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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Previsões Óscares 2011: Julho'2010


AVISO: Deixei de escrever neste blogue, tendo passado a escrever neste novo espaço - daí a desactualização das previsões.


Já sabiam que estavam para voltar. Habitualmente, faço-as em Março/Abril pela primeira vez. Mas com os exames e também por achar que ainda tínhamos muito que perceber dos nomeados, adiei só para agora. Vamos então a elas (só dois pequenos avisos: 1) o texto é extenso; 2) as imagens estão ordenadas pelos nomes dos nomeados):


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Christian Bale, The Fighter
Ed Harris, The Way Back
Sam Rockwell, Conviction
Mark Ruffalo, The Kids Are All Right
Geoffrey Rush, The King's Speech


Alternativas: Brad Pitt, Tree of Life; Matt Damon, True Grit


Bale em 'The Fighter'(lutador toxicodependente reformado - com uma perda de peso inacreditável por parte do actor! - que ajuda o irmão, que compensa com trabalho a falta de talento, a tornar-se campeão) e Rush em 'The King's Speech'(terapeuta da fala de um rei cuja vida vai-se alterar com esta mudança) têm típicos papéis com ar de Óscar. Sam Rockwell também, é o irmão inocentemente aprisionado da personagem de Hilary Swank, num filme que conta a história real de Betty Anne Waters, 'Conviction'. Já Ed Harris parece ter o papel perfeito para vencer, no adaptação cinematográfica do romance autobiográfico "The Long Walk". Finalmente, devido ao grande ponto de interrogação que é 'Tree of Life' (sem distribuidor, com problemas para acabar a edição, entre outras coisas) e com a dúvida no tipo de reacção que vai suscitar o remake dos irmãos Coen de "True Grit", é se calhar mais seguro dar o meu 5º lugar a uma interpretação que tem ganho bastante buzz, tendo sido bastante elogiado Mark Ruffalo pelo seu papel em 'The Kids Are All Right', um filme capaz de garantir um bom número de nomeações para Óscar (principalmente pelas suas co-protagonistas, Moore e Bening). Claro que ainda é cedo para especulações e portanto poderemos ter outros nomes substancialmente diferentes na corrida, de Gordon-Levitt em 'Inception' até Galifianakis em 'It's Kind of a Funny Story'.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Anne Hathaway, Love and Other Drugs
Keira Knightley, Never Let Me Go
Lesley Manville, Another Year
Julianne Moore, The Kids Are All Right
Dianne Wiest
, Rabbit Hole


Alternativas: Elle Fanning, Somewhere; Andrea Riseborough, Brighton Rock


Esta categoria vai ser complicada de prever, até porque eu aposto que há algumas personagens nalguns filmes por aí que estão a ser considerados, para já, pelos previsores, como protagonistas e que poderão não ser: é o que estou a contar com Manville - que é autenticamente secundária em 'Another Year' mas não sei como vai correr a campanha; de qualquer forma, se for para actriz secundária, ela estará muito provavelmente nomeada -, com Freida Pinto em 'Miral' (apesar de ela poder ser a protagonista uma vez que a sua personagem é o título do filme), com Moore em 'The Kids Are All Right' (se ela fizer campanha nesta categoria, é a nomeada favorita a ganhar) e com Hathaway em 'Love and Other Drugs', um filme de Zwick que ou seguirá os passos dos seus filmes anteriores (como Defiance, e ser ignorado) ou será o filme da consagração - e Hathaway tem ganho enorme buzz pela sua performance que tem sido tida como co-protagonista embora a história não se foque de todo nela mas sim em Gylenhaal e ela desaparecer por grande parte do filme, o que me leva a minha intuição a colocá-la aqui (e provavelmente se assim for ela ganhará, contando que Moore não esteja na corrida). De resto, Wiest e Leo em papéis típicos de nomeados a Óscar em 'Rabbit Hole' (avó em luto pela morte do neto que tenta auxiliar os pais, devastados) e 'The Fighter' (mãe dos dois irmãos co-protagonistas do filme), respectivamente, e serão candidatas da frente da corrida a nomeação, e depois fica aqui a questão: como vai ser 'Never Let Me Go' com os Óscares? Eu aposto que vai ser um bom filme e bem ao jeito do que eles gostam, por isso mesmo que Garfield e Mulligan não consigam nomeações, Keira Knightley, pelo trabalho que tem desenvolvido nos últimos anos, deve conseguir o 5º posto na corrida. Ganhar... Isso já é outra conversa. Claro que, tal como para a categoria acima, nada é muito certo além de Manville. Juliette Lewis, Sissy Spacek, Helen Mirren (com 2 papéis secundários, 'Brighton Rock' e 'The Tempest'), Amy Adams, Saoirse Ronan também têm possibilidades e Elle Fanning e Riseborough podem ser as surpresas do ano nos seus respectivos filmes (tal como Bryce Dallas Howard em 'True Grit' que também é uma possibilidade).


MELHOR ACTOR
Javier Bardem, Biutiful
Johnny Depp, The Rum Diary
Robert Duvall, Get Low
Colin Firth, The King’s Speech
Mark Wahlberg, The Fighter


Alternativas: Sean Penn, Fair Game/The Tree of Life; Matt Damon, Hereafter


Bardem (e Penn também, mas bem menos) conseguiu grandes críticas pela sua intepretação em 'Biutiful' e é quase garantido (pelo menos aparentemente) entre os cinco nomeados. Colin Firth por 'The King's Speech' é outra das previsões em que confio muito, dado a boa-vontade que vem do ano passado por ter perdido na meta de chegada a corrida para Bridges e dado o papel (realeza com gaguez) - só se o filme for muito, muito mau é que ele vai ser excluído. E mesmo assim... é difícil (veja-se Mirren o ano passado). DuVall ganhou muito buzz por 'Get Low' em Sundance já o ano passado mas como Bridges já ia lançado para a vitória eles deixaram o filme para estrear este ano, na esperança de conseguir a nomeação e vitória para o veterano actor. Não aposto muito no filme, mas com tanto palavreado sobre ele... É difícil não o colocar, para já, na lista. Os outros dois nomeados que proponho, Depp e Wahlberg, estão em filmes que vão estar nas cogitações da Academia: 'The Rum Diary' parece ser claramente um tipo de filme em que Depp se dará bem nos Óscares, podendo mesmo dar-lhe a já merecida vitória; Wahlberg tem vindo a trabalhar muito para ser reconhecido entre os seus e depois da nomeação em 2006 por The Departed, parece-me que este papel em 'The Fighter' lhe vai dar a segunda. Não sei por que razão, esta lista de nomeados não me parece nada nos conformes e portanto acho que vai haver mudar grandemente até Janeiro de 2011. Veremos. Dorff pode surpreender no novo filme de Sofia Coppola, tal como Damon no novo de Eastwood e o mesmo se poderá dizer de outros como Bridges em 'True Grit' (pode ser tão gargantuamente bom que não dará para ignorar), Gosling em 'Blue Valentine', Gylenhaal em 'Love and Other Drugs', Affleck em 'The Town' ou McAvoy em 'The Conspirator'.


MELHOR ACTRIZ
Annette Bening, The Kids Are All Right
Nicole Kidman, Rabbit Hole
Carey Mulligan, Never Let Me Go
Hilary Swank, Conviction
Michelle Williams, Blue Valentine


Alternativas: Naomi Watts, Fair Game; Julianne Moore, The Kids Are All Right


Um ano atípico, sem uma Meryl Streep ou uma Kate Winslet na corrida. Começar por relembrar o que já disse antes: Annette Bening e Julianne Moore são co-protagonistas em 'The Kids Are All Right' mas a campanha pode fazer uma (qualquer uma das duas, mas toda a gente se inclina mais para Moore) descer para secundária - se fizerem isto, ambas serão nomeadas; se não o fizerem... pode ser que uma seja ignorada e Bening parece ter o melhor papel das duas para brilhar, portanto deve ser a nomeada - e favorita à vitória, até porque nunca ganhou. Claro que segundo reza a história (que se deve repetir), quando Bening é nomeada, Swank também é (que ganhou 2 vezes; esperemos que desta vez seja ao contrário - não ia aguentar ver esta com 3 Óscares em 3 (!) nomeações, ainda por cima 2 possivelmente imerecidos) e este papel em 'Conviction' parece mesmo ideal para ela voltar a ser nomeada. Estou também a apostar que é este ano que Nicole Kidman acaba com a maldição que lhe impuseram e volta à glória em 'Rabbit Hole', num papel tipicamente à Óscar (mãe de luto pela morte do filho pequeno) e que cabe como uma luva na profundidade emocional que pauta os trabalhos da actriz. Quanto aos restantes dois lugares... serão sempre uma surpresa, penso eu. Michelle Williams em 'Blue Valentine', Carey Mulligan em 'Never Let Me Go', Natalie Portman em 'Black Swan' e Anne Hathaway em 'Love and Other Drugs' parecem ser as principais candidatas aos dois lugares que faltam, contudo muitas coisas podem correr mal (quantas pessoas verão na realidade o filme de Williams, apesar de ela e Gosling serem, segundo as críticas ao filme, excepcionais nele? Será que o filme de Mulligan não vai defraudar as expectativas de quem leu o romance de Ishiguro no qual se baseia? E como será a campanha de Hathaway? Principal, secundária? E será que o thriller de Aronofsky não vai ser muito esquisito para ganhar votos da Academia? Além disso, não terá o tamanho da interpretação de Portman ser enorme - à la Rourke e Burstyn - para ser nomeada?). Isto sem contar, como é óbvio, com outras actrizes mais experientes (Naomi Watts, Diane Lane, Rachel Weisz, Robin Wright-Penn, Helen Mirren e Jennifer Connelly na cabeça, com papéis que a Academia se calhar poderá apreciar mais) e até outras jovens, sem nomeações ainda (Jennifer Lawrence que ganhou muito buzz pelo seu 'Winter's Bone', Freida Pinto em 'Miral' - já discutida acima - ou Hailee Steinfeld que é a protagonista do 'True Grit' dos irmãos Coen) que podem ganhar vantagem com esse factor e uma interpretação surpreendentemente extraordinária. Tudo pode acontecer a esta altura.


MELHOR REALIZADOR
Joel e Ethan Coen, True Grit
Clint Eastwood, Hereafter
Tom Hooper, The King’s Speech
Christopher Nolan, Inception
Peter Weir, The Way Back

Alternativas: Malick, The Tree of Life; O'Russell, The Fighter


Estes nomeados estão, como é óbvio, intrinsecamente ligados aos nomeados para Melhor Filme. Dizer antes de mais que antes das confusões com 'The Tree of Life' a minha aposta era em Malick para ganhar. Agora... Não sei. Estou a apostar que 'Inception', claro está, vai (finalmente) conceder a nomeação para Melhor Realizador a Chris Nolan (que a merece já há muito, desde Memento - nesse ano ele deve ter sido o #6 na lista, tal como o seu filme). No entanto, o filme vai ter que ultrapassar o "período negro", isto é, quando surgir (não vai demorar muito) a chuva de críticas e rótulos de "overrated" de que o filme vai sofrer (o que não quer dizer nada - Up in the Air, Avatar e Up foram nomeados after all) Nos outros lugares estão dois filmes que dificilmente não farão parte da lista dos dez nomeados para Melhor Filme ('The Way Back' e 'The King's Speech') e duas habituais presenças da categoria, Eastwood com 'Hereafter'(algum dia ele vai ter de voltar, não é?) e os irmãos Coen com 'True Grit' (que estão numa grande maré de sorte, tendo sido muito provavelmente os #6 na lista o ano passado). Outros realizadores que poderão ter algo a dizer nesta categoria: Chodolenko ('The Kids Are All Right'), Aronofsky ('Black Swan'), Coppola ('Somewhere'), Romanek ('Never Let Me Go'), Affleck ('The Town'), Leigh ('Another Year'), Zwick ('Love and Other Drugs'), O'Russell ('The Fighter'), Goldwyn ('Conviction'), Innaritu ('Biutiful'), Malick ('The Tree of Life'), entre outros.


MELHOR FILME
Another Year
Hereafter
Inception
Never Let Me Go
The Fighter
The King’s Speech
The Town
The Tree of Life
The Way Back
True Grit




Alternativas (aqui vou deixar dez possibilidades extra, para já):
Biutiful
Conviction
Fair Game
Miral
Rabbit Hole
Secretariat
Somewhere
The Kids Are All Right
Toy Story 3
What's Wrong With Virginia



Poucos filmes estrearam ainda e, fora 'Toy Story 3' e 'Inception' - e 'Biutiful', 'Fair Game' e 'Another Year' em Cannes, pouco se sabe ainda sobre a grande maioria dos potenciais candidatos a nomeados. À partida, os dramas históricos são sempre favoritos nesta categoria ('The King's Speech'), bem como adaptações de obras-primas literárias (daí 'Never Let Me Go' e 'The Long Walk', que ainda por cima têm elencos com grande qualidade - e passíveis de serem nomeados; 'Rabbit Hole' também é forte possibilidade mas tem que ultrapassar o estigma de Nicole Kidman e Aaron Eckhart para ser tido em consideração a fundo). Os filmes de Eastwood e dos irmãos Coen também são sempre cabeças de corrida, logo não podia deixar de fora, por enquanto, 'Hereafter' 8eventualmente tem que voltar ao Kodak Theatre e se não for com este, será com Hoover em 2011) e 'True Grit' (o filme de há mais de 40 anos atrás já foi por si um sucesso, imagine-se agora a história nas mãos dos Coen). Depois disto, há géneros de filmes que encontram obviamente grande aceitação na Academia, como os filmes sobre histórias reais - especialmente se envolverem política ('Conviction' e 'Fair Game', que eu no entanto acho que não serão tão bons como se pensa, podendo no entanto garantir nomeações para os seus actores), histórias inspiracionais (por isso há que ter em conta 'Secretariat', embora a produção do filme pela Disney não auspicione grandes voos - ainda bem!), histórias de lutadores que trabalham para atingir a glória - ainda por cima quando falamos literalmente de lutadores (aqui se insere 'The Fighter' que eu acho que se vai dar muito bem em várias categorias). E temos ainda os habituais filmes de autor que, se forem muito bons, podem encontrar lugar ('Black Swan' de Aronofsky, 'Miral' de Julian Schnabel, 'Another Year' de Mike Leigh - que com o buzz de Cannes deverá estar incluído nos nomeados, 'Somewhere' de Sofia Coppola, 'What's Wrong With Virginia' de Dustin Lance Black, ). A minha "blind bet", a minha "wild card"? É 'The Town' de Ben Affleck. Que eu acho que vai surpreender muita gente. MESMO muita gente. Só não o previ para Realizador também porque Affleck não goza de grande reputação em Hollywood no que a talento diz respeito (se bem que toda a gente sabe a recepção geral a Gone Baby Gone, a sua estreia - além de que... ele já ganhou um Óscar!) Finalmente, vamos à grande interrogação na corrida - qual vai ser a recepção de 'The Kids Are All Right' a nível do grande público e a nível da Academia? A crítica é-lhe favorável e até a bilheteira também e até pelo elenco tem ar de candidato (e até pela altura em que estreia - uma dramédia que estreia cedo no ano e é bem recebida costuma ter sempre lugar nos nomeados) mas o tema foge MUITO aos "requisitos" (digamos) da Academia, com lesbianismo, inseminação artificial e o "comic relief" do filme a não ser muito comum entre os nomeados a Melhor Filme. Todavia, vamos a ver o que o ano nos traz.



E pronto, para já retenho-me só nestas previsões. Devo elaborar mais lá para a frente, mas para o Verão todo devo ficar-me por estas. Peço desculpa se escrevi demais. Não era minha intenção mas acabo sempre por o fazer.

Bons filmes para todos. E não se esqueçam que hoje, dia 15, estreia 'The Ghost Writer' de Polanski que eu não tive em grande consideração nestas previsões mas que, com uma recepção favorável nos Estados Unidos (o que, tendo em conta a situação da sua repatriação, não acho muito possível), pode ser um candidato real. E dia 22 estreia 'Inception'.

domingo, 2 de maio de 2010

Cinema 2011: Parte 3

Peço desculpa pela minha IMENSA demora (comecei a escrever isto há um mês atrás, agora é que reparei!) mas tenho tido coisas para fazer e isto vai empilhando... Tenho a dizer apenas que estou a tentar despachar as coisas antes da Queima das Fitas de Coimbra começar senão aí é que nunca mais acabo!

Fica aqui então a minha última parte dos filmes de 2010/2011: os meus favoritos. Estes são os 25 títulos que mais antecipação me trazem para a nova temporada.





#25 - THE ADJUSTMENT BUREAU

Realizado por George Nolfi (argumentista responsável por The Bourne Ultimatum) e com Matt Damon, Emily Blunt, Anthony Mackie, John Slattery e Shoreh Aghdashloo no elenco, este filme, baseado na short story de Philip Dick, "Adjustment Team", que fala do romance entre um congressista e uma bailarina, romance esse que é impedido por forças misteriosas. O argumento, diz-se, é francamente bom e combina drama com ficção científica. Além de ter por trás da câmara inúmeras pessoas passíveis de serem nomeadas para prémios este ano, tem uma dupla de quem se tem dito muito boas coisas, em particular de Emily Blunt, que está claramente na lista preferencial dos votantes da Academia.




#24 - LONDON BOULEVARD

A realização deste filme policial está a cargo de William Monahan, o argumentista premiado de The Departed e de Kingdom of Heaven. O filme, baseado no romance de Ken Bruen e cujo argumento (também de Monahan) era dos principais da Black List e da Brit List, fala de um criminoso, londrino, que depois de ser libertado da prisão, abandona essa vida e torna-se um faz-tudo para uma jovem actriz. O elenco é composto por Keira Knightley, Colin Farrell, Ray Winstone, Stephen Graham, David Thewlis, Anna Friel e Eddie Marsan, entre outros. Com Monahan veio o editor Dody Dorn (Memento) e o cinematógrafo vencedor de 2 Óscares Chris Menges (The Reader, Notes on a Scandal). Filme com largo potencial, não será candidato a grandes prémios, mas eu sou um devoto de filmes de gangster e se este for de um nível razoável (já nem digo ao nível de In Bruges) já me dou por satisfeito.




#23 - THE CONSPIRATOR

É dos filmes mais baixos na minha lista e será, muito provavelmente, em conjunto com o The King's Speech, dos filmes que mais nomeações poderá alcançar para o ano. Apesar da última experiência (Lions for Lambs) não lhe ter corrido bem, Robert Redford volta à cadeira de realizador, desta vez para filmar The Conspirator, que conta a história de Mary Surratt, acusada de co-conspiração no assassinato de Abraham Lincoln. Do filme tem-se dito grandes coisas, nomeadamente que a vitória de Robin Wright (ex-Penn) na categoria de Melhor Actriz é seguríssima. Do elenco constam ainda grandes nomes como James McAvoy, Evan Rachel Wood, Tom Wilkinson, Justin Long, Kevin Kline e Alexis Bledel e na equipa de Redford contam-se nomes ilustres na indústria, nomeados para diversos prémios.




#22 - THE FIGHTER

Nova reunião de David O'Russell (Three Kings, I Heart Huckabees, Nailed) com Mark Wahlberg, depois de I Heart Huckabees. A eles se junta Christian Bale, num papel definidor da sua carreira (volta a perder imenso peso - vejam as imagens, é assustador!), Amy Adams e Melissa Leo. Este é um drama pesado sobre o boxer irlandês Micky Ward e o seu salto para a fama. Do nada a campeão do mundo de peso leve. Isto tudo com a ajuda do meio-irmão Dickie, que era um dos boxers mais talentosos do mundo (ao contrário do irmão, com mais coração que talento) mas que desperdiçou a sua oportunidade por se ver imerso no mundo da droga e da criminalidade. Parece ser claramente um dos títulos a apostar forte na corrida deste ano, uma vez que reúne actores que a Academia de facto gosta (Wahlberg + Leo + Adams), um actor cujas interpretações têm tresandado a necessidade de ser nomeado (Bale), um realizador competente e um tema que lhes cai como ginja (Rocky, Raging Bull, Million Dollar Baby, só alguns exemplos).




#21 - THE KING'S SPEECH

Pelo realizador de The Damned United (e da mini-série multipremiada John Adams), Tom Hooper, chega-nos uma história que tem tudo o que os votantes da Academia gostam: relevância histórica (o filme conta a história dos esforços do Rei George VI para ultrapassar a sua gaguez com o auxílio do terapeuta da fala Lionel Logue), elenco de estrelas e antigos nomeados (Colin Firth é o protagonista, ele que vem em maré ascendente depois do sucesso de A Single Man; Geoffrey Rush, Helena Bonham-Carter, Timothy Spall, Michael Gambom, Guy Pearce compõem o restante elenco), poder de campanha (adquirido pela Weinstein Co.) e sendo um filme histórico claro que dará primazia a guarda-roupa, direcção artística e maquilhagem de qualidade. Escrito por David Seidler. Mesmo que não seja tão bom quanto o que se espera, como ficou provado com The Last Station o ano passado, há-de conseguir algumas nomeações.




#20 - GREEN ZONE

Já estreado cá em Portugal e com relativo sucesso está o novo filme fruto da parceria do realizador Paul Greengrass e do actor Matt Damon. Este filme de guerra, que esteve para sair em 2009 mas acabou adiado, foi escrito por Brian Helgeland e o seu enredo toma lugar durante a ocupação americana de Bagdad em 2003, contando a história do Oficial Miller e da sua equipa de Inspecção de Armas, enviada a encontrar armas de destruição massiva que se acreditavam estarem escondidas algures no deserto iraquiano. Além de Matt Damon, o elenco contém nomes como Brendan Gleeson, Greg Kinnear, Jason Isaacs e Amy Ryan. Parece ser um filme porreiro, bastante interessante, mas que com a mudança para 2010, tal como Shutter Island, perdeu um pouco do seu vapor. Não deverá ser concorrente a nada.




#19 - THE COMPANY MEN

Um elenco com Ben Affleck, Kevin Costner, Tommy Lee Jones, Rosemarie DeWitt, Chris Cooper, Maria Bello e Craig T. Nelson. Um argumento do também realizador John Wells (criador da série ER - Serviço de Urgência). Uma estreia aplaudida em Sundance que já o catalogou como «o novo Up in the Air». Promete imenso, não é? O filme foca-se nas consequências que a actualidade financeira e económica tem causado nas grandes empresas, que foram obrigadas a despedir muitos dos seus trabalhadores. Mesmo que não seja um candidato potente a prémios, estará nas listas dos melhores do ano com certeza.




#18 - LOVE AND OTHER DRUGS

Alguma vez Edward Zwick vai ter de acertar com a Academia. Será desta? Este Love And Other Drugs é a adaptação cinematográfica (de Charles Randolph) do romance multigalardoado de Jamie Reidy, "Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman", que conta a sua própria história como um representante farmacêutico nos anos 90. Além da história de amor que se desenrola entre ele (Gylenhaal) e uma mulher com Parkinson (Hathaway) que ele encontra numa das suas visitas, o filme deita supostamente um olhar crítico e inquisitivo à indústria farmacêutica, expondo muitas das coisas ilegais que ela tem feito. O filme já tem imenso buzz, uma vez que quem já viu assegura que Anne Hathaway tem a nomeação garantida. Sendo assim, porque não a vitória? Uma vez que o seu primeiro Óscar até já podia ter vindo em 2009... Do elenco fazem ainda parte Judy Greer, Oliver Platt, Hank Azaria, Gabriel Macht e Jamie Alexander.




#17 - DREAM HOUSE

Não é garantido que estreie mesmo em 2010, mas se estrear, seguramente que este novo filme do senhor Jim Sheridan (Brothers, In America), que tem como protagonistas Daniel Craig, Rachel Weisz e Naomi Watts, irá ser tido em grande conta. A história fala-nos de uma família que é recolocada para uma pequena cidade que descobre a posteriori que a sua casa foi o lugar onde ocorreu um terrível assassinato.





#16 - THE TOWN

Depois de Gone Baby Gone, eis que Ben Affleck volta a realizar uma película. De seu nome The Town, baseado no romance de Chuck Hogan, com um argumento escrito em co-parceria com Peter Craig e Sheldon Turner e também por ele protagonizado, o filme fala-nos de um ladrão de bancos que se apaixona por uma das trabalhadoras do banco que ele assaltou. Também o polícia do FBI responsável pelo caso se apaixona por ela. Desta forma, ela vai-se ver no meio dos dois e se por um lado quer tornar o ladrão numa pessoa melhor ao lado dela, num futuro risonho para os dois, ela é também, por outro lado, a única hipótese que eles têm de o fazer pagar pelo passado. Além de Ben Affleck, no elenco estão nomes como Jeremy Renner, Jon Hamm, Rebecca Hall e Blake Lively.




#15 - THE RUM DIARY

Um dos filmes mais capazes de surpreender será este The Rum Diary, filme de Bruce Robinson (que escreve e realiza) baseado na obra literária e Hunter S. Thompson, que fala de um triângulo amoroso no qual entra Paul Kemp, um jornalista em crise de meia-idade, história esta que se passa na sociedade porto-riquenha dos anos 50. O elenco inclui nomes como Johnny Depp, que fará o papel do protagonista (finalmente uma personagem normal!), Aaron Eckhart, Amber Beard, Giovanni Ribisi, Richard Jenkins e Amaury Nolasco.




#14 - THE AMERICAN

É presentemente um dos favoritos para os Óscares, tem George Clooney como cabeça de cartaz, é realizado por Anton Corbijn (realizador do óptimo - e pouco visto - Control), adaptado da obra com o mesmo nome de Martin Booth e é um thriller de acção que conta a história de um assassino e da sua última missão em Itália. Quanto a prémios não sei mas há gente a apostar já bom dinheiro em Clooney para Melhor Actor (pelo menos uma coisa é certa: parece um papel bem diferente daqueles que ele tem interpretado - e já sabemos que a Academia gosta disso)




#13 - WHAT'S WRONG WITH VIRGINIA?

Lembram-se de quando o bastante jovem Dustin Lance Black venceu o Óscar de Melhor Argumento Original por Milk, há apenas 2 anos? Pois bem, eis que enquanto escreve o argumento do novo filme de Clint Eastwood, Hoover, sentou-se na cadeira de realizador e, pegando num argumento que ele escreveu, dá-nos What's Wrong With Virginia. Este filme, que conta com nomes como Jennifer Connelly, Ed Harris, Emma Roberts e Yeardley Smith nos principais papéis, fala-nos da vida de um xerife que vê a sua candidatura ao senado fugir quando a sua filha começa a namorar com um rapaz da vizinhança que, apesar de muito encantador e bem-educado, é filho de uma mulher com perturbações psicológicas com quem ele manteve, durante 20 anos, um affair. À partida, se os talentos de Black vierem ao de cima, teremos um filme com uma história interessante e viva e um diálogo acutilante e singelo. A ver.




#12 - THE GHOST WRITER

Terminado de editar na prisão, The Ghost Writer é o novo filme de Roman Polanski (The Pianist, Rosemary's Baby, Chinatown, tantos grandes clássicos), que desta vez traz-nos Ewan McGregor como protagonista. Ele é The Ghost, um escritor "fantasma" incumbido da tarefa de escrever as memórias de um antigo Primeiro Ministro britânico, Adam Lang. Apesar de isto parecer, à partida, a oportunidade de uma vida, ele vai descobrir o mundo trapaceiro, controverso e ilegal em que se estava a envolver e encontra pistas que o permitem chegar à verdade dos factos. Excelente thriller de acção e suspense, parece uma história complexa, rica e elaborada a vários níveis, cheia de temas de discussão e com uma atmosfera muito sóbria. A Summit tem cometido alguns erros no lançamento deste filme para o mercado, tendo-o estreado mais cedo do que o que devia para um filme de tão pequena dimensão como é este. Deverá estrear também cedo aqui em Portugal. Outras caras conhecidas no elenco: Kim Cattrall, Pierce Brosnan, Tom Wilkinson, James Belushi, Timothy Hutton, Olivia Williams e Robert Pugh.




#11 - BIUTIFUL

Este filme, que tem vindo a ser constantemente adiado, é dos meus filmes mais antecipados há mais de um ano. Biutiful, de Alejandro Gonzalez Inarritu e protagonizado por Javier Bardem, é sobre um homem, traficante de droga, que é confrontado pelo seu amigo de infância, agora virado polícia. É um dos filmes aqui da lista com maiores possibilidades de nomeação para prémios, com Blanca Portillo, Maricel Alvarez e Javier Bardem (actores), Inarritu (filme e realizador), Gustavo Santaolalla (banda sonora), Rodrigo Prieto (fotografia), Stephen Mirrione (edição) e Brigitte Broch (direcção artística), entre outros.




#10 - ANOTHER YEAR

Depois de Happy-Go-Lucky, uma jóia pouco apreciada em 2008, eis que Mike Leigh (Secrets and Lies, Tupsy-Turvy e Vera Drake) está de volta, de novo reunido com Jim Broadbent e Imelda Staunton (Lesley Manville parece ser a protagonista e de quem toda a gente fala bem). Este filme é mais um retrato intrinsecamente detalhado e francamente emocional de uma pessoa tão normal como qualquer um de nós e se forem como eu, que adoram os filmes de Mike Leigh, não vão querer perder. Tem grande potencial para Óscares.




#9 - MIRAL

A minha aposta para um dos filmes do ano. Realizado por Julian Schnabel (que surpreendeu meio mundo há 2 anos, com o seu Le Scaphandre et Le Papillon/The Diving Bell and The Butterfly) e com Hiam Abass, Willem Defoe e Freida Pinto nos principais papéis, o filme, uma adaptação de uma obra célebre de Rula Jebreal, segue a vida da personagem de Pinto - Miral, que dá o título ao filme, desde a sua entrada para adopção, aos cuidados da personagem intepretada por Abass (Hind Husseini, que começou um orfanato para mulheres palestinianas no fim dos anos 50, aquando da separação de Israel da Palestina, até à sua adolescência, em que é obrigada a crescer rápido ao ser enviada para ensinar num campo de refugiados. A paz ou a guerra, que escolha irá fazer? É uma boa pergunta. Este é um dos filmes mais intrigantes e mais curiosos desta temporada. Qual será a reacção que irá obter da Academia? Não se sabe ao certo. Mas o buzz inicial tem sido de grandes interpretações de Abass e Pinto. Definitivamente a seguir com atenção.




#8 - HEREAFTER

Clint Eastwood a sair finalmente da sua zona de conforto e a debruçar-se sobre o que se diz ser um argumento estupendo de Peter Morgan (The Queen, Frost/Nixon). O filme, um thriller sobrenatural protagonizado por Matt Damon, que de resto conta com um elenco de suporte também ele fora do habitual 'luxo' de Eastwood (Bryce Dallas Howard é o nome mais sonante), conta a história de três pessoas tocadas pela morte de três formas bastante distintas. É claramente parvo não contar com Eastwood para os Óscares e Globos de Ouro, contudo é se calhar melhor ser prudente, tendo em conta os seus últimos filmes... e o elenco à disposição.




#7 - THE WAY BACK

Talvez o grande título da época e a grande produção do ano. Peter Weir está de volta, 5 anos após Master and Commander, novamente com um grande elenco - Ed Harris, Saoirse Ronan, Colin Farrell e Mark Strong no apoio ao protagonista, Jim Sturgess e o que aparentemente é uma grande história, a fuga de alguns soldados de um gulag Siberiano, baseado no bestseller de Rawicz, "The Long Walk", que relata na sua obra as peripécias da sua fuga após ter sido aprisionado pelo Exército Vermelho nos anos 30, tendo atravessado o Ártico, o deserto de Gobi e as Himalaias, finalmente chegando ao Tibete. Se formos a ver os seus trabalhos passados e analisarmos o potencial da história, é de apostar forte neste The Way Back, ou não? Será este o ano de Weir? Tudo indica que sim.




#6 - SOMEWHERE

Este é o filme que pode surpreender toda a gente. Depois de um filme menos sucedido (Marie Antoinette) que o seu anterior (Lost In Translation), eis que Sofia Coppola volta ao ataque com Somewhere, mais terra-a-terra, mais explorador de emoções, mais próximo de Lost In Translation que de Marie Antoinette e The Virgin Suicides. O que talvez seja bom. Marie Antoinette, apesar de ser um excelente filme, falha basicamente porque a storytelling é demasiado progressiva tanto para a narrativa a que se propunha como para a reacção do público. Enfim. O filme fala da vida de Johnny Marco, uma estrela de cinema que é um autêntico bad-boy, que leva um vida de excessos (bebida, jogo, poligamia, bólides caríssimos e fãs histéricas) que o coloca numa espiral descendente, numa crise de futilidade e superficialidade à qual não consegue escapar. Até ao dia em que a sua filha Cleo, de 11 anos, lhe aparece à porta e o obriga a repensar todo o seu trajecto de vida. O elenco conta com Stephen Dorff (uma escolha no mínimo original para protagonista), Elle Fanning, Benicio Del Toro, Michelle Monaghan e Laura Ramsey.




#5 - THE SOCIAL NETWORK

Este é o David Fincher que nós gostamos. O dos filmes pesados, ilógicos, desestruturados, como Fight Club, Zodiac, Se7en, The Game, não o outro, o que fez Benjamin Button. Está bem que o primeiro foi ignorado pela Academia mas adorado pelos críticos, enquanto que o segundo conseguiu 13 nomeações, 3 Óscares mas más críticas. No entanto, parece que ele sabe o que é importante. Desta vez, ele pega num dos argumentos mais cobiçados da Black List de 2009, The Social Network de Aaron Sorkin (que tem recebido bastantes elogios), baseado no romance "The Accidental Billionaires" e que se foca na evolução do Facebook, desde a sua criação em 2004 até ao seu 'boom' mundial, onde conta agora com mais de 100 milhões de membros. Supostamente aborda o problema da falsidade e artificialidade das relações sociais enquanto dá-nos um olhar mais cuidado à mudança de vida do seu criador. O principal problema do filme pode ser a visibilidade, uma vez que desta vez ele não tem um Brad Pitt ou uma Cate Blanchett para chamar as pessoas ao cinema. O seu elenco é bastante modesto, com Rashida Jones, Jesse Einserberg, Andrew Garfield e Justin Timberlake a chamarem a atenção (deste tem-se dito grandes coisas; só acredito quando vir o filme!)




#4 - BLACK SWAN

Que dizer deste Black Swan? 1- É de Darren Aronofsky (The Wrestler, The Fountain, Requiem for a Dream); 2- Tem Natalie Portman, Winona Ryder e Vincent Cassell (e Mila Kunis) como protagonistas; 3- É um thriller sobrenatural; 4- O seu argumento e pistas acerca da produção têm sido mantidas sob máximo sigilo. É um filme atípico para lutar por prémios, mas com 10 nomeados, se o filme foi estonteantemente bom (como os filmes de Aronofsky costumam ser), é provável que tenha nomeações. Sabe-se que o enredo passa-se em Nova Iorque, onde uma bailarina talentosa se sente atormentada por uma rival que pode ser, muito apenas, resultado da sua imaginação.





#3 - THE TREE OF LIFE

Da última vez que Terrence Malick fez um filme, The New World, ele passou um pouco ao lado. É um filme estupendo, de excelente qualidade, mas que não excitou a Academia. Pois bem, o criador de obras intemporais como esta, esta ou esta volta com este The Tree of Life, que foi adiado o ano passado (não admira, pois os filmes de Malick demoram imenso a sair). Do elenco fazem parte grandes nomes como Sean Penn e Brad Pitt, que dividem entre si os dois actos do filme. Dizer ainda que o argumento é também dele. O filme é, segundo a definição de Malick, «um épico cósmico, um hino à vida» e segue a vida de Jack, primeiramente quando este tem 11 anos e imagina o mundo como o vê, de forma maravilhosa, com elementos fantásticos, vê os pais como representação do bem (mãe) e do mal (pai) no mundo, e depois com ele já adulto, à deriva no complexo mundo moderno, em busca de descobrir qual o projecto de vida para si, qual o seu papel neste mundo e na reflexão que faz, encontra-se finalmente consigo mesmo e dá passos no sentido de cumprir o que lhe foi destinado. Não parece, muito simplesmente, uma excelente história?




#2 - TRUE GRIT

Razões para gostar de True Grit? #1 - É dos irmãos Coen, os realizadores mais entusiasmantes dos últimos anos e que vêm numa senda de sucesso; #2 - É um western e toda a gente sabe a qualidade dos irmãos Coen nesse género; #3 - Jeff Bridges é o protagonista da película, seguindo os passos de John Wayne, que conquistou o Óscar pelo original deste filme; #3 - É baseado na obra literária "True Grit" e não no filme de 1969, o que só prova que os Coen querem recriar a coisa, não melhorá-la; #4 - O elenco de suporte tem bastante potencial, com nomes como Matt Damon, Barry Pepper e Josh Brolin; #5- Hailee Steinfeld, que vai interpretar a protagonista, Mattie Ross, foi contratada a partir de um casting com mais de 15000 audições, o que só prova que a qualidade está assegurada; #6 - Os irmãos Coen reuniram a sua equipa do costume, incluindo o cinematógrafo Roger Deakins que poderá finalmente ganhar o seu Óscar. Tendo tudo isto em conta, como é que se pode NÃO ver este filme?




#1 - INCEPTION

O grande mistério do ano - e, arriscaria eu, da década: o que é este Inception? Christopher Nolan fará o melhor trabalho da sua carreira ou irá finalmente dar um tiro no pé? Todo o hype à volta do filme vai valer alguma coisa? Sobre o que é que trata o filme? Muitas perguntas por responder. Se o filme for tudo aquilo que as expectativas ditam (que neste momento estão tão altas, quase ao nível da segunda vinda de Cristo), vai ser um dos grandes vencedores do ano. Se o filme ficar bem abaixo das expectativas... É uma pena. Este sigilo sobre o filme é bom, mantém-nos alerta. E o trailer é igualmente espantoso nessa qualidade. O elenco é composto por grandes actores (Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Michael Caine), jovens estrelas (Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Tom Hardy) e caracterizadores natos (Ken Watanabe, Cillian Murphy, Lukas Haas), o que lhe dá uma boa mistura. A equipa por detrás da câmara mantém-se também fiel ao realizador de The Dark Knight. Como é que se define o filme? O próprio Nolan explicou: um filme de ficção científica que tem lugar na arquitectura da mente. Haverá alguém que mais goste de fazer disto que ele? Não, claro que não.


domingo, 4 de abril de 2010

Os trailers, os trailers...

Bem, antes de colocar a minha terceira parte de Cinema em 2011, decidi colocar aqui isto (essa virá amanhã - e ainda não sei se antes ou depois de eu anunciar os vencedores dos meus prémios de TV e cinema).


Decidi falar sobre trailers. Os belos dos trailers. Qual é o suposto objectivo de um trailer? É levar-me a querer ver um filme? É mostrar-me o trabalho dos actores no filme, em apenas algumas cenas? É esborrachar-me na cara que é de um candidato aos Óscares que estamos a falar? Pois. Não sei. Há trailers estupendos de candidatos aos Óscares (só 2002 tem mil exemplos: The Hours, Lord of the Rings, Far From Heaven, todos grandes trailers de candidatos assumidos a estatuetas), mas a grande maioria deles fica-se pela mediocridade. É que tanto querem mostrar que são bons os filmes que acabam por exagerar e depois o que nos fica na memória é que actor X ou actor Y estão a EXAGERAR tanto na intepretação. E lá se vai a vontade de ver o filme.


Foi o que se sucedeu com MY OWN LOVE SONG. Chamaram-me à atenção para um outro trailer do filme. Ontem já coloquei aqui um, agora vou colocar aqui o outro e deixar-vos comparar:

Trailer 1 (o que coloquei ontem no post de Cinema 2011: Parte 2)




Trailer 2 (o que descobri hoje)



Em ambos se nota claramente a mais-que-óbvia mensagem do filme: OSCAR! OSCAR! OSCAR! Em ambos se nota que os actores estão a exagerar nas suas interpretações.
Em ambos foram escolhidos em pormenor as cenas mais fulcrais do filme (pena que na minha definição de grande trailer as cenas fulcrais não são as mesmas que para a maioria dos estúdios - eu defino "fulcral" se revela essencialmente o enredo do filme sem deixar pistas importantes ao que vai acontecer; aparentemente os estúdios definem "fulcral" como mostrar às pessoas o quão fantástico é o filme, não importando que se mostre todo o enredo, como começa, como acaba e como vamos de A para B).

O que me irrita é que o segundo trailer é TÃO MAU, tão mau, tão mau... É tão notório que estão à caça de Óscares que até mete impressão. E os actores estão tão mal nas suas cenas. Isto tudo fez-me perder um pouco a vontade que tenho de ver o filme. Enfim. Ai o que um trailer faz...


Isto agora faz-me pensar: será que ainda ninguém reparou como é que estes trailers são feitos? Por amor de Deus! Deixo-vos aqui um sketch comédico que encontrei no YouTube há uns tempos e que hoje me veio à memória a ver aquele trailer horrendo do filme. É a gozar com os trailers mas tem toda a razão (além de ter bastante piada).



E digo mais: se este filme fosse produzido, eu veria com toda a certeza. Parece-me hilariante.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cinema 2011: Parte 2

E como não funciono a todo o vapor o tempo todo, demorei-me um pouco mais nesta parte... Espero que valha a pena. Aqui vai então a segunda parte dos filmes de 2010/2011. Nesta parte contemplo os filmes que estiveram em exposição nos Festivais de Berlim e de Sundance, filmes de prestígio fora de cogitações para Óscar (muito provavelmente) e filmes tipicamente Oscarizantes (pronto, acabei de inventar uma palavra). Claro que aqui nos filmes Oscarizantes não vão constar alguns títulos, porque esses vão estar no meu top 25. Mas vamos em frente. Decidi separar individualmente cada um dos filmes, tava a tornar-se difícil discerni-los em categorias. Relembrar ainda que não tenho aqui TODOS os filmes deste ano. Há alguns títulos que me escaparam e há, como é óbvio, sempre filmes que eu não estava a contar que tivessem tanto apoio como o que possivelmente virão a ter na corrida a Óscares.


127 Hours

Danny Boyle, que nem há dois anos limpou a cerimónia dos Óscares com Slumdog Millionaire, ganhando 8 das 10 nomeações que possuía, está de volta com 127 Hours, que tem como protagonistas Amber Tamblyn e James Franco. O filme fala da história de Aron Ralston e da sua magnífica escalada no Utah em 2003. Pode lutar por prémios? Muito provavelmente não, no entanto se a interpretação de Franco for boa (ele que ainda por cima tem mais dois filmes interessantes a sair este ano) pode entrar na luta por Melhor Actor. Se o filme for muito bom podemos de facto ver várias nomeações a aparecer. Uma que não me chocaria seria sem dúvida a de Dod Mantle pela fotografia, ele que ganhou o Óscar em 2008 e o ano passado foi roubado de uma nomeação por Antichrist.


3 Backyards

Saiu de Sundance com o prémio de Melhor Realizador e conta no elenco do filme com Edie Falco e Elias Koteas. Não deverá estar na luta por prémios mas é de facto um filme muito interessante a ver. O filme basicamente relata a forma como rapidamente os segredos de pessoas aparentemente normais vêem à baila e mudam tudo.


Ágora

Tinha que o mencionar aqui porque vai a competição nos Estados Unidos só este ano. Nós fomos priveligiados por vê-lo aqui já em 2009 mas só poderemos saber qual a sua potência para ganhar prémios depois de estrear lá. Tem tido críticas muito divisivas por isso vai-se lá saber. Mas o que é certo é que se aqueles cenários e aquele guarda-roupa não forem premiados, é uma injustiça. Para quem não viu o filme, é do realizador Alejandro Amenabar e é protagonizado por Rachel Weisz.




Alice in Wonderland

Há muito tempo que já estreou por todo o mundo, o novo filme de Tim Burton é interessante, adapta de forma engraçada um livro recente baseado na história muito antiga de Lewis Carroll e tem efeitos porreiritos, mas tirando os efeitos visuais ou a direcção artística e guarda-roupa, não vejo por onde mais lhe pegar. Aconselho a ver toda a gente, mas não é lá grande filme.


All Good Things

Do realizador Andrew Jarecki e protagonizado por Ryan Gosling e Kirsten Dunst, esta é uma história de amor que se passa numa família de elite nova-iorquina nos anos 80. Do elenco constam ainda Jeffrey Dean Morgan, Kristen Wiig e Frank Langella. Aparentemente, diz-se por aí que tem bastante potencial, mais não seja para uma nomeação para um dos actores secundários. Ou então para potenciar a nomeação de Gosling por Blue Valentine.


Animal Kingdom

Nunca se desconta um filme com Guy Pearce. Animal Kingdom, de David Michod, ganhou em Sundance o Grand Jury Prize - World Cinema e já foi comprado pela Sony Pictures Classics, o que denota desde logo grande potencial para prémios, mais não seja os Indie Spirits.


Barney’s Version

Este pode ir para qualquer um dos lados: pode ser um grande flop ou uma autêntica surpresa. O elenco tem Giamatti, Hoffman, Pike, Driver, Speedman e Lefevre. A realização está por conta de Richard J. Lewis, o produtor de C.S.I. e o argumento, a história da vida do politicamente incorrecto Barney Panofsky, é de Michael Konyves. A ver no que dá.


Betty Anne Waters

Este filme tresanda a Óscar. Hilary Swank no papel de mãe solteira, que desistiu da escola e que está a trabalhar para poder pagar o seu curso de Direito, que é obrigada a salvar o seu irmão (Sam Rockwell) que foi injustamente condenado à morte? Erin Brokovich, anyone? Bem, a não ser que isto seja outro Amelia, esta é garantidinha a terceira nomeação de Hilary Swank. Juliette Lewis, Melissa Leo, Peter Gallagher e Minnie Driver também participam no filme. O realizador do filme é Terry Goldwyn.


Blue Valentine

Este filme recebeu críticas brilhantes em Sundance e pôs Ryan Gosling e Michelle Williams num pedestal, no que à luta por nomeações para Melhor Actor e Actriz diz respeito. Os elogios às interpretações são tantos que uma pessoa até fica atordoada. A compra do filme pela Weinstein Co. manifestamente diz-nos que vão dar trabalho aos outros competidores pelas vagas. Uma coisa é certa, parece mesmo que esta bela história de um casal, que é contada a dois passos, inicialmente quando se apaixonam e mais tarde, quando o amor acaba (o filme tirou um interregno de alguns anos para permitir que os actores envelhecessem para dar realismo à história), realizada por Derek Cianfrance, vai ser dos destaques do ano.


Brighton Rock

Realizado por Rowan Joffe, este filme, que já teve Carey Mulligan inserida no projecto mas que depois desistiu para poder fazer Wall Street 2, é a adaptação de um romance de 1939 de Graham Greene e conta com John Hurt, Helen Mirren, Sam Riley e a substituta de Mulligan, Andrea Risenborough, nos principais papéis. É um dos quatro filmes que podem valer a Helen Mirren a sua quarta nomeação para Óscar.


Burlesque

Que vai ser isto, pergunto eu: um musical relevante ou um flop irrelevante? Christina Aguilera, Cher, Kristen Bell e Stanley Tucci são as estrelas de Burlesque, realizado por Steve Antin. Como ainda está muita coisa no segredo dos Deuses, vou listá-lo como potencial caçador de prémios, mas quanto a mim parece-me inevitavelmente mais um flop na categoria musical.


Casino Jack

Este está aqui na lista muito à custa da interpretação do seu actor principal, Kevin Spacey, de quem se dizem muito boas coisas. Realizado por Hickenlooper, conta a história de Jack Abramoff. Deve fazer a sua estreia em Cannes.




Chlöe

Atom Goyan consegue juntar, neste thriller, Julianne Moore, Liam Neeson e Amanda Seyfried. É preciso mais alguma razão para querer assistir? Já esteve em dois festivais este ano.


Cyrus

Rodou em Sundance e obteve boas críticas, em particular para as interpretações de Marisa Tomei e Catherine Keener. Além delas, o elenco conta com John C. Reilly que é o protagonista e Jonah Hill que interpreta a personagem que dá o nome ao filme, entre outros. Realizado pelos irmãos Dupass, esta comédia conta a história de um divorciado que, tendo desistido de procurar o amor, descobre a mulher da sua vida, só para descobrir que esta já tem um homem na sua vida - o seu filho, Cyrus.


Due Date

Após o sucesso de The Hangover, Todd Philips junta Jamie Foxx, Robert Downey Jr. e Michelle Monaghan ao brilhante Zack Galifianakis na sua nova comédia, Due Date, que conta a história da viagem de um pai que parte em viagem pelo país na esperança de chegar a casa antes do seu filho nascer.




Eat, Pray, Love

Este filme resume-se a uma única coisa: Julia Roberts. Se isto for para submissão a Óscar, ela (e possivelmente o argumento) são as grandes possibilidades deste filme. E ainda por cima estamos a falar de Julia Roberts alegre, de sorriso contagiante, a viajar pelo mundo todo e a ensinar-nos a comer, a aproveitar, a amar. E no elenco temos ainda Viola Davis, James Franco, Richard Jenkins e Javier Bardem. Realizado por Ryan Murphy, criador de Glee e de Nip/Tuck.


Fair Game

Thriler político de acção com Naomi Watts e Sean Penn, parece-me que vai ser um dos grandes candidatos a Óscar (pelo menos as interpretações dos actores vão ser tidas em conta). Conta a história de Valerie Plame. É realizado por Doug Liman.


Fish Tank

Protagonizado por Michael Fassbender e por Katie Jarvis e realizado e escrito por Andrea Arnold, conta a história mil vezes ouvida e repetida do duro crescimento de um adolescente. É um filme de 2009 mas que só chega aos cinemas mundiais este ano, já ganhou o BAFTA para Melhor Filme Britânico do ano (ganhando a filmes como In The Loop, An Education, Nowhere Boy e Moon!) e espera-se mais boas críticas para o filme.


Get Low

Esteve em Toronto, onde ganhou grande "buzz", em particular para a interpretação de Robert DuVall, de quem se dizia que era o grande favorito para a corrida deste ano, e de Bill Murray, que poderia ter grandes hipóteses como actor secundário. Além destes, Lucas Black e a grande Sissy Spacek compõem o elenco principal deste filme realizado por Aaron Schneider. Esteve para ser lançado ainda o ano passado mas a Sony Pictures Classics não quis arriscar, uma vez que já Jeff Bridges ia arrancando a todo o vapor.


Greenberg

Este filme de Noah Baumbach pode ser um dos candidatos para Argumento Original mas mais que isso, não me parece. Do elenco constam Jennifer Jason Leigh, Rhys Ifans, Brie Larson e os protagonistas Ben Stiller e Greta Gerwig, de quem se dizem coisas interessantes. Com uma estreia bem cedo no ano (já estreou nos Estados Unidos), será que vão aguentar até Janeiro?


How Do You Know?

Filme realizado por James L. Brooks, que vai de vez em quando acertando com os Óscares (Tearms of Endearment, As Good as it Gets) e de vez em quando produzindo cada flop (Spanglish), conta com Reese Witherspoon como protagonista, acompanhada por Paul Rudd, Owen Wilson e (possivelmente, ainda não confirmado) Jack Nicholson. A pergunta que se impõe é: vamos ter mais do primeiro... ou do segundo?


Howl

A história do poema proibido de Allen Ginsberg chegou também a Sundance, onde críticas muito positivas foram ouvidas acerca da performance de James Franco. Com outros nomes conhecidos como Jon Hamm, Jeff Daniels, Alessandro Nivola, Mary Louise Parker e David Strathairn, este filme promete.




I Am Love

Principal (talvez único) motivo de interesse deste filme: Tilda Swinton. Desta feita e depois do enorme roubo que foi não ter GANHO o Óscar por Julia o ano passado, ela representa a matriarca de uma nobre família italiana que decide explorar a sua sexualidade e que se apaixona perdidamente pelo homem errado.


I’m With Cancer

Um retrato fascinante e diferente do habitual sobre o cancro, baseado num livro autobiográfico que tem vendido muitas cópias em todo o globo, conta a história de um rapaz de 25 anos que descobre que tem a doença. Anna Kendrick, Joseph Gordon-Levitt, Bryce Dallas Howard e Seth Rogen são os actores principais desta história, distribuída pela Summit Entertainment.


Jane Eyre

Mais provável sair em 2011 do que ainda este ano, Mia Wasikowska (de Alice in Wonderland) protagoniza este filme (que inclui também Judi Dench, Sally Hawkins, Michael Fassbender e Jamie Bell) que é uma adaptação do romance de Charlotte Brontë. Realização de Cary Fukunaga (Sin Nombre).


Knockout

Steven Soderbergh, que quer voltar aos tempos áureos de Traffic e Erin Brokovich (The Informant! foi excelente, mas não foi de encontro aos gostos da Academia), junta-se agora a Dennis Quaid, Michael Douglas, Michael Fassbender, Bill Paxon, Ewan McGregor, Channing Tatum e a Gina Carano, a sua protagonista, no seu novo filme Knockout, que provavelmente só chegará até nós em 2011 (no IMDb diz que é para 2011 mas ele próprio deu uma entrevista há dias que dizia estar a apressar a produção porque tem Contagion para sair em 2011). A premissa do filme é bastante simplista, trata do relato de uma agente secreta do Exército que é atraiçoada durante uma missão e que portanto busca vingança.


Last Night

Com Sam Worthington, Eva Mendes e Keira Knightley, Massy Tadjedin conta a história de um casal cuja relação está a deteriorar-se e que é tentado numa altura em que ambos se encontram separados, porque o marido parte numa viagem de negócios com uma colega por quem está atraído. Entretanto, a sua mulher também encontra um namorado do passado. Parece interessante. Será pelo menos engraçado ver se Worthington se safa num género em que ele não está à vontade (ele que só se tem visto em filmes de acção).


Leaves of Grass

Edward Norton e Lucy DeVito são os protagonistas desta comédia de acção que era originalmente para estrear em 2009. Dizia-se que a interpretação de Norton era suficiente boa para ser tida em consideração para a corrida aos Óscares e portanto decidiu-se adiar o filme para este novo ano, mas entretanto a coisa correu mal e todo o buzz que tinha esgotou-se. De qualquer forma, o filme, de Tim Blake Nelson, conta a história de um professor universitário que volta a casa, a Oklahoma, e que se junta ao seu irmão gémeo para derrotar um magnata da droga local.


Let Me In

Remake do estupendo filme sueco de 2008, Let The Right One In. Thomas Alfredson foi quem realizou a versão sueca. Matt Reeves é o seu homónimo americano. Chlöe Moretz e Kodi Smith-McPhee foram os escolhidos para interpretar os protagonistas. Sinceramente, com um filme saído há dois anos tão excelente, gostava de entender a necessidade deste remake.


Love Ranch

Adiado de 2009, este filme de Taylor Hackford, marido da protagonista (e principal motivo de interesse do filme) Helen Mirren, fala de um casal que instituiu o primeiro bordel legalizado do estado de Nevada. Joe Pesci é o outro membro do casal. Parece um projecto interessante, com grandes possibilidades - se o produto final for bom. Taylor Hackford poderá estar de volta ao Kodak depois de Ray?


Meek’s Cuttoff

De Kelly Reichardt, com Paul Dano, Michelle Williams, Shirley Henderson, Zoe Kazan, Will Patton e Bruce Greenwood, o filme conta a história de três famílias que contratam Stephen Meek, um montanhês local, para que ele os guie através das Cascade Mountain no Oregon Trail, corria o ano de 1845. Obviamente que eles se perdem e por isso atravessam uma longa batalha contra a fome, a sede, o frio e contra eles próprios para sobreviver.


Morning Glory

Realizada por Roger Michell e protagonizada por Jeff Goldblum, Patrick Wilson, Harrison Ford, Diane Keaton e Rachel McAdams, esta comédia sobre um programa matinal que está com problemas em se manter no ar, pode ter grande potencial para Óscar mas também pode não se aguentar, até porque estreia muito cedo (Julho) no ano. Vai ter que ser de facto muito bom para chegar até Janeiro com os seus poderes e virtudes intactas.


Mother and Child

Annette Bening, Kerry Washington e Naomi Watts são as três protagonistas desta história original de Rodrigo García que gerou aplausos em Sundance e em Toronto. Tão boas críticas foram que Bening e Watts podem ter boas hipóteses de serem nomeadas pelos seus papéis.




My Own Love Song

Originalmente marcado para estrear em 2009, este filme que conta com Forrest Whittaker, Nick Nolte e Renée Zellweger nos principais papéis foi adiado para este ano. Pelo que se tem visto e dito sobre o filme, é preciso ter cuidado com Zellweger na corrida este ano. Tem todo o ar de ser uma interpretação perfeita para Óscar. Mãe que abandona o filho enquanto jovem que depois tem acidente e fica em cadeira de rodas (e perde a alegria de viver, apesar de cantar maravilhosamente) e que depois parte numa viagem com um desconhecido que tem problemas mentais para ir procurar o filho? Tudo a ver com o que os Óscares querem!


Never Let Me Go

Protagonizado por Carey Mulligan, Andrew Garfield e Keira Knightley e ainda com Andrea Riseborough, Sally Hawkins e Charlotte Rampling no elenco, este novo filme de Mark Romanek promete. É um drama com muito suspense adaptado por Alex Garland e baseado no romance de Ishiguro, cujo enredo anda à volta de um grupo de três amigos que cresceram juntos e que descobrem segredos do seu passado que vão influenciar o seu futuro. O filme tem imenso potencial e é capaz mesmo de ter um grande número de nomeações, a mais gritante das quais a de Carey Mulligan para Melhor Actriz, que aparece em tudo o que se tem ouvido falar sobre o filme.


Nowhere Boy

Sam Taylor Wood decide contar, em Nowhere Boy, a história da infância de um dos maiores ícones mundiais, o lendário músico John Lennon. Kristin Scott-Thomas, Aaron Johnson, Anne-Marie Duff e David Morrisey fazem parte do elenco deste muito bom filme (rezam as críticas) que foi nomeado para quatro BAFTAs e que vai ser distribuído nos Estados Unidos pela Weinstein Co.


Paul

Depois de realizar Superbad e Adventureland, Greg Mottola pega no argumento escrito pela magnífica parceria Simon Pegg - Nick Frost e vai realizar Paul, a história de dois nerds de BD que viajam para os Estados Unidos e encontram um extraterrestre na Área 51. Seth Rogen, Jane Lynch, Kristin Wiig, Jason Bateman, Bill Heder e Jeffrey Tambor compõem o elenco que se junta aos dois protagonistas, os acima-mencionados Frost e Pegg. Querem melhor que a bela escola do humor britânico misturada com o pragmatismo da escola do humor americano? Veremos o resultado.





Please Give

Estreou em Sundance com críticas simpáticas, tem um elenco interessante (Rebecca Hall, Catherine Keener, Oliver Platt, Amanda Peet), parece um daqueles filmes independentes engraçadotes, uma típica comédia-drama "feel-good", mas não deve ir muito além disso. Não tem potencial para andar à caça de prémios, à excepção talvez dos Indie Spirits. Realizado por Nicole Holofcener, fala da vida rotineira de uma família e em particular da mulher dessa família (Keener) que se encontra a passar por uma crise existencial de como ser uma boa pessoa neste mundo em que a pobreza, a solidão e a depressão estão sempre a bater-nos à porta. Este filme parece, sobretudo, ser uma introspecção bastante engraçada aos problemas que nós debatemos na nossa cabeça todos os dias.


Rabbit Hole

Este é o novo filme de John Cameron Mitchell. Conta com Nicole Kidman, Aaron Eckhart e Dianne Wiest nos principais papéis (particularmente Kidman parece ser uma das grandes favoritas ao Óscar, com este papel) e é baseado numa peça da Broadway que ganhou diversos prémios. Fala de um casal que tenta voltar ao normal depois de lhes ter morrido um filho. Vai ter de deixar uma impressão bem funda nas mentes das pessoas para lhe ser dada atenção quando chegar à altura de votar.





Robin Hood

Para falar de Robin Hood basta dizer: Ridley Scott e Russell Crowe. Bem, deixem-me juntar: Cate Blanchett. E mais uma coisa: é o filme que vai abrir Cannes 2010. É preciso dizer mais? Toda a gente conhece a história. Tem é todo o ar de ser a "sequela" de Gladiator. Para bem de todo o mundo, espero que não. Será candidato aos Óscares? É um projecto bastante alternativo e como tal vamos ter que esperar para ver o que é o que filme vai realmente ser.





Salt

O show de Angelina Jolie? Este thriller de acção de Phillip Noyce foi escrito para Tom Cruise protagonizar mas modificado para que Jolie o pudesse interpretar, depois de Cruise ter desistido para fazer Knight and Day. O filme conta a história da super-espiã e agente da CIA Evelyn Salt (Jolie) que está a monte depois de ter sido acusada de múltiplos crimes que não cometeu. Pode ser um candidato a Óscares? Não creio, apesar de nos prémios técnicos ter algumas possibilidades (fotografia, banda sonora, edição e mistura de som, entre outros).


Secretariat

Ainda se lembram de 2003 e de Seabiscuit ter sido nomeado para o Óscar de Melhor Filme (7 nomeações no total)? Pois bem, parece que as histórias de cavalos de corrida voltam a estar na moda. E esta história é ainda mais famosa - e aparentemente mais enternecedora - que a de Seabiscuit. É a história do fabuloso cavalo Secretariat, que pode dar nomeações para John Malkovich e Diane Lane, os protagonistas da história. Principal desvantagem: o filme é da Walt Disney, por isso nunca se sabe qual vai ser o resultado final.


Selma

Depois de Precious, eis que Lee Daniels está de volta, uma vez mais com Lenny Kravitz mas com Hugh Jackman e Robert De Niro a dar peso ao elenco, com este filme, Selma. Selma é o nome da cidade no Alabama onde a segregação racial atingiu o seu pior estado e foi por causa dos actos de violência que aí se passaram que o presidente de então, Lyndon Johnson, assinou o Civil Rights Act. Começa a filmar em Maio, o que leva a sugerir que este será um filme só para 2011 e deverá estrear em Sundance, como Precious, mas como se diz que estará mais acelerado do que parecia inicialmente, poderá estrear limitado em Dezembro.


Shutter Island

Nem preciso de dizer muito mais de Shutter Island. Novo filme de Martin Scorcese, nova colaboração com DiCaprio, tem ainda no elenco Mark Ruffalo, Emily Mortimer, Michelle Williams, Patricia Clarkson, Max von Sydow e Jack Earle Haley, é um bom filme e tivesse estreado mais tarde em 2010 ou então em 2009 poderia ter sido um candidato. Como foi... as suas hipóteses estão praticamente arruinadas. Pode ser nomeado para um ou outro premiozito, mas ganhar... está fora do seu alcance.~


Stone

Realizado por John Curran (The Painted Veil), escrito por Angus MacLachlan (Junebug), este thriller sobre um condenado que busca a sua liberdade condicional e que para tal entrega a sua mulher nas mãos do seu advogado, que tem Robert De Niro, Edward Norton, Frances Conroy, Mila Jokovich e Enver Gjokaj nos principais papéis, parece-me muito interessante. Será que vai lutar por prémios? O tempo o dirá.


Sympathy for Delicious

Primeiro filme realizado por Mark Ruffalo, conta a história de um DJ que fica paralisado e que busca na fé a superação do seu estado físico, estreou em Sundance com boas críticas para a interpretação do próprio Mark Ruffalo (que parece vir a ter um excelente ano de 2010) mas também de Orlando Bloom, Laura Linney e Juliette Lewis.


Tamara Drewe

Este filme não vai, muito provavelmente, estrear ainda em 2010, mas coloquei-o aqui na lista porque muitos críticos e sítios da Internet acreditam que o filme vai estar pronto a tempo da corrida deste ano. Se ficar, é um dos potenciais grandes concorrentes. Realização a cargo de Stephen Frears, elenco composto por Gemma Arterton, Dominic Cooper e Roger Allam, entre outros, com banda sonora do grandioso Alexandre Desplat e com guarda-roupa da magnífica Consolata Boyle. Baseado na BD de Posy Simmonds, este filme segue a protagonista, de seu nome Tamara Drewe, que volta à sua aldeia rural depois de muito tempo na grande cidade, incitando diversas paixões entre os locais.


The Beaver

Jodie Foster volta a realizar um filme, com Mel Gibson a protagonizar esta história de um homem que anda no seu dia-a-dia, fruto da sua depressão, com um fantoche na sua mão e fala com ele, como se de uma criatura viva se tratasse. Além de Gibson e de Foster (que também tem um papel no filme), o projecto envolve Anton Yelchin e Jennifer Lawrence.


The Debt

John Madden (Shakespeare in Love) é o realizador deste The Debt, que conta com um elenco interessante (Sam Worthington, Helen Mirren, Jessica Chastain, Tom Wilkinson, entre outros), com um argumento potente (fala de três agentes da Mossad que em 1965, 20 anos após o fim da II Guerra Mundial, descobrem que ainda existe um criminoso da era Nazi à solta e então eles partem em sua perseguição pela Europa) e com algumas possibilidades de se tornar um dos candidatos da corrida este ano.


The Details

Comédia de humor negro realizada por Jacob Aaron Estes (Mean Creek) e com um elenco com grandes nomes (Elizabeth Banks, Tobey Maguire, Ray Liotta, Laura Linney, Dennis Haysbert, Anna Friel e Sam Trammell), não me parece que tenha grande potencial para ser candidato a honras e prémios no final do ano mas acredito que possa ser das grandes surpresas desta época. A história começa numa família que tem problemas com guaxinins no seu jardim e estes problemas despoletam toda uma cascata de problemas e discussões que estavam em stand-by até ao momento do aparecimento dos guaxinins. Tudo isto vai levar a mais consequências hilariantes que nos mostram o lado negro de cada um dos personagens e que nos servem de reflexão para a forma como abordamos muitas vezes as pessoas e os problemas no nosso dia-a-dia.


The Eagle of the Ninth

Este género de filme sugere grande potencial para Óscar, pelo menos no que a prémios técnicos diz respeito: guarda-roupa (Michael O'Connor), banda sonora, fotografia (Anthony Dod Mantle), direcção artística, efeitos visuais, efeitos de som... Contudo, há aqui dois grandes senões: O primeiro é Channing Tatum. Ele é o protagonista desta história de Kevin Macdonald (State of Play, The Last King of Scotland) e provavelmente se tivesse aqui outro actor mais versátil e experiente, eu apostaria em grande neste filme. Como é Tatum... vou manter os meus dedos cruzados. O resto do elenco até é porreiro: Tahar Rahim, Donald Sutherland, Jamie Bell, Mark Strong... Ele é claramente o elo mais fraco. Este filme segue a história de Marcus Aquila, um centurião romano que é encarregado de resolver a história do desaparecimento de toda a Nona Legião Romana na Grã-Bretanha do séc. II d.C. O segundo é o facto de este estilo de histórias de guerra que misturam a História com a ficção leva sempre a que se façam comparações com outros filmes do mesmo tipo. O que pode ser mau para este The Eagle of the Ninth. Esperemos para ver, mas estamos expectantes.


The Grand Master

Depois do fiasco de My Blueberry Nights, o grande realizador Wong War Kai (In the Mood for Love, 2046) está de volta com este The Grand Master e desta feita reúne-se com os seus actores preferidos, Toni Leung e Ziyi Zhang, para contar a história do mestre de artes marciais Ip Man, que ensinou Bruce Lee. Se tivermos uma coisa do género de Crouching Tiger, eu ficar-lhe-ia eternamente agradecido. É que ele tem que compensar pelo facto de ter feito aquela miséria protagonizada pela Norah Jones.


The Kids Are All Right

A grande surpresa de Sundance foi este filme de Lisa Cholodenko, The Kids Are All Right, uma comédia sobre duas adolescentes que decidem procurar o seu pai biológico, uma vez que elas resultaram de inseminação artificial que as suas duas mães, lésbicas, realizaram. Julianne Moore e Annette Bening são as duas mães de família, Mark Ruffalo é o pai. Mia Wasikowska e Josh Hutcherson também entram no filme. Este filme tem ganho críticas muito elogiosas, particularmente à interpretação dos três renomados actores (muitos apostam já na nomeação de pelo menos uma delas para Melhor Actriz e na dele para Melhor Actor Secundário), apesar do seu grande entrave ser o facto de ser uma comédia leve, depender da receita de bilheteira que obtiver e do da sua estreia ser muito cedo (Julho). Vai precisar de uma campanha esforçada da Focus para resultar, mas muitos dizem que estrear no Verão vai ser bom para ele. A ver vamos. O filme, no seu geral, parece-me francamente agradável.


The Killer Inside Me

Já alguma vez imaginaram alguém a elogiar Jessica Alba por uma interpretação dramática (como prostituta, ainda por cima)? Pois preparem-se, pode ser que o façam, à custa deste novo filme de Michael Winterbottom. No entanto, a estrela não é Alba, é Casey Affleck. Com ele e com Alba contracenam Bill Pullman, Simon Baker e Kate Hudson. John Curran e Robert Weinbach adaptam este romance de Jim Thompson que segue a história de um xerife texano e a sua transformação de pacato polícia para um assassino, sociopata, sem escrúpulos.


The Next Three Days

Lembram-se do senhor Paul Haggis? Bem, o seu filme Crash foi o mais polémico vencedor do prémio de Melhor Filme da última década. Pois bem, ele está agora de volta, com Elizabeth Banks e Russell Crowe a protagonizar o seu The Next Three Days. Além deles, Olivia Wilde, Brian Dennehy, Liam Neeson e Jonathan Tucker também participam no filme. O filme fala de um professor cuja mulher é presa e condenada por um assassinato que ela diz não ter cometido. É, na verdade, um remake de um filme francês de 2007 chamado Pour Elle. É um mais que óbvio candidato mas não sei quanto do seu potencial irá realmente transparecer para a tela.




The Runaways

Kristen Stewart e Dakota Fanning são as estrelas maiores deste biopic sobre abanda feminina com maior sucesso de sempre, The Runaways. Estreou em Sundance com boas críticas mas não me parece que vá lutar para prémios. De qualquer forma, parece muito divertido e alegre.


The Tempest

Que dizer deste The Tempest? É de Julie Taymor (Across the Universe, Frida), por isso não espantou ninguém o seu adiamento para 2010, mas com esse adiamento o buzz do filme fugiu. Com Helen Mirren, Djimon Hounsou, Alfred Molina, Chris Cooper, David Strathairn e Ben Whishaw, entre outros, no elenco, é em potência um grande filme. The Tempest é a adaptação da peça de Shakespeare do mesmo nome, só que com inversão do género (por exemplo, na peça existe Prospero, no filme existe Prospera, personagem de Helen Mirren). Com ela trás outros nomeados e vencedores para Óscar (só para dar uns exemplos, a banda sonora é do marido, Elliot Goldenthal, que venceu por Frida e o guarda-roupa é de Sandy Powell, que venceu este ano de novo por The Young Victoria e Françoise Bonnot, que também já venceu o Óscar, é a Editora deste filme). Agora fica a pergunta: que filme vamos ter, um sucesso ou uma desilusão?


The Whistleblower

Rachel Weisz é a protagonista deste filme de Larysa Kondracki e apesar das notícias darem como certa a estreia deste filme só em 2011, a mesma veio dizer em entrevista que o filme se encontrava em finais de pós-produção, à procura de ficar pronto para Cannes ou então para Veneza ou Toronto. Se ficar pronto, poderá ser forte candidato para lutar por alguns prémios. Este pesado drama conta a história real de Kathryn Bolkovac, uma oficial da ONU que arrisca a sua vida para dar a conhecer ao mundo a corrupção e o tráfico de sexo entre oficiais da ONU na Bósnia.


The Wolfman

O primeiro flop e possivelmente um dos filmes mais horríveis deste ano (que ainda está agora a começar), The Wolfman contava com uma história potente, um elenco impressionante (Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt) e uma equipa por detrás da câmera com grande qualidade. Infelizmente, o produto final ficou muito aquém das expectativas e não se percebe muito bem qual a diferença entre ter lançado este filme o ano passado e este ano, de tão mau que ele é. Joe Johnston não soube aproveitar o material que tinha em mãos.


Warrior

Jennifer Morrison, Tom Hardy, Nick Nolte e Joel Edgerton compõem o elenco de Warrior, o novo filme de Gavin O'Connor (Pride and Glory, Tumbleweeds), que conta a história de um pai, um alcóolico, boxista reformado, e dos seus filhos, um que deseja ser treinado por ele para lhe seguir as pisadas e o outro, que ele vai ter de enfrentar em ordem para vencer.


We Need To Talk About Kevin

Tilda Swinton tem neste filme a maior possibilidade de ser nomeada de novo para um Óscar. Ela interpreta a mãe de um adolescente tornado assassino em série que não sabe o que há de fazer para lidar com o assunto. O filme está agendado para estrear em 2011, mas ouve-se dizer que pode estrear ainda este ano (em particular se a corrida para Melhor Actriz estiver a passar mau bocado). John C. Reilly e Ezra Miller também participam no filme.




Winter’s Bone

Estreou em Sundance para júbilo da multidão, que disparou elogios à performance incrível de Jennifer Lawrence, que se diz ser medonha, grandiosa, impressionante. Bem, se tudo correr bem, lá a teremos no Kodak Theatre para o ano. Os mídia já decidiram que ela é a nova Carey Mulligan. Mas será que a sua interpretação tem força para, como Mulligan, carregar o seu filme para uma nomeação para Melhor Filme? A luta vai ser difícil mas para uma rapariga das montanhas de Ozark, tudo é possível. A estreia em Junho coloca ainda mais entraves para que isso suceda.


Your Highness

Estreia em Outubro esta comédia de David Gordon Green e é uma comédia daquelas pouco convencionais, como (500) Days of Summer ou I Heart Huckabees. Your Highness conta com James Franco, Danny McBride, Natalie Portman e Zooey Deschanel no elenco. A história passa-se na Idade Média e relata a viagem de dois cavaleiros que partem a caminho de libertar a princesa e futura noiva da personagem de Franco, que foi aprisionada por um malvado mago. Como se pode ver, imaginação não falta.


You Will Meet A Tall Dark Stranger

Como é óbvio, nesta lista não podia faltar mais um filme de Woody Allen. Este novo filme tem Josh Brolin, Naomi Watts, Antonio Banderas, Anthony Hopkins e Freida Pinto no elenco, volta à Europa (onde Allen até se tem dado bem - Matchpoint, Vicky Cristina Barcelona, o menos apreciado Scoop) e volta aos dramas (depois da má experiência do ano passado, Whatever Works). Segundo Allen, o enredo tem um pouco de tudo, sexo, traição, amor, romance, paixão. Fala da vida de um grupo de pessoas, cada um com a sua personalidade, o seu feitio, as suas paixões, as suas ambições e as suas preocupações. Com Allen, tudo é possível, o filme pode ter 6 nomeações como 0, depende. Sendo realista, acredito que Argumento Original é possível. Realizador, Filme e nomeações para os seus actores já são mais puxadas, para tal é preciso que o filme seja mesmo muito bom.



Seguinte: os meus 25 filmes mais antecipados de 2010!