Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fan Zone com ... Suuurpresas!!


A primeira coisa que tenho a dizer é.. estou orgulhosamente chocada ;)
Vejam o programa completo no link da notícia :)
Feira de Artesanato.. Mundial.. Muita música!! e companhia

Mind da Gap, Mundo Secreto, EzSpecial .. e outros tantos nomes que não decorei!

Fonte: http://www.cm-oaz.pt/noticias.6/concelho.14/praca_da_cidade_transformada_em_%C2%ABfanzone%C2%BB_durante_um_mes.a1028.html

quarta-feira, 31 de março de 2010

Petição pelo MNA!

Infelizmente, estou de volta com o mesmo assunto, o MNA..
Desta vez, para divulgar uma nova petição, lançada pelo ICOM, em defesa do Museu Nacional de Arqueologia.
Peço-vos que leiam a petição e que a assinem se concordarem com ela..
Volto a insistir que esta questão não é só arqueológica.. e se a democracia em que vivemos nos permite usarmos deste tipo de manifestações, é uma questão de cidadania subscrever esta petição.
Desde já agradeço a todos os que a subscreverem, pelo 2º museu mais visitado do Ministério da Cultura.
 



Declaração e abaixo-assinado adoptado pela
Assembleia-Geral da Comissão Nacional Portuguesa
do Conselho Internacional dos Museus (ICOM)
EM DEFESA DO MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA

Subscreva em: http://peticao.com.pt/mna
Mantenha-se informado e comente em: http://gamna.blogspot.com
Divulgue por todos os seus contactos

Quando há cerca de um ano o anterior Governo colocou a hipótese da transferência do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) para a Cordoaria nacional, o seu Grupo de Amigos (GAMNA) chamou logo a atenção para os riscos inerentes, dos quais o mais importante é o da segurança geotécnica do local e do próprio edificado da Cordoaria, para aí se poderem albergar as colecções do Museu Nacional português com colecções mais volumosas e com o maior número de peças classificadas como “tesouros nacionais”.
Após as últimas eleições pareceu ser traçado um caminho que permitia encarar com seriedade esta intenção política. A ministra da Cultura afirmou à imprensa que fora pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um parecer acerca das referidas condições geotécnicas e que seria feito projecto de arquitectura coerente, respeitador tanto da Cordoaria Nacional como do programa do Museu. Ao mesmo tempo garantiu que esse complexo seria totalmente afecto ao MNA, sem a instalação antecipada de outros serviços no local. Sendo assim, deixaria também de ser necessário alienar espaços do MNA nos Jerónimos, a título de garantia da ocupação antecipada da Cordoaria.
Causa, pois, profunda estranheza a sucessão de acontecimentos das últimas semanas, os quais vão ao ponto de comprometer ou até inviabilizar a continuidade da gestão do Director do Museu, que nos cumpre elogiar pelo dinamismo que lhe conseguiu imprimir e de cujos interesses se constitui, perante todos nós, em legítimo garante.
O estudo tranquilizador que se dizia ter sido pedido ao LNEC, deu afinal lugar a parecer meramente pessoal do técnico convidado para o efeito. O GAMNA, encomendou estudo alternativo, que vai em sentido contrário. O Director do Museu recolheu, ele próprio, outros pareceres, dos mais reputados especialistas da área da engenharia sísmica, que igualmente corroboram e ampliam as preocupações existentes. É agora óbvia a necessidade da realização de um programa de sondagens e de verificações in loco, devidamente controlado por entidade idónea, de modo a poder definir com rigor a situação da Cordoaria em matéria de riscos sísmicos, maremoto, efeito de maré, inundação e infiltração de águas salgadas. A recente tragédia ocorrida na Madeira, onde se perdeu quase por completo o acervo do Museu do Açúcar, devido a inundação, aí está para nos lembrar como não pode haver facilidade e ligeireza neste tipo de decisões.
Enquanto não estiver garantida a segurança geotécnica da instalação do MNA na Cordoaria Nacional e enquanto não forem realizados os adequados estudos de planeamento urbano e circulação viária, importa manter todas as condições de operacionalidade do Museu nos Jerónimos. Neste sentido consideramos incompreensível a alienação pretendida da “torre oca” a curto prazo, até porque uma tal opção iria comprometer definitivamente qualquer hipótese futura de regressar a planos de remodelação e ampliação do MNA nos Jerónimos, conforme foi a opção consistente de sucessivos Governos, até há dois anos. O MNA merece todo o respeito e não pode ser considerado como mero estorvo num local onde aparentemente se quer fazer um novo Museu.
O poder político não pode actuar ignorando os pareceres técnicos qualificados e agindo contra o sentimento de todos os que amam o património e os museus. Apelamos ao bom senso do Governo, afirmando desde já a nossa disposição para apoiar o GAMNA na adopção de todas as medidas cívicas e legais necessárias para que seja defendida, como merece, a instituição mais do que centenária fundada pelo Doutor Leite de Vasconcelos, o antigo “museu do homem português” e actual Museu Nacional de Arqueologia.
Lisboa, em 29 de Março de 2010.

segunda-feira, 29 de março de 2010

MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA: mudar, só para melhor

Pois bem, em seguimento do meu último texto sobre as questões ligadas ao MNA, transcrevo aqui um comunicado do actual director do museu sobre essa temática, difundido via Archport.

Entretanto, como sei que muitos dos leitores deste blog não têm uma relação de proximidade com o mundo arqueológico, espero que este assunto tenha motivado alguma reflexão.. Isto já não é só uma questão de Arqueologia.. É de Cultura, de Política, de Economia.. de Cidadania!
  

[esclarecimento apresentado durante as VIII Jornadas Anuais do ICOM Portugal, em 29 de Março de 2010]

MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA: mudar, só para melhor


Uma vez que foi anunciada a intenção de fazer transitar rapidamente o Museu Nacional de Arqueologia (MNA) para a Cordoaria Nacional (CN), destinando-se o espaço dos Jerónimos à ampliação do Museu de Marinha ou a um novo museu, o Museu da Viagem, julgo já ser altura de dizer o que penso sobre o assunto. A tal me conduzem os deveres que tenho para com os visitantes, o Grupo de Amigos do MNA, as comunidades científicas e museológicas a que pertenço e sobretudo para com a minha própria consciência pessoal. Vejo, aliás, que o tema mobiliza as comunidades da arqueologia, da museologia e do património e começou a interessar os media. Ainda bem, porque o futuro de uma instituição centenária desta natureza é um assunto de cidadania, que ninguém poderia esperar, muito menos desejar, ficasse escondido dentro de gabinetes.
Como tenho repetido noutras ocasiões (v. por exemplo Publico, 23-12-2006), não sou, em absoluto, contra a transferência do MNA para outras instalações. Pertenci a equipas que procuraram essas alternativas e elas chegaram a estar prefiguradas em sucessivos PDMs de Lisboa (Alto do Restelo, Alto da Ajuda, terrenos anexos ao CCB, etc.). Tendo falhado todas estas hipóteses, optei na última década – e com eu todas as direcções do Instituto de tutela - por estudar, primeiro, e depois propor projectos de arquitectura muito sólidos, da autoria de Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro, alicerçados em sondagens e estudos geológicos realizados sob supervisão do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), visando a ampliação do MNA nos espaços já ocupados nos Jerónimos. Estes estudos e projectos foram desde 1998 acolhidos por todos os governos que precederam a actual legislatura e chegaram ser formalmente adoptados por um primeiro-ministro, que anunciou o calendário da sua execução.
Não posso deixar de considerar ser pena que se deitem agora à rua as dezenas, ou porventura centenas, de milhares de euros assim gastos. Mas, enfim, se a opção é de mudança de instalações, então o que importa assegurar é que ela seja claramente para melhor. Não podendo ser para edifício novo, pois que seja para um edifício histórico prestigiado, bem situado e sobretudo adequado às necessidades de um museu moderno, mormente daquele que é um dos mais visitados do Ministério da Cultura, o que possui colecções mais volumosas e vastas e ainda o que tem maior número de bens classificados como “tesouros nacionais”. E já agora, quanto ao espaço deixado livre nos Jerónimos, que se execute nele um projecto cultural que realmente valha a pena e honre a Democracia.
Ora, devo confessar que, não obstante a atitude positiva que sempre tenho em relação à mudança, o espírito construtivo e colaborante a que minha posição funcional me obriga e ainda a esperança que depositei na orientação política traçada pela actual Ministra da Cultura, tenho agora dúvidas que estes desideratos sejam de facto assegurados.
Em Novembro e Dezembro passados, após reuniões tidas com a tutela do MNA e directamente com a senhora Ministra da Cultura, foi traçado um caminho que me pareceu e continua a parecer sério e viável, a saber:
-mandar executar estudos geotécnicos, sob direcção de entidade idónea (que a senhora ministra anunciou à imprensa ser o LNEC), garantidores da viabilidade e condições de instalação do MNA na CN; destes estudos resultariam as obras de engenharia que fossem consideradas como condições prévias a qualquer projecto de arquitectura;
-execução de um projecto da arquitectura arrojado, respeitador da Cordoaria (ela própria classificada como monumento nacional e merecedora de todo o respeito) e do programa museológico do MNA;
-afectação de toda a CN ao MNA, reconfigurado institucionalmente de modo a incluir alguns serviços de arqueologia do Ministério da Cultura que nele poderiam desejavelmente ter lugar;
-não instalação antecipada na CN de serviços do MC, de modo a que o espaço estivesse totalmente disponível para a execução do projecto de arquitectura; correlativamente, não havendo necessidade de ocupação da CN por parte da Cultura, não entrega adiantada à Marinha de espaços nos Jerónimos, mantendo aqui o MNA toda a sua capacidade operacional, até que pudesse ser transferido para a CN, em boa e devida ordem.
Nos últimos dois meses parece que toda esta estratégia foi abandonada, sem que se perceba muito bem porquê. Talvez apenas pelo que se quer fazer nos Jerónimos e não propriamente pelo interesse na melhoria do MNA. Importa recordar que a ideia de afectar o sector oitocentista dos Jerónimos em exclusivo à Marinha, de forma clara (ampliação do Museu de Marinha) ou encapotada (Museu da Viagem, colocado em instalações alienadas para a Marinha, bem diferente do que seria um tal museu antropológico e civilista, sob tutela exclusiva da Cultura), limita-se a ressuscitar o antigo projecto do Estado Novo, sob impulso do almirante Américo Thomaz, que teve golpe de finados quando o Conselho da Revolução, em Janeiro de 1976 (no rescaldo do 25 de Novembro e quando País corria o risco de uma deriva cesarista), entendeu publicar um decreto hoje risível, no qual se impunha a transferência para a Marinha de todos os espaços dos Jerónimos não afectos ao culto. É irónico que este projecto seja retomado agora, mas… é a vida. Na condição em que subscrevo este texto, apenas me cumpre assinalar esta entorse cívica. Todavia, na mesma condição, cumpre-me mais, cumpre-me denunciar a extraordinária situação para que um museu mais do centenário e um acervo tão vasto e estruturante para o País são atirados, tratados como meros empecilhos para que uma opção política de regime possa rapidamente ser executada. Em ditaduras terceiro-mundistas não se faria diferente.
Quanto ao edifico da CN o problema não é tanto político mas técnico e altamente complexo, fazendo todo o sentido os cuidados na sua abordagem, acima sumariados. Trata-se de uma proposta que tem meio século, ressurge ciclicamente e foi sempre recusada com base em pareceres técnicos credíveis. Mudaram entretanto as circunstâncias ? Talvez. Mas apenas se alguém com competência bastante puder agora garantir a inexistência ou o adequado controlo dos riscos sísmicos, de inundação, impacte de marés, etc. que são reconhecidos naquele preciso local (edificado sobre o estuário do rio Seco num local, “Junqueira”, que significa pântanos de juncos) e arriscam conduzir a uma catástrofe para o acervo histórico nacional que o MNA guarda. E se outro alguém garantir depois a mobilização dos meios financeiros suficientes para a profunda requalificação do quarteirão inteiro da CN, onde nalguns sectores se verifica uma quase ruína e noutros as coberturas são em telha vã, os pavimentos são irregulares, estão saturadas em sais marinhos, etc., etc. Ora, a única coisa que até aqui me foi apresentado em sentido tranquilizador, foi um parecer dado a título individual por um antigo técnico LNEC, certamente competente, mas que não responsabiliza mais do o seu autor. O Grupo de Amigos do MNA obteve estudo de outro técnico muito credenciado e que vai em sentido contrário; eu próprio recolhi pareceres de dois dos mais reputados especialistas portugueses em engenharia sísmica – e todos concordam em alertar para o risco efectivo e elevado que existe no local da CN.
Talvez assim se compreenda melhor porque atribuo a esta matéria tanta importância. Talvez se entenda porque não posso em consciência, neste momento, considerar como definitivamente adquirida a transferência do MNA para CN. E, por outro lado, também assim se possa melhor perceber porque considero inaceitável executar desde já o despejo de parte do MNA nos Jerónimos – situação que seria sempre anómala (e desnecessária, porque não existem agora pressões para colocar quaisquer serviços da Cultura na CN), porque o que faria sentido, conforme o acordado inicialmente, era que o Museu apenas desocupasse os espaços actuais quando mudasse de instalações, após as obras profundas de arquitectura a que a CN deverá inevitavelmente ser submetida.
Continuo, pois, a aguardar a apresentação pública de estudos que garantam a segurança do acervo do MNA na CN. Aguardo, logo depois, a abertura de concurso público ou o convite a arquitecto consagrado para desenvolver o projecto que se impõe, tudo isto sem esquecer os estudos urbanísticos da zona envolvente, de modo a precaver, e potenciar, o fluxo das várias centenas de milhar de pessoas que passarão anualmente a frequentar uma zona em que se irão colocar lado a lado os dois mais visitados museus do Ministério da Cultura.
No entretanto, o MNA continuará a servir da melhor forma que puder os seus utilizadores, no cumprimento do programa cívico que Leite de Vasconcelos concebeu e Bernardino Machado adoptou. As iniciativas públicas já tomadas em torno do futuro do MNA, com especial relevo para o espírito combativo demonstrado pelo nosso Grupo de Amigos e para os oferecimentos de activa solidariedade por parte de personalidades as mais diversas, das associações científicas e profissionais, das universidades e das autarquias, reconfortam-me e dão fé de que a sociedade civil não está adormecida.
Luís Raposo
Director do Museu Nacional de Arqueologia, 29 de Março de 2010.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A (des)Ordem no Museu!

Bem, bem.. Só hoje é que dei por mim a pensar que não vos trazia novidades à muito muito tempo..
São aquelas fases da vida académica que até para escrever nos tiram a vontade.. mas adiante ;)

O que me trás cá hoje vem no seguimento do que me trouxe da última vez.. Arqueologia!
[antes fosse desta, em Tresminas.. no meio de tantos pinheiros e bichos, ainda restava alguma Ordem (de pedras claro')]

Em relação à questão da Ordem, tema da última mensagem, e depois do debate, consultem-se as conclusões do mesmo no site da APA.
Para quem não se quiser dar a esse trabalho, basicamente, constituiu-se uma comissão informal para aprofundar as questões relacionadas com um sindicato dos arqueólogos, ficando, para já a questão da Ordem em "standby".

Mas o que me trás cá hoje, já não é a questão da Ordem em si, mas do Museu Nacional de Arqueologia, e que curiosamente, também já não é nova aqui.. [em 6/02/09; 2/02/09]
Entretanto, pode também consultar-se um comunicado, no já referido site da APA sobre esta questão..
E quem não está dentro deste assunto perguntará.. "mas de que raio é que ela está a falar?"
A resposta é simples.. da transferência do museu..
Não sei se estão recordados da questão da construção do novo Museu dos Coches, num local ocupado pelos serviços de arqueologia do IPA..
Em consequência disso, e da necessidade de desocupar o local, as instalações do IPA foram desmanteladas, com intenção de se concentrarem na Cordoaria, onde mais tarde se viria a situar também o MNA.
O IPA saiu, e espalhou-se por aqui e por ali..

Mas agora.. Eis que surge a notícia que até dia 8 de Maio, o director do MNA tem que desocupar um espaço do seu museu - a Torre Oca - que deverá entregar à Marinha, como garantia para troca com o edifício da Cordoaria, actualmente sobre a tutela desse ministério.
Devo ainda dizer que a questão da transferência para a Cordoaria parece não ter sido suficientemente estudada para garantir a segurança das colecções do museu; e também não se considerou que o próprio edifício da Cordoaria, classificado, vai ter que sofrer obras (que o podem descaracterizar) para receber este tipo de museu.

No entanto, há quem levante questões relativas ao prazo e à ordem dada ao director do museu para desocupar o espaço.. É que não é viável cumprir essa ordem..
(Também se diz que a notificação foi entregue ao director em Agosto, mas a questão colocar-se-ia da mesma forma)
Ora, se um director não cumpre uma ordem superior, o que é que lhe pode acontecer? Pois é, directores desobedientes não são toleráveis para as tutelas..
E como não sou eu que o digo, deixo aqui uma frase que conclui esta lógica, extraída de um mail divulgado na Archport pelo Sr. Manuel de Castro Nunes..

"O objectivo de todo este processo era dois. Não era apenas desinstalar o MNA. Era também afastar o seu Director. Porque o MNA não era apenas um Museu, era a sede de um pensamento cultural incómodo."

E assim, deixo mais uma vez as polémicas da arqueologia, sendo que há quem defenda que a primeira - a da Ordem, foi uma jogada tutelar para distrair os arqueólogos desta velha questão do MNA..
*

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ciclo Primavera e Cultura

Pois bem, agora que já é conhecido, com mais detalhe a programação do Ciclo Primavera, cá deixo a notícia integral publicada no site da Câmara Municipal.

O ciclo vai contar com actividades na área da música, da dança e do teatro.

Confesso que andava intrigada com quem viria este ano ao ciclo.. O ano passado, a 16 de Janeiro já se conheciam os grandes nomes que visitariam Azeméis.
Como era espectável, considerando a conjuntura económica, não haverá um grande número de espectáculos.. a aposta terá sido na qualidade das participações.
Isto leva-me só a reflectir que, por vezes, é melhor trazermos menos, mas melhor, mais versátil.. Se a música de David Fonseca agradará a um tipo de publico, talvez mais jovem, mas sem excluir outras pessoas.. O teatro de revista contará com pessoas mais velhas na audiência.

Recordo que o ano passado participaram no ciclo primavera, musicalmente, Paulo de Carvalho e Susana Félix.. No ano de edição de Voo Nocturno, foi Jorge Palma quem nos visitou..
Isto para dizer que o Ciclo tem criado expectativas, sendo visto um pouco como imagem de marca do concelho..

Outras edições contaram com a inclusão no programa de eventos como o Mercado à Moda Antiga ou o Festival da Juventude, que ultimamente tem sido incluído na semana da Queima das Fitas. Sobre estes, com base na notícia da autarquia, poderemos esperar notícias mais tarde..

Noutros tempos, o concelho realizava feiras do livro, feiras de artesanato..
O dinheiro não dá para manter todas estas iniciativas, é certo..
E pode não parecer, mas a cultura não é só isto.. Este é um dos lados.. Mas não podemos esquecer o lado científico da cultura, com história, museus e arquivos, arqueologia.. Ou o lado etnográfico com ranchos folclóricos, carnavais e associações locais..
Muita coisa, muito variada, e curiosamente o OE continua a dar à cultura quantias miseráveis..
Há dias, a CM de Cascais foi destacada como município cultural pela Sociedade Portuguesa de Autores.. O poder central deveria dar melhores exemplos, mas.. o poder local que se safe ;)

E.. o papel da cultura não depende só das iniciativas políticas.. Depende de cada cidadão e da sua adesão a iniciativas.. Depende do cidadão e da sua forma de ver o passado..
Depende de todos ;)

Vou fazer a minha parte' Aqui fica um vídeo de promoção do concelho :) *

sábado, 19 de setembro de 2009

Política cultural em debate

Pois bem, como não sou só eu a preocupar-me com as políticas culturais, teve ontem lugar nas ruínas do Museu do Carmo, Lisboa, um debate sobre esta temática, com representantes dos 6 partidos com acento parlamentar na última legislatura.

Cá fica uma notícia sobre o que por lá sucedeu, do DN.

Debate sobre política cultural marcado por contestação ao PS

DN, 19/09/09

Num debate marcado pelo atraso de 40 minutos de Zita Seabra, a deputada do PSD ainda responsabilizou os arqueólogos pela falta de contestação ao Governo.

O monumento, que já foi a principal igreja gótica da capital e ficou em ruínas devido ao terramoto de 1755, serviu de palco para um debate sobre as políticas para a Cultura e Património Cultural, assunto que tem gerado grande discussão, provocada pela criação do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico (IGESPAR) e os projectos para os novos museus dos Coches e do vale do Côa. E ainda mais pelas recentes declarações de José Sócrates, em que este assumia a falta de apoio à cultura.

Este foi um dos argumentos utilizados pelo representante dos Verdes, Francisco Madeira Lopes, que acusou o Estado de "descentralização de responsabilidades e alienação de património".

Foi num tom de constante provocação ao representante do Partido Socialista, João Cunha Ribeiro, que rejeitou o "cenário catastrófico" apresentado pelos seus rivais políticos. O também subdirector do IGESPAR assumiu que "há ainda muito para fazer " na Cultura, e responsabilizou a crise pelo parco investimento feito neste sector.

A representante do PSD, Zita Seabra, teve a intervenção mais polémica, ao criticar a falta de reacção dos arqueólogos à política socialista dos últimos quatro anos. Entre os presentes constavam muitos profissionais da arqueologia, que não se pouparam em reclamações. A deputada social-democrata acusou ainda o Estado de favorecer o sector imobiliário: "Estamos a vender os locais classificados como património para os transformar em hotéis." Um dos momentos mais caricatos do debate foi protagonizado por Diogo Henriques do CDS/PP. O chefe de gabinete de Paulo Portas disse estar "cada vez mais de acordo com o PCP", representado nesta sessão por João Oliveira.

Para o final ficou a intervenção de Claúdio Torres. O actual presidente do Campo Arqueológico de Mértola, representante do Bloco de Esquerda no debate, chamou a atenção para as "difíceis condições de trabalho dos profissionais da área" .

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cultura na CDU e PS

Para finalizar a nossa "breve" viagem pela cultura, cá ficam as principais ideias dos programas eleitorais da CDU e do PS

Comecemos pela CDU...
O programa começa por nos apontar diversas falhas ao executivo de José Sócrates, referindo o "retrocesso político no domínio da política cultural".
Assim, esta política cultural deve terminar, já que asfixia o sector e o secundariza.

Quanto a propostas, a CDU apresenta como objectivos conseguir 1% do OE. O que aliás é uma constante em quase todos os programas. Até o próprio PS afirma serem necessárias mais verbas para o MC.

Deve verificar-se uma reformulação no MC para que este disponha de meios humanos e técnicos para: - preservação do património; - criação contemporânea; - alargamento de públicos e democratização do acesso. Estas preocupações são referidas, de forma mais ou menos marcada, em todos os programas eleitorais, embora não se verifique uma clara defesa de reformulação do MC.

A questão da transversalidade entre ministérios está, também, presente. A defesa da CDU foca
Cultura, Educação e Ensino Superior.

Há também interesse em apoiar áreas como teatro, música, dança, cinema, artes plásticas e expressão escrita.
Verifica-se também uma preocupação com as condições profissionais de artistas e criadores. A crítica mantém-se.. Há coisas para regular e.. ninguém falou delas..

A coisa inovadora, e de acordo com a ideologia comunista - impedir a privatização de bens patrimoniais.

Em termos de política de museus, deve haver modernização, dinamização, preservação e investigação. Quantas não são as reservas amontoadas para estudar?

Para além disso, são referidas ainda as apostas no ensino artístico de qualidade; a afirmação e promoção da Língua Portuguesa.

Portanto, assim em síntese, comparando com os outros programas, não há nada que já não tenha sido referido, excepto aquela parte das privatizações..

__________________

Passando ao programa do PS, ligeiramente (muito) mais extenso..
E, sinceramente, é o que tem mais "piada".. Perceber de que forma os erros do passado, condicionam o que se diz no futuro..

O PS refere que a cultura vai ser uma das prioridades do próximo governo.
Defende portanto um reforço do OE, bem como a transversalidade entre ministérios. Valorizar o contributo da criação contemporânea para o desenvolvimento do país, consta também do programa eleitoral.

Assim, o programa organiza-se em três grandes áreas, para as quais são defendidas inúmeras medidas: Língua, Património e Arte e indústrias criativas e culturais.

Quanto à Língua, vemos o PS defender o acordo ortográfico; o fomento do ensino nos países da CPLP; uma política de expansão da LP; redes de bibliotecas e escolas - com possível deslocação de profs portugueses para países de LP (o que me parece ser uma inovação); reforço financeiro do fundo da língua; a criação de uma academia de LP; expansão da rede de bibliotecas e continuidade do Plano Nacional de Leitura; digitalização e disponibilização de conteúdos científicos, literarios, informativos e culturais em LP e, finalmente..
"Promover a aquisição e depósito dos espólios e acervos de grandes escritores da LP, pela Biblioteca Nacional, o seu tratamento, preservação, classificação e disponibilização". E, esta parece-me uma das importantes inovações face aos outros programas.. provavelmente tem alguma relação com alguns episódios menos felizes ocorridos durante a última legislatura..

Entretanto.. quanto ao património..
"desenvolver uma política de preservação do património histórico e cultural"; criação de "cheques-obra", em que cidadãos e privados contribuem para revitalizar o património; elaborar projectos para candidaturas ao QREN - sim, porque essas de se deixarem ir os fundos.. de certeza que não devem faltar candidaturas; estabelecer parcerias com diversas entidades para reabilitar o património classificado; apostar na reabilitação urbana; promover a preservação dos Monumentos Nacionais no estrangeiro, bem como o património imaterial e da LP; criação de uma fonoteca nacional; reavaliar modelos de gestão de museus e palácios, para possibilitar uma gestão em rede; reforçar os meios em museus e arquivos; expandir a rede de arquivos e efectuar parcerias para a aquisição de património cultural valioso.

E, finalmente, passando às Artes e Indústrias Criativas e Culturais..
Reforçar apoios aos artistas e criadores, bem como às respectivas artes, conferindo estágios profissionalizantes; promover o ensino artístico com a criação de programas de ocupação de tempos livres; utilizar o serviço público de tv e rádio para difundir mais conteúdos culturais; estabelecer parcerias com poder local para uma maior produção e programação cultural; criar linhas de crédito público às empresas do sector criativo; promover a circulação de artistas e obras de arte; apoiar a criação literária; reforçar o fundo de investimento para o cinema e audiovisual; aperfeiçoar o estatuto da carreira astística; rever a lei da cópia privada e apostar no trabalho em rede.

E, para terminar de forma bastante poética..
"Promover um plano interministerial que valorize a cultura como factor de crescimetno e emprego, porporcionando a colocação temporária de desempregados qualificados em instituições culturais".

E bem, assim dou por encerrada a minha abordagem às políticas culturais.. ;)
*

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Política Perdida.. Cultura nos programas eleitorais do PSD

Ora, continuando a analisar a cultura nos restantes programas eleitorais dos outros partidos..

PPD/PSD (carregar para aceder ao site)


O que voltamos a ver neste programa eleitoral, é que a cultura não é uma prioridade..
A questão da transversalidade entre ministérios - Economia - Educação - Cultura estão presentes. ( à semelhança do que sucede nos do BE e CDS)
No que concerne à preservação do património (a que o BE não se dedica) diz-se que pode ser feito em "parceria com entidades interessadas". Daí se depreende a participação dos mecenas privados (que o CDS diz não puderem substituir o Estado, mas ajudá-lo).
Deve ser feito Investimento Público nos centros históricos e no património cultural, tendo em vista a sua preservação.
Defesa de igualdade de oportunidades no acesso aos bens culturais. Descentralização da oferta.

"Numa visão descentralizadora, partilharemos as responsabilidades e o poder de decisão no domínio cultural com os agentes e criadores culturais e com as autarquias locais, universidades, fundações, empresas e outras instituições, bem como com os privados e outras entidades, quer na conservação e manutenção do património, quer no estímulo à criação cultural."
E desta bela citação do programa depreendo eu que.. obrigações deste género não são para o Estado.. São inúmeras as entidades para partilhar as obrigações.. portanto, o Estado está limpo.. :s

Financiamento público com relação directa com os objectivos dos programas e instituições.
Apoio à criação artística contemporânea (tal qual como defende o BE), divulgação do que é feito e produzido (BE e CDS também falam disto), com recurso a mecenas. (o CDS refere que deve ser revista a lei do mecenato.. mas que o Estado não pode fugir às suas obrigações - neste programa, o que parece é que há uma responsabilização dos privados em detrimento da acção estatal)

Necessidade de definir os equipamentos culturais estruturantes para o país, dialogando com os responsáveis das áreas intervenientes. Eu só não sei, é o que é que significa "equipamentos culturais estruturantes" :)

À semelhança do que refere o BE, o PSD defende o reforço dos meios humanos em arquivos.

Defende-se também uma expansão da rede de bibliotecas (CDS e BE), com catálogo único e conteúdos digitalizados; a continuidade do Plano Nacional de Leitura (CDS); a expansão da língua portuguesa na CPLP (CDS - defende expansão e divulgação, principalmente nos PLOP).
À semelhança do defendido por CDS e BE, o PSD também aposta na internacionalização da cultura portuguesa. É ainda pretendido criar uma rede de turismo cultural em todo o país, tendo em vista o seu desenvolvimento. Turismo cultural este que surge nos outros dois programas já analisados, em perspectivas diferentes.

E, finalmente, vemos o PSD defender que a televisão pública deve ser um meio de difusão cultural.

Ora, com algumas ideias não referidas pelos outros dois partidos já aqui referidos, como esta última, o PSD faz uma aposta modesta na cultura, parecendo "empurrar" grande parte das obrigações de investimento para os privados.
Assim sendo, e nesta temática, faltam analisar dois planos de esquerda - PS e CDU.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Política Perdida - A cultura nos programas eleitorais

Ora, conforme prometido, cá fica a primeira reflexão/ comparação entre planos eleitorais.
O tema escolhido foi a Cultura, por ser exactamente a área que mais me interessa.
Obviamente, que os programas não são fantásticos, porque embora todos afirmem que a cultura é muito importante, ninguém se vai preocupar muito com ela.

A minha comparação vai ser entre BE e CDS-PP.


Embora possa parecer estranho, há coisas comuns nos dois programas.
Começam por reconhecer a asfixia do ministério da cultura, o que já é um ponto interessante! (e aproveitam isso para dizer mal do executivo de Socrátes - desastroso neste campo - aspecto reconhecido pelo próprio e pelo seu ministro - o segundo da legislatura).
Em concordância estão também questões de transversalidade e interdisciplinaridade de ministérios: Cultura - Educação (para o CDS há mais que estes).

Mas, achei quase desastroso (para não dizer muito) o programa do Bloco; não que o do CDS seja brilhante, mas demonstra mais algumas preocupações a este nível.
O desastroso refere-se a uma total ausência de preocupações com a Cultura na sua versão Passado - História - Arqueologia - Património.

Então vejamos..
"A vida cultural é uma parte fundamental da democracia, e uma prioridade para o desenvolvimento, como o são a saúde ou a educação".
O Bloco parece ter medo da cultura no seu aspecto do passado. Nada no programa se refere a questões de património arquitectónico e arqueológico.
Verifica-se uma constante defesa da pluralidade, uma aversão à cultura como servidora dos ideais do estado (talvez o pânico da cultura ao serviço do fascismo - serão demónios interiores?)
São unânimes no aspecto da cultura dever chegar a toda a gente, e na necessidade de haver resposta aos vários públicos da cultura. No entanto, o bloco defende uma cultura muito mais global, acabando por passar a ideia da migração da cultura para o mundo e não tanto dentro do próprio país.
Recusa "grandes eventos" e a "subordinação da cultura ao turismo".

Em termos de infra-estruturas relacionadas com a cultura vemos o bloco referir..
Bibliotecas, museus e arquivos, que devem ser dotados de meios humanos para um melhor funcionamento.
Há também uma preocupação com o funcionamento em rede de bibliotecas e a descentralização de arquivos e museus. Neste campo, há ainda uma insistência na internacionalização.

No que concerne a questões de foro profissional..
O bloco defende um fomento da criação cultural na escola pública. Ambos os partidos defendem a ideia de que a escola é um importante factor de divulgação (CDS) e criação cultural (BE).
Quando aborda as questões profissionais o bloco torna-se infeliz - esquece inúmeras das profissões debaixo do MC (Ministério da Cultura), referindo apenas de excepção os profissionais das artes do espectáculo e do audiovisual. Lamento profundamente que o bloco esqueça os outros profissionais da área. Enfim..

Outra das apostas do bloco centra-se na comunicação, novas tecnologias e migrações como factores cruciais da política cultural.
E ainda, "curriculos escolares que levem à compreensão das linguagens artísticas contemporâneas" - volto eu a lamentar que a cultura do Passado não seje vista como tal..
Há ainda a defesa das "artes de rua" e "arte pública" em sítios culturais e patrimoniais.
Confesso que me fez confusão a linguagem dalguns dos pontos do programa, mas daqui depreendo eu que devemos ter muitas feiras medievais e "palhaçadas" do género? (não que sejam coisas más, há é que ter em conta o grau científico da coisa).

___________________________

Passando então ao programa do CDS-PP..
O CDS começa por reconhecer o enorme fracasso da última legislatura, lamentando episódios menos felizes entre os dois ministros que tutelaram a pasta - Isabel Pires de Lima (uma das coisas que se lamentou muito em relação a esta ministra foi ver apenas na cultura o acordo ortográfico e a revisão gramatical) e Pinto Ribeiro. Posso ainda acrescentar que grande parte dos portugueses desconhece o nome dos ministros da cultura, será porque passam quase sempre ao lado?
Depois, o CDS refere uma "atenção tardia perante os perigos que impendem sobre o nosso património arqueológico e arquitectónico" - pelo menos, está cá a referência a este tipo de património, coisa que falhou no programa do BE.
Alguns dos lamentáveis estados de sítios já foram referidos aqui no blog.

Voltando a referir a asfixia económica no MC, com o orçamento mais baixo dos últimos tempos (à semelhança do BE), o CDS reconhece "que a cultura é um motor de crescimento económico e um sector gerador de emprego". Quanto a isto, devo concordar, infelizmente, e dado o estado de coisas, o emprego na cultura não se torna atractivo. Vejam-se as condições de trabalho em arqueologia.
"A cultura deverá sempre procurar a síntese entre herança e evolução, entre passado e futuro" (outra das críticas que fiz ao programa do bloco, ao esquecer-se do passado, esquece a herança. Houve tempos em que a cultura serviu, claramente, interesses estatais, e talvez recordar isso para algumas forças políticas não seja interessante, no entanto, é conhecendo o passado que se prepara o futuro, daí a gravidade da falha no programa eleitoral).
Assim, nessa linha, o CDS defende a preservação da herança cultural, o seu desenvolvimento, a sua reprodução, recriação e reinvenção - aqui, digo eu, que possamos inserir recriações históricas e coisas do género (também referidas no programa do BE, segundo a minha linha interpretativa).
É também defendida a afirmação cultural do país e da língua no Mundo. Claramente que se torna importante "globalizar" a nossa cultura. Ideia semelhante é defendida pelo BE, quando apela às migrações culturais. Se bem que o Bloco defende afincadamente essa internacionalização, parecendo-me às vezes em demasia, como já na altura referi.
Verificamos ainda a defesa da transversalidade entre Cultura - Educação - Economia - Negócios Estangeiros - Turismo (em maior nº de áreas que o BE).
Partilha de responsabilidades com autarquias e parcerias com privados, sendo que o Estado se assume como o garante da preservação da herança cultural.
A liberdade criativa, igualdade de oportunidades no acesso à cultura; difusão artística e internacionalização da língua e cultura portuguesas, são também responsabilidades estatais. Estes dois aspectos são também referidos pelo BE, a questão da internacionalização já aqui discutida. A liberdade criativa é muito defendida pelo Be, bem como o acesso à cultura, em que a estratégio do BE passa por estruturas itenerantes.

Aprofundado então estas ideias, o CDS defende o reajustamento das verbas destinadas à preservação do patrimónoio, símbolo do respeito pela herança cultural. Defende ainda programas específicos para as diferentes áreas patrimoniais, na presenvação, programação e dinamização do acervo arqueológico, arquivístico, arquitectónico ou paisagístico. Estado como exemplo na preservação. (Excluindo os arquivos - que o BE defende a itenerância e um nº de funcionários suficientes para as funções, nenhum dos outros aspectos é focado).

A rede de museus merece atenção por parte do CDS, que pretende a sua dinamização como tal (o BE também fala disto).
O artesanato e respectivos incentivos são também referidos. (No BE, não me recordo de ver referências a isto).
Quanto à língua portuguesa, verificamos a introdução do acordo ortográfico e o apoio ao estimulo criativo no que concerne à sua produção, bem como divulgação da mesma no estrangeiro (com especial atenção para os PALOP), para a qual se defende o incremento de protocolos com universidades e institutos. Esta questão da LP não me parece uma preocupação do BE, no entanto, é defendido o estimulo criativo, onde isto se poderá inserir.
Referência também para o estatuto especial, que deve ser conferido aos teatros nacionais, orquestra nacional e companhia nacional de bailado, em vários aspectos. O BE também se refere ao carácter especial de alguns dos organismos, os teatros nacionais.

Quanto à transversalidade entre ministérios e sectores..
O CDS defende que deve ser mantida nos sectores já referidos, devendo articular-se através de objectivos bem definidos. É neste contexto que vemos o CDS defender "currículos escolares e actividades extra-curriculares que valorizem efectivamente a formação artística dos jovens". Este parâmetro assemelhasse aquele em que o BE defende uma articulação entre educação e cultura, tendo em vista o fomento da criação cultural nas escolas.
A aposta no turismo cultural é vista como factor de desenvolvimento interno e internacionalização. O BE defende a sua dinamização, em particular nas cidades de média dimensão.
Neste campo verifica-se ainda a defesa do fomento de actividades profissionais e áreas como o design, a arquitectura e o paisagismo.
O estatuto dos profissionais de artes e espectáculos, com as respectivas especificidades é também defendido. O BE nesta área acrescenta os técnicos de audiovisual. A minha crítica aqui é conjunta, é que em termos de estatutos profissionais apenas são referidos estes.. Mas a carreira de arqueólogo continua sem regulamentação.

Reconhece-se ainda a necessidade de envolver a comunidade (públicos e privados) nas actividades culturais, partilhando direitos e deveres. Deve incrementar-se o papel das autarquias, e proceder a alterações na lei do mecenato - para que este não substitua o financiamento estatal, tornando-o apelativo e alargando o nº de beneficiários.
O Estado deve ainda funcionar como articulador "para que espaços culturais e cine-teatros municipais tenham programação, preferencialmente em rede, constante e de qualidade". Ligeiramente comum ao que o BE defende "funcionamento em rede de equipamentos culturais nacionais, regionais e concelhios".

A liberdade criativa e a difusão artística devem ser protegidas. Evitando portanto aquela história da cultura ao serviço do Estado (tipicamente dos regimes fascistas). O estimulo deve viver-se em todas as áreas - património, artes contemporâneas, performativas, cinema ... O BE defende também uma ideia nesta área (ver acima).
O CDS defende ainda que a existência de diferentes públicos, mais restritos ou mais alargados, deve merecer diferentes tipos de intervenções, evitando uma cultura fechada e elitista.
A defesa da igualdade de oportunidades é também focada, com a inclusão de disciplinas culturais nos programas escolares (que me parece de extrema importância!), através da interacção entre escolas e espaços culturais.

Para difusão da cultura deve ser feita com recurso às novas tecnologias, com visitas virtuais. A questão das novas tecnologias surge bastante no programa do BE - "Dissiminação nas instituições e organizações culturais públicas de instrumentos de acesso às novas tecnologias da informação" e também no aspecto da disponibilização online dos conteúdos da biblioteca nacional (algo que eu julgo já estar em curso).

Integram ainda o programa eleitoral do CDS aspectos como o Plano Nacional de Leitura (para continuar) e o alargamento da rede de bibliotecas. O BE também destaca este aspecto da rede de bibliotecas defendendo a sua conclusão durante a próxima legislatura, bem como uma biblioteca por concelho.
Finalmente, a questão da divulgação da LP, nos países lusofunos, como meio de disseminação do livro e audiovisual, tendo em vista o fortalecimento de uma herança comum.

1 -É possível haver algumas repetições ao longo deste pequeno texto, se tal acontecer, as minhas desculpas.
2 - O texto foi escrito com base nos programas eleitorais dos dois partidos, no sector que concerne à cultura. Os mesmos podem ser consultados nos sites dos mesmos. BE CDS.
3 - Se não quiserem perder tempo a ler tamanhas coisas, dediquem pelo menos algum tempo ao sector "O Bloco de Esquerda defende" e "Caderno de Encargos", respectivamente.
4- A maior parte das falhas que me "irritaram" nos programas foram já referidas, se vier a detectar mais alguma, farei comentário posterior.
5 - Este texto não refere TODAS as propostas culturais dos partidos.
6 - Devo ainda dizer que não sou filiada em nenhum partido, portanto este texto, bem como nenhum outro, se trata de campanha partidária. O objectivo é apenas esclarecer os curiosos nesta temática.
*

domingo, 2 de agosto de 2009

Sondagem: Governo


Calma Sara, eu estive ausente por motivos... bem... acho que legítimos (Hannah Montana - eu sei, eu sei, só eu é que vi...) e só cheguei agora à casa (pois, que tinha de ir ver à última sessão para ninguém me ver - Sou tão previsível :D)


Bom... Vamos lá aos resultados da nossa rica sondagem. Com 24 votos (há para aí gente que vota que se farta...), podemos obviamente constatar que temos predominância dos sectores que nos interessam a nós, estudantes universitários. Senão vejamos...

  • Com 13 votos, o Ensino Superior, a nossa maior preocupação, mas que não estou a ver a preocupar muito o senhor primeiro-ministro e o seu capanga da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Eu até os percebo, Bolonha funciona muito bem, não há problemas com bolsas nem com financiamentos (13 milhões dados à UAlgarve para o curso de Medicina chique com 32 (!) licenciados que vão entrar este ano... 13 milhões... Coimbra + Porto + Lisboa + Nova Lisboa + Minho + Covilhã = Algarve! Como é que é possível!), não há problema (para eles) que as universidades se comecem a tornar instituições de fundo privado, entre outros. Não, de facto, o Ensino Superior em Portugal é uma relíquia (e ainda assim consegue ser dos 10 melhores da Europa...);

  • Depois, com 11 votos, vêm as áreas de estudo do pessoal que visita e comenta este blogue, a Cultura e a Saúde. E com 10 votos vem a Educação (porque nós por lá passámos e sabemos o que a bestialidade intelectual chamada Maria de Lurdes Rodrigues fez com o nosso sistema de ensino (já para não falar na Nova Reforma, no Novo Estatuto de Aluno, no fecho de milhentas escolas, o Novo Regime de Faltas... Só inovações!) Bem, a Ministra da Saúde, com tanta Gripe A que por aí anda, conseguiu fugir de fininho dos problemas da reestruturação do SNS e ainda dos problemas com as instalações de saúde por esse Portugal fora e todo o mundo a conhece (é até a ÚNICA ministra de saúde MUNDIAL, além do mexicano, que veio à televisão fazer um anúncio oficial... O do México foi para mandar a OMS analisar o vírus... A portuguesa foi para dizer que a vacina chega em Dezembro... O Sócrates está mesmo desesperado...). Isso é que eu chamo de uma retirada inteligente... Já o Ministro da Cultura... Alguém sabe como se chama? O que faz? É que eu acho que nem 5% da população sabe quem é e nunca ninguém o vê, nem na AR, nem na TV... Será que é invisível tipo aquele professor do Harry Potter, o da História da Magia? God!

  • Depois vem, com 8 votos, Agricultura e Pescas. Por muito que eu até entenda que há problemas nesses sectores (ora, é daí que vem a grande maioria do nosso rendimento bruto e das nossas exportações - vinho, cortiça...) não consigo entender tantos votos. Estará assim tão mau? Quem votou que elucide se faz favor;

  • Com 4 votos estão todos os outros ministérios de que se tem falado (Economia, Finanças, Defesa, Justiça e Ambiente). Só uma coisa: NÃO SÃO ESTES QUE SÃO OS QUE TÊM PROBLEMAS REAIS? Crise financeira, perda do valor dos mercados, Portugal a não cumprir o Protocolo de Quioto, pior país da UE em matéria do ambiente (Ei Sócrates, ex-ministro do Ambiente, grande é a tua preocupação com um ministério que tu dirigias, seu peseteiro tacheiro do caraças!), uma Justiça que não funciona (pese ter as melhores infra-estruturas e tecnologia de toda a Europa!), entre outros problemas;

  • Finalmente, com 3 votos, temos o famigerado sector das Obras Públicas. Quem não conhece a fabulosa tirada do Sr. Eng. Mário Lino sobre o aeroporto de Alcochete? «Jamais!» Pois. Como é que ele só tem 3 votos? Ele, que quer esgotar 60% do Orçamento de Estado em Obras Públicas desnecessárias (TGV é a primeira que me vem à cabeça)

Bom... Votem e comentem sobre a nova sondagem. Obrigado :)





segunda-feira, 13 de julho de 2009

Feira Artesanato 2009

Bem.. uma pausa no Tour e nas duas etapas de que falta aqui falar.. para divulgar o cartaz da Feira de Artesanato, a decorrer no Parque de La-Salette entre 23 e 26 de Julho ;)

Destaque musical.. talvez para o concerto de Mico da Câmara Pereira..
Convém que visitem para nos manterem informados do que por lá se passou ;)

*

terça-feira, 31 de março de 2009

Lá vem ela.. a cultura..

Bem, teria muito sobre o que escrever.. pensar ou enumerar.. mas como acordei cedo para não ter aula.. isto torna-se tudo muito mais sinistro..
E tudo isto porque sucessivamente se sucedem acontecimentos sucedidos.. e isto não é mais do que a História..
E a História não é mais do que uma parte, uma pequena fatia, da cultura..

E é sobre cultura que me “apetece” escrever.. e não é um apetite só por si.. é uma necessidade, tendo em conta o estado actual das coisas..

Ora, não é novidade nenhuma, e já aqui falei disso.. os problemas e discussões que a construção do museu dos coches, num local ocupado por arquivos e biblioteca do IPA, que passarão para a Cordoaria Nacional, tutelada pelo Ministério da Defesa, para onde também deverá ser transferido o MNA (Museu Nacional de Arqueologia), tem gerado..

E isto não me parece uma simples birra e implicação..
E não o é. Se há quem não defenda um Novo Museu dos Coches, há quem defenda um Novo Museu. E nada nisto é contra um projecto de arquitectura. Tudo isto, para mim, é contra uma política cultural do executivo.. ou se quiserem contra a inexistência de uma política cultural..

Na realidade, nesta questão, a arqueologia, parece-me a mim, saltita como bola de ping pong e moeda de troca.
Vejamos..
O local a ocupar pelo futuro museu dos coches pertence ao Ministério da Cultura.
Os serviços do Ministério da Cultura que aí estavam vão passar para um local tutelado pelo Ministério da Defesa.
Ora, ao Ministério da Defesa é conveniente a saída do MNA (Min da Cultura) dos Jerónimos, para ampliar o espaço do Museu da Marinha (Min Defesa).
E, por fim, o projecto de construção do novo museu dos coches.. foi iniciativa .. do Ministério da Economia.

Na realidade, isto é uma salgalhada de grelos bastante grande.. É criar confusões entre ministérios, moedas de troca, e sim.. A arqueologia é a bola de ping pong.

- Era necessário um novo museu?
- A ser necessário um novo museu, deveria ser dos Coches? (ou não seriam outros mais adequados?)
- Não haveria outro local para estabelecer os arquivos da arqueologia nacional, se não num local do Min da Defesa?
- Não há espaço nos Jerónimos para os dois museus?

E poderíamos continuar por aqui fora com uma série de perguntas que prefiro deixar sem resposta..
E é a cultura uma coisa tão abrangente, mas tão heterogénea.. e com tão pouco dinheiro.. E andamos nós com lutas internas deste género.

Mas não são só as lutas internas.. porque há lutas internas dentro do universo “cultura”, mas também as há dentro do universo “arqueologia” – e não são assim tão poucas quanto isso..

As lutas também são externas.. ou se calhar não são lutas..
A semana passada, foi divulgada uma carta de Manuel Maria Carrilho sobre o estado da cultura, e na mesma verifica-se referência a um série de promessas e politicas que ficaram por cumprir deste executivo..

Em sequência disso, e num debate televisivo, a ex ministra da cultura dizia que o orçamento do MC era de 0,4% do Orçamento de Estado.. E o actual ministro, quando ocupou o cargo disse que pretendia fazer mais com menos dinheiro..

Há quem marque penaltys por percepção.. na cultura não há percepção possível.. Nem por muito fértil e imaginativo que alguém seja pode dizer que há uma boa política cultural..

Entretanto.. as responsabilidades culturais foram descarregadas na autarquia, quase como um camião de lixo se despeja numa lixeira.. A acção social, a responsabilização do estado foi ver passar as naus dos descobrimentos..

Mas bem, como o dinheiro é tão pouco, andamos sempre todos às turras.. Pouco para muitos..
Porque a cultura engloba Artes; Património; Literatura..
No fundo, tudo é cultura..
Mas ninguém lhe dá a devida importância..
E vai desvanecendo.. sucumbindo.. extinguindo..
E já ninguém se interessa, e ninguém vai quer saber..
E tudo isto vai passar à história..
Era uma vez ..

E tudo estava podre no reino da cultura portuguesa..
“Porque o presente, é todo o passado, e todo o futuro” (Álvaro de Campos)

Legenda:
1 - Ocupação romana junto ao Castelo de Alcácer do Sal.
2 - Localização de povoado castrejo em Viana do Castelo.
3 - Vista panorâmica. Parque La-Salette, Oliveira de Azeméis.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Museu Nacional de Arqueologia fica ou sai?

Noticia sobre petição para manutenção do Museu Nacional de Arqueologia nos Jerónimos.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1132117

Lisboa, 05 Fev - Uma petição a reclamar a continuidade do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) no Mosteiro dos Jerónimos está acessível na Internet e já reuniu mais de meio milhar de assinaturas.

Os signatários exigem a manutenção do Museu naquele "espaço monumental", depois de o ministro da Cultura ter anunciado, em declarações à imprensa, que o Museu transitaria para a Cordoaria Nacional, juntamente com os serviços de arqueologia do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

Os signatários contestam ainda a anunciada ampliação Museu de Marinha "para o espaço onde se encontra o MNA", assinalando que este Museu "tem outras hipóteses de expansão", designadamente "todo o espaço que lhe pertence entre o pavilhão das galeotas até à R. D. Lourenço de Almeida, ou o edifício da Cordoaria Nacional".

Terça-feira, na Assembleia da República, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, anunciou a integração do núcleo de arqueologia aquática do IGESPAR no actual Museu de Marinha.

Os signatários realçam que "existem condições de coexistência, no complexo dos Jerónimos, do MNA e do Museu de Marinha" e lembram, a propósito, ter sido apresentado "um plano que previa a gestão global do espaço e dos fluxos de visitantes do espaço envolvente".

"Tal como apresentado e justificado à tutela considera-se fundamental a obra de ampliação do MNA, que servirá igualmente, em maior escala, para benefício da zona de Belém, requalificando áreas importantes do complexo monumental dos Jerónimos, hoje inexplicavelmente abandonadas", lê-se no texto.

A petição, disponível em http://www.peticao.com.pt/museu-nacional-de-arqueologia, recorda que, desde 1995, "sucessivos Governos" prometeram realizar "obras de remodelação e ampliação do museu no complexo dos Jerónimos", objectivo "considerado prioritário e incluído em programas eleitorais e de governação".

O MNA encontra-se instalado naquela ala dos Jerónimos desde 1903.

Em declarações à Lusa, o arqueólogo José d'Encarnação, um dos signatários da petição, afirmou que "até é aceitável que o Museu de Marinha se expanda e o MNA saia de onde está, mas que ganhe um espaço próprio e com capacidade de exposição dos seu espólio e reservas, já que o actual espaço se mostra diminuto".

O investigador recordou que esta é "uma pretensão muito antiga do Museu de Marinha que chegou a ser incentivada pelo antigo Presidente da República Américo Thomaz".

Os peticionários consideram, a concluir, que "não faz sentido retirar o museu deste espaço monumental, não fazendo igualmente sentido transferi-lo para edifícios que não fazem parte do Ministério da Cultura", pelo que apelam para uma "reavaliação da situação".
Portanto, já sobre isto falava a caricatura..

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Marinha e Arqueologia

Bem, voltamos à arqueologia e cultura..
A polémica Ministério da Defesa vs Ministério da Cultura ou Museu da Marinha vs Museu Nacional de Arqueologia.
Fica a caricatura difundida via Archport.
Espero voltar a este tema brevemente.
*


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ciclo Primavera com Paulo de Carvalho

Paulo de Carvalho na abertura do Ciclo da Primavera

O cantor Paulo de Carvalho, na companhia do seu último disco «Do Amor», dá um concerto no dia 14 de Março, em Oliveira de Azeméis.

O espectáculo, marcado para as 21h30 no cine-teatro Caracas, marca o início do «Ciclo da Primavera», o maior evento cultural do município.

A abrir a edição deste ano a autarquia escolheu Paulo de Carvalho para cabeça de cartaz, levando ao público o seu último trabalho discográfico.

Dez anos depois de ter gravado pela última vez a solo, o compositor dará a conhecer temas originais, revisitando outros conhecidos do público.

Baseando-se no jazz, Paulo de Carvalho aposta numa abordagem musical diferente em «Do Amor». É o regresso ao vivo de uma das mais marcantes vozes no panorama musical português.

Nascido em 1947 Paulo de Carvalho mantém uma carreira sólida há 46 anos, iniciada nos anos 60 com os Sheis, o Thilós Combo e os Fluído.

Em 1970 enveredou por um percurso a solo que o tornou numa das grandes referências da música popular portuguesa.

http://www.cm-oaz.pt/?lop=artigo&op=c0c7c76d30bd3dcaefc96f40275bdc0a&id=f3144cefe89a60d6a1afaf7859c5076b

15.01.2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Notícias..

Habitação EDV:
"Em 2007, existia em S. João da Madeira uma habitação para cada duas pessoas. Nos últimos anos, tanto a população como o número de fogos habitacionais tem vindo a crescer, mas a ritmos diferentes. Enquanto a primeira cresceu 3,4 por cento entre 2001 e 2007, a construção de casas subiu desde 2002 6,3 por cento. Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que existem no concelho 10.332 alojamentos familiares clássicos e 21.741 pessoas.
Significa isto que há quase tantas casas em S. João da Madeira como em Vale de Cambra e Arouca, ambas com um território bem mais vasto."
Ver notícia em :
Comentário - pois é, S.João deve ser uma óptima cidade para se viver.. um xuto, uma casa..
Centro Comercial em Azeméis:
"O centro comercial “Azeméis Gran Plaza” deverá começar a ser construído até Junho deste ano. A garantia foi dada pelo vereador da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Ricardo Tavares, na última sessão da assembleia municipal."
Ver notícia em:
Comentário - vamos ver o que daqui sai, para já, é sinistro :)
Cultura:
"O Ministério da Cultura prepara-se para transferir o Museu dos Coches para um novo edifício e o Museu Nacional de Arqueologia dos Jerónimos para a Cordoaria Nacional."
Ver notícia em:
Comentário - isto é que o mundo tá perdido.. Nem merece comentários.
Ah, e o golo do SCP no jogo com o Rio Ave, a contar para a taça da liga foi fora de jogo, sim?
Não vá alguém dizer que há partidarismos por aqui ;)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Arqueologia in Cultura. Cultura in Sociedade.

É ciclico.. um período sem post e uma data deles no mesmo dia..

Enfim..

Apenas tenho a declarar, debater, deixar em aberto uma questão que me irrita de forma bastante pronunciada..
frases como: "com quê que o ministro da cultura se tem que preocupar?"

"se não houvesse um sem número de outras ciências, qual era a utilidade do conhecimento histórico/arqueológico?"

"obviamente que esse tipo de coisas ditas ciências não interessam"

Agora pergunto-me, qual a importância da arqueologia? Aos olhos de muita gente não é nenhuma.. Parece que há pessoas de ciências exactas que se acham demasiado superiores para perceberem que há outro tipo de coisas para além das suas palas de cientistas exactos..

Parece que a cultura não diz nada a determinadas pessoas, que a veem como perda de tempo, gastos desnecessários.. - nesse caso, vamos acabar com a cultura.. Mas, em última análise, que coisa é esta de cultura?

Bem, mais vale chegar primeiro ao significado dos termos e depois partir para o debate..

Falar de cor..

A ideia não é haver ciências mais ou menos importantes.. Porque sem medicina tavamos todos mortos, vamos investir tudo nisto porque é fixe, dá dinheiro e é útil à sociedade..

Ainda bem que tenho em casa um médico que não pensa assim, e que acha claramente que o equilíbrio consegue ser uma boa solução!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O orçamento e a cultura..

Excerto de notícia do público de 28 de Novembro de 2008
Artigo de Campos e Cunha "Orçamento em tempos de crise"

... "Outra sugestão de despesa é a exploração e a pesquisa de zonas arqueológicas cuja existência é conhecida, mas sobre as quais nada se sabe. Dizia-me um amigo americano que Portugal tem um potencial arqueológico absolutamente ímpar no mundo. Temos de tudo um pouco, temos paleolítico, celta, fenício, romano, bárbaro, árabe, etc. A nossa melhor estação arqueológica é Conímbriga e nem essa está integralmente estudada. Mas o abandono do Cromeleque dos Almendres, de Foz Côa, dos castros,
das mamoas, das vastas e inúmeras ruínas romanas faz dó. Há arqueólogos, historiadores, botânicos, zoólogos... no desemprego. Há pequenas obras para pequenos centros explicativos que tornariam pequenas empresas de construção viáveis. Etc, etc. O país ficaria mais atraente para o turismo de qualidade, que não o é, criávamos
emprego e não hipotecávamos o futuro, pelo contrário.

Uma terceira sugestão (bastaria copiar dos espanhóis) é aumentar o orçamento da Cultura. Durante os próximos dois anos, pelo menos, é natural e esperada uma
crescente dificuldade em obter apoio mecenático das empresas para as actividades das instituições culturais e para continuar a comprar obras de arte para as colecções
nacionais. Por outro lado, deverão aparecer boas peças de arte a preços excepcionalmente baixos, que deveríamos aproveitar, pois Portugal é paupérrimo em
colecções de arte. O Orçamento para 2009 faz exactamente o contrário.
Estes exemplos, entre muitos, são despesas que podem ter consequências quase imediatas na economia, que melhorariam significativamente a qualidade de vida dos
portugueses e com elevado impacto no emprego. Mais ainda, porque são pequenos
projectos, não criam problemas orçamentais a prazo, porque são limitados no tempo."

Diria eu, ideias não faltam.. Falta apenas quem as aplique..
Confesso que ver a arqueologia e o património como fonte de resolução deste dito problema teria a sua piada.. Obrigaria muita gente das ditas "ciências exactas" ou melhor, que não se formam em cursos das Faculdades de Letras reconhecerem que afinal esta área científica "serve, afinal, para alguma coisa"..
Lá se iam as frases do tipo "Estudar o passado não interessa. Temos é que estudar o futuro".
Pois, Património por estudar não falta.. Claro que associar a vertente turistica e comercial demasiado aos sitios me parece ligeiramente perigoso.. Mas o equilíbrio sempre foi uma boa solução, tudo qb.

Parece que nem toda a gente acha que a cultura é um bichinho que só serve para comer dinheiro sem dar algum retorno..
Mas.. é este o pensamento que reina nos ditos "homens do futuro"..

"Portugal, Portugal.. enquanto ficares à espera, ninguém te pode ajudar.."