sábado, 9 de outubro de 2010
Blogs Perdidos
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Turismo Perdido
No local da estação funciona a escola profissional de arqueologia do Marco de Canaveses, pelo que se realizam trabalhos constantemente..
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Higiene e segurança nos trabalhos arqueológicos, em Novembro, em Oliveira de Azeméis!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O dia das mentiras..
E depois de pensarem no porquê da minha atitude, vão pensar, como alguns oliveirenses pensaram..
quarta-feira, 31 de março de 2010
Petição pelo MNA!
segunda-feira, 29 de março de 2010
MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA: mudar, só para melhor
sexta-feira, 26 de março de 2010
A (des)Ordem no Museu!
quinta-feira, 11 de março de 2010
Sobre uma Ordem de Arqueólogos.. e os males da arqueologia!!!
*Ordens não faltam - profissões como médicos, engenheiros, advogados, enfermeiros, psicólogos ... todas elas têm ordens.. E pergunto, há alguma desvantagem em ter uma?!
Se um sindicato se pode ocupar das questões salariais, de trabalho, de problemas entre patrões e prestadores de serviços; não é essa a função de uma ordem..
*Precisamos de uma ordem? Parece-me que sim.. Não sei se é ou não a melhor altura para a criar.. Se vem tarde ou se vem cedo.. Mas ela é precisa.. E passo já a explicar o porquê desta opinião..
A arqueologia em Portugal apresenta-se como um empilhado de dúvidas e incertezas.. de buracos na lei.. de desgulamentação..
Parece-me que reside na Ordem o peso social de pressionar as tutelas e ver esclarecidos os problemas de vazios legais..
Para além disso há uma coisa que faz muita comichão.. Quem raio tem legitimidade de dizer: "Você pode ir ali um buraco"; "Ai você tem um curso de Bolonha? Desculpe lá, mas não lhe serve de nada"
Eu percebo que haja algumas reticências nos licenciados fast food de Bolonha (eu tb as tenho), a questão é que a arqueologia não pode de repente dizer que a licenciatura de Bolonha não serve para nada, e mais valia ter ido para um curso no Marco, do que matar a cabeça com problemas interpretativamente rituais!
A questão é que se se reconhece que a formação universitária é insuficiente, alguém, alguma coisa tem que criar complementos a essa formação.. complementos reconhecidos.. Não estou a falar de escavações em que tiramos terra e despejamos baldes.. Alguém tem que pensar se não são precisos estágios profissionais integrados nas formações, ou pós formações ou o raio que os empisque!
Eu não sei se as pessoas que estão actualmente nos grandes cadeirões da arqueologia percebem que não são eternas.. E se têm medo que alguém lhe roube o lugar demasiado cedo, tranquilizem-se, mas formem é pessoas competentes que possam vir a substituir..
Os cursos de Bolonha são uma porcaria, mas é deles que vai sair o futuro arqueólogo..
E sim, há pessoas que não querem saber, e vão fazer arqueologia em qualquer circunstância..
Srs Arqueólogos, acordem' As pessoas que realmente se preocupam com o património, não vão investir numa área que não lhe dá segurança profissional.. (não estou a dizer que há arq que não se preocupam, o objectivo não é esse).
Se a Ordem restringe o acesso à profissão, só leva a que as pessoas realmente se empenhem para lá chegar.. Não é porque sim, não estamos a brincar aos escavadores.. Estamos a trabalhar com um recurso, onde depois de abrirmos, não fechamos da mesma maneira..
E é preciso que a sociedade em geral reconheça isto.. e não são sindicatos que levam a sociedade a perceber a importância da arqueologia.. não são meia dúzia de arqueólogos sozinhos que resolvem isso..
Que se debata uma Ordem, um sindicato.. Mas que se faça alguma coisa em prol da Arqueologia!
*
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Workshop Prospecção Geofísica e Arqueologia - o balanço..
Bem, um workshop de dois dias, e que implicou uma tarde de "campo".. Uma sexta mais geo científica, que se misturou com uma tarde de prospecção, na quinta do Covo..
Um sábado mais arqueológico, oliveirense e futurista ;)
Foi um workshop multi disciplinar.. e, como foi referido, "o arqueólogo não tem que saber tudo, tem que colaborar com todos"..
Obtivemos precisas informações dos processos que a metodologia usada no Covo utilizou..
Foram também referidos alguns métodos de prospecção geofísica não utilizados e algumas limitações à respectiva utilização.. (humidade, presença de metais..
Foi também abordada a questão da prospecção geoquímica utilizada..
Claro que, algumas destas apresentações, pareciam, aos olhinhos de um pseudo futuro arqueólogo, demasiado científicas :)
De qualquer forma, importantes, no sentido em que o tipo de conhecimentos expressos não se ouvem numa qualquer faculdade de letras..
A importância destes métodos não é expressa nas aulinhas belas e amarelas.. E, certamente, passa ao lado de muita gente a utilidade que esta aplicação da geofísica tem para a arqueologia.
Quanto à visualização dos métodos.. uma experiência quase única.. oportunidades destas não devem saltitar muito por aí.. Assistimos portanto a todo o processo de recolha, tratamento e análise dos dados..
Já no sábado, e na óptica de manter viva a memória vidreira no concelho, foram apresentados os motivos que levaram à investigação da fábrica de vidros do Covo.. A importância da mesma, a sua longa permanência.. a importância de desenvolver estudos numa área pouco conhecida..
Os resultados das investigações.. que revelaram a presença de, provavelmente, três fornos.. a local de moagem de quartzo (única estrutura arqueológica visível..)
A questão curiosa da chaminé.. se calhar eram duas e não uma.. a minha fonte diz que, à 60 anos, ainda havia vestígios duma perto da pocilga..
Bem, deixando o Covo, seguiu-se a mesa redonda onde se discutiram outros casos da aplicação da geofísica à arqueologia..
O caso de Perdigões, em que a geofísica permitiu identificar muitos mais fossos do que os já conhecidos.. e permitiu o planeamento de intervenções seguintes..
Também houve relatos de prospecções falhadas..
A geofísica foi considerada uma técnica de diagnóstico.. Se, na medicina, ninguém abre um doente sem saber exactamente o que é que ele tem.. em arqueologia já não é bem assim..
Também foi referido que a geofísica, embora sendo "cara", permitia a minimização de custos.. E, quando há empresas de arqueologia que não a podem fazer, contratam outras de geofísica que o façam..
Discutidos foram também os cadernos de encargos, como fazer, quem.. e, de que forma, se podiam evitar os erros do Caderno de Encargos da Cava de Viriato..
Também se constatou a dificuldade de aplicar estes métodos na arqueologia urbana..
Houve quem apelasse à necessidade de tornar a geofísica apelativa.. e à formação de arqueólogos em geofísica, que pudessem acompanhar todos os processos dum trabalho..
No debate que se seguiu, foi referido que a geofísica trazia contexto à arqueologia, embora não datando..
Voltou-se a discutir a questão dos cadernos de encargos e a possibilidade de adjudicar a sua elaboração a empresas.. por outro lado, foram referidas as dificuldades autárquicas em adjudicar primeiro a elaboração dum caderno de encargos e depois, colocar esse caderno de encargos a concurso..
E, à semelhança do que se disse o ano passado em relação aos trabalhos arqueológicos e ao pastel de natal.. Quem vai ao médico quer saber o que é que tem.. Mas quem faz uma obra não quer encontrar nada..
"A geofísica trás mais problemas do que soluções"
Bem, viajando agora pela memória do vidro.. começamos com uma viagem pela História do Vidro em Portugal, com referência às principais publicações, fábricas, evoluções, introduções..
Passamos para uma perspectiva mais.. geológica.. abordando as matérias primas minerais presentes no vidro, nos fornos.. as tipologias do vidro.. (coisinhas que condicionam bastante a localização duma fábrica..)
Depois, uma intervenção muito poética e que fez sorrir muitos dos oliveirenses que assistiam às apresentações.. O património industrial vidreiro.. Classificando as investigações no Covo como uma etapa decisiva para o conhecimento da história do vidro.. Oliveira de Azeméis, um diamante em bruto, com um património espantoso..
Continuamos a jogar com as emoções, e seguiu-se a intervenção do Sr. Morgado sobre o dia-a-dia de um vidreiro.. Não faltaram as histórias e aventuras.. (Aqui, em trabalhos no Berço Vidreiro)
E continuamos na nostalgia dos bens perdidos.. A visualização de uma vídeo sobre o Centro Vidreiro do Norte de Portugal, as peças, os processos produtivos.. A produção de tudo e mais alguma coisa necessário ao funcionamento da fábrica.. [um vídeo que devia estar acessível a toda a gente..]
E, finalmente, para concluir, viajamos pelo que será o futuro do vidro.. as suas novas aplicações.. a sua resposta aos novos desafios..
Sem dúvida, extremamente produtivo :)
*
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Oliveira de Azeméis e Arqueologia
Voltarei a manifestar-me sobre isto no final do workshop.. ;)
[e aguardamos a 2ª postagem das séries do Jorge; o resumo da semana e, brevemente, o comentário à sondagem.. Será ele capaz?!]
Concelho possui 140 locais com potencial arqueológico
O município de Oliveira de Azeméis tem actualmente identificados cerca de 140 locais com potencial arqueológico, revelou hoje a vereadora da cultura, Gracinda Leal.
De um número inicial de 21 locais reconhecidos, o município passou, com o arranque do projecto da Carta Arqueológica em 2008, para quase uma centena e meia de sítios com interesse.
«Os trabalhos de preparação do projecto da carta arqueológica já nos permitiu multiplicar por sete o número de locais com potencial arqueológico», afirmou Gracinda Leal na abertura do workshop «Prospecção Geofísica e Arqueologia – A fábrica de vidro do Covo» que reúne, durante dois dias, meia centena de profissionais e alunos ligados à arqueologia.
Em cima da mesa está a análise das técnicas de prospecção do subsolo aplicáveis à arqueologia e a importância da indústria vidreira, incluindo o caso específico da investigação efectuada na Quinta do Covo.
Os resultados da prospecção nesta antiga unidade vidreira são apresentados este sábado e visaram identificar estruturas associáveis ao fabrico do vidro naquele local, numa parceria que envolveu o Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
O concelho de Oliveira de Azeméis está ligado à história vidreira nacional pela razão dali terem nascido as primeiras fábricas de vidro do país. O Centro Vidreiro do Norte de Portugal foi a última unidade a laborar desde que, em meados do século XV, começou a laborar, em Oliveira de Azeméis, a primeira indústria de vidro do país – a Fábrica do Covo.
«A necessidade de avaliar o potencial arqueológico de um espaço que foi ocupado pela conhecida fábrica de vidro que mais tempo esteve em laboração no território nacional mostrou-se prioritária no quadro da manutenção da memória vidreira no nosso concelho», afirmou a vereadora.
«A integração, em 2008, de um técnico do sector do Museu e Arqueologia marcou o arranque da actividade nesta área e foi decisiva para iniciarmos um percurso de criação de condições necessárias ao desenvolvimento de projectos de investigação arqueológica», disse Gracinda Leal.
«A actividade do sector em 2008 permitiu a celebração de protocolos de colaboração com entidades capazes de nos garantirem o acesso a conhecimentos e a técnicas que, de outra forma, não estariam acessíveis ao município», explicou.
O workshop – uma parceria entre a autarquia de Oliveira de Azeméis, a Associação Profissional de Arqueólogos e as universidades de Aveiro e Porto - termina amanhã com a abordagem ao tema «Dos produtos tradicionais às novas aplicações, o futuro do vidro».
Fonte: http://www.cm-oaz.pt/?lop=artigo&op=c0c7c76d30bd3dcaefc96f40275bdc0a&id=3f088ebeda03513be71d34d214291986
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Workshop Prospecção Geofísica e Arqueologia, O. Azeméis
Bem, eu sei que isto deve estar pouco legível, portanto consultem: www.aparqueologos.org
Vim só cá deixar a informação de um adorável workshop, em Oliveira, sobre arqueologia e vidro basicamente.. :)
E sim, eu sei que tenho uma sondagem para comentar.. espero fazê-lo até ao final da semana.. Esta semana em que toda a gente neste blog ficou velha, não deu para isso ;)
*
[Bem, acrescentei hoje título ao post, 28/10, prova da minha intensa visita ao mundo lunar nas últimas semanas :)]
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Uma coisa, uma escolha, uma opcional, uma faculdade..
Pensei em começar por dizer "Letras? Não!" ou.. "Escolha uma das 5 disciplinas opcionais"..
E esta é a parte em que quase ninguém percebe o que é isto.. Mas passemos ao desenvolvimento, começando por outro lado..
Escolhas! E sim, são coisas muito importantes na nossa vida (já aqui falei delas).. Mas, nem todas as escolhas são democráticas.. (apesar de ter havido uma coisa designada vulgarmente por 25 de Abril)
Assim, temos.. escolhas, condicionadas..
E aqui, começa o meu conselho, se alguém pensar, um dia na vida, seguir arqueologia (que já de si, deve ser coisa bem reflectida) não o faça na Faculdade de Letras da UP.. (também já aqui escrevi sobre isto..)
(Esta é a parte em que junto as duas ideias..)
Quanto alguém escolhe um curso, analisa bem os diferentes planos de estudos.. e, pressupõe que não vão ser muitas as alterações ao dito cujo..
Mas, aí é que nos enganamos..
Ora, em 3 magníficos anos de Bolonha, conheci eu na Flup, pelo menos, 3 planos de estudo diferentes..
Ora, quando uma pessoa pensa em escolher opcionais, supõe que as restantes vão lá estar nos anos seguintes.. e programa-as partindo dessa generalização (falsa por sinal!).
No meio de tanta troca e mudança, eis que chegamos ao último ano, e temos problemas em fazer as matrículas (num post anterior, isto também já foi referido).. e depois de esperar dias, dias e dias pela resolução do problema.. eis que ela surge..
Mas, não era sem dúvida a solução esperada.. Uma das disciplinas opcionais, foi substituída por outra, tendo em conta que assim poderia ter um maior nº de alunos - de 15 para 50.
E, para além disso, foi aberta ainda outra disciplina, dedicada (como quase tudo por aqueles lados - percepção tardia a minha) à pré-história.
E, à primeira vista, o problema tinha sido "bem" resolvido.. Mas.. não..
Ora, tendo em conta que a disciplina dos 50 foi uma reabertura, alunos como eu, já a tiveram..
Tendo em conta que o nº de vagas para a outra disciplina se manteve (15), e não foi conferida prioridade aos alunos do 3º ano..
Considerando ainda, que as outras duas disciplinas já foram feitas..
Destas belas 5 opções, sobre apenas uma..
E a moral da história é..
Pré-história!
Opcional - completamente obrigatória.
Liberdade de escolha absoluta.
E, isto podia continuar.. mas diz-me a liberdade que me resta, que não vale a pena..
*
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O mundo está perdido - estados dos monumentos em Portugal!
A estação tem mesmo aquele ar de quem foi saqueada.. e agora, que aparentemente já não se lá vai encontrar mais Ouro! fica pra lá ao abandono..
E as estruturas que já estão na estrada..
Enfim :s
*
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Finalmente a sós..
Ora, assim sendo, as minhas mais recentes noticias vão para o ciclismo..
*A 100ª edição do Giro de Itália começa sábado. Conta com o regresso de Ivan Basso e com a primeira participação de Lance Armstrong.
*Astana com problemas financeiros. Talvez possível intervenção da Livestrong.
*Vinokourov anuncia o seu regresso, depois de cumprir a suspensão de 2 anos por doping no Tour 2007.
*João Cabreira foi novamente ilibado.
*Em estudo a possibilidade de num futuro próximo a Volta a Portugal partir do Funchal.
*Notícia sobre o I Memorial Bruno Neves: http://www.labor.pt/index.asp?idEdicao=179&id=8906&idSeccao=1876&Action=noticia
E segundo sei, a segunda edição do Memorial encontra-se já em preparação.
Entretanto.. quanto a Oliveira de Azeméis..
*Os assaltos durante o dia continuam a suceder.
*No próximo dia 16 de Maio a cidade comemora os seus 25 anos de elevação. O programa oficial encontra-se no site da CM. A essas comemorações associa-se também o 13º Festival da Juventude.
http://www.cm-oaz.pt/up/UPLOAD-bin2_imagem_0657177001241791863-766.pdf
*Entretanto foi revelado que o candidato à CMOAZ pelo PSD seria Hermínio Loureiro, actual presidente da Assembleia Municipal, da Liga de Clubes e deputado na Assembleia da República.
Arqueologia e escavações..
Começam agora divulgações de escavações em regime de voluntariado para estudantes de arqueologia.. Estejam atentos.. ;)
Rio Zêzere
Portanto, chega onde tu quiseres, mas goza bem a tua rota..
*
domingo, 5 de abril de 2009
Os guardiães do património.. algumas reflexões.. (II)
- Antes, a exigência era diferente. Antes, era preciso apresentar curriculum para escavar. Antes, começava-se a escavar com o acompanhamento (na teoria) de outra pessoa com mais experiência.
Antes, antes, antes..
- O incentivo que Bolonha trás para se fazerem estudos posteriores.
- Em Portugal não há condições para oferecer muitas unidades curriculares.
- Bolonha é economicista.
- Questão das propinas - possibilidade de mestrados integrados, que ocorreram nalguns cursos porque havia uma Ordem.
O problema é que a licenciatura é insuficiente, mas o mestrado é caro. E a arqueologia é assim tão lucrativa para passar a profissão de elites? A hobbie de médicos e arquitectos, de algum excêntrico a quem saia o Euro milhões?
-As escolhas dos alunos, pelo local onde o vão fazer, prendem-se muito com gestão de cursos. Onde têm familiares.. Portanto, não é opção, é a opção condicionada.
-A legislação desactualizada. (Por lei, a licenciatura chega.. mas o conceito de licenciatura é, actualmente, diferente)
- Falta regulamentação na actividade (responsabilidade da tutela).
E queremos nós ser úteis à sociedade.. sem leis..
-Propostas de estações-escola não aceites pela Flup.
Que já foi referido num comentário ao post anterior. Mas esta questão bate records. Acho que nem consigo dizer nada. Quando se cai em cima dos alunos da maneira que se caí.. e se diz que falta a prática, mas não se assinam protocolos.. Haja investimento dos alunos! Haja super-heróis!
-A gestão aprende-se no campo. A CULPA É DO POUCO INVESTIMENTO DOS ALUNOS.
E aqui, perdoem-me a "revolta". Mas há alunos que investem e os que não investem, em qualquer curso. Como há professores bons e maus. Como há bons e maus empresários. Dizer que os culpados dos males da arqueologia são os alunos, pf, é demais. Acabamos de chegar, muitos de nós não fazem mais pq não podem, e a culpa é nossa? Também não me querem dizer que a culpa de chover esta semana é minha? É que se quiserem, nesta linha, estamos à vontade.
Claro que não desresponsabilizo muitos alunos, mas como também um aluno referiu no debate, não somos todos iguais. Sinceramente, deixa-me triste quando todos sacodem a água do capote desta maneira.
As empresas dizem - aí que são incompetentes, a culpa é das Universidades que não os formam bem. As Universidades dizem - a culpa não é nossa, eles é que não se querem empenhar. Os alunos dizem - pronto, então não posso dizer que a culpa é do caracol que me andava a estragar as alfaces (o futuro de quem se forma em arqueologia), sendo assim, fico eu com as culpas.
Convinhamos.. Será que ninguém quer reconhecer claramente a porcaria das aplicações de Bolonha que por aqui se fizeram? É que nós temos que investir como diz Bolonha, mas o nosso ensino de Bolonha só tem exigências.
Não sei se alguém também tem ideia de que a vida de quem estuda não é só estudar. E que há mais para além da arqueologia. Ou será que devemos deixar de falar com os amigos porque temos 12 livros para ler por cada disciplina?
- O que é a qualidade em arqueologia, o que são bons e maus profissionais.
- Não temos relevância social.
- Falta dinheiro para publicar resultados.
- A lei exige, mas não faz cumprir - falta fiscalização.
- Na arqueologia de salvamento, a qualidade paga-se, mas quem pede o serviço não quer qualidade, quer custo reduzido.
(Já agora, qual é a culpa dos alunos aqui? Devem ter alguma..)
- Necessidade de convencer alguém de que a qualidade compensa.
- Mas há quem não possa pagar as escavações arqueológicas que a lei exige. Contribui isso para uma má imagem dos arqueólogos. São saca €.
E bem, praticamente foi isto que apanhei.. E sim, saimos de lá deprimidos.. ou mantivemos a depressão que já tinhamos antes de lá chegar..
"Enquanto houver estrada para andar, a gente não vai parar" diz o JP numa das suas músicas..
Sinceramente, temo que a estrada da arqueologia esteje a chegar ao fim. Quem puder, salve-a..
*
sábado, 4 de abril de 2009
Os guardiães do património.. algumas reflexões.. (I)
Eu pessoalmente, vejo bolonha com um mestrado com especialização, mas digo eu, que quando alguém faz um acompanhamento arqueológico não pode esperar identificar só vestígios de determinada época.
terça-feira, 31 de março de 2009
Lá vem ela.. a cultura..
E tudo isto porque sucessivamente se sucedem acontecimentos sucedidos.. e isto não é mais do que a História..
E a História não é mais do que uma parte, uma pequena fatia, da cultura..
E é sobre cultura que me “apetece” escrever.. e não é um apetite só por si.. é uma necessidade, tendo em conta o estado actual das coisas..
E isto não me parece uma simples birra e implicação..
E não o é. Se há quem não defenda um Novo Museu dos Coches, há quem defenda um Novo Museu. E nada nisto é contra um projecto de arquitectura. Tudo isto, para mim, é contra uma política cultural do executivo.. ou se quiserem contra a inexistência de uma política cultural..
Na realidade, nesta questão, a arqueologia, parece-me a mim, saltita como bola de ping pong e moeda de troca.
Vejamos..
O local a ocupar pelo futuro museu dos coches pertence ao Ministério da Cultura.
Os serviços do Ministério da Cultura que aí estavam vão passar para um local tutelado pelo Ministério da Defesa.
Ora, ao Ministério da Defesa é conveniente a saída do MNA (Min da Cultura) dos Jerónimos, para ampliar o espaço do Museu da Marinha (Min Defesa).
E, por fim, o projecto de construção do novo museu dos coches.. foi iniciativa .. do Ministério da Economia.
Na realidade, isto é uma salgalhada de grelos bastante grande.. É criar confusões entre ministérios, moedas de troca, e sim.. A arqueologia é a bola de ping pong.
- Era necessário um novo museu?
- A ser necessário um novo museu, deveria ser dos Coches? (ou não seriam outros mais adequados?)
- Não haveria outro local para estabelecer os arquivos da arqueologia nacional, se não num local do Min da Defesa?
- Não há espaço nos Jerónimos para os dois museus?
E poderíamos continuar por aqui fora com uma série de perguntas que prefiro deixar sem resposta..
E é a cultura uma coisa tão abrangente, mas tão heterogénea.. e com tão pouco dinheiro.. E andamos nós com lutas internas deste género.
Mas não são só as lutas internas.. porque há lutas internas dentro do universo “cultura”, mas também as há dentro do universo “arqueologia” – e não são assim tão poucas quanto isso..
As lutas também são externas.. ou se calhar não são lutas..
A semana passada, foi divulgada uma carta de Manuel Maria Carrilho sobre o estado da cultura, e na mesma verifica-se referência a um série de promessas e politicas que ficaram por cumprir deste executivo..
Em sequência disso, e num debate televisivo, a ex ministra da cultura dizia que o orçamento do MC era de 0,4% do Orçamento de Estado.. E o actual ministro, quando ocupou o cargo disse que pretendia fazer mais com menos dinheiro..
Há quem marque penaltys por percepção.. na cultura não há percepção possível.. Nem por muito fértil e imaginativo que alguém seja pode dizer que há uma boa política cultural..
Entretanto.. as responsabilidades culturais foram descarregadas na autarquia, quase como um camião de lixo se despeja numa lixeira.. A acção social, a responsabilização do estado foi ver passar as naus dos descobrimentos..
Mas bem, como o dinheiro é tão pouco, andamos sempre todos às turras.. Pouco para muitos..
Porque a cultura engloba Artes; Património; Literatura..
No fundo, tudo é cultura..
Mas ninguém lhe dá a devida importância..
E vai desvanecendo.. sucumbindo.. extinguindo..
E já ninguém se interessa, e ninguém vai quer saber..
E tudo isto vai passar à história..
Era uma vez ..
…
E tudo estava podre no reino da cultura portuguesa..
“Porque o presente, é todo o passado, e todo o futuro” (Álvaro de Campos)
sábado, 14 de março de 2009
Notas sobre a passagem a fundação, em seguimento de Millady ;)
Demais leitores :)
(Ia comentar isto em resposta ao comentário da anterior postagem, mas já que expressa a minha opinião face ao comunicado da Feup, decide por bem colocá-lo aqui..)
Atrevia-me a dizer que continuamos sem saber o que se está a passar.. e não somos só nós, porque parece que a questão também não é clara para o pessoal docente, que corre o risco de ver o seu posto voar para outras paragens.
Letras apesar da interrupção que teve nos tempos do Salas, foi sempre uma faculdade de prestigio.. Agora, atrevo-me a dizer que esse prestígio só pode ser referido quando da história da faculdade se trata..
É triste, mas é assim. É assim, mas é triste.
"Enquanto houver estrada para andar, a gente não vai parar" - temos é que andar depressa porque a estrada acaba já aqui..
Outra leitura que eu faço deste "comunicado" da Feup do mês passado.. bem, para eles, o regime fundacional vai dar ao mesmo, na realidade, são quase eles que se auto-financiam.. São uma faculdade retável e com lucros..
Agora, a não ser que os municipios se lembrem todos de estudar a sua história e arqueologia, já fomos..Entretanto, trabalhar com municipios exclusivamente às vezes é complicado.. Ainda se levanta outro problema, no caso da arqueologia, se se estender em demasia a área de uma faculdade em termos de intervenção, pode sempre haver uma bela duma empresa que diga que é contra as regras da concorrência, e isso era chatinho de facto..
E como a Feup não é a santa casa da misericórdia do ensino superior..
Acho que isto também nos deveria levar a outra discussão - acho que muitos de nós se cruzam já com isto.. todos temos alguém que pensa assim..
Qual o objectivo duma Faculdade de Letras?
No cenário da crise global actual, que importância têm as Letras?
Vale a pena remar contra a maré, as ditas "ciências exactas" e investir nas Letras?
Segue-se uma listagem dos cursos de licenciatura oferecidos pela Flup, talvez possam ser úteis na resposta a algumas destas questões..
Licenciatura em Arqueologia
Licenciatura em Ciência da Informação
Licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia
Licenciatura em Ciências da Linguagem
Licenciatura em Estudos Portugueses e Lusófonos
Licenciatura em Filosofia
Licenciatura em Geografia
Licenciatura em História
Licenciatura em História da Arte
Licenciatura em Línguas Aplicadas
Licenciatura em Línguas e Relações Internacionais
Licenciatura em Línguas, Literaturas e Culturas
Licenciatura em Sociologia
*
terça-feira, 10 de março de 2009
A criação do Naup (Núcleo de Arqueologia da Universidade do Porto)
Bem, a única explicação para tal facto, apenas o meu “cansaço”.
Hoje, vejo-me obrigada a retomar isso, o motivo, a criação do Naup.
Sim, de facto, verificava-se alguma necessidade de criar um organismo que fizesse uma ligação entre os alunos de arqueologia e o resto do mundo.. tendo em conta que a arqueologia é um mundo ligeiramente diferente de cursos ligados a línguas e coisas que tal..
Portanto sim, considero o projecto de utilidade para todos.
Antes de me referir concretamente ao que se passará amanha e a moção da lista apresentada, devo antes de mais esclarecer (não vá alguém alegar o “falas falas mas não fazes nada”) o motivo pelo qual não me envolveria assim de repente em tal projecto.. considero que a fazer-se, não seria linear, e portanto, seria necessário empreender muito esforço, dedicação e responsabilidade.. é necessário gostar-se muito, ter-se noção das responsabilidades e das implicações que este tipo de organizações tem, no imediato e no futuro.
Não me parece que o âmbito destas organizações se fique por uma ponte entre alunos de arqueologia – associações de estudantes – professores e directores. Se criamos e queremos a todo o custo investir na arqueologia, o âmbito destas organizações tem que se alargar, perceber o papel da arqueologia numa sociedade; nos municípios e nas empresas.
Mas exige muita coisa, e tenho dúvidas se o esforço valeria a pena. (discurso pessimista, mas pronto, é o meu).
Ora, há coisa de 15 dias, foi-nos comunicada a criação do dito núcleo e divulgada a sua pagina na internet. Amanha, pelos vistos, há eleições.
Suponho que a divulgação e o conhecimento de tal coisa passou ao lado de muita gente. De qualquer das formas, não é por desconhecimento que as eleições não se vão realizar.
Quem não estava envolvido no projecto inicial, e se quisesse candidatar, adios’ porque não me parece que tenha havido tempo para quem quer que fosse organizar uma candidatura (para alem dos srs que se dedicaram à criação do dito cujo).
Bem, enfim.. adiante disso.. apresentação de uma lista às eleições .. a lista P..
Divulgação de tal coisa, vi hoje depois de receber um e-mail dinâmico a dizer que ia haver eleições. O programa, bem.. assusta-me ligeiramente..
Antes de pensarmos em passear e coisas que tal, eu diria que era necessário pensar em aplicar melhor Bolonha ao curso. Parece-me que isso falhou. Cada avaliação para seu lado.. não sei, parece-me que haveria outras prioridades..
Claro que as visitas são importantes para a formação académica.. se há departamentos que até conseguem dinheiro para autocarros, o nosso já não, e temos que lidar com isso, num panorama de crise global..
Preferencialmente, acho que a prioridade passaria por adaptar melhor Bolonha. Perceber o que está mal, o que falta e tentar melhorar as coisas que possam beneficiar também as gerações vindouras para este curso..
Festas para socialização? Não me parece que seja preciso um núcleo de arqueologia para as organizar!
Mesas redondas e conferências? Já não as há?
Escavações faltam sim, mas a integrar, deveriam ser integradas como componente lectiva. Quem raio são os arqueólogos que não são avaliados pela forma como escavam? Que Arqueologia do Futuro…
E poderíamos andar nisto mais não sei quanto tempo.. talvez volte a isto.. mas agora, o cansaço regressou..
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