais, se as ideias fogem, estamos no sofá, e apetece-nos evaporar (Só mais uma história, JP).
Provavelmente, já estou a falar demais.. mas isso, é porque nos 365 dias do ano, nos vamos sentir frágeis, e precisamos de mãos no ombro (Frágil, JP). E quem diz que esse não é um dos meus dias? Será necessário saber quem sou eu de novo? Ou deveria antes perguntar, quem és tu na imensidão? (Quem és tu de novo, JP).
Um dia vamos dizer “Estou farto!” de saber o que querem de mim, quem me quer vender.. (Eles já estão fartos, JP) e talvez nesses dias nos venha a apetecer asfixiar a voz da razão (Poema flipão, JP) que coordena as vidas mais de uns do que de outros.. provavelmente, vamo-nos sentir todos picados pelas abelhas (Picado pelas abelhas, JP), cheios de marcas e perfurações, vindas.. de onde menos esperamos.
Mas sucedendo-se a dias assim, vamos encontrar um dia em que alguém vai dizer “Acorda menina linda anda brincar, que o sol está lá fora à espera de te ouvir cantar.. vem oferecer o teu sorriso ao dia que acabou de nascer” (Acorda menina linda, JP).. e quando isso acontecer, vamo-nos sentir confiantes e perguntar, afinal de que estás à espera? Vive, dança, não percas tempo a tentar ser feliz (Rosa Branca, JP)..
Podem falar (JP), mas ai Portugal, Portugal, continuas à espera? (JP)

Bem, para terminar, e depois de uma descrição muito sinistra do que poderá ser o meu ano, resta-me desejar-vos que corram atrás da vossa Maçã de Junho, que não desistam quando se cruzarem com Lobos Malvados, que tentem não combinar Encontros Na Estrada aos quais vão faltar. Espero que o ano vos Dê Lume, que não sejam Yoggis Pijamas (que por medo da desilusão não amam), e que se possam Encostar a quem realmente merece. Não repitam os vossos erros, Disse Fêmea, menina feita mulher que já cresceu (e menino feito homem também..) A vida vai-nos roubar sonhos, mas não desistam (estou a tentar convencer-me do que escrevo). Passem os serões habituais (Canção de Lisboa) na Terra dos Sonhos. Quando não souberem onde por as mãos, como o Zé da Cantiga, Durmam Tão Sossegados. Aceitem os convites para as festas do sol e do prazer, Deixem-se Rir. Vai chegar uma altura em que alguém vos vai Abrir o Sinal, e não se escandalizem quando o Centro Comercial Fechar. Esqueçam as Senhoras da Solidão, passem bons momentos Junto à Ponte, vão ao seu encontro, é por vocês que ela espera (tentem ver a lua, a serra do pilar, o rio douro, e as pontes, é poético :p).
Boa sorte na vossa tomada da Bastilha (Vermelho Redundante), não se esqueçam que anda sempre alguém por lá, não estão sozinhos ;)

Bom ano para todos os corajosos leitores, seguidores e visitantes do mundo está perdido..
E desculpem o tamanho dos votos de ano novo, mas eu sou uma espécie de vampiro, pelo que a inspiração (o ânimo e o desânimo) veio de muito lado..
*

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

PRÉMIOS PERDIDOS - Parte 3

Última série dos Prémios Perdidos, peço desculpa pela demora mas o estudo não espera por mim...


Enfim. Categorias de música e literatura. Músico Nacional, Músico Internacional, Músicas Nacional e Internacional, Livro, Livro que virou filme e Escritor do ano.

Amanhã revelamos os vencedores.
















domingo, 27 de dezembro de 2009

PRÉMIOS PERDIDOS - Nomeados Parte 2

Mais nomeados para os nossos Prémios Perdidos 2009, com mais dez categorias. A terceira parte virá amanhã dia 28, sendo anunciados os vencedores no dia 31.


EQUIPA DO ANO
Nomeados: Barcelona, Braga, Lakers, Oliveirense, Porto



SÉRIE - EM PORTUGAL - DO ANO
Nomeados: 30 Rock, Conta-me Como Foi, Dexter, House M.D., Mad Men



PROGRAMA DECADENTE DO ANO
Nomeados: As Tardes da Júlia, Família Família, M/F, Quem Quer Ganha, Uma Canção Para Ti



PROGRAMA GENERALISTA DO ANO
Nomeados: Alta Definição, Gato Fedorento: Esmiúça os Sufrágios (também por Escrutina os Escrutínios), Nós Por Cá, Prós e Contras, Sociedade Civil



PROGRAMA ENTRETENIMENTO DO ANO
Nomeados: Dá-me Música, Dança Comigo, Ídolos, Jogo Duplo, Salve-se Quem Puder




PROGRAMA INFORMATIVO DO ANO
Nomeados: 30 Minutos, 35 mm, Histórias com Gente Dentro, O Dia Seguinte, Telejornal



REPÓRTER/PIVÔ DO ANO
Nomeados: Fátima Campos Ferreira, José Alberto Carvalho, José Rodrigues dos Santos, Luís Castro, Mário Crespo



PIOR APRESENTADOR DO ANO
Nomeados: Apresentadoras do Famashow, Francisco Menezes e Rita F. Rodrigues, Júlia Pinheiro e Manuel Luís Goucha, Leonor Poeiras, Marta Leite de Castro





CANAL DO ANO
Nomeados: RTP1, RTP2, RTPN, SIC, SIC Notícias




APRESENTADOR DO ANO
Nomeados: Bárbara Guimarães, Catarina Furtado, Fátima Lopes, Jorge Gabriel e Sónia Araújo, Tânia Ribas de Oliveira e João Baião




ANÚNCIO PUBLICITÁRIO DO ANO
Nomeados: Nespresso, Pepsi, SuperBock, TMN, Vodafone


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

PRÉMIOS PERDIDOS 2009

E vamos então desvendar hoje a surpresa: os Prémios Perdidos.

Os PRÉMIOS PERDIDOS serão uma rubrica que nós vamos ter a partir de agora, todos os anos, nesta altura do ano, que servirão um pouco de balanço ao que se passou no ano que finda.

Temos 26 categorias com 5 nomeados cada. Temos 8 pessoas a votar, incluindo eu e a Sara. Como são muitas categorias, vou dividi-las por 4 dias (até dia 30, exactamente). Os vencedores serão desvendados a 31 de Dezembro.

Hoje vou então anunciar os nomeados para 5 categorias: Personalidade Nacional do Ano, Personalidade Internacional do Ano, Político do Ano, Desportista Nacional do Ano e Desportista Internacional do Ano.



POLÍTICO DO ANO

Nomeados: Bernardino Soares; Francisco Louçã; José Sócrates; Nuno Melo; Paulo Portas




PERSONALIDADE NACIONAL DO ANO

Nomeados: Carlos Queiroz; Cristiano Ronaldo; David Mota; Manuela Moura Guedes; Manuel Pinho


PERSONALIDADE INTERNACIONAL DO ANO

Nomeados: Barack Obama; Bruxo Pepe; Maitê Proença; Papa Bento XVI; Sílvio Berlusconi


DESPORTISTA NACIONAL DO ANO

Nomeados: Armindo Araújo; Frederico Gil; Jessica Augusto; Madjer; Tiago Machado



DESPORTISTA INTERNACIONAL DO ANO

Nomeados: Alberto Contador; Kobe Bryant; Lionel Messi; Roger Federer; Yelena Isinbayeva




terça-feira, 1 de dezembro de 2009

1 de Dezembro de 2008.


Faz hoje um ano que entrei para a equipa que redige este blogue (primeiro post no dia 2/12, mas adicionado a 1/12/08). Um ano depois, o que mudou? Nada. A ambição continua a mesma do dia em que entrei:

«Que dizer num primeiro post? :)
Bem... revelo a minha ambição: tornar o blogue referência no panorama bloguista nacional!» (2/12/08)




A minha própria ambição continua:

«Agora em termos de ambição pessoal: queria tornar o blogue referência de cinéfilos e viciados em TV nacionais... É muito difícil mas sei que talvez cheguemos lá... ;)» (2/12/08)




E o meu agradecimento continua:

«Enfim... agora que tenho isto dito... Agradeço à Sara por (finalmente) me ter aceite por cá :D E espero que não se arrependa de me ter trazido para cá :D» (2/12/08)




Um ano volvido, tudo na mesma... Ou será que não?

1. Antes de mim vieram 105 posts. Desde que cá estou (sendo nós 3 ou apenas 2), postamos o triplo das vezes. Estamos em 394 posts, mais 291 posts do que quando comecei.

2. Os temas? Falava-se de poemas, de música, de universidade, de ensino. Comigo falou-se mais de saúde, muito de cinema, de televisão. A música continuou, a arquitectura começou a surgir e a política também, tudo pelas mãos da talentosa Sara. Só os poemas se foram (com o Mean_Machine...) Um pouco de tudo é falado, portanto, e vamo-nos completando e revezando.

3. Triunfos? Mais comentários de sempre, muitas mais visitas (o Alexa diz-nos que há 326% mais de visitantes entre 2008 e 2009) - e podemos comprová-lo no mapa de visitantes (temos visitantes de mais de 20 países...) e as sondagens. As ricas das sondagens. Muito bem Sara, grande ideia. Uma nova ideia está para vir até ao fim-do-ano. Mas... não revelo nada. Para agora.

4. O entusiasmo? O mesmo ou até mais. Temos melhorado e assim continuaremos. Mas adoro estar aqui, um ano depois, a relembrar o meu contributo e a relembrar o fantástico que é escrever para esse lado, para quem nos lê.

5. A opinião? Mudou um pouco. No início, já admiti, era um pouco demasiado informativo, frio, calculista, nada intimista. Falava de filmes como se estivesse a relatar o noticiário. Agora só me importa postar o que gosto, o que me interessa, o que me agrada. Much better ;)





O que fica para cumprir? Tanta ideia... Hão-de ser aproveitadas (por mim e pela Sara, eventualmente). Alguém tem sugestões, um ano depois de eu entrar? Alguma coisa de diferente devo fazer ou ter feito?




Aqui me despeço, agradeço a quem lê, agradeço ainda mais a quem comenta, agradeço ainda mais a quem lê os MEUS TESTAMENTOS (isto se houver alguém... xD), agradeço à Sara por me ter dado uma oportunidade e me ter dado um trabalho tão bom de fazer e agradeço ao cinema, à televisão, ao desporto, à saúde, à FMUC, a tudo o que me faz ter razão para escrever. A mais um ano memorável.

E despeço-me com uma excelente melodia, um clássico, de My Fair Lady - «I Could Have Danced All Night»





quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Trailer in Wonderland


Ei vocês! Já sei, já sei, tanto tempo que eu demorei a cá voltar... «Como é possível deixar-nos aqui à espera, pobres de nós, sem notícias interessantes?». Eu respondo: já cá estou. Lol.


Partilhando agora uma coisinha que está na minha posse há já algum tempo... Imagens E o trailer de «ALICE IN WONDERLAND» de Tim Burton, que estreia no início do próximo ano.












O trailer parece muito interessante (e aquela frase do Depp, «Alice, you're terribly late you know... Naughty.» é deliciosa...), parece mais uma tentativa de Tim Burton de mostrar toda a sua façanha auterista, de novo com Bonham-Carter e Depp, agora com o amigo Alan Rickman, com Michael Sheen, Stephen Fry e com, isto com alguma surpresa da minha parte, Anne Hathaway. Bom elenco. Mas estou um pouco preocupado... Já viram a caracterização de Depp e de Bonham-Carter? Céus. Estão um pouco esquisitos.

Também informo já agora que o filme será em 3D (a nova moda, este ano já tivemos Up! e vamos ter ainda Avatar também neste formato) e tem grande (mesmo grande) quantidade de CGI (computer-generated images) no filme.

De qualquer forma... É um filme de Tim Burton. Só isso devia bastar para irem a correr para a sala de cinema dia 4 de Março de 2010.

E agora se estão a pensar... Por que razão eles iriam contar - mais uma vez - a história de Alice no País das Maravilhas? Já não foi contada vezes suficientes? Pois, aí é que está o pormenor. A história não é a mesma. O filme começa alguns anos depois de Alice ter visitado o País das Maravilhas. Ela agora, com 19 anos, regressa à terra que havia visitado e embarca numa nova aventura com os amigos que fez na primeira história: Chapeleiro Louco, Lebre Maluca, o Coelho Branco, a Lagarta, o Gato de Chesire, Tweedledee e Tweedledum, a Morsa e o Sapateiro, entre outros. E descobre que no fim de contas a sua missão é enfrentar a Rainha de Copas. Parece promissor.

Aqui fica então o trailer...


E um P.S. à Srª Sara: Não me desafiam muitas vezes, porque será? :D