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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nos cinemas nos últimos tempos...

Bem, nem vos digo nada. Tenho andado num pé de vento incrível, quase sem tempo para mais nada sem ser estudar, ir às aulas, praxar e jantares na maravilhosa Academia de Coimbra... (óbvio que não me estou a queixar).

Mas consegui um tempinho e cá venho aguçar de novo o interesse dos viewers deste blogue pelo cinema.


Antes, quero fazer um repto para que toda a gente oliveirense que nos visita frequentemente vá votar, porque não votar não é um acto de manifestar insatisfação nem é um acto de protesto mas sim de cobardia. Cobardia porque é a atitude mais fácil. E depois cobardia porque se acha no direito de poder cobrar alguma coisa a quem foi eleito ou de poder reclamar de quem foi eleito sem nele ter votado. Mas se abdicou do seu direito de escolha, como é que acha que tem direito de anuir sobre qualquer tomada de decisão? Enfim. VOTEM. Por favor.


Vamos ao cinema... Portanto, desde já informar que vou actualizar as minhas previsões (já lá vão 3 meses desde que eu falei de Óscares) durante as próximas 2 semanas e aproveitando isso vou contando tudo o que se tem passado com algumas produções que têm sido adiadas para 2010 e algumas produções de 2010 que têm sido avançadas para 2009, buzz dos festivais, um olhar mais detalhado sobre Toronto e sobre os filmes portugueses em competição por esse mundo fora e ainda falar sobre a nossa escolha para submeter ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, «Amor de Perdição». Isto tudo, então, nas próximas 2 semanas.


Para hoje, decidi falar-vos um pouco sobre os últimos filmes que têm passado pelo cinema que eu tenho visto...



CHÉRI/Chéri - Eu tinha este filme em alta conta até saírem as primeiras reviews. Pelas reviews que eu li notava-se desde logo que havia um desfasamento sério quanto ao filme e à sua banda sonora. Eu arranjei a banda sonora de Alexandre Desplat (para quem não sabe, o meu compositor cinematográfico favorito) para Chéri e adorei-a. E esperei pelo filme. Pois bem, o filme perde-se completamente. Usa a divinal banda sonora por vezes muito alto, por vezes no tempo errado, por vezes sem qualquer sentido, enfim, é uma confusão. O filme tenta tanto ser um drama com um volteface comédico que se perde no meio dos dois géneros, perdendo toda a sua 'poignance' e transformando-se numa miscelânia algo non-sense. Contudo, vemos neste filme duas graciosas figuras que elevam o nível: Michelle Pfeiffer com uma das melhores interpretações que já vi dela, Kathy Bates sempre bem no seu género de eleição: o «zinger», uplifting comédico num drama pesado. O argumento é de muito valor mas sem dúvida Frears é o homem a quem se deve apontar o dedo. Desaproveitou uma história, um elenco e uma banda sonora brilhantes e transformou o que podia ser um novo «Dangerous Liaisons» num qualquer «The Duchess». Nota: B- (Pfeiffer: B+; Desplat: A)

TAKING WOODSTOCK/Em Woodstock - O meu principal problema com Taking Woodstock é o facto de ser um filme de Ang Lee e, como Ang Lee bem explicou, ele gosta de ser diferente. Mas este filme é muito diferente de outros títulos dentro da sua filmografia (Sense and Sensibility, Brokeback Mountain, entre outros). Novamente o tema da homossexualidade a ser tratado no filme, desta vez de forma muito leviana e quase ocasional, mas o que me incomodou foi o retrato algo exagerado de uma geração que levava as coisas muito pouco a sério. Nudez a mais, excessos a mais, tudo a mais. O filme é enorme no seu potencial mas põe pouco em prática. Eu gostei do filme, é contagiante, tem cenas brilhantes mas no seu tudo é muito pouco eficiente em conseguir a admiração do público. Não é um filme para todos. Não é um filme sólido e, para quem viu os seus filmes anteriores, em particular Brokeback Mountain, só pode ficar desiludido. Ainda assim, gostei do argumento, gostei da banda sonora de Danny Elfman gostei de Demetri Martin (que certamente por cá andará mais tempo), Émile Hirsch sempre bem (como de costume) mas foi completamente (e ainda bem) surpreendido por Imelda Stauton. A mesma senhora de Vera Drake surge aqui em 'comic relief' de forma altamente hilariante e é sem dúvida a peça-chave do filme: sempre que aparece, eleva o filme para um patamar superior. Surpreende-me como não está sequer nos planos de ninguém para uma nomeação para o Óscar porque ela é francamente genial. Nota: B (Imelda: A)

THE HURT LOCKER/Estado de Guerra - Filme do ano na América, cada crítica melhor que a outra, chovem indicações ao Óscar e chovem apoios ao filme. Tanto é o buzz por este filme que eu decidi ir ver o que tinha de especial. E de facto não é nada extraordinário. Mas percebo porque os americanos gostam tanto dele. É um filme sobre um assunto polémico mas muito 'in' por lá, a Guerra do Iraque. É um drama denso, com um nível de complexidade diferente dos habituais filmes de guerra e de acção que se vê por aí. E tem um excelente elenco. Jeremy Renner e Anthony Mackie podiam claramente (e se calhar até vão) ser nomeados para o Óscar de Melhor Actor e Melhor Actor Secundário, respectivamente. Nota-se naquelas personagens tanta subtileza mas tanta coisa que é dos próprios actores que é um mimo vê-los no ecrã. De resto, o filme não tem nada de surpreendente, é um argumento bem pensado e bem executado - por uma realizador feminina ainda por cima, Kathryn Bigelow - mas que comete alguns pecados e com alguns diálogos completamente sem sentido nenhum (principalmente no início do filme). Ainda não entendi o 'cameo' de Ralph Fiennes e Guy Pearce mas pronto, deve ser uma jogada de marketing para chamar atenção do público para o filme. Nota: B (Renner: A-)

BRÜNO - Finalmente vi Brüno. Que desapontante. Que chocante. Gargalhadas desconfortáveis durante todo o filme que estava cheio de clichés e de polémica que causava mau estar. É um filme somente para gente amante do humor negro. Se não é um desses, salte fora. É uma ordem. Nota: C- (Argumento: B)

THE DAMNED UNITED/Maldito United - Michael Sheen imaculado como Brian Clough, treinador bicampeão europeu com o Nottingham Forest que colocou o Derby County no topo dos clubes ingleses mas que incrivelmente foi o treinador da Liga Inglesa que mais rápido foi despedido de um clube, neste caso do Leeds United. Sheen captura fantasticamente a personalidade fanfarrona e arrogante de Clough (um antepassado de Mourinho, for sure...) enquanto o filme navega pelo seu curto reinado à frente do Leeds. História muito interessante de Peter Morgan (duas vezes nomeado para Óscar, por The Queen e Frost/Nixon) e contada de forma indelével com um bom elenco. Nota: B (Sheen: A)

DISTRICT 9/Distrito 9 - Grande filme, um dos três melhores que já vi este ano (com Up! e com The Boat That Rocked), não posso dizer muito mais porque qualquer coisa que conte sobre o filme vai estragar a surpresa. E eu não quero porque o filme é mesmo bom. Vão ver. Nota: B+ (Argumento: A-)

THE BURNING PLAIN/Longe da Terra Queimada - Nem sei que dizer deste filme. O novo filme de Guillermo Arriaga (argumentista de Babel, 21 Grams, Amores Perros) tem um argumento soberbo (como é costume) mas falha em tanta coisa. O meu principal problema: acho que os argumentistas não deviam tentar realizar filmes. A visão não é a mesma. Tentam passar para o ecrã tudo o que está no papel, tentam criar o que imaginam na mente. E não é assim que deve funcionar. Neste filme nota-se bem essa dicotomia e o resultado é, obviamente, mau - o filme perde-se e o espectador perde a atenção (adormeci 2 vezes a ver o filme). De resto, Charlize Theron impecável no filme, ao contrário do restante elenco que é uma miséria (Basinger anda aos papéis o filme todo). Nota: B- (Theron: B)

LOS ABRAZOS ROTOS/Abraços Desfeitos - Estava em êxtase à entrada para este novo filme de Almodovar (um dos meus 5 realizadores favoritos do momento em conjunto com Paul Thomas Anderson, Gus Van Sant, Coen Bros. - que valem por um só - e Darren Aronofsky) mas saí de lá um pouco cabisbaixo. O início do filme prometia imenso mas no final ficou um amargo de boca. O potencial está lá, Penélope uns furos bem abaixo do normal (é talvez a parte mais fraca do filme), uma excelente banda sonora, um resto de elenco muito fiável (Blanca Portillo agradável como sempre) e um argumento que não engana, à Almodovar. Ainda assim, o filme perde-se nalgumas alegorias e nalguns pormenores que não interessam. Almodovar apresenta-se aqui com a complexidade e até com alguns paralelismos com Todo Sobre Mi Madre e até com Hable con Ella mas fica aquém destes títulos anteriores da sua filmografia. Não sei bem o que falhou. Sei que falhou. E sei que o filme tinha muito mais para dar. Terá sido o foco de um ponto de vista masculino? Terá sido a falta de enredo que adensasse a complexidade da persona de Lena? Não sei. Caberá a Almodovar julgar. Para já, o filme foi (novamente) excluído pela Espanha para a submissão para Melhor Filme Estrangeiro. Não será um sinal? Nota: B (Penélope: C)



Óbvio que recomendo todos os títulos que estejam na minha barra lateral de «Críticas e Opiniões» que tenham tido de B- para cima, alguns com mais reservas que outros (óbvio que recomendo sem hesitar tudo o que seja de B+ para cima, B- quer dizer que não agrada a toda a gente e um B quer dizer que é um filme sólido mas que depende dos géneros que uma pessoa mais goste de ver).




Deixar aqui ainda alguns filmes que estarão em Estreia ainda este mês que valem a pena ver:

* Orfã/Orphan (Vera Farmiga, Peter Sarsgaard)
* Morrer como um Homem (João P. Rodrigues, transexualidade)
* O Solista/The Soloist (Robert Downey Jr., Jamie Foxx)
* Desgraça/Disgrace
* 9 (Animação)
* ANTICRISTO/ANTICHRIST (Lars Von Trier)
* O DELATOR/THE INFORMANT (Steven Soderbergh, Matt Damon)


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Los Abrazos Rotos

Já ouvi dizer que é a jóia da coroa de Almodovar, já ouvi dizer que é o pior filme que ele fiz. Já ouvi dizer que a banda sonora é de outro mundo, possivelmente potencial nomeada este ano para Óscar, já ouvi dizer que a banda sonora arruina o filme. Já ouvi dizer que Penélope Cruz parece uma atrasada, ridícula no filme; já ouvi dizer que tem nova nomeação a caminho, é sublime.

Quando se ouvem opiniões tão contraditórias, uma coisa é certa: o filme é bom. É bom porque nos põe a discutir e a debater pontos de vista. Será certamente um filme divisivo mas como eu nunca desgostei de um filme de Pedro Almodovar, não consigo imaginar que ele faça uma porcaria desta vez também. Veremos. É a principal estreia nas salas nacionais esta quinta: «Abraços Desfeitos», LOS ABRAZOS ROTOS, de Pedro Almodovar, de novo com Penélope Cruz e com Blanca Portillo, a grande actriz espanhola, de volta. É um must-see, sem dúvida. Quinta vos direi qualquer coisa.

Aqui fica o trailer:


domingo, 6 de setembro de 2009

Inglorious (Crítica aos) Basterds


Verdadeiramente prodigioso o novo filme de Tarantino (e já vão sete: Reservoir Dogs, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill 1, Kill Bill 2, Death Proof, Inglorious Basterds). Vou portanto tentar resumir a minha opinião num pequeno texto (é a minha nova medida: fazer a crítica no dia em que vejo o filme; ando a adiar críticas há séculos!).

Bom e que dizer do filme? Uma saga. Uma autêntica saga. Um pouco longo, sim, foram quase três horas. Mas três horas de tantos detalhes, de tanto pormenor, de tanta sagacidade que nem reparei no relógio. Só quando saí e vi que tinham passado três horas é que reparei no tempo que estive dentro da sala. Quanto ao filme em si? Banda sonora tipicamente à Tarantino, tal como a edição e como a abertura do filme. Um facto muito positivo (e que Tarantino já tinha apontado nas entrevistas que deu) é o de ter utilizado actores dos países que pretendia retratar; enquanto que na maioria dos filmes nazis produzidos pela indústria estado-udinense usa actores que falam inglês com o sotaque da região, neste filme se o actor é francês fala francês ou se é alemão fala alemão. Dá um toque muito mais original à história. O argumento é surpreendentemente saboroso, é um Tarantino de volta à quick-wit de Pulp Fiction e Reservoir Dogs, mas ainda com alguns momentos de Kill Bill à mistura. Muito sangue, como é óbvio: está na natureza de QT. Não dá para escapar. E o que é mais interessante é que a cada filme que ele faz a forma de matar muda completamente. É sempre uma surpresa. A cada canto dos filmes de QT, há qualquer coisa que nos rende, que nos apanha desprevenidos. É incrível! Sinceramente, eu adoro Kill Bill (em conjunto, não separados, porque foi assim, em conjunto, que QT visionou a obra) mas este não lhe fica nada atrás. Percebo se não se tornar um clássico (como Pulp Fiction), um ícone do género porque não tem muito a ver com os filmes de Nazis que por aí andam mas... é um filme bestial.

Espero que pelo menos consiga ser nomeado para Melhor Argumento. E não perdoarei a Academia se o Coronel Hans Landa, figura que me marcou no filme, não for nomeado: Christoph Waltz dá uma performance de outro mundo! É brilhante, sombrio e cómico ao mesmo tempo, contido mas de repente desconcertante. É genial. Também apreciei muito Diane Kruger como Bridget von Hammersmark e até Eli Roth também me pareceu bem. Michael Fassbender num papel que não lhe deu muito que fazer, tal como Mélanie Laurent. Ainda assim... Landa é a estrela.

Ah. E elogiar a excelente jogada de marketing dos Weinsteins e de Tarantino de convidar Brad Pitt para o papel do Tenente Aldo Raine. Esteve a um nível aceitável, mas nada de mais. Para um actor da sua qualidade, não foi um papel que requerisse grande esforço.

Assim sendo... Nota: B+



E ao sétimo filme, Tarantino olhou e disse que estava tudo bem.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Trailer in Wonderland


Ei vocês! Já sei, já sei, tanto tempo que eu demorei a cá voltar... «Como é possível deixar-nos aqui à espera, pobres de nós, sem notícias interessantes?». Eu respondo: já cá estou. Lol.


Partilhando agora uma coisinha que está na minha posse há já algum tempo... Imagens E o trailer de «ALICE IN WONDERLAND» de Tim Burton, que estreia no início do próximo ano.












O trailer parece muito interessante (e aquela frase do Depp, «Alice, you're terribly late you know... Naughty.» é deliciosa...), parece mais uma tentativa de Tim Burton de mostrar toda a sua façanha auterista, de novo com Bonham-Carter e Depp, agora com o amigo Alan Rickman, com Michael Sheen, Stephen Fry e com, isto com alguma surpresa da minha parte, Anne Hathaway. Bom elenco. Mas estou um pouco preocupado... Já viram a caracterização de Depp e de Bonham-Carter? Céus. Estão um pouco esquisitos.

Também informo já agora que o filme será em 3D (a nova moda, este ano já tivemos Up! e vamos ter ainda Avatar também neste formato) e tem grande (mesmo grande) quantidade de CGI (computer-generated images) no filme.

De qualquer forma... É um filme de Tim Burton. Só isso devia bastar para irem a correr para a sala de cinema dia 4 de Março de 2010.

E agora se estão a pensar... Por que razão eles iriam contar - mais uma vez - a história de Alice no País das Maravilhas? Já não foi contada vezes suficientes? Pois, aí é que está o pormenor. A história não é a mesma. O filme começa alguns anos depois de Alice ter visitado o País das Maravilhas. Ela agora, com 19 anos, regressa à terra que havia visitado e embarca numa nova aventura com os amigos que fez na primeira história: Chapeleiro Louco, Lebre Maluca, o Coelho Branco, a Lagarta, o Gato de Chesire, Tweedledee e Tweedledum, a Morsa e o Sapateiro, entre outros. E descobre que no fim de contas a sua missão é enfrentar a Rainha de Copas. Parece promissor.

Aqui fica então o trailer...


E um P.S. à Srª Sara: Não me desafiam muitas vezes, porque será? :D

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Top Filmes a Meio do Ano







Como sabem (ou não), chegamos ao meio do ano cinematográfico... É que desde o anúncio das nomeações para os Óscares (para mim, o fim do ano cinematográfico é esse: os Óscares é só uma festa para comprovar qual o melhor dos melhores) a 22 de Janeiro até agora já passaram 6 meses - portanto, já passou meio ano cinematográfico.

É verdade que ainda não vimos nenhum claro candidato aos Óscares - esses vão começar a chegar em breve, começando já com Ponyo e Inglorious Basterds de Quentin Tarantino(27 de Agosto), Up! da Pixar (irritantemente adiado para 13 de Agosto por quererem lucrar mais fugindo à estreia de Public Enemies), Public Enemies de Michael Mann (6 de Agosto)... Mas já vimos uma boa quantidade de filmes interessantes este ano.

Claro que Setembro e Outubro são propiciamente profílicos para os filmes lançados no Verão dos Estados Unidos: Taking Woodstock de Ang Lee (3 de Setembro), Chéri de Stephen Frears (24 de Setembro), Los Abrazos Rotos de Almodovar (10 de Setembro), The Informant de Soderbergh e The Brothers Bloom e (500) Days of Summer (8 de Outubro), Antichrist de Von Trier (22 de Outubro) e Julie & Julia (29 de Outubro).


Mesmo assim, acho que consigo já montar uma lista de pelo menos 10 filmes que já deviam ter visto (se não viram, devem ver) nos cinemas porque valem mesmo a pena:


1. The Boat That Rocked (estreou 23 de Julho) [A-]

É o meu primeiro A (um A-, mas de qualquer forma um A) deste ano o que quer dizer muito. Não sou pessoa de dar A facilmente (só a título de exemplo, em 2008 só Wall-E, Entre Les Murs, Rachel Getting Married e The Dark Knight levaram A - todos A-, já agora). Eu acho que este filme me apanhou da mesma forma que The Dark Knight o ano passado. Não sei como explicar mas tenho uma estranha infatuação com este Barco do Rock. Com um elenco excepcional, com música espantosa, com o espírito irreverente, com a alegria, a magia, a festa da época, com o contagiante rock n' roll, como podia não ficar agarrado? A juntar a isto tudo temos um belo argumento, comédia mais drama na mistura certa. Bónus: Emma Thompson, Bill Nighy, Kenneth Brannagh e Phillip Seymour Hoffman fazem parte do elenco.


2. Let the Right One In (2008, estreou aqui 28 Maio) [B+]

Dá uma coça no Twilight, é um filme especial mas extraordinário, de superior qualidade. Excelente argumento, bela fotografia, uma interpretação impressionante dos dois jovens. É tão bom que vai ser adaptado em 2010 nos Estados Unidos, com o novo título «Let Me In» para não ser confundido com o original sueco.


3. The Hangover (estreou 18 Junho) [B+]

Tem uma pontuação consideravelmente alta no IMDb (8.2 - está dentro do top 250) e é um dos filmes do ano para o público. Eu não vou tão longe mas admito ter em alta estima esta comédia super inteligente e algo diferente das comédias entre 'bros' que se perdem no timing comédico e no diálogo. Esta mantém o tom durante todo o filme, nunca se torna muito evidente e é refrescante porque aborda o tema já sobreexplorado das despedidas de solteiro, das festas e das bebedeiras de uma nova forma. Um must-see, sem dúvida.


4. Coraline (estreou 19 Fevereiro) [B+]

Filme extraordinário realizado em 3D e feito com bonecos de materiais especiais. A história é brilhante e Henry Selick merece os parabéns porque esta Coraline este ano vai fazer a Pixar e a Disney suar para ganhar os prémios de animação. Argumento muito bom, o que não seria de estranhar, uma vez que o livro de Neil Gaiman é também ele muito popular. Vai-se tornar, por todos os motivos e mais alguns, num clássico da animação (em especial por NÃO SER um filme da Disney/Pixar).


5. Elegy (2008, estreou aqui 2 Julho) [B+]

Adaptado da obra «The Dying Animal» de Phillip Roth, um clássico da literatura, este filme faz uma dolorosa reflexão sobre o envelhecimento e a mortalidade, a luxúria e o preço que pagamos pelas decisões da nossa vida, uma meditação honesta e reveladora sobre a importância da família, a intimidade e o comprometimento. É um filme revigorante, complexo, inteligente e muito, mas muito dramático, que nos faz pensar e nos mexe com os nossos próprios problemas e idealismos. Tem espantosas interpretações dos vencedores de Óscares Penélope Cruz e Ben Kingsley e conta ainda com a nomeada para Óscar Patricia Clarkson (a minha Patti fabulosa).


6. Un Conte de Nöel (2008, estreou aqui 21 Maio) [B+]

Filme de Arnaud Desplechin que conta com um elenco cheio de talento e com nomes conhecidos como Mathieu Almaric, Chloe Sevigny e Catherine Deneuve, Emanuelle Devos e Jean-Paul Roussillon, conta a história da família Vuillard que, como uma verdadeira família disfuncional e problemática, entra frequentemente em desacordo e isso leva-os não só a sérias discussões mas à separação e fragilização do ambiente familiar. A gota de água cai neste Natal, quando a matriarca da família descobre que necessita de um transplante de órgão e os dois familiares que ela mais detesta são os únicos que a podem salvar. A partir daqui o enredo adensa-se, levando a família a tentar encontrar paz entre os seus membros para que tudo se possa resolver.


8. Rudo Y Cursi (estreou 11 Junho) [Previsão: B+]

Gael García Bernal + Diego Luna + Carlos Cuarón (irmão do Alfonso Cuarón) + filme mexicano de grande qualidade = I'm there! Tenho adiado sempre para ver o filme mas tenho de o ver. É preciso convencer a acompanhante a ver também o que é mais difícil.


8. Coco Avant Chanel (estreou 25 Junho) [B/B-]

Diria que não me surpreendeu esta Audrey Tautou. Ainda no coração de todos depois daquela estrondosa personificação de Amélie Poulain, Tautou tem tentado encontrar o seu estilo e é nesta Coco Chanel que mais revejo a grande e talentosa actriz de Amélie. Anne Fontaine traz-nos um retrato a cru mas vivo da vida da estilista Coco Chanel antes desta se tornar conhecida. Os desamores, a pobreza, a vida como escrava das leis da sociedade, a sua fria honestidade e inconformismo, aprendemos com o filme como Coco passou pelos mais duros testes até se tornar a grandiosa estilista, politicamente incorrecta mas famosa em todo o mundo. Não é um filme perfeito, tem as suas lacunas, mas tem excelentes pormenores, um razoável argumento e, claro, a brilhante composição do que é para mim o maior compositor no activo hoje em dia, Alexandre Desplat.


9. Duplicity (estreou 26 Março) [B/B-]

Este filme voltou-me a lembrar por que razão Julia Roberts é uma grande actriz. Aproveitando a fantástica química que ela e Clive Owen possuem, Tony Gilroy volta a surpreender com este romance comédico-dramático (não sei bem decidir qual o tom predominante no filme) em que tudo está em jogo e nada, nem mesmo o amor, serve de garantia para não se ser apunhalado nas costas. Além de me ter surpreendido positivamente e de mostrar as melhores armas e qualidades tanto de Owen como de Roberts, fez-me gostar ainda mais de Gilroy, eu que até não sou assim grande fã do seu grande êxito de 2007, Michael Clayton (embora admita que é um grande filme dentro do seu género). Bónus: Tom Wilkinson e Paul Giamatti (quando é que lhes vão dar um Óscar, AMPAS?)


10. Harry Potter and the Half-Blood Prince (estreou 16 Julho) [B-/B]

O que posso dizer? Muito simplesmente, em comparação entre o livro e o filme, o 6º filme é o único que em termos de qualidade bate o livro. É o mais completo dos 6 (apesar de não ser o que eu gostei mais, esse foi talvez o 3º, talvez o 5º - mas também tem muito a ver com a história em si e com a realização, entre outras coisas) e é aquele que não se perde com os pormenores mais bicudos e massudos do livro. Corta IMENSA coisa (é dos que ignora mais o livro), o que o torna um filme melhor. Basicamente, é isto. Provou ainda que Rupert Grint é um excelente actor e que até Tom Felton (Malfoy) dá 100 a zero a Radcliffe e a Watson. E ainda mostrou que realmente Bonnie Wright não é uma boa Ginny. Bónus: Helena Bonham-Carter (até tiveram que inventar cenas novas para lhe dar tempo de ecrã - e ainda bem!), Jim Broadbent, Maggie Smith e Alan Rickman NO MESMO FILME! Ainda maior bónus: no 7º filme vamos ter Bonham-Carter, Smith, Rickman, Gleeson, Fiennes, Walters, Imelda Staunton E BILL NIGHY num estupendo showdown (e há que relembrar que já tivemos ainda Emma Thompson, Jason Isaacs, Robert Pattinson, Miranda Richardson e Gary Oldman também nestes filmes).


FORA DAS CONTAS:

- I Love You, Man [Previsão: B] (estreou 11 Junho) - se eu tivesse visto estaria no pódio
- Confessions of a Shopaholic [B] (estreou 9 Abril) - apaixonado pela Isla Fisher
- Brüno [Previsão: B-] (estreou 9 Julho) - ainda não vi, provavelmente estaria no pódio
- Star Trek [Previsão: B] (estreou 7 Maio) - muito perto MESMO de estar no meu top (não ficou porque no lugar dele o meu fanatismo pelo Potter impôs que o colocasse no top)
- Julia [B+] (estreou 19 Março) - Tilda Swinton, sempre agradável, esteve no top e depois tirei-o
- Hunger [B+/A-] (conta como 2008 e estreou no início de Fevereiro e por isso não consta da lista - mas se pudesse eu tinha-o colocado e em nº 3!)
- Também excluí das contas todos os filmes que eram da época de 2009 e que foram candidatos a Óscares)



OS PIORES:

Sem qualquer dúvida,

100 Volta [E,F,G...Z]
Star Crossed [E,F,G...Z]
Angels & Demons [D-]
Transformers 2: Revenge of the Fallen [D-]
Knowing [D]
Night at the Museum 2 [D]
He's Just Not That Into You [C-]
Zack and Miri make a Porno [C]
Amor de Perdição [C]
Appaloosa [C+]