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domingo, 2 de maio de 2010

Cinema 2011: Parte 3

Peço desculpa pela minha IMENSA demora (comecei a escrever isto há um mês atrás, agora é que reparei!) mas tenho tido coisas para fazer e isto vai empilhando... Tenho a dizer apenas que estou a tentar despachar as coisas antes da Queima das Fitas de Coimbra começar senão aí é que nunca mais acabo!

Fica aqui então a minha última parte dos filmes de 2010/2011: os meus favoritos. Estes são os 25 títulos que mais antecipação me trazem para a nova temporada.





#25 - THE ADJUSTMENT BUREAU

Realizado por George Nolfi (argumentista responsável por The Bourne Ultimatum) e com Matt Damon, Emily Blunt, Anthony Mackie, John Slattery e Shoreh Aghdashloo no elenco, este filme, baseado na short story de Philip Dick, "Adjustment Team", que fala do romance entre um congressista e uma bailarina, romance esse que é impedido por forças misteriosas. O argumento, diz-se, é francamente bom e combina drama com ficção científica. Além de ter por trás da câmara inúmeras pessoas passíveis de serem nomeadas para prémios este ano, tem uma dupla de quem se tem dito muito boas coisas, em particular de Emily Blunt, que está claramente na lista preferencial dos votantes da Academia.




#24 - LONDON BOULEVARD

A realização deste filme policial está a cargo de William Monahan, o argumentista premiado de The Departed e de Kingdom of Heaven. O filme, baseado no romance de Ken Bruen e cujo argumento (também de Monahan) era dos principais da Black List e da Brit List, fala de um criminoso, londrino, que depois de ser libertado da prisão, abandona essa vida e torna-se um faz-tudo para uma jovem actriz. O elenco é composto por Keira Knightley, Colin Farrell, Ray Winstone, Stephen Graham, David Thewlis, Anna Friel e Eddie Marsan, entre outros. Com Monahan veio o editor Dody Dorn (Memento) e o cinematógrafo vencedor de 2 Óscares Chris Menges (The Reader, Notes on a Scandal). Filme com largo potencial, não será candidato a grandes prémios, mas eu sou um devoto de filmes de gangster e se este for de um nível razoável (já nem digo ao nível de In Bruges) já me dou por satisfeito.




#23 - THE CONSPIRATOR

É dos filmes mais baixos na minha lista e será, muito provavelmente, em conjunto com o The King's Speech, dos filmes que mais nomeações poderá alcançar para o ano. Apesar da última experiência (Lions for Lambs) não lhe ter corrido bem, Robert Redford volta à cadeira de realizador, desta vez para filmar The Conspirator, que conta a história de Mary Surratt, acusada de co-conspiração no assassinato de Abraham Lincoln. Do filme tem-se dito grandes coisas, nomeadamente que a vitória de Robin Wright (ex-Penn) na categoria de Melhor Actriz é seguríssima. Do elenco constam ainda grandes nomes como James McAvoy, Evan Rachel Wood, Tom Wilkinson, Justin Long, Kevin Kline e Alexis Bledel e na equipa de Redford contam-se nomes ilustres na indústria, nomeados para diversos prémios.




#22 - THE FIGHTER

Nova reunião de David O'Russell (Three Kings, I Heart Huckabees, Nailed) com Mark Wahlberg, depois de I Heart Huckabees. A eles se junta Christian Bale, num papel definidor da sua carreira (volta a perder imenso peso - vejam as imagens, é assustador!), Amy Adams e Melissa Leo. Este é um drama pesado sobre o boxer irlandês Micky Ward e o seu salto para a fama. Do nada a campeão do mundo de peso leve. Isto tudo com a ajuda do meio-irmão Dickie, que era um dos boxers mais talentosos do mundo (ao contrário do irmão, com mais coração que talento) mas que desperdiçou a sua oportunidade por se ver imerso no mundo da droga e da criminalidade. Parece ser claramente um dos títulos a apostar forte na corrida deste ano, uma vez que reúne actores que a Academia de facto gosta (Wahlberg + Leo + Adams), um actor cujas interpretações têm tresandado a necessidade de ser nomeado (Bale), um realizador competente e um tema que lhes cai como ginja (Rocky, Raging Bull, Million Dollar Baby, só alguns exemplos).




#21 - THE KING'S SPEECH

Pelo realizador de The Damned United (e da mini-série multipremiada John Adams), Tom Hooper, chega-nos uma história que tem tudo o que os votantes da Academia gostam: relevância histórica (o filme conta a história dos esforços do Rei George VI para ultrapassar a sua gaguez com o auxílio do terapeuta da fala Lionel Logue), elenco de estrelas e antigos nomeados (Colin Firth é o protagonista, ele que vem em maré ascendente depois do sucesso de A Single Man; Geoffrey Rush, Helena Bonham-Carter, Timothy Spall, Michael Gambom, Guy Pearce compõem o restante elenco), poder de campanha (adquirido pela Weinstein Co.) e sendo um filme histórico claro que dará primazia a guarda-roupa, direcção artística e maquilhagem de qualidade. Escrito por David Seidler. Mesmo que não seja tão bom quanto o que se espera, como ficou provado com The Last Station o ano passado, há-de conseguir algumas nomeações.




#20 - GREEN ZONE

Já estreado cá em Portugal e com relativo sucesso está o novo filme fruto da parceria do realizador Paul Greengrass e do actor Matt Damon. Este filme de guerra, que esteve para sair em 2009 mas acabou adiado, foi escrito por Brian Helgeland e o seu enredo toma lugar durante a ocupação americana de Bagdad em 2003, contando a história do Oficial Miller e da sua equipa de Inspecção de Armas, enviada a encontrar armas de destruição massiva que se acreditavam estarem escondidas algures no deserto iraquiano. Além de Matt Damon, o elenco contém nomes como Brendan Gleeson, Greg Kinnear, Jason Isaacs e Amy Ryan. Parece ser um filme porreiro, bastante interessante, mas que com a mudança para 2010, tal como Shutter Island, perdeu um pouco do seu vapor. Não deverá ser concorrente a nada.




#19 - THE COMPANY MEN

Um elenco com Ben Affleck, Kevin Costner, Tommy Lee Jones, Rosemarie DeWitt, Chris Cooper, Maria Bello e Craig T. Nelson. Um argumento do também realizador John Wells (criador da série ER - Serviço de Urgência). Uma estreia aplaudida em Sundance que já o catalogou como «o novo Up in the Air». Promete imenso, não é? O filme foca-se nas consequências que a actualidade financeira e económica tem causado nas grandes empresas, que foram obrigadas a despedir muitos dos seus trabalhadores. Mesmo que não seja um candidato potente a prémios, estará nas listas dos melhores do ano com certeza.




#18 - LOVE AND OTHER DRUGS

Alguma vez Edward Zwick vai ter de acertar com a Academia. Será desta? Este Love And Other Drugs é a adaptação cinematográfica (de Charles Randolph) do romance multigalardoado de Jamie Reidy, "Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman", que conta a sua própria história como um representante farmacêutico nos anos 90. Além da história de amor que se desenrola entre ele (Gylenhaal) e uma mulher com Parkinson (Hathaway) que ele encontra numa das suas visitas, o filme deita supostamente um olhar crítico e inquisitivo à indústria farmacêutica, expondo muitas das coisas ilegais que ela tem feito. O filme já tem imenso buzz, uma vez que quem já viu assegura que Anne Hathaway tem a nomeação garantida. Sendo assim, porque não a vitória? Uma vez que o seu primeiro Óscar até já podia ter vindo em 2009... Do elenco fazem ainda parte Judy Greer, Oliver Platt, Hank Azaria, Gabriel Macht e Jamie Alexander.




#17 - DREAM HOUSE

Não é garantido que estreie mesmo em 2010, mas se estrear, seguramente que este novo filme do senhor Jim Sheridan (Brothers, In America), que tem como protagonistas Daniel Craig, Rachel Weisz e Naomi Watts, irá ser tido em grande conta. A história fala-nos de uma família que é recolocada para uma pequena cidade que descobre a posteriori que a sua casa foi o lugar onde ocorreu um terrível assassinato.





#16 - THE TOWN

Depois de Gone Baby Gone, eis que Ben Affleck volta a realizar uma película. De seu nome The Town, baseado no romance de Chuck Hogan, com um argumento escrito em co-parceria com Peter Craig e Sheldon Turner e também por ele protagonizado, o filme fala-nos de um ladrão de bancos que se apaixona por uma das trabalhadoras do banco que ele assaltou. Também o polícia do FBI responsável pelo caso se apaixona por ela. Desta forma, ela vai-se ver no meio dos dois e se por um lado quer tornar o ladrão numa pessoa melhor ao lado dela, num futuro risonho para os dois, ela é também, por outro lado, a única hipótese que eles têm de o fazer pagar pelo passado. Além de Ben Affleck, no elenco estão nomes como Jeremy Renner, Jon Hamm, Rebecca Hall e Blake Lively.




#15 - THE RUM DIARY

Um dos filmes mais capazes de surpreender será este The Rum Diary, filme de Bruce Robinson (que escreve e realiza) baseado na obra literária e Hunter S. Thompson, que fala de um triângulo amoroso no qual entra Paul Kemp, um jornalista em crise de meia-idade, história esta que se passa na sociedade porto-riquenha dos anos 50. O elenco inclui nomes como Johnny Depp, que fará o papel do protagonista (finalmente uma personagem normal!), Aaron Eckhart, Amber Beard, Giovanni Ribisi, Richard Jenkins e Amaury Nolasco.




#14 - THE AMERICAN

É presentemente um dos favoritos para os Óscares, tem George Clooney como cabeça de cartaz, é realizado por Anton Corbijn (realizador do óptimo - e pouco visto - Control), adaptado da obra com o mesmo nome de Martin Booth e é um thriller de acção que conta a história de um assassino e da sua última missão em Itália. Quanto a prémios não sei mas há gente a apostar já bom dinheiro em Clooney para Melhor Actor (pelo menos uma coisa é certa: parece um papel bem diferente daqueles que ele tem interpretado - e já sabemos que a Academia gosta disso)




#13 - WHAT'S WRONG WITH VIRGINIA?

Lembram-se de quando o bastante jovem Dustin Lance Black venceu o Óscar de Melhor Argumento Original por Milk, há apenas 2 anos? Pois bem, eis que enquanto escreve o argumento do novo filme de Clint Eastwood, Hoover, sentou-se na cadeira de realizador e, pegando num argumento que ele escreveu, dá-nos What's Wrong With Virginia. Este filme, que conta com nomes como Jennifer Connelly, Ed Harris, Emma Roberts e Yeardley Smith nos principais papéis, fala-nos da vida de um xerife que vê a sua candidatura ao senado fugir quando a sua filha começa a namorar com um rapaz da vizinhança que, apesar de muito encantador e bem-educado, é filho de uma mulher com perturbações psicológicas com quem ele manteve, durante 20 anos, um affair. À partida, se os talentos de Black vierem ao de cima, teremos um filme com uma história interessante e viva e um diálogo acutilante e singelo. A ver.




#12 - THE GHOST WRITER

Terminado de editar na prisão, The Ghost Writer é o novo filme de Roman Polanski (The Pianist, Rosemary's Baby, Chinatown, tantos grandes clássicos), que desta vez traz-nos Ewan McGregor como protagonista. Ele é The Ghost, um escritor "fantasma" incumbido da tarefa de escrever as memórias de um antigo Primeiro Ministro britânico, Adam Lang. Apesar de isto parecer, à partida, a oportunidade de uma vida, ele vai descobrir o mundo trapaceiro, controverso e ilegal em que se estava a envolver e encontra pistas que o permitem chegar à verdade dos factos. Excelente thriller de acção e suspense, parece uma história complexa, rica e elaborada a vários níveis, cheia de temas de discussão e com uma atmosfera muito sóbria. A Summit tem cometido alguns erros no lançamento deste filme para o mercado, tendo-o estreado mais cedo do que o que devia para um filme de tão pequena dimensão como é este. Deverá estrear também cedo aqui em Portugal. Outras caras conhecidas no elenco: Kim Cattrall, Pierce Brosnan, Tom Wilkinson, James Belushi, Timothy Hutton, Olivia Williams e Robert Pugh.




#11 - BIUTIFUL

Este filme, que tem vindo a ser constantemente adiado, é dos meus filmes mais antecipados há mais de um ano. Biutiful, de Alejandro Gonzalez Inarritu e protagonizado por Javier Bardem, é sobre um homem, traficante de droga, que é confrontado pelo seu amigo de infância, agora virado polícia. É um dos filmes aqui da lista com maiores possibilidades de nomeação para prémios, com Blanca Portillo, Maricel Alvarez e Javier Bardem (actores), Inarritu (filme e realizador), Gustavo Santaolalla (banda sonora), Rodrigo Prieto (fotografia), Stephen Mirrione (edição) e Brigitte Broch (direcção artística), entre outros.




#10 - ANOTHER YEAR

Depois de Happy-Go-Lucky, uma jóia pouco apreciada em 2008, eis que Mike Leigh (Secrets and Lies, Tupsy-Turvy e Vera Drake) está de volta, de novo reunido com Jim Broadbent e Imelda Staunton (Lesley Manville parece ser a protagonista e de quem toda a gente fala bem). Este filme é mais um retrato intrinsecamente detalhado e francamente emocional de uma pessoa tão normal como qualquer um de nós e se forem como eu, que adoram os filmes de Mike Leigh, não vão querer perder. Tem grande potencial para Óscares.




#9 - MIRAL

A minha aposta para um dos filmes do ano. Realizado por Julian Schnabel (que surpreendeu meio mundo há 2 anos, com o seu Le Scaphandre et Le Papillon/The Diving Bell and The Butterfly) e com Hiam Abass, Willem Defoe e Freida Pinto nos principais papéis, o filme, uma adaptação de uma obra célebre de Rula Jebreal, segue a vida da personagem de Pinto - Miral, que dá o título ao filme, desde a sua entrada para adopção, aos cuidados da personagem intepretada por Abass (Hind Husseini, que começou um orfanato para mulheres palestinianas no fim dos anos 50, aquando da separação de Israel da Palestina, até à sua adolescência, em que é obrigada a crescer rápido ao ser enviada para ensinar num campo de refugiados. A paz ou a guerra, que escolha irá fazer? É uma boa pergunta. Este é um dos filmes mais intrigantes e mais curiosos desta temporada. Qual será a reacção que irá obter da Academia? Não se sabe ao certo. Mas o buzz inicial tem sido de grandes interpretações de Abass e Pinto. Definitivamente a seguir com atenção.




#8 - HEREAFTER

Clint Eastwood a sair finalmente da sua zona de conforto e a debruçar-se sobre o que se diz ser um argumento estupendo de Peter Morgan (The Queen, Frost/Nixon). O filme, um thriller sobrenatural protagonizado por Matt Damon, que de resto conta com um elenco de suporte também ele fora do habitual 'luxo' de Eastwood (Bryce Dallas Howard é o nome mais sonante), conta a história de três pessoas tocadas pela morte de três formas bastante distintas. É claramente parvo não contar com Eastwood para os Óscares e Globos de Ouro, contudo é se calhar melhor ser prudente, tendo em conta os seus últimos filmes... e o elenco à disposição.




#7 - THE WAY BACK

Talvez o grande título da época e a grande produção do ano. Peter Weir está de volta, 5 anos após Master and Commander, novamente com um grande elenco - Ed Harris, Saoirse Ronan, Colin Farrell e Mark Strong no apoio ao protagonista, Jim Sturgess e o que aparentemente é uma grande história, a fuga de alguns soldados de um gulag Siberiano, baseado no bestseller de Rawicz, "The Long Walk", que relata na sua obra as peripécias da sua fuga após ter sido aprisionado pelo Exército Vermelho nos anos 30, tendo atravessado o Ártico, o deserto de Gobi e as Himalaias, finalmente chegando ao Tibete. Se formos a ver os seus trabalhos passados e analisarmos o potencial da história, é de apostar forte neste The Way Back, ou não? Será este o ano de Weir? Tudo indica que sim.




#6 - SOMEWHERE

Este é o filme que pode surpreender toda a gente. Depois de um filme menos sucedido (Marie Antoinette) que o seu anterior (Lost In Translation), eis que Sofia Coppola volta ao ataque com Somewhere, mais terra-a-terra, mais explorador de emoções, mais próximo de Lost In Translation que de Marie Antoinette e The Virgin Suicides. O que talvez seja bom. Marie Antoinette, apesar de ser um excelente filme, falha basicamente porque a storytelling é demasiado progressiva tanto para a narrativa a que se propunha como para a reacção do público. Enfim. O filme fala da vida de Johnny Marco, uma estrela de cinema que é um autêntico bad-boy, que leva um vida de excessos (bebida, jogo, poligamia, bólides caríssimos e fãs histéricas) que o coloca numa espiral descendente, numa crise de futilidade e superficialidade à qual não consegue escapar. Até ao dia em que a sua filha Cleo, de 11 anos, lhe aparece à porta e o obriga a repensar todo o seu trajecto de vida. O elenco conta com Stephen Dorff (uma escolha no mínimo original para protagonista), Elle Fanning, Benicio Del Toro, Michelle Monaghan e Laura Ramsey.




#5 - THE SOCIAL NETWORK

Este é o David Fincher que nós gostamos. O dos filmes pesados, ilógicos, desestruturados, como Fight Club, Zodiac, Se7en, The Game, não o outro, o que fez Benjamin Button. Está bem que o primeiro foi ignorado pela Academia mas adorado pelos críticos, enquanto que o segundo conseguiu 13 nomeações, 3 Óscares mas más críticas. No entanto, parece que ele sabe o que é importante. Desta vez, ele pega num dos argumentos mais cobiçados da Black List de 2009, The Social Network de Aaron Sorkin (que tem recebido bastantes elogios), baseado no romance "The Accidental Billionaires" e que se foca na evolução do Facebook, desde a sua criação em 2004 até ao seu 'boom' mundial, onde conta agora com mais de 100 milhões de membros. Supostamente aborda o problema da falsidade e artificialidade das relações sociais enquanto dá-nos um olhar mais cuidado à mudança de vida do seu criador. O principal problema do filme pode ser a visibilidade, uma vez que desta vez ele não tem um Brad Pitt ou uma Cate Blanchett para chamar as pessoas ao cinema. O seu elenco é bastante modesto, com Rashida Jones, Jesse Einserberg, Andrew Garfield e Justin Timberlake a chamarem a atenção (deste tem-se dito grandes coisas; só acredito quando vir o filme!)




#4 - BLACK SWAN

Que dizer deste Black Swan? 1- É de Darren Aronofsky (The Wrestler, The Fountain, Requiem for a Dream); 2- Tem Natalie Portman, Winona Ryder e Vincent Cassell (e Mila Kunis) como protagonistas; 3- É um thriller sobrenatural; 4- O seu argumento e pistas acerca da produção têm sido mantidas sob máximo sigilo. É um filme atípico para lutar por prémios, mas com 10 nomeados, se o filme foi estonteantemente bom (como os filmes de Aronofsky costumam ser), é provável que tenha nomeações. Sabe-se que o enredo passa-se em Nova Iorque, onde uma bailarina talentosa se sente atormentada por uma rival que pode ser, muito apenas, resultado da sua imaginação.





#3 - THE TREE OF LIFE

Da última vez que Terrence Malick fez um filme, The New World, ele passou um pouco ao lado. É um filme estupendo, de excelente qualidade, mas que não excitou a Academia. Pois bem, o criador de obras intemporais como esta, esta ou esta volta com este The Tree of Life, que foi adiado o ano passado (não admira, pois os filmes de Malick demoram imenso a sair). Do elenco fazem parte grandes nomes como Sean Penn e Brad Pitt, que dividem entre si os dois actos do filme. Dizer ainda que o argumento é também dele. O filme é, segundo a definição de Malick, «um épico cósmico, um hino à vida» e segue a vida de Jack, primeiramente quando este tem 11 anos e imagina o mundo como o vê, de forma maravilhosa, com elementos fantásticos, vê os pais como representação do bem (mãe) e do mal (pai) no mundo, e depois com ele já adulto, à deriva no complexo mundo moderno, em busca de descobrir qual o projecto de vida para si, qual o seu papel neste mundo e na reflexão que faz, encontra-se finalmente consigo mesmo e dá passos no sentido de cumprir o que lhe foi destinado. Não parece, muito simplesmente, uma excelente história?




#2 - TRUE GRIT

Razões para gostar de True Grit? #1 - É dos irmãos Coen, os realizadores mais entusiasmantes dos últimos anos e que vêm numa senda de sucesso; #2 - É um western e toda a gente sabe a qualidade dos irmãos Coen nesse género; #3 - Jeff Bridges é o protagonista da película, seguindo os passos de John Wayne, que conquistou o Óscar pelo original deste filme; #3 - É baseado na obra literária "True Grit" e não no filme de 1969, o que só prova que os Coen querem recriar a coisa, não melhorá-la; #4 - O elenco de suporte tem bastante potencial, com nomes como Matt Damon, Barry Pepper e Josh Brolin; #5- Hailee Steinfeld, que vai interpretar a protagonista, Mattie Ross, foi contratada a partir de um casting com mais de 15000 audições, o que só prova que a qualidade está assegurada; #6 - Os irmãos Coen reuniram a sua equipa do costume, incluindo o cinematógrafo Roger Deakins que poderá finalmente ganhar o seu Óscar. Tendo tudo isto em conta, como é que se pode NÃO ver este filme?




#1 - INCEPTION

O grande mistério do ano - e, arriscaria eu, da década: o que é este Inception? Christopher Nolan fará o melhor trabalho da sua carreira ou irá finalmente dar um tiro no pé? Todo o hype à volta do filme vai valer alguma coisa? Sobre o que é que trata o filme? Muitas perguntas por responder. Se o filme for tudo aquilo que as expectativas ditam (que neste momento estão tão altas, quase ao nível da segunda vinda de Cristo), vai ser um dos grandes vencedores do ano. Se o filme ficar bem abaixo das expectativas... É uma pena. Este sigilo sobre o filme é bom, mantém-nos alerta. E o trailer é igualmente espantoso nessa qualidade. O elenco é composto por grandes actores (Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Michael Caine), jovens estrelas (Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Tom Hardy) e caracterizadores natos (Ken Watanabe, Cillian Murphy, Lukas Haas), o que lhe dá uma boa mistura. A equipa por detrás da câmara mantém-se também fiel ao realizador de The Dark Knight. Como é que se define o filme? O próprio Nolan explicou: um filme de ficção científica que tem lugar na arquitectura da mente. Haverá alguém que mais goste de fazer disto que ele? Não, claro que não.


sábado, 9 de janeiro de 2010

Novas Previsões Óscares


Vou tentar ser o mais breve possível para não deixar aqui mais um belo e amarelo (diria a Sara) testamento.

Portanto, tudo visto (ou quase) de 2009, antes de arrancar para 2010 tenho que despachar as minhas previsões... Provavelmente só voltarei a mudar alguma coisa nelas se acontecer alguma reviravolta que eu não tenha previsto mas caso isso aconteça na véspera de anunciarem as nomeações para os Óscares eu colocarei novas previsões.

Para finalmente abraçar 2010, preciso ainda de despachar outras coisas: Filmes da Década, Actores da Década, Actrizes da Década e até Realizadores da Década. Mas lá iremos mais adiante.

[N.B.: A cor dos nomeados varia de verde escuro (mais firme) para verde claro (menos seguro) até vermelho (por uma nesga)]




MELHOR FILME (BEST PICTURE)
(1) Up in the Air
(2) The Hurt Locker
(3) Precious

(4) Avatar
(5) Invictus
(6) An Education
(7) Inglorious Basterds
(8) Up!
(9) A Serious Man
(10) Nine

Daqui, sinceramente, só consigo ver quatro seguros até agora, Up in the Air, The Hurt Locker e Avatar a formar a trifecta que vai lutar pelo prémio. Neste momento, considero que o filme de Reitman é o cabeça da corrida tanto pelo tema, como pela aceitação geral como até pelo seu precurso como realizador (três bons filmes, foi nomeado para Realizador e Filme pelo seu último, Juno). The Hurt Locker tem o poder de ter ganho a maioria dos prémios da crítica (para Hurt Locker caíram Austin, AWFJ, Boston, Chicago, Houston, Las Vegas, Los Angeles, National, NYFC, Oklahoma, SFFC; para Up in the Air foram DFW, Florida, Indiana, WDCAFC, NBR, St. Louis, Utah; para Avatar só o prémio dos NYOFC; os 3 foram nomeados para os Globos de Ouro) mas Avatar tem a receita de bilheteira, James Cameron e a adoração mundial. E o 3D. Que magnífico uso do 3D. Mas tem contra si o fraquíssimo argumento, cheio de diálogo rotundo e sem eco, além de ser um filme de ficção científica (!). Up in the Air luta contra a sua incapacidade de ser um tubarão (o que, tendo em conta o filme que é, seria o estatuto de que devia usufruir) e The Hurt Locker luta contra a dimensão do filme, o facto do seu realizador ser mulher e do facto de não ter estrelas conhecidas para suportar o filme. Precious e An Education estão provavelmente dentro também, com isto dos 10 nomeados. Invictus seguirá pelo mesmo caminho de Frost/Nixon (rasca, fraco mas silenciosamente em campanha para uma nomeação) e agora é que se coloca o dilema: quanto gostará a Academia de Tarantino e de animação? Não há dúvida que os dois filmes seguintes são adorados, mas será que é desta, com um filme animado mais fraco do que a Pixar normalmente faz, e com um filme de Tarantino claramente divisivo e com algumas lacunas (além de ser uma sátira comédica aos eventos da II Guerra Mundial), que vamos ter Up e Inglorious Basterds nomeados?

Finalmente, sobram dois lugares. Nine, A Serious Man, A Single Man, The Road, The Lovely Bones, The Messenger, Where The Wild Things Are e District 9 lutam pelas duas vagas. Nine é a escolha mais convencional. Musical divertido, cheio de estrelas, capaz de ser nomeado para muitas categorias técnicas mesmo que com críticas péssimas. A Serious Man é dos irmãos Coen (logo aí, bónus!) e tem sido muito bem recebido pela crítica, apesar de um filme mais ao estilo de Burn After Reading do que de No Country For Old Men. Se isto não correr como digo, The Road, The Messenger e The Lovely Bones estarão a postos para roubar lugares. District 9 corre por fora porque sinceramente já basta a Academia nomear um filme de ficção científica (já será um feito), agora 2? Seria histórico.



MELHOR ACTOR (BEST ACTOR)
(1) Jeff Bridges, Crazy Heart
(2) George Clooney, Up in the Air
(3) Colin Firth, A Single Man

(4) Morgan Freeman, Invictus
(5) Jeremy Renner, The Hurt Locker

Aqui parece que a categoria tem três, provavelmente quatro lugares decididos. Bem, pelo menos Bridges, Clooney e Firth estão certamente na calha. Clooney num filme candidato a Melhor Filme e com uma interpretação extraordinária, possivelmente a número 1 da sua carreira, num filme feito à sua medida. Bridges num papel que envolve todos os factores que o Óscar mais gosta (músico alcoólatra fracassado à procura de redenção). Firth num dos poucos papéis da sua já longa carreira que lhe permite mostrar toda a sua versatilidade (professor gay que perde o amante e que busca consolo numa antiga amiga que continua, depois de tantos anos, ainda apaixonada por ele). Sobram dois lugares. Freeman quase de certeza dentro, foi abraçado por alguns prémios de críticos e faz de Mandela (pessoa real!) num filme de Eastwood (bónus!). A última vaga deverá ser disputada entre nomeado perenial nesta categoria já (Day-Lewis) e entre um bom actor com um papel que lhe permitiu finalmente brilhar (Renner). Day-Lewis tem o factor Weinstein + o factor Nine + Nicole Kidman, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench e Sophia Loren (excluí, de forma muito sábia, Fergie e Kate Hudson). Se os ramos técnicos acharem que o filme deve ser digno de nomeações nas categorias de actuação e com Marion Cotillard (estupidamente) a concorrer como protagonista, pode ser que a Academia decida premiar Day-Lewis. Apesar de Renner merecer muito mais. Rockwell, Copley, Damon, Stuhlbarg e Maguire correm por fora e será muito surpreendente se o nome deles for chamado.



MELHOR ACTRIZ (BEST ACTRESS)
(1) Meryl Streep, Julie & Julia
(2) Carey Mulligan, An Education
(3) Gabourey Sidibe, Precious

(4) Sandra Bullock, The Blind Side
(5) Helen Mirren, The Last Station


Tornou-se de um momento para o outro na categoria mais fácil de ler. São estas as cinco nomeadas em todos (!) os prémios de críticos e nos Globos de Ouro só não são porque Streep concorre por comédia (tendo sido o seu lugar nestas nomeadas ocupada por Blunt). Haverá alguma surpresa nas nomeações? Cada vez mais acho que não. Tanto porque as adversárias com poder, prestígio e com nome têm filmes que não as ajudam (Pfeiffer, Swank, Ronan), porque as adversárias com interpretações de qualidade não têm quem as premeie em catadupa (Blunt, Laurent, Saavedra), porque há filmes que têm passado (infelizmente) despercebidos (Swinton, Monaghan, Cornish, Saavedra) e até porque há actrizes com maiores possibilidades de serem premiadas na categoria de secundária do que nesta (Cruz por Nine em vez de por Los Abrazos Rotos). A única incógnita na categoria é Marion Cotillard, que tem papel secundário em Nine mas concorre como protagonista (e além disso, é bastante boa). Mas se a Academia for inteligente ela será nomeada mas na outra categoria, na correcta. E parece mesmo que Meryl Streep vai ganhar o seu terceiro Óscar com a sua personificação de Julia Child. Carey Mulligan vai levar o "selo de qualidade", as boas-vindas ao clube (como Hathaway em 2008), Sidibe é bom que seja premiada porque uma rapariga com o seu tamanho e aspecto não sei quantos bons papéis conseguirá arranjar e Mirren já tem estatuto de nomeada antes dos filmes saírem (tem mais 3 com possibilidades para 2010). Bullock é a surpresa do ano. Actriz com mais dinheiro feito em 2009, dois filmes no top 20 no ano, The Blind Side bate recordes. E ela colecciona nomeações.



MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO (BEST SUPPORTING ACTOR)
(1) Christoph Waltz, Inglorious Basterds
(2) Woody Harrelson, The Messenger

(3) Christopher Plummer, The Last Station
(4) Stanley Tucci, The Lovely Bones
(5) Matt Damon, Invictus

Os primeiros três da lista estão asseguradíssimos já. Waltz está em nº 1 mas não sei se é ele quem ganha. Os filmes de Tarantino são tão... bipolares, à falta de melhor expressão... Harrelson tem um papel do género daqueles que a Academia adora bajular. Plummer é finalmente nomeado pela primeira vez pela sua interpretação como Leo Tolstoy. Tucci também deverá estar dentro até porque toda a gente reconhece o seu enorme contributo para os filmes em que participa. E entre este e Julie & Julia, é este papel o mais favorável a lhe dar a nomeação. O último lugar vai ser disputado entre McKay (que faz de Orson Welles), Mackie (companheiro de Renner em The Hurt Locker e o digno merecedor da vaga), Damon (Pienaar (pessoa real!) num filme de Eastwood (bónus!) em que contracena com Morgan Freeman (bónus x2!) sobre eventos reais (bónus x3!) - daí a minha convicção que ele também estará dentro) e Molina (adorei a interpretação em An Education, percebo que haja gente que ache o pai de Jenny histriónico e exagerado no papel mas é um actor multifacetado que está por detrás e que já merecia ser nomeado).


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA (BEST SUPPORTING ACTRESS)
(1) Mo'Nique, Precious
(2) Anna Kendrick, Up in the Air
(3) Vera Farmiga, Up in the Air

(4) Marion Cotillard, Nine
(5) Julianne Moore, A Single Man


Aqui nem sequer há corrida, Mo'Nique já venceu. Hands down! A piada da categoria está em decifrar quem vai ser nomeado e quem vai ser deixado de fora. E de longe esta parece ser a categoria que no dia das nomeações vai levar um abanão. Tenho um pressentimento que vamos ver aqui alguma surpresa. O duo de Up in the Air também estará seguro, deixando dois lugares a ser disputados por estas concorrentes: Mélanie Laurent e Diane Kruger (Inglorious Basterds), Penélope Cruz, Judi Dench e Marion Cotillard (Nine), Julianne Moore (A Single Man), Maggie Gylenhaal (Crazy Heart), Zoe Saldana (Avatar), Rosamund Pike (An Education), Susan Sarandon (The Lovely Bones) e Samantha Morton (The Messenger). À partida, parece-me óbvio que alguém de Nine vai ter lugar. A minha aposta cai em Marion Cotillard, até porque ela anda a fazer campanha como protagonista precisamente por ter um papel maior que as outras. E o último lugar vai para... Julianne Moore, para já. Acho que o seu prestígio e a nomeação segura para o colega Colin Firth podem ajudar a arrastá-la para a sua quinta nomeação. Mas é no lugar dela que espero uma surpresa: Cruz, Morton, Laurent e até Gylenhaal (Saldana corre por fora) estão prontas para tomar o seu posto.



MELHOR REALIZADOR (BEST DIRECTOR)
(1) Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
(2) James Cameron, Avatar
(3) Jason Reitman, Up in the Air

(4) Quentin Tarantino, Inglorious Basterds
(5) Lee Daniels, Precious

Se The Hurt Locker não ganhar Melhor Filme, garanto que Kathryn Bigelow é quem tem as melhores chances de ganhar Melhor Realizador. Da trifecta de possíveis vencedores, é Reitman quem (de novo, já com Juno foi igual) parece o mais fraco. Cameron tem a seu favor toda a gente admitir que Avatar tem inteiramente mão sua mas Bigelow tem a seu favor ter criado o filme mais bem recebido pela crítica este ano. The Hurt Locker até pode ganhar Melhor Filme abrindo lugar a que Cameron ganhasse por Avatar (ou vice-versa) mas neste momento estou mais convicto que Up in the Air leva Melhor Filme e Bigelow o troféu de Melhor Realizador. Tarantino é sempre divisivo e a Academia já provou que não aprecia o estilo dele nalgumas ocasiões mas sempre que o filme foi um hit a nível mundial (Pulp Fiction, Reservoir Dogs) ele ganha nomeações, por isso... O último posto é que pode variar. Muito, até. Temos os auteurs se a Academia quiser fugir ao habitual (Haneke, Von Trier, Almodovar), temos os novatos com filmes de excelência (Daniels, Jonze, Blomkamp, Ford, Hoffmann), temos as mulheres (Scherfig, Campion) e até temos os habituais nomeados (Eastwood, Coen Bros., Marshall). Muito por onde escolher. Eu vou por agora com o meu quinto nomeado (a corresponder com os filmes): o realizador de Precious. Se bem que ele ter aparecido na lista dos DGA é mau omen, porque normalmente eles prevêem sempre 4 dos 5 lugares desta categoria e como Daniels é o menos seguro dos cinco... Ai que lá vem o Clint!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Música Perdida... No cinema

Novo design que a Sara me deixou aplicar... :) Para ficar. Única condição que me deu: "fica o verde!" E verde ficou.


Vim só aqui deixar de presente a música que mais me marcou num filme este ano. Não pela cena em si (que até é memorável), não pela qualidade vocal da protagonista (que a tem), não pela qualidade da interpretação (que é formidável). É a música, é a letra, é o ambiente que ela impõe, é a sonoridade, é o ritmo.

É fantástico. Provavelmente "The Weary Kind" vai levar o Globo e o Óscar, mas esta música para mim bate mais fundo. E Marion Cotillard é uma deusa, tenho dito.



Marion Cotillard - NINE - "My Husband Makes Movies"

My husband makes movies.
To make them he lives a kind of dream
In which his actions aren't always
What they seem.
He may be on to some unique romantic
Theme.
Some men catch fish, some men tie
Flies,
Some earn their living baking bread.
My husband, he goes a little crazy
Making movies instead.

My husband spins fantasies,
He lives them, then gives them to you
All.
When he was working on the film on
Ancient Rome,
He made the slave girls take the
Gladiators home.
Some men buy stocks, some men punch
Clocks,
Some leap where others dare to tread.
My husband as author and director,
Makes up stories in his head.

Guido Contini, Luisa Contini,
Number one genius and number one fan,
Guido Contini, Luisa Contini,
Daughter of well-to-do Florentine
Clan,
Long ago, twenty years ago,
Once the names were Guido Contini,
Luisa Del Forno,
Actress with dreams and a life of her
Own,
Passionate, wild and in love on Livorno,
Singing with Guido all night on the
Phone.
Long ago, someone else ago, how he
Needs me so,
And he'll be the last to know it.

My husband makes movies.
To make them, he makes himself
Obsessed.
He goes for weeks on end without a
Bit of rest,
No other way can he achiev his level
Best.

Some men read books, some shine their
shoes,
Some retire early when they've seen
The evening news.
My husband only rarely comes to bed,
My husband makes movies instead,
My husband...makes movies...

Estou a pensar postar todos os dias uma das 10 músicas que eu considero as melhores deste ano em filmes (depois direi quais são as minhas finalistas para a vitória nos meus prémios de cinema).

Volto amanhã com previsões novas para Óscares e notícias dos precursores (que tenho guardado para fazer um balanço, para não ocupar espaço à Sara para outros assuntos). E já sei que tenho uma sondagem que comentar. Rezem para eu ter tempo para tudo.