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domingo, 11 de outubro de 2009

Previsões Óscares (Actualização: Outubro/09)


Como disse, vou actualizar as minhas previsões para os Óscares (nomeações anunciadas, como também já disse aqui anteriormente, a 2 de Fevereiro). Tentei fazer um texto conciso e CURTO mas não deu. Enfim. Aqui ficam as novas previsões:




Código da cor
: verde (seguro), azul (provável), amarelo (ao encontro dos gostos da AMPAS), vermelho (difícil de prever)


MELHOR FILME

The Lovely Bones (d. Jackson)
An Education (d. Sherfig)
Precious (d. Daniels)
Invictus (d. Eastwood)
Nine (d. Marshall)
Up in the Air (d. Reitman)

The Hurt Locker (d. Bigelow)
Bright Star (d. Campion)
The Road (d. Hilcoat)
The Last Station (d. Hoffman)



Estas são as minhas novas previsões para Melhor Filme. Como podem ver se compararem com as minhas primeiras previsões, tirei Avatar de James Cameron da mistura porque continua a ser um grande «se» (que filme será, que impacto vai ter, quão estranho é para o gosto da Academia, será um êxito de bilheteira, entre outros) e Shutter Island de Scorcese que foi adiado para 2010. Também retirei Amelia das minhas contas porque o filme, excepção feita a Hilary Swank, não entusiasmou ninguém. Mantenho a minha confiança em The Lovely Bones (apesar de o meu entusiasmo ter descido significativamente à medida que a estreia se aproxima porque também este é um grande «se». Outra grande incógnita é The Road, não pela qualidade do filme mas pelo seu carácter muito negro, muito pesado, que não sei se agradará a toda a gente na Academia. Mas parece-me uma aposta mais sólida que Tree of Life, o novo filme de Terrence Malick que era para ser lançado em 2010 mas que agora dá sinais de tentar um lançamento ainda este ano, voltando assim à contenda. An Education, Up in The Air e Precious terão já lugar assegurado (têm buzz, amor dos críticos, amor dos festivais, box office e aclamação pública), o mesmo se passando com Nine e Invictus (factor super-estrelas no primeiro, factor Eastwood + Mandela + Freeman no segundo). Campion passeou o seu Bright Star em Cannes e noutros festivais onde foi um moderado sucesso e provavelmente também estará dentro. The Last Station tem ganho tracção e tem um grande elenco, é de Michael Hoffman e diz-se ser um grande êxito na Grã-Bretanha. Está quase a abrir nos EUA mas toda a gente conta com eles nos 10 nomeados logo eu vou contar também. A Academia escolheu mal o ano para alargar a contenda...
The Hurt Locker foi a grande surpresa (para já) desta época de Óscares a conseguir sem um enorme sucesso junto da crítica e do público e com isto, provavelmente, a roubar lugar a outro título dentro dos 10 nomeados, possivelmente ao filme animado Up! que deverá ser ignorado (mais um vez).

Outras possibilidades: Up!; A Serious Man; Inglorious Basterds; A Single Man; Where The Wild Things Are; Amelia; Avatar; District 9; Public Enemies


MELHOR REALIZADOR

Daniels, Precious
Jackson, The Lovely Bones
Eastwood, Invictus
Marshall, Nine
Reitman, Up in The Air


Este vai-se tornar, com a nova regra dos 10 nomeados, a categoria mais competitiva dos Óscares. E esta categoria tem a particularidade de ser muito discriminatória para as mulheres. Este ano temos em competição pelo menos três mulheres capazes de destronar a concorrência masculina (Campion, Bigelow e Sherfig) mas eu digo que a Academia vai ignorar pelo menos duas delas. E aposto que se eles tiverem que escolher entre 4 prévios nomeados mais um realizador novo com talento e uma nomeada do sexo feminino, eu aposto que eles vão all-male. Então... aqui está. Cinco nomeados do sexo masculino, dos 5 filmes que mais peso terão na categoria principal.

Outras possibilidades: Sherfig (An Education); Nair (Amelia); Bigelow (The Hurt Locker); Campion (Bright Star); Malick (Tree of Life); Tarantino (Inglorious Basterds); Cameron (Avatar); Hoffmann (The Last Station); Ford (A Single Man)

MELHOR ACTOR

Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Daniel Day-Lewis, Nine
Viggo Mortensen, The Road
George Clooney, Up in the Air


Tenho dúvidas nos últimos dois. Mortensen e Clooney são claramente excepcionais mas um deles (ou os dois) podem cair por troca com dois veteranos que nunca receberam uma nomeação e que têm (aparentemente) o papel de uma vida - Hol Holbrook e Christopher Plummer. Dito isto, acho que Firth (saltou do Festival de Veneza já como potencial vencedor desta categoria - num filme que não tinha, na altura, distribuidor) e Freeman estão seguros, Day-Lewis não é usualmente nomeado por papéis deste tipo mas, come on, é Daniel Day-Lewis por isso acho razoável considerá-lo seguro também. E para já, toda a gente parece já ter desistido de apontar Mark Wahlberg por The Lovely Bones. Se ele surpreender no filme, volta ao top 5. De certeza.

Outras possibilidades: Holbrook (The Evening Sun); Depp (Public Enemies); Renner (The Hurt Locker); Plummer (The Last Station); De Niro (Everybody's Fine); Damon (The Informant); Wahlberg (The Lovely Bones)


MELHOR ACTRIZ

Carey Muliigan, An Education
Meryl Streep, Julie & Julia
Helen Mirren, The Last Station
Abbie Cornish, Bright Star
Saoirse Ronan, The Lovely Bones

A única segura aqui é Carey Mulligan. Streep tem dois bons filmes mas são duas comédias e por muito perfeita que seja a sua personificação de Julia Child, não é garantia que a Academia vá à vela com o filme. Se for nomeada, é a potencial vencedora. Streep vs. Mulligan será a batalha final (muito provavelmente): de um lado a 16ª nomeação, 3ª vitória há muito já merecida; do outro a nova princesa de Hollywood, 1ª nomeação e a melhor interpretação do ano. Ugh. Difícil. De resto, teremos depois três lugares para umas 7-8 actrizes. Pfeiffer parece ter já saltado fora da corrida, o mesmo se passando com Theron e com Swinton. Como será o filme de Natalie Portman? E qual o tamanho do papel de Mirren? Swank e Tautou parecem ser as que melhor possibilidades têm de ocupar o lugar de Ronan ou Cornish (especialmente se o filme da primeira não prestar ou se o filme da segunda não conseguir apoio da crítica), mas antes delas todas está Gaby Sidibe, protagonista de Precious, que pode surpreender toda a gente e arrecadar um dos 5 lugares. É provável. Não a estou a colocar já porque o buzz todo do filme vai para a co-protagonista Mo'Nique.

Outras possibilidades: Sidibe (Precious); Pfeiffer (Chéri); Tautou (Coco Avant Chanel); Monaghan (Trucker); Swinton (Julia); Swank (Amelia); Portman (Brothers); Theron (The Burning Plain)


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Alfred Molina, An Education
Stanley Tucci, The Lovely Bones
James McAvoy, The Last Station

Kodi Smith-McPhee, The Road

Eu continuo a sonhar que Smith-McPhee e Mortensen vão ser nomeados por The Road (toda a gente está a assumir que a Academia não vai gostar da darkness do filme mas com um ano tão murcho como este, todos os filmes de qualidade vão ganhar - e este será seguramente um deles). Para o pequenito ser nomeado, Viggo também terá que ser. Essa é condição obrigatória. Waltz é temível no Basterds de Tarantino e provavelmente está seguro na nomeação, o filme de Molina já abriu e embora eu esperasse que a nomeação caísse em Sarsgaard, é Molina que tem atraído a atenção - também estará seguro. Agora Tucci e McAvoy são difíceis de prever. Qual o tamanho dos seus papéis no filme? Qual a qualidade do filme? Em termos de estatística, tudo corre a favor deles: são os dois actores de reconhecido talento na Academia que nunca foram nomeados para um Óscar (a não-nomeação por Atonement pode ajudar McAvoy; o seu papel muito louvado em Julie & Julia, este ano também, pode empurrar Tucci para a nomeação). Se alguém sair destes 5, será McPhee, provavelmente para entrar Matt Damon (factor Eastwood) ou para entrar Mackie (The Hurt Locker).

Outras possibilidades: Mackie (The Hurt Locker); Damon (Invictus); Maguire (Brothers); Kind (A Serious Man); Sarsgaard (An Education); Giamatti (The Last Station)


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Mo'Nique, Precious
Julianne Moore, A Single Man
Marion Cotillard, Nine
Rachel Weisz, The Lovely Bones
Vera Farmiga, Up in the Air



Mo'Nique seguríssima e provável vencedora da categoria (Já tão cedo? Pois, o ano passado foi o mesmo com Heath Ledger...). Ameaça só virá de Julianne Moore (será a sua 5ª nomeação e já por duas vezes lhe roubaram a vitória - que seria merecida - por Far From Heaven E por Boogie Nights) daí que eu ache que ela também está provavelmente segura. Agora o resto é uma confusão de descortinar. Farmiga ou Kendrick de Up in the Air têm boas possibilidades, vou com Farmiga porque é a mais conhecida das duas e é aquela que toda a gente reconhece que já devia ter uma nomeação... É impossível conceber que só uma das actrizes de Nine será nomeada - se alguém tiver que entrar, será Dench (Cruz era o mais provável mas já ganhou o ano passado por um papel semelhante, logo... fica mais complicado) - porque a Academia a adora e o seu papel no musical da Broadway é excelente. Cotillard é uma boa aposta para agora porque ela tem-se portado bem noutros filmes, excelente em Public Enemies e além disso é charmosa, já ganhou um Óscar, veste-se bem, abrilhanta o espectáculo e o seu papel, diz-se, foi alargado para o filme (tanto que se pensa que ela vá concorrer como co-protagonista... o que será um erro). E também não concebo que ninguém de The Lovely Bones terá possibilidades de ser nomeado - daí que aposte em Ronan e agora a minha dúvida: Weisz ou Sarandon? Sarandon seria o mais fácil de apostar, considerando que a Academia anseia por recebê-la de volta 14 anos depois da sua última nomeação (e vitória) e porque Weisz já ganhou esta categoria em 2006. Mas tendo lido o livro e conhecendo a história, a minha aposta recai em Weisz. O papel é brilhante demais para ela não brilhar com ele.

Outras possibilidades: Dench (Nine); Kendrick (Up in the Air); Sarandon (The Lovely Bones); Chastain (The Tree of Life); Laurent (Inglorious Basterds); Cotillard (Public Enemies); Weaver (Avatar); Stauton (Woodstock); Bates (Chéri); Kruger (Inglorious Basterds)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nos cinemas nos últimos tempos...

Bem, nem vos digo nada. Tenho andado num pé de vento incrível, quase sem tempo para mais nada sem ser estudar, ir às aulas, praxar e jantares na maravilhosa Academia de Coimbra... (óbvio que não me estou a queixar).

Mas consegui um tempinho e cá venho aguçar de novo o interesse dos viewers deste blogue pelo cinema.


Antes, quero fazer um repto para que toda a gente oliveirense que nos visita frequentemente vá votar, porque não votar não é um acto de manifestar insatisfação nem é um acto de protesto mas sim de cobardia. Cobardia porque é a atitude mais fácil. E depois cobardia porque se acha no direito de poder cobrar alguma coisa a quem foi eleito ou de poder reclamar de quem foi eleito sem nele ter votado. Mas se abdicou do seu direito de escolha, como é que acha que tem direito de anuir sobre qualquer tomada de decisão? Enfim. VOTEM. Por favor.


Vamos ao cinema... Portanto, desde já informar que vou actualizar as minhas previsões (já lá vão 3 meses desde que eu falei de Óscares) durante as próximas 2 semanas e aproveitando isso vou contando tudo o que se tem passado com algumas produções que têm sido adiadas para 2010 e algumas produções de 2010 que têm sido avançadas para 2009, buzz dos festivais, um olhar mais detalhado sobre Toronto e sobre os filmes portugueses em competição por esse mundo fora e ainda falar sobre a nossa escolha para submeter ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, «Amor de Perdição». Isto tudo, então, nas próximas 2 semanas.


Para hoje, decidi falar-vos um pouco sobre os últimos filmes que têm passado pelo cinema que eu tenho visto...



CHÉRI/Chéri - Eu tinha este filme em alta conta até saírem as primeiras reviews. Pelas reviews que eu li notava-se desde logo que havia um desfasamento sério quanto ao filme e à sua banda sonora. Eu arranjei a banda sonora de Alexandre Desplat (para quem não sabe, o meu compositor cinematográfico favorito) para Chéri e adorei-a. E esperei pelo filme. Pois bem, o filme perde-se completamente. Usa a divinal banda sonora por vezes muito alto, por vezes no tempo errado, por vezes sem qualquer sentido, enfim, é uma confusão. O filme tenta tanto ser um drama com um volteface comédico que se perde no meio dos dois géneros, perdendo toda a sua 'poignance' e transformando-se numa miscelânia algo non-sense. Contudo, vemos neste filme duas graciosas figuras que elevam o nível: Michelle Pfeiffer com uma das melhores interpretações que já vi dela, Kathy Bates sempre bem no seu género de eleição: o «zinger», uplifting comédico num drama pesado. O argumento é de muito valor mas sem dúvida Frears é o homem a quem se deve apontar o dedo. Desaproveitou uma história, um elenco e uma banda sonora brilhantes e transformou o que podia ser um novo «Dangerous Liaisons» num qualquer «The Duchess». Nota: B- (Pfeiffer: B+; Desplat: A)

TAKING WOODSTOCK/Em Woodstock - O meu principal problema com Taking Woodstock é o facto de ser um filme de Ang Lee e, como Ang Lee bem explicou, ele gosta de ser diferente. Mas este filme é muito diferente de outros títulos dentro da sua filmografia (Sense and Sensibility, Brokeback Mountain, entre outros). Novamente o tema da homossexualidade a ser tratado no filme, desta vez de forma muito leviana e quase ocasional, mas o que me incomodou foi o retrato algo exagerado de uma geração que levava as coisas muito pouco a sério. Nudez a mais, excessos a mais, tudo a mais. O filme é enorme no seu potencial mas põe pouco em prática. Eu gostei do filme, é contagiante, tem cenas brilhantes mas no seu tudo é muito pouco eficiente em conseguir a admiração do público. Não é um filme para todos. Não é um filme sólido e, para quem viu os seus filmes anteriores, em particular Brokeback Mountain, só pode ficar desiludido. Ainda assim, gostei do argumento, gostei da banda sonora de Danny Elfman gostei de Demetri Martin (que certamente por cá andará mais tempo), Émile Hirsch sempre bem (como de costume) mas foi completamente (e ainda bem) surpreendido por Imelda Stauton. A mesma senhora de Vera Drake surge aqui em 'comic relief' de forma altamente hilariante e é sem dúvida a peça-chave do filme: sempre que aparece, eleva o filme para um patamar superior. Surpreende-me como não está sequer nos planos de ninguém para uma nomeação para o Óscar porque ela é francamente genial. Nota: B (Imelda: A)

THE HURT LOCKER/Estado de Guerra - Filme do ano na América, cada crítica melhor que a outra, chovem indicações ao Óscar e chovem apoios ao filme. Tanto é o buzz por este filme que eu decidi ir ver o que tinha de especial. E de facto não é nada extraordinário. Mas percebo porque os americanos gostam tanto dele. É um filme sobre um assunto polémico mas muito 'in' por lá, a Guerra do Iraque. É um drama denso, com um nível de complexidade diferente dos habituais filmes de guerra e de acção que se vê por aí. E tem um excelente elenco. Jeremy Renner e Anthony Mackie podiam claramente (e se calhar até vão) ser nomeados para o Óscar de Melhor Actor e Melhor Actor Secundário, respectivamente. Nota-se naquelas personagens tanta subtileza mas tanta coisa que é dos próprios actores que é um mimo vê-los no ecrã. De resto, o filme não tem nada de surpreendente, é um argumento bem pensado e bem executado - por uma realizador feminina ainda por cima, Kathryn Bigelow - mas que comete alguns pecados e com alguns diálogos completamente sem sentido nenhum (principalmente no início do filme). Ainda não entendi o 'cameo' de Ralph Fiennes e Guy Pearce mas pronto, deve ser uma jogada de marketing para chamar atenção do público para o filme. Nota: B (Renner: A-)

BRÜNO - Finalmente vi Brüno. Que desapontante. Que chocante. Gargalhadas desconfortáveis durante todo o filme que estava cheio de clichés e de polémica que causava mau estar. É um filme somente para gente amante do humor negro. Se não é um desses, salte fora. É uma ordem. Nota: C- (Argumento: B)

THE DAMNED UNITED/Maldito United - Michael Sheen imaculado como Brian Clough, treinador bicampeão europeu com o Nottingham Forest que colocou o Derby County no topo dos clubes ingleses mas que incrivelmente foi o treinador da Liga Inglesa que mais rápido foi despedido de um clube, neste caso do Leeds United. Sheen captura fantasticamente a personalidade fanfarrona e arrogante de Clough (um antepassado de Mourinho, for sure...) enquanto o filme navega pelo seu curto reinado à frente do Leeds. História muito interessante de Peter Morgan (duas vezes nomeado para Óscar, por The Queen e Frost/Nixon) e contada de forma indelével com um bom elenco. Nota: B (Sheen: A)

DISTRICT 9/Distrito 9 - Grande filme, um dos três melhores que já vi este ano (com Up! e com The Boat That Rocked), não posso dizer muito mais porque qualquer coisa que conte sobre o filme vai estragar a surpresa. E eu não quero porque o filme é mesmo bom. Vão ver. Nota: B+ (Argumento: A-)

THE BURNING PLAIN/Longe da Terra Queimada - Nem sei que dizer deste filme. O novo filme de Guillermo Arriaga (argumentista de Babel, 21 Grams, Amores Perros) tem um argumento soberbo (como é costume) mas falha em tanta coisa. O meu principal problema: acho que os argumentistas não deviam tentar realizar filmes. A visão não é a mesma. Tentam passar para o ecrã tudo o que está no papel, tentam criar o que imaginam na mente. E não é assim que deve funcionar. Neste filme nota-se bem essa dicotomia e o resultado é, obviamente, mau - o filme perde-se e o espectador perde a atenção (adormeci 2 vezes a ver o filme). De resto, Charlize Theron impecável no filme, ao contrário do restante elenco que é uma miséria (Basinger anda aos papéis o filme todo). Nota: B- (Theron: B)

LOS ABRAZOS ROTOS/Abraços Desfeitos - Estava em êxtase à entrada para este novo filme de Almodovar (um dos meus 5 realizadores favoritos do momento em conjunto com Paul Thomas Anderson, Gus Van Sant, Coen Bros. - que valem por um só - e Darren Aronofsky) mas saí de lá um pouco cabisbaixo. O início do filme prometia imenso mas no final ficou um amargo de boca. O potencial está lá, Penélope uns furos bem abaixo do normal (é talvez a parte mais fraca do filme), uma excelente banda sonora, um resto de elenco muito fiável (Blanca Portillo agradável como sempre) e um argumento que não engana, à Almodovar. Ainda assim, o filme perde-se nalgumas alegorias e nalguns pormenores que não interessam. Almodovar apresenta-se aqui com a complexidade e até com alguns paralelismos com Todo Sobre Mi Madre e até com Hable con Ella mas fica aquém destes títulos anteriores da sua filmografia. Não sei bem o que falhou. Sei que falhou. E sei que o filme tinha muito mais para dar. Terá sido o foco de um ponto de vista masculino? Terá sido a falta de enredo que adensasse a complexidade da persona de Lena? Não sei. Caberá a Almodovar julgar. Para já, o filme foi (novamente) excluído pela Espanha para a submissão para Melhor Filme Estrangeiro. Não será um sinal? Nota: B (Penélope: C)



Óbvio que recomendo todos os títulos que estejam na minha barra lateral de «Críticas e Opiniões» que tenham tido de B- para cima, alguns com mais reservas que outros (óbvio que recomendo sem hesitar tudo o que seja de B+ para cima, B- quer dizer que não agrada a toda a gente e um B quer dizer que é um filme sólido mas que depende dos géneros que uma pessoa mais goste de ver).




Deixar aqui ainda alguns filmes que estarão em Estreia ainda este mês que valem a pena ver:

* Orfã/Orphan (Vera Farmiga, Peter Sarsgaard)
* Morrer como um Homem (João P. Rodrigues, transexualidade)
* O Solista/The Soloist (Robert Downey Jr., Jamie Foxx)
* Desgraça/Disgrace
* 9 (Animação)
* ANTICRISTO/ANTICHRIST (Lars Von Trier)
* O DELATOR/THE INFORMANT (Steven Soderbergh, Matt Damon)


domingo, 6 de setembro de 2009

Inglorious (Crítica aos) Basterds


Verdadeiramente prodigioso o novo filme de Tarantino (e já vão sete: Reservoir Dogs, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill 1, Kill Bill 2, Death Proof, Inglorious Basterds). Vou portanto tentar resumir a minha opinião num pequeno texto (é a minha nova medida: fazer a crítica no dia em que vejo o filme; ando a adiar críticas há séculos!).

Bom e que dizer do filme? Uma saga. Uma autêntica saga. Um pouco longo, sim, foram quase três horas. Mas três horas de tantos detalhes, de tanto pormenor, de tanta sagacidade que nem reparei no relógio. Só quando saí e vi que tinham passado três horas é que reparei no tempo que estive dentro da sala. Quanto ao filme em si? Banda sonora tipicamente à Tarantino, tal como a edição e como a abertura do filme. Um facto muito positivo (e que Tarantino já tinha apontado nas entrevistas que deu) é o de ter utilizado actores dos países que pretendia retratar; enquanto que na maioria dos filmes nazis produzidos pela indústria estado-udinense usa actores que falam inglês com o sotaque da região, neste filme se o actor é francês fala francês ou se é alemão fala alemão. Dá um toque muito mais original à história. O argumento é surpreendentemente saboroso, é um Tarantino de volta à quick-wit de Pulp Fiction e Reservoir Dogs, mas ainda com alguns momentos de Kill Bill à mistura. Muito sangue, como é óbvio: está na natureza de QT. Não dá para escapar. E o que é mais interessante é que a cada filme que ele faz a forma de matar muda completamente. É sempre uma surpresa. A cada canto dos filmes de QT, há qualquer coisa que nos rende, que nos apanha desprevenidos. É incrível! Sinceramente, eu adoro Kill Bill (em conjunto, não separados, porque foi assim, em conjunto, que QT visionou a obra) mas este não lhe fica nada atrás. Percebo se não se tornar um clássico (como Pulp Fiction), um ícone do género porque não tem muito a ver com os filmes de Nazis que por aí andam mas... é um filme bestial.

Espero que pelo menos consiga ser nomeado para Melhor Argumento. E não perdoarei a Academia se o Coronel Hans Landa, figura que me marcou no filme, não for nomeado: Christoph Waltz dá uma performance de outro mundo! É brilhante, sombrio e cómico ao mesmo tempo, contido mas de repente desconcertante. É genial. Também apreciei muito Diane Kruger como Bridget von Hammersmark e até Eli Roth também me pareceu bem. Michael Fassbender num papel que não lhe deu muito que fazer, tal como Mélanie Laurent. Ainda assim... Landa é a estrela.

Ah. E elogiar a excelente jogada de marketing dos Weinsteins e de Tarantino de convidar Brad Pitt para o papel do Tenente Aldo Raine. Esteve a um nível aceitável, mas nada de mais. Para um actor da sua qualidade, não foi um papel que requerisse grande esforço.

Assim sendo... Nota: B+



E ao sétimo filme, Tarantino olhou e disse que estava tudo bem.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Trailer in Wonderland


Ei vocês! Já sei, já sei, tanto tempo que eu demorei a cá voltar... «Como é possível deixar-nos aqui à espera, pobres de nós, sem notícias interessantes?». Eu respondo: já cá estou. Lol.


Partilhando agora uma coisinha que está na minha posse há já algum tempo... Imagens E o trailer de «ALICE IN WONDERLAND» de Tim Burton, que estreia no início do próximo ano.












O trailer parece muito interessante (e aquela frase do Depp, «Alice, you're terribly late you know... Naughty.» é deliciosa...), parece mais uma tentativa de Tim Burton de mostrar toda a sua façanha auterista, de novo com Bonham-Carter e Depp, agora com o amigo Alan Rickman, com Michael Sheen, Stephen Fry e com, isto com alguma surpresa da minha parte, Anne Hathaway. Bom elenco. Mas estou um pouco preocupado... Já viram a caracterização de Depp e de Bonham-Carter? Céus. Estão um pouco esquisitos.

Também informo já agora que o filme será em 3D (a nova moda, este ano já tivemos Up! e vamos ter ainda Avatar também neste formato) e tem grande (mesmo grande) quantidade de CGI (computer-generated images) no filme.

De qualquer forma... É um filme de Tim Burton. Só isso devia bastar para irem a correr para a sala de cinema dia 4 de Março de 2010.

E agora se estão a pensar... Por que razão eles iriam contar - mais uma vez - a história de Alice no País das Maravilhas? Já não foi contada vezes suficientes? Pois, aí é que está o pormenor. A história não é a mesma. O filme começa alguns anos depois de Alice ter visitado o País das Maravilhas. Ela agora, com 19 anos, regressa à terra que havia visitado e embarca numa nova aventura com os amigos que fez na primeira história: Chapeleiro Louco, Lebre Maluca, o Coelho Branco, a Lagarta, o Gato de Chesire, Tweedledee e Tweedledum, a Morsa e o Sapateiro, entre outros. E descobre que no fim de contas a sua missão é enfrentar a Rainha de Copas. Parece promissor.

Aqui fica então o trailer...


E um P.S. à Srª Sara: Não me desafiam muitas vezes, porque será? :D

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Top Filmes a Meio do Ano







Como sabem (ou não), chegamos ao meio do ano cinematográfico... É que desde o anúncio das nomeações para os Óscares (para mim, o fim do ano cinematográfico é esse: os Óscares é só uma festa para comprovar qual o melhor dos melhores) a 22 de Janeiro até agora já passaram 6 meses - portanto, já passou meio ano cinematográfico.

É verdade que ainda não vimos nenhum claro candidato aos Óscares - esses vão começar a chegar em breve, começando já com Ponyo e Inglorious Basterds de Quentin Tarantino(27 de Agosto), Up! da Pixar (irritantemente adiado para 13 de Agosto por quererem lucrar mais fugindo à estreia de Public Enemies), Public Enemies de Michael Mann (6 de Agosto)... Mas já vimos uma boa quantidade de filmes interessantes este ano.

Claro que Setembro e Outubro são propiciamente profílicos para os filmes lançados no Verão dos Estados Unidos: Taking Woodstock de Ang Lee (3 de Setembro), Chéri de Stephen Frears (24 de Setembro), Los Abrazos Rotos de Almodovar (10 de Setembro), The Informant de Soderbergh e The Brothers Bloom e (500) Days of Summer (8 de Outubro), Antichrist de Von Trier (22 de Outubro) e Julie & Julia (29 de Outubro).


Mesmo assim, acho que consigo já montar uma lista de pelo menos 10 filmes que já deviam ter visto (se não viram, devem ver) nos cinemas porque valem mesmo a pena:


1. The Boat That Rocked (estreou 23 de Julho) [A-]

É o meu primeiro A (um A-, mas de qualquer forma um A) deste ano o que quer dizer muito. Não sou pessoa de dar A facilmente (só a título de exemplo, em 2008 só Wall-E, Entre Les Murs, Rachel Getting Married e The Dark Knight levaram A - todos A-, já agora). Eu acho que este filme me apanhou da mesma forma que The Dark Knight o ano passado. Não sei como explicar mas tenho uma estranha infatuação com este Barco do Rock. Com um elenco excepcional, com música espantosa, com o espírito irreverente, com a alegria, a magia, a festa da época, com o contagiante rock n' roll, como podia não ficar agarrado? A juntar a isto tudo temos um belo argumento, comédia mais drama na mistura certa. Bónus: Emma Thompson, Bill Nighy, Kenneth Brannagh e Phillip Seymour Hoffman fazem parte do elenco.


2. Let the Right One In (2008, estreou aqui 28 Maio) [B+]

Dá uma coça no Twilight, é um filme especial mas extraordinário, de superior qualidade. Excelente argumento, bela fotografia, uma interpretação impressionante dos dois jovens. É tão bom que vai ser adaptado em 2010 nos Estados Unidos, com o novo título «Let Me In» para não ser confundido com o original sueco.


3. The Hangover (estreou 18 Junho) [B+]

Tem uma pontuação consideravelmente alta no IMDb (8.2 - está dentro do top 250) e é um dos filmes do ano para o público. Eu não vou tão longe mas admito ter em alta estima esta comédia super inteligente e algo diferente das comédias entre 'bros' que se perdem no timing comédico e no diálogo. Esta mantém o tom durante todo o filme, nunca se torna muito evidente e é refrescante porque aborda o tema já sobreexplorado das despedidas de solteiro, das festas e das bebedeiras de uma nova forma. Um must-see, sem dúvida.


4. Coraline (estreou 19 Fevereiro) [B+]

Filme extraordinário realizado em 3D e feito com bonecos de materiais especiais. A história é brilhante e Henry Selick merece os parabéns porque esta Coraline este ano vai fazer a Pixar e a Disney suar para ganhar os prémios de animação. Argumento muito bom, o que não seria de estranhar, uma vez que o livro de Neil Gaiman é também ele muito popular. Vai-se tornar, por todos os motivos e mais alguns, num clássico da animação (em especial por NÃO SER um filme da Disney/Pixar).


5. Elegy (2008, estreou aqui 2 Julho) [B+]

Adaptado da obra «The Dying Animal» de Phillip Roth, um clássico da literatura, este filme faz uma dolorosa reflexão sobre o envelhecimento e a mortalidade, a luxúria e o preço que pagamos pelas decisões da nossa vida, uma meditação honesta e reveladora sobre a importância da família, a intimidade e o comprometimento. É um filme revigorante, complexo, inteligente e muito, mas muito dramático, que nos faz pensar e nos mexe com os nossos próprios problemas e idealismos. Tem espantosas interpretações dos vencedores de Óscares Penélope Cruz e Ben Kingsley e conta ainda com a nomeada para Óscar Patricia Clarkson (a minha Patti fabulosa).


6. Un Conte de Nöel (2008, estreou aqui 21 Maio) [B+]

Filme de Arnaud Desplechin que conta com um elenco cheio de talento e com nomes conhecidos como Mathieu Almaric, Chloe Sevigny e Catherine Deneuve, Emanuelle Devos e Jean-Paul Roussillon, conta a história da família Vuillard que, como uma verdadeira família disfuncional e problemática, entra frequentemente em desacordo e isso leva-os não só a sérias discussões mas à separação e fragilização do ambiente familiar. A gota de água cai neste Natal, quando a matriarca da família descobre que necessita de um transplante de órgão e os dois familiares que ela mais detesta são os únicos que a podem salvar. A partir daqui o enredo adensa-se, levando a família a tentar encontrar paz entre os seus membros para que tudo se possa resolver.


8. Rudo Y Cursi (estreou 11 Junho) [Previsão: B+]

Gael García Bernal + Diego Luna + Carlos Cuarón (irmão do Alfonso Cuarón) + filme mexicano de grande qualidade = I'm there! Tenho adiado sempre para ver o filme mas tenho de o ver. É preciso convencer a acompanhante a ver também o que é mais difícil.


8. Coco Avant Chanel (estreou 25 Junho) [B/B-]

Diria que não me surpreendeu esta Audrey Tautou. Ainda no coração de todos depois daquela estrondosa personificação de Amélie Poulain, Tautou tem tentado encontrar o seu estilo e é nesta Coco Chanel que mais revejo a grande e talentosa actriz de Amélie. Anne Fontaine traz-nos um retrato a cru mas vivo da vida da estilista Coco Chanel antes desta se tornar conhecida. Os desamores, a pobreza, a vida como escrava das leis da sociedade, a sua fria honestidade e inconformismo, aprendemos com o filme como Coco passou pelos mais duros testes até se tornar a grandiosa estilista, politicamente incorrecta mas famosa em todo o mundo. Não é um filme perfeito, tem as suas lacunas, mas tem excelentes pormenores, um razoável argumento e, claro, a brilhante composição do que é para mim o maior compositor no activo hoje em dia, Alexandre Desplat.


9. Duplicity (estreou 26 Março) [B/B-]

Este filme voltou-me a lembrar por que razão Julia Roberts é uma grande actriz. Aproveitando a fantástica química que ela e Clive Owen possuem, Tony Gilroy volta a surpreender com este romance comédico-dramático (não sei bem decidir qual o tom predominante no filme) em que tudo está em jogo e nada, nem mesmo o amor, serve de garantia para não se ser apunhalado nas costas. Além de me ter surpreendido positivamente e de mostrar as melhores armas e qualidades tanto de Owen como de Roberts, fez-me gostar ainda mais de Gilroy, eu que até não sou assim grande fã do seu grande êxito de 2007, Michael Clayton (embora admita que é um grande filme dentro do seu género). Bónus: Tom Wilkinson e Paul Giamatti (quando é que lhes vão dar um Óscar, AMPAS?)


10. Harry Potter and the Half-Blood Prince (estreou 16 Julho) [B-/B]

O que posso dizer? Muito simplesmente, em comparação entre o livro e o filme, o 6º filme é o único que em termos de qualidade bate o livro. É o mais completo dos 6 (apesar de não ser o que eu gostei mais, esse foi talvez o 3º, talvez o 5º - mas também tem muito a ver com a história em si e com a realização, entre outras coisas) e é aquele que não se perde com os pormenores mais bicudos e massudos do livro. Corta IMENSA coisa (é dos que ignora mais o livro), o que o torna um filme melhor. Basicamente, é isto. Provou ainda que Rupert Grint é um excelente actor e que até Tom Felton (Malfoy) dá 100 a zero a Radcliffe e a Watson. E ainda mostrou que realmente Bonnie Wright não é uma boa Ginny. Bónus: Helena Bonham-Carter (até tiveram que inventar cenas novas para lhe dar tempo de ecrã - e ainda bem!), Jim Broadbent, Maggie Smith e Alan Rickman NO MESMO FILME! Ainda maior bónus: no 7º filme vamos ter Bonham-Carter, Smith, Rickman, Gleeson, Fiennes, Walters, Imelda Staunton E BILL NIGHY num estupendo showdown (e há que relembrar que já tivemos ainda Emma Thompson, Jason Isaacs, Robert Pattinson, Miranda Richardson e Gary Oldman também nestes filmes).


FORA DAS CONTAS:

- I Love You, Man [Previsão: B] (estreou 11 Junho) - se eu tivesse visto estaria no pódio
- Confessions of a Shopaholic [B] (estreou 9 Abril) - apaixonado pela Isla Fisher
- Brüno [Previsão: B-] (estreou 9 Julho) - ainda não vi, provavelmente estaria no pódio
- Star Trek [Previsão: B] (estreou 7 Maio) - muito perto MESMO de estar no meu top (não ficou porque no lugar dele o meu fanatismo pelo Potter impôs que o colocasse no top)
- Julia [B+] (estreou 19 Março) - Tilda Swinton, sempre agradável, esteve no top e depois tirei-o
- Hunger [B+/A-] (conta como 2008 e estreou no início de Fevereiro e por isso não consta da lista - mas se pudesse eu tinha-o colocado e em nº 3!)
- Também excluí das contas todos os filmes que eram da época de 2009 e que foram candidatos a Óscares)



OS PIORES:

Sem qualquer dúvida,

100 Volta [E,F,G...Z]
Star Crossed [E,F,G...Z]
Angels & Demons [D-]
Transformers 2: Revenge of the Fallen [D-]
Knowing [D]
Night at the Museum 2 [D]
He's Just Not That Into You [C-]
Zack and Miri make a Porno [C]
Amor de Perdição [C]
Appaloosa [C+]


Julho a acabar... Jorge no comando!

Oi oi, estou de volta!

Pois é, vou tomar as rédeas (eu sei, eu sei, infelizmente) enquanto a Sara está fora... E vou encher isto tudo (como é habitual) com coisas que vão fazer o meu amigo anónimo ficar vermelho de raiva quando vir aqui ver... Good for him!

Mas não pensem que a Sara vos deixa aqui sozinhos... Vou colocar updates da condição da Sara e do seu maravilhoso (sim, maravilhoso!) trabalho nas escavações de um sítio lindo que ela mencionou ontem e que já não me lembro... Seria Covo? Covão? Pertence a Vila Nova de Foz Côa, pronto... A rubrica terá o fantástico nome de... «DIÁRIO DA SARA A ESCAVAR POR ESSE PORTUGAL FORA»

Então...


E o que esperar desta maravilhosa semana de 27 a 31 de Julho em que o Jorge MANDA? Bem, aqui vão alguns destaques...



Dia 27

- Ciclismo: Final do Tour (só confirmar o que a Sara já disse, marcamos encontro a 2 de Agosto para a Sara fazer a sua (LONGA) retrospectiva)

- Críticas: The Boat that Rocked e Coco Avant Chanel

- Top Filmes a meio do ano cinematográfico (Janeiro - Julho = 6 meses)

- Megan Fox/D. Dolores/Lady Gaga: o showdown das peruas!




Dia 28

- Fechado para balanço; não vos quero sobrecarregar




Dia 29

- Início do Diário da Sara

- Antevisão Sporting x Twente e comentários sobre a pré-época

- Críticas: Watchmen, Terminator Salvation, The Hangover

- Trailermania: mais 10 trailers para verem




Dia 30

- Críticas: The Young Victoria, Star Trek, Transformers 2

- Previsões Óscares: Realizadores (é a que falta)

- Novo projecto: Filme do Ano

- Crítica: HANNAH MONTANA - THE MOVIE





Dia 31

- Fim da sondagem e comentário dos resultados (Agricultura e Pescas... Seriously?!)

- Introdução ao público dos PRÉMIOS PERDIDOS

- Introdução ao público do projecto CINEMABLEND (Misturadora de Cinema)

- Teen Choice Awards: claro que eu votei! Lol vocês não?

- PREVIEWS: AVATAR; ALICE IN WONDERLAND; THE LOVELY BONES; INVICTUS; BRIGHT STAR




E ficamo-nos por aqui. See ya.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

EMMY TIME!


(O meu post com a D. Dolores/Megan Fox deve vir sábado, para comemorar FÉRIAS...)

Entretanto, hoje foram anunciadas as nomeações para os Emmy - que para quem não sabe são os prémios atribuídos pela Academia da Arte e da Ciência da Televisão (ATAS).

Basicamente... Oscar está para cinema como Tony para o teatro e Emmy para televisão. É o prémio mais prestigiado do pequeno ecrã. Pronto. A juntar aos Globos de Ouro, aos SAG e aos AFT, são os prémios que celebram o que de melhor se faz em televisão nos Estados Unidos em primetime (horário nobre) - das 20.45 (sim, o telejornal deles não demora tanto como os de cá) às 23.00.


Bom... Os nomeados são (só vou indicar as principais categorias)


MELHOR ACTOR - COMÉDIA

Jim Parsons, The Big Bang Theory
Jermaine Clement, Flight of the Conchords
Tony Shalhoub, Monk
Steve Carell, The Office
Alec Baldwin, 30Rock
Charlie Sheen, Two and a Half Men



Charlie Sheen é tipo o demónio para os candidatos a Melhor Actor - Comédia. Nunca vai embora. Ele e a série dele (se bem que, graças a Deus, este ano não foi nomeada!) De resto, só qualidade, Baldwin, Carell, muito merecido Parsons, Shalhoub eu ainda aceito (última temporada, já tem 6 nomeações e 3 vitórias). Clement não entendo. Nenhum amor para Zachary Levi em Chuck, Jay Harrington em Better Off Ted, Zack Braff em Scrubs e sobretudo como é possível David Duchovny não ser nomeado por excelente trabalho em Californication (de novo, já depois de o ano passado ter acontecido o mesmo?)


MELHOR ACTOR - DRAMA

Hugh Laurie, House
Michael C. Hall, Dexter
Bryan Cranston, Breaking Bad
Jon Hamm, Mad Men
Gabriel Byrne, In Treatment
Simon Baker, The Mentalist




Agradeçamos aos céus por não haver James Spader este ano. Adoro a série mas acho que não tem qualidade suficiente para merecer prémios e reconhecimento. Enfim. Spader tem 2 vitórias em 3 nomeações e era a última temporada de Boston Legal que estava em jogo este ano... Não conseguiu quase nada (Shatner é a excepção mas esse é nomeado sempre, que é que se há-de fazer...) Hugh Laurie também já nos tem convencido do seu talento mas acho um desperdício ser nomeado todos os anos quando há gente bem melhor. Michael C. Hall, Cranston (vencedor o ano passado), Byrne e Hamm repetem as nomeações, tal como Laurie (mas estas são merecidas). Simon Baker espantou meio mundo com esta nomeação - não gosto da série e não gosto dele. Kiefer Sutherland foi nomeado como Melhor Actor em Mini-Série ou Filme por esta temporada de 24, o que é estranho, uma vez que ele foi nomeado já por 6 vezes (e venceu uma vez) nesta categoria de melhor actor - drama. Foi nomeado todas as temporadas de 24. De qualquer forma, Kyle Chandler em Friday Night Lights, Edward Olmos em Battlestar Gallactica, Matthew Fox de Lost, Dennis Leary de Rescue Me, Michael Chiklis em The Shield... Havia melhores possibilidades.


MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA

Tina Fey, 30Rock
Christina Applegate, Samantha Who?
Sarah Silverman, The Sarah Silverman Program
Julia Louis-Dreyfuss, The New Adventures of Old Christine
Toni Colette, The United States of Tara
Mary Louise Parker, Weeds


Um bom alinhamento. Applegate, Colette, Fey, Parker concordo plenamente. Applegate devia ganhar o trófeu até porque inexplicavelmente, depois de uma excelente 1ª temporada, a ABC decidiu cancelar a série (queda enorme das audiências) e Applegate o ano passado teria ganho não fosse Tina Fey. Too bad. Louis-Dreyfuss de volta com Old Christine, uma série que eu detesto e que não entendo como há pessoas que gostam (o mesmo com Two and a Half Men). Ganhou no 1º ano da série e colecciona a 4ª nomeação. Sarah Silverman deixou-me feliz ao ver que os Emmy afinal a consideram uma actriz de qualidade - e o programa é bastante bom. O choque para mim? Nenhuma das Desesperadas donas de casa de Wisteria Lane conseguiram ser nomeadas - e a verdade é que não percebo porquê. Eva Longoria tem ganho o amor dos críticos e Marcia Cross e Felicity Huffman são sempre excelentes. America Ferrara surpreendentemente também de fora.


MELHOR ACTRIZ - DRAMA

Glenn Close, Damages
Sally Field, Brothers & Sisters
Elizabeth Moss, Mad Men
Kyra Sedgwick, The Closer
Mariska Hargitay, Law & Order: Special Victims Unit
Holly Hunter, Saving Grace


Esta categoria irrita-me. Holly Hunter (teria ganho o ano passado não fosse a outra actriz vencedora de um Óscar estar também nomeada - falo de Glenn Close, sim! - mas até é merecido, ela tem uma boa interpretação). e Glenn Close (vencedora o ano passado e provável vencedora este ano também) eu consigo suportar. Sally Field é excelente e eu adoro-a mas Calista Flockhart foi MUITO melhor esta temporada que ela em Brothers&Sisters. Sem comentários. Elizabeth Moss é incrível em Mad Men mas eu acho que o papel dela é muito mais secundário do que principal. Falta aqui alguma das suas colegas de Mad Men, January Jones ou Christine Hendricks. Não percebo. Mariska Hargitay é um case-study: como é possível todos os anos ser nomeada e todos os anos os Emmy terem de arrumar com alguém com 1000x mais qualidade para a menina ser nomeada? Ai ai ai... Kyra Sedgwick a voltar com The Closer (merece). O esquecimento de Mary McDonnell por Battlestar Gallactica vai-me doer por muitos, muitos anos. Que roubo de igreja! Já para não falar de Ellen Pompeo em Grey's Anatomy que esta temporada trouxe o seu A-game para a série e foi simplesmente divinal de ver a sua transformação. E onde está também o amor para Anna Paquin em True Blood (vencedora do Globo de Ouro o ano passado)?


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - COMÉDIA

Kevin Dillon, Entourage
Neil Patrick Harris, How I Met Your Mother
Rainn Wilson, The Office
Jack McBrayer, 30Rock
Tracy Morgan, 30Rock
Jon Cryer, Two and a Half Men



Finalmente vamos ter Neil Patrick Harris/Barney Stinson (WHAT UP? LEGEN...(wait for it)...DARY!) a ganhar o trófeu. Yes! Piven caiu mal aos olhos dos seus pares com as cenas lamentáveis dos últimos tempos (romances com raparigas de 18-20 anos, etc) e não foi nomeado (ele que venceu 3 vezes nos últimos 3 anos). De resto, nada de surpreendente: Jon Cryer, Rainn Wilson e Kevin Dillon de novo nomeados e tínhamos de ter gente de 30Rock (competição para Patrick Harris) nomeada - eu achava que só Morgan ia conseguir mas a verdade é que McBrayer (que faz de Kenneth) também conseguiu, apesar do pouquíssimo tempo de antena de que dispõe na série. Os esquecidos? John Krazinski - again and again e eu não entendo porquê, o pessoal do Pushing Daisies, do Scrubs, Darby do Flight of the Conchords, Kirk em Weeds... Há alguns mas de modo geral este line-up satisfaz-me (Piven merecia estar aqui).


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - DRAMA

William Shatner, Boston Legal
Christian Clemenson, Boston Legal
Aaron Paul, Breaking Bad
William Hurt, Damages
Michael Emerson, Lost
John Slattery, Mad Men



Roubado aqui foi Justin Chambers que foi excelente toda a temporada de Grey's Anatomy (hey, se TR Knight conseguiu a nomeação não percebo como ele não consegue). William Shatner, nomeado já habitual (sem entender bem porquê), este ano trouxe o colega Clemenson - que já tem duas vitórias por esta série (mas como actor convidado, antes de se tornar regular). William Hurt e Aaron Paul merecidamente nomeados, podendo dizer o mesmo de John Slattery. Michael Emerson continua a ser o único actor de Lost que a Academia gosta (não sei bem porquê, porque a série é espantosa graças aos actores) - em especial Josh Holloway já devia ter sido nomeado, o Sawyer é demais. Pessoal de True Blood e de The Shield também podem ficar chateados com os Emmy, há gente que merecia mais que estes aqui...


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - COMÉDIA

Kristin Chenoweth, Pushing Daisies
Amy Poehler, Saturday Night Live
Jane Krakowski, 30Rock
Vanessa Williams, Ugly Betty
Elizabeth Perkins, Weeds
Kristen Wiig, Saturday Night Live


O melhor line-up da cerimónia, só Vanessa Williams destoa um pouco ali mas consigo viver com isso porque ela é muito boa na sua personagem em Ugly Betty. Nada a estragar aqui. Ok, Holland Taylor de Two and a Half Men, Elizabeth Perkins de Weeds, Jenna Fischer de The Office, Dana Delany de Desperate Housewives e Jean Smart de Samantha Who? talvez pudessem figurar entre estas senhoras. Mas eu não mexia nas outras 6 que ali estão.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - DRAMA

Chandra Wilson, Grey's Anatomy
Rose Byrne, Damages
Sandra Oh, Grey's Anatomy
Cherry Jones, 24
Dianne Wiest, In Treatment
Hope Davis, In Treatment




O choque? O trabalho de Katherine Heigl esta temporada seria o suficiente para que ela merecesse um segundo Emmy (realmente a 5ª temporada foi só Izzie - aliás, o programa devia ter sido renomeado Izzie's Anatomy). Mas a guerra aberta com Shonda Rhimes, a sua retirada da corrida dos Emmy o ano passado por «não achar que tinha tido material de valor com que trabalhar», o ano de 2008 e de 2009 passado todo a choramingar feita menina birrenta, a mania de diva e até a sua própria mania de superioridade para com todos podem ter roubado a chance de ela alguma vez voltar a ser nomeada. É pena, merecia o Emmy este ano. Outro roubo egrégio foi a não-nomeação de Marcia Gay Harden por Damages em vez de Rose Byrne que é personagem principal. Sandra Oh e Chandra Wilson nomeadas DE NOVO, uma delas vai ganhar, a não ser que Dianne Wiest estrague as contas. In Treatment também conseguiu nomear Hope Davis e para dizer a verdade todas as actrizes secundárias da série podiam ser nomeadas, tal o valor das suas performances. Mais roubos? Rachel Griffits em Brothers&Sisters (eles não gostam mesmo da série), Christina Hendricks em Mad Men, Pounder em The Shield e que tal QUALQUER uma das actrizes (particularmente Elizabeth Mitchell) de Lost? É que não entendo por que razão não gostam dos actores mas adoram a série (e mesmo assim intermitentemente). E Candice Bergan também não foi nomeada por Boston Legal (ufa!)


MELHOR SÉRIE - COMÉDIA

Entourage
Family Guy
Weeds
How I Met Your Mother
The Office
30 Rock
Flight of the Conchords



Estupendamente feliz por How I Met Your Mother ter FINALMENTE algum reconhecimento, extremamente desapontado com o alinhamento porque, diga-se, Weeds e Entourage já viram bem melhores dias. Desperate Housewives também de fora (com aquela 4ª temporada não podiam querer mais... apesar de ter sido um retorno à forma antiga das primeiras temporadas). The Office e 30 Rock repetem - e ainda bem, uma vez que são os 2 melhores shows de comédia da televisão norte-americana. Flight of the Conchords também de novo nomeado. Mas irrita-me imenso que Family Guy tenha conseguido a nomeação, a 2ª nomeação de sempre para uma série animada (então e os Simpsons não são melhores? Que injusto!) Bom, o Seth McFarlane agora manda na FOX e deve ter andado a mandar cabazes de DVDs para as restantes estações televisivas. The New Adventures of Old Chirstine, Scrubs ou Curb Your Enthusiam deviam ter ficado com essa vaga. Oh well...


MELHOR SÉRIE - DRAMA

Damages
Dexter
House
Lost
Big Love
Breaking Bad
Mad Men


Aqui é que eu começo mesmo a ficar irritado. House já é nomeado por hábito, nem conta o valor da série, o que me chateia imenso. Esta temporada foi um fiasco. Ponto. Dexter e Lost conseguiram a nomeação, que é merecida. Mad Men obviamente também a ser nomeado - e é o provável vencedor. Breaking Bad a surpreender, tal como Big Love. Grey's Anatomy, Battlestar Gallactica e Friday Night Lights de novo arrumados da corrida - e eu não sei bem porquê. Já para não falar de True Blood que apesar de ser um pouco fora dos gostos da Academia não deixa de ser uma série excelente. Damages conseguiu a nomeação como era previsto - mas antes Damages que Boston Legal DE NOVO. Isso sim ia irritar-me. Surpresa: a queda de 24 depois de ter vencido o ano passado esta categoria (com mais 4 nomeações anteriores - portanto foi nomeado TODAS AS TEMPORADAS menos esta última) Mais coisas que me irritam: The Shield, In Treatment... Por que razão é que estes não surgem nos 7 nomeados? O aumento do nº de nomeados não corresponde a um aumento necessário de qualidade, como se vê (fica aqui a nota para os Óscares aprenderem...)


Peço desculpa pelo tamanho ENORME do texto mas é assim... Assim sempre têm com que se entreter enquanto a Sara vai cavar :)

sábado, 4 de julho de 2009

Previsões Óscares: Melhor Filme


Ufa! Depois de tirar aquilo do meu peito, vamos então falar dos nomeados. Prometo ser breve e conciso na minha análise não vá ter outro rico anónimo a dizer «Like Homer says: Boring!» Melhor Realizador vem mais tarde.


Bom... Então como eu dizia, num campo de 10 nomeados, torna-se mais difícil prever qual o modo de actuação da Academia. É que com 5 nomeados, a maioria dos membros da AMPAS (estou a ser um pouco mauzinho mas é verdade) escolhia os 5 filmes de Dezembro de que mais se fala em termos de Óscar ou então filmes com as palavras Eastwood, Scorsese, entre outros e estava feito. Agora talvez sejam obrigados (o que não é mau de todo) a VER os filmes para decidir. O que poderá tornar a revelação dos 10 nomeados surpreendente em Fevereiro.

As minhas escolhas então são... (de notar que eles não estão ordenados por preferência ou probabilidade de ser nomeados)



MELHOR FILME


1. The Lovely Bones
Realizado por Peter Jackson e com nomes como Mark Wahlberg, Saoirse Ronan (Nomeados para Óscar), Susan Sarandon e Rachel Weisz (Vencedoras de Óscar), com um argumento soberbo baseado num best-seller fantástico de Alice Sebold, este filme tem tudo para dar certo. Se der? Pode ser que Jackson limpe (de novo) o Kodak Theatre.

2. An Education
Filme de período sobre uma rapariga da alta sociedade que atravessa uma fase difícil de crescimento em que questiona tudo e todos. Triunfo dos actores, são os primeiros indícios, tem recebido ovações de críticas e todos apontam para Carey Mulligan como uma estrela a seguir atentamente no futuro. Únicos problemas? 1) Tem de corresponder nas bilheteiras 2) Pode sofrer por o filme ser muito ameninado (afinal, o realizador é mulher) O filme parece estar a caminho de uma nomeação (ainda para mais com 10 nomeados), num ano em que até agora o buzz se tem concentrado neste e em mais um filme. E já estamos a meio do ano.


3. Avatar
Só acredito quando vir mas quer dizer James Cameron é o pai da ficção científica e dos filmes de acção! Não faz um filme há anos mas a nostalgia de Titanic mais o buzz insistente deste filme do qual ninguém faz ideia do que possa ser e ainda por cima com o regresso de Sigourney Weaver a heroínas de sci-fi... É natural que as pessoas falem em Óscar. Eu estou a ser se calhar muito optimista mas o tempo o dirá. Se o filme corresponder ao que dele se espera, o preconceito quanto ao género pode ser afastado (só mesmo Cameron para fazer isso). O preconceito quanto ao género - a grande FALHA da Academia (banda desenhada, animação, ficção científica, comédia não contam como géneros dignos de prémio) - é por isso o problema principal.

4. Nine
Depois da surpresa (nada a que já não estejamos habituados) de Harvey Weinstein o ano passado, quando colocou The Reader entre os cinco nomeados e matou a esperança de Kate Winslet numa dupla nomeação, está de volta com este filme hot-hot-hot cheio de celebridades (Kidman, Cotillard, Dench, Day-Lewis, Cruz, Loren - vencedores de Óscar, Hudson - nomeada para Óscar e Fergie - vencedora de vários Grammys), baseado numa história verídica de Fellini e que é, afinal, uma história sobre a criação de um filme. Tudo parece encaixar para ser um êxito. Até tem Rob Marshall a realizar (sim, o mesmo que conseguiu que Chicago ganhasse o prémio que devian ser de Moulin Rouge!). Os críticos parecem cautelosamente optimistas mas uma pessoa não pode deixar de pensar: E se alguma coisa correr mal?


5. Precious
Sim, o filme aclamado em Sundance tem feito milhões chorar nos Estados Unidos onde já estreou nation-wide. Mariah Carey e Lenny Kravitz têm feito alguns críticos dizer «Oscar worthy!» o que me choca (já viram, Academy-Award nominee Mariah Carey?). De Mo'Nique já se diz que tem a vitória garantida em Fevereiro. Já todos falam de Gaby Sidibe como potencial nomeada. O filme lida com vários tópicos incómodos mas reais - gravidez na adolescência, violência doméstica, discriminação... Parece forte. Oprah e Tyler Perry mostraram interesse no filme (já sabem o efeito que a Oprah tem na América e no mundo). Vamos a ver. Foge um pouco aos gostos da Academia mas com 10 nomeados e se este filme garantir este tipo de reacção em todo o lado provavelmente será nomeado.

6. Amelia
O trailer engana (grita «Este é um filme cheio de acção!») mas a verdade é que o projecto parece promissor: pelo trailer Hilary Swank está de volta e à caça do terceiro Óscar (a nomeação parece para já adquirida - só se de facto o filme for muito diferente do que o que se pensa), é um filme sobre a vida de Amelia Earhart que não só é um ícone e uma inspiração (para todas as mulheres... e também todos os homens do mundo) como também se tornou uma verdadeira lenda com aquilo que concretizou (e da forma como desapareceu/morreu). O filme é de Mira Nair que já mostrou que é capaz de bons trabalhos. A ver vamos.


7. The Road
Baseado numa obra de Cormac McCarthy (génio da literatura), é de John Hilcoat, os críticos crêem numa resposta positiva do público (que é muitas vezes o que é preciso), Viggo Mortensen é a estrela pricipal com Charlize Theron e Robert DuVall em papéis secundários e ainda Kodi Smith-McPhee com quem se diz que Viggo tem grande química (e que é essencial ao filme). É um filme tipicamente masculino, duro, pesado mas é super deprimente. Não agrada a todos, o que pode ser o problema. Mas acho que a Academia vai gostar. É do tipo deles.

8. Bright Star
Jane Campion (The Piano) de volta num filme sério, dramático e aparentemente muito bonito. É um filme de período baseado num romance verídico. Tem tido excelentes críticas e foi aclamado em Cannes como um dos melhores da competição. De Abbie Cornish tem-se dito grandes coisas. Não há assim grande motivo para eu o ver fora dos 10 nomeados mas a verdade é que o filme e o conceito não me entusiasmam. Venha o filme.


9. Shutter Island
Filme de Martin Scorsese, é um thriller policial cheio de suspense com um excelente elenco - DiCaprio, Earle Haley, Ruffalo, Williams, Mortimer - e baseado numa obra-prima da literatura. O filme conta a história de dois polícias que são mandados a Ashecliffe, um hospital psiquiátrico, para capturar uma paciente que fugiu. Só que aparentemente enquanto eles lá estão apercebem-se de muitas coisas estranhas (agora uma piada estúpida: mais valia eles virem fazer uma rusga aos ministérios portugueses; aí é que se passam coisas estranhas!) Ok. Enfim. Parece tudo muito certo, não é? Toda a gente quando fala desse filme sussura «Óscar» mas Scorsese já avisou: não é nada parecido com o que estão à espera. O trailer vem comprová-lo: é Scorsese mais leve, mais descontraído (já tem o raio do Óscar!) e por isso o filme ganha em conteúdo e acção e perde em Oscar-moments. É um filme de auteur, não um filme com típico isco de Óscar. Ainda assim, eu acredito que vai surpreender a Academia. De qualquer forma, na altura de preencherem os boletins de voto, as pessoas só vão ver os nomes Scorsese + DiCaprio e isso parece que não mas vale ouro!

10. Invictus
Morgan Freeman como Nelson Mandela, Matt Damon como um desportista famoso, uma história inspiracional que une a política ao desporto e ao espírito de comunidade? O que poderia ser mais perfeito, ter Clint Eastwood a realizar? Feito e feito.



De fora deixei... The Hurt Locker (os críticos e o público em geral adoraram o filme mas para além de ser um filme de uma guerra muito recente - Deus sabe quanto a Academia (ainda) ama a 2ª Guerra Mundial- não sei se aguentará mais 6 meses de buzz... Não resultou com The Dark Knight nem com Wall-E; ainda assim é a minha alternativa principal a estes 10), Up! (filme animado - enquanto houver a categoria duvido que algum seja nomeado), Julie&Julia (Nora Epphron, comédia, leve, mais blockbuster de Verão do que propriamente filme de Óscar), Public Enemies (é muito divisivo... vamos ver como aguenta até Janeiro...) The Informant (pelo trailer, demasiado leve para ser tomado em consideração e além disso... Que Soderbergh vamos ter nesse filme?), GreenZone (passou para 2010), Biutiful (Inarritu é um génio mas nem sempre a Academia cai para esse lado... é preciso gostarem mesmo do filme), Funny People (novo do Judd Appatow), (500) Days of Summer (será a comédia do ano - mas demasiado jovem e refrescante para os gostos da Academia), Where The Wild Things Are (tenho a certeza que vai estar no meu top10 no final do ano mas a verdade é que seria tão anormal que a Academia o escolhesse... é baseado num livro infantil, afinal de contas), The Tempest (é de Julie Taymor e ela é simplesmente esquisita - os filmes são iguais), The White Ribbon (Palma de Ouro em Cannes mas deve ficar por aí), Star Trek (os média querem tanto...), The Young Victoria (filme de período... mas há tantos este ano!), Inglorious Basterds (porque Tarantino é um nome que impõe respeito mas o filme tem tido críticas nada simpáticas), Brothers (baseado no filme sueco com o mesmo nome que além de ser excelente tem excelentes críticas - mas o filme americano teve críticas muito más...), Chéri (tem-se dito que o filme é péssimo, a narração parece desconcertante, diz-se que o filme é salvo pelos actores), Taking Woodstock (Cannes provou que é demasiado leve para o gosto da Academia - e além disso, se Ang Lee não conseguiu ser nomeado com Lust, Caution...), Los Abrazos Rotos (diz-se que é de facto um bom filme à la Almodovar, que Cruz é excelente nele mas que comparado com a restante filmografia dele não é dos melhores... Uma nomeação para filme estrangeiro e vá lá), Away We Go (o trailer parece muito esquisito, as primeiras exibições do filme confirmam que é um pouco estranho para a Academia querer premiá-lo mas... já vi coisas mais estranhas acontecerem), A Serious Man (porque ser um filme dos Coen dá logo sinal de ser um bom filme)...



Melhor Filme: 10 nomeados em vez de 5


Vamos lá falar (FINALMENTE) de Melhor Filme... Este ano com um campo especialmente alargado de 10 nomeados, cortesia do Sr. Presidente da AMPAS Sid Ganis... Que diz que a Academia quer voltar aos tempos áureos dos 10 nomeados... e espera em Fevereiro ter 10 grandes filmes no Kodak Theatre como nomeados. Que ENORME optimismo... (especialmente tendo em conta o mau gosto da Academia em cinema...)

Mas isto já devem ser notícias velhas para vocês (a culpa é minha de não vir actualizar tanto quanto me apetece mas os exames dão cabo de mim). Se não são de todo notícias velhas, consultar o endereço seguinte:
http://www.oscars.org/press/pressreleases/2009/20090624.html

Bom... Moving on.

Eu já tinha pensado há algum tempo (final de Maio, início de Junho - quando comecei a fazer as previsões e colocá-las no blogue - eu tenho tendência a colocar 1 categoria por semana para não maçar muito) nos meus cinco nomeados; agora com um campo de 10 as possibilidades alargam - mas também nem tanto.

A Academia não tem problemas no número de nomeados mas sim na mentalidade. O problema é que 50-60% dos membros da AMPAS têm enraizado no seu cérebro que os únicos filmes com valor cinematográfico são os grandes dramas, os filmes de período, os romances épicos, os filmes políticos e os biopics (filmes biográficos). Comédias, filmes animados, filmes de ficção científica, filmes de «auteur» (David Lynch, Quentin Tarantino, Darren Aronofsky, Jonathan Demme, Mike Leigh, Christopher Nolan - quase todos os reconhecidos «auteurs»; bom, Nolan não é um auteur per se mas funciona como um - a saga Batman na sua filmografia foge um pouco aos restantes títulos, filmes de prestígio - do qual Memento sobressai - digam lá se isso não é filme de culto), filmes noir, filmes de terror, blockbusters, entre outros, não são considerados DIGNOS o suficiente para constarem da lista.

O que é que mudou este ano?

Segundo a Academia: querem voltar aos bons velhos tempos de 1937-1943 onde havia 10 nomeados (nesse tempo de facto houveram ilustres nomeados e grandes vencedores como o famosíssimo Gone With The Wind (1939) e o último deles, não menos famoso, Casablanca (1943).

Segundo os cinéfilos e pessoas ligadas ao cinema: O facto de The Dark Knight e Wall-E não constarem entre os cinco nomeados e lá aparecerem filmes ridículos como Frost/Nixon ou The Reader ou Slumdog Millionaire ou The Curious Case of Benjamin Button acabou por partir a corda. E a Academia cedeu (até está a exagerar neste momento: mudou as regras para a categoria de melhor música que torna quase impossível alguém conseguir uma nomeação - o que até é bom; não sei se conseguia aguentar ver o título «Academy Award Nominee» estampado ao lado do nome da Hannah Montana ou da Beyoncé; e agora até já cancelaram da cerimónia os prémios honorários, única ponte entre o passado e o presente - há gente que não gosta mas óbvio que essa é a única forma de muitos e grandes realizadores e actores conseguirem algum reconhecimento pelo seu trabalho)

O que é que isto quer dizer?

Ponto 1: Não vamos ter agora um ano de excelente qualidade cinematográfica com definitivamente os 10 melhores filmes do ano como nomeados (isso NUNCA acontece).
Ponto 2: Possivelmente filmes independentes ou comédias ou filmes animados com grande amor em alguns grupos da Academia poderão ter melhor sorte. O ano passado teríamos seguramente The Dark Knight e Wall-E entre os nomeados o que é bom; o problema é que os outros 3 lugares seriam para Gran Torino, Changeling e Doubt (e o problema mantinha-se); Filmes como Rachel Getting Married ou The Wrestler continuariam sem ter lugar.
Ponto 3: Há anos em que de facto 10 nomeados ajudava a compôr a coisa. Há outros que não: 2007 foi um ano tão bom que aqueles 5 nomeados são de facto o melhor. Se lhes juntássemos outros 5 filmes perdia qualidade.
Ponto 4: O prestígio não é o mesmo para o nomeado. Ser nomeado num grupo de 10 é menos valorizado (porque há menor competitividade) do que num grupo de 5. O prestígio é maior para o vencedor. Ganhar a 9 é melhor que ganhar a 4. E é aí que reside a questão e o verdadeiro interesse desta história: o vencedor será muito mais imprevisível com este novo sistema (isto não quer dizer que não teremos mamutes como o Slumdog, o Titanic ou o Sr. dos Anéis a limpar tudo mas há filmes que agora com 10 não sei ganhavam - ex: Crash, No Country for Old Men, The Departed...)


Se veio para ficar é incerto. Mas uma coisa é no entanto certa: vamos andar a falar disto todo o ano.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Coming soon...

Já posso comentar os resultados da nossa rica sondagem...

E portanto... Resultados finais (bem, a 20 minutos de terminar mas não estou a ver ninguém que vá votar às 06h40 da manhã :D)

Um pequeno comentário acerca da sondagem... Como é óbvio quando propus esta sondagem escolhi os títulos mais sonoros deste ano... Invictus, The Lovely Bones, Nine, Julie&Julia... Os filmes que têm gerado mais falatório... E depois juntei-lhes os típicos blockbusters de verão como o Harry Potter #6 e o Transformers 2. Bom. Claro que podia ter escolhido outros filmes mas achei que entre estes 10 encontrariam um que vos agradasse.

The Lovely Bones parece-me uma escolha óbvia. É de Peter Jackson (Senhor dos Anéis, King Kong... e Heavenly Creatures - que para quem não viu, aconselho - é um dos melhores filmes dos anos 90!), é uma história famosa, publicada recentemente e é bestseller internacional (de Alice Sebold - em Portugal o livro chama-se «Visto do Céu») e tem estrelas muito conhecidas da nossa praça - vencedoras de Óscar Susan Sarandon e Rachel Weisz, nomeados para Óscar Mark Wahlberg, Saoirse Ronan e Stanley Tucci. E além disto tudo, a história é demais - menina assassinada que vigia a família do céu enquanto estes lidam com a sua morte e com o marasmo de vida que a morte repentina da filha lhes deixa.

Avatar como 2º não me estranha nada - James Cameron está, afinal, longe do cinema há muito tempo! E quem não se lembra dos velhos tempos dele como «génio do cinema de acção»? Só é preciso dizer duas palavras: Aliens e Terminator. Nem preciso dizer mais. Ok, posso dizer uma terceira: Titanic. Perceberam?

Depois, Nine também tinha de ter muitos votos - ao elenco que tem... E por fim, Transformers 2 e Harry Potter: são blockbusters, são muito conhecidos e serão seguramente os dois filmes com maior receita de bilheteira deste verão - ainda que ache que o 1º não merece...

Resumindo e concluindo... parece-me a mim bastante óbvio que terei de fazer um grande preview de The Lovely Bones... Ao longo da próxima semana então passarei o meu tempo livre em busca de informações sobre a nova obra-prima (esperemos :D) de Peter Jackson.

Contudo, não ficamos só por aqui... No mês de Julho posso prometer-vos mais dois previews... Avatar e Nine (2º e 4º classificados)

E finalmente... Trago-vos a minha crítica do Transformers 2: Revenge of the Fallen do sr. Michael Bay que (relutantemente) vou ver na próxima sexta-feira :)


Não se esqueçam de ver as previsões para Melhor Filme e para Melhor Realizador... ;)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Meryl Streep: the one and only



Não comparem sequer Kate Winslet ou Cate Blanchett ou Nicole Kidman com esta mulher... ESTA mulher é tão ou mais grande que Bette Davis, Vivien Leigh ou Katharine Hepburn... ESTA é MERYL STREEP, THE ONE AND ONLY! Um pequeno tributo à maior actriz de todos os tempos... Meryl Streep, a única, a grande, a maravilhosa, a fantástica... Faz 60 anos hoje! Desejamos-lhe todas as felicidades do mundo e obviamente que a Academia saiba reconhecer, pelo menos mais umas duas ou três vezes, o seu brilhantismo (estou a falar de Óscares sim!)

De qualquer forma, se isso nunca mais vier a acontecer (esperemos que não), pelo menos teremos sido abençoados com mais de 30 anos de carreira cheios de papéis e interpretações memoráveis. Pelo menos podemos sentir-nos felizes por termos presenciado tal meteórica actriz...

Detentora do recorde para o maior número de nomeações para os Óscares (quinze!), é quase um insulto que Meryl Streep só tenha 2 estatuetas e uma delas para Actriz Secundária... Quando actrizes como Hilary Swank ou Jodie Foster têm 2 estatuetas em 2 idas ao Kodak. Não é um mundo perfeito... Enfim. Mas além de Óscares, esta mulher colecciona Globos, SAG, BAFTA e toneladas de outros prémios... É uma diva na carpete, uma rainha no palco nas entregas de prémios («There is no such thing as the greatest living actress... Believe me, I know, I have inside information...» ou «Some days I think I'm overrated... But not today!»)

Relembro as quinze nomeações... (a negrito estão as vitórias)

1978 - The Deer Hunter (Actriz Secundária)
1979 - Kramer vs. Kramer (Actriz Secundária)
1981 - The French Lieutenant's Woman (Actriz)
1982 - Sophie's Choice (Actriz)
1983 - Silkwood (Actriz)
1985 - Out of Africa (Actriz)
1987 - Ironweed (Actriz)
1988 - Evil Angel (Actriz)
1990 - Postcards from the Edge (Actriz)
1995 - The Bridges of Madison County (Actriz)
1998 - One True Thing (Actriz)
1999 - Music of the Heart (Actriz)
2002 - Adaptation (Actriz Secundária)
2006 - The Devil Wears Prada (Actriz)
2008 - Doubt (Actriz)


Além de que pelo menos mais duas destas performances deviam ter dado outro Óscar a Meryl (Adaptation em 2002 - seria o 2º secundário! e Bridges of Madison County em 1990), existem muitas outras interpretações que não chegaram a ser honradas. Aqui vos deixo o meu top10 de papéis de Meryl Streep e abaixo deixo-vos um vídeo feito por Nathaniel Rogers do blog cinéfilo
Film Experience...


1. Adaptation
2. Sophie's Choice
3. The Devil Wears Prada
4. Death Becomes Her
5. The Bridges of Madison County
6. The Hours
7. Silkwood
8. Prairie Home Companion
9. Kramer vs. Kramer
10. The French Lieutenant's Woman






terça-feira, 9 de junho de 2009

Previsões Óscares: Melhor Actriz Secundária

De volta, no post 300 verdadeiro :D (Toma lá, Pi!)

Quanto às Europeias, a Pi tem razão, eu tenho a certeza que grande parte dos jovens votou BE!


Bom... continuando a minha saga (que devia ter acabado a 1 de Junho... infelizmente tou sempre a adiar :$) vou pegar nas actrizes secundárias.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA (Best Supporting Actress)


Mo'Nique, Precious
Meryl Streep/Amy Adams, Julie & Julia
Patricia Clarkson, Whatever Works
Judi Dench, Nine
Penélope Cruz, Nine
Melanie Lynskey, The Informant
Imelda Stauton, Taking Woodstock
Kathy Bates, Chéri
Susan Sarandon (Saoirse Ronan), The Lovely Bones
Michelle Williams/Emily Mortimer, Shutter Island


Ai, vou tentar falar pouquinho sobre cada uma das hipóteses. Bom. Começando pela Mo'Nique. Toda a gente que já viu o filme diz que ela já tá dentro. Depois, pelo trailer, ela é medonha (no bom sentido). O papel é muito interessante. O filme não é muito conhecido, não é high-profile como um filme do Eastwood mas tem o Tyler Perry e a Oprah como distribuidores. Hmm. E se for, não será a única nomeação que vai conseguir.

Agora, se Julie & Julia for bom, as duas protagonistas vão ser nomeadas. O problema é que a Academia não gosta muito da ideia das «duas protagonistas» (excepção feita a Thelma and Louise... que foram as duas nomeadas, mas aqui também, duh!). O que eu acho é que a que for actriz secundária é nomeada, a outra não. Para já, pensa-se que a Meryl é a secundária. Meryl Streep + amor da AMPAS + personagem célebre + baseado em história real = nomeação. Acho eu. Mais simples não há. E se ela ainda conseguir todos os maneirismos de Julia Child... Hmm.

Patricia Clarkson é das actrizes de maior confiança em Hollywood, um camaleão impressionante que está há muito sem ser nomeada. Se o trabalho em Whatever Works for minimamente bom - e parece ser - é capaz de uma nomeação. O único grande entrave: Woody Allen conseguir 2 actrizes nomeadas em 2 anos SEGUIDOS? Não sei...

De todos os papéis de Nine, o de Judi Dench e o de Penélope Cruz são os mais interessantes e os que ganharam fama na Broadway. Nicole Kidman não tem hipóteses na minha opinião. Marion (se juntar a uma boa interpretação em Public Enemies) não sei não... Kate Hudson e Fergie podem surpreender. A primeira porque pode ser que (finalmente) esteja de volta aos grandes papéis. A segunda porque, bem, é uma estrela musical a tentar um esticão no cinema - se correr bem (tal como no caso de Mariah Carey, outra possibilidade em Precious, que já disseram que estava realmente excelente no papel) pode ser uma surpresa. No entanto, Judi Dench está dentro. Famosa e querida em Hollywood, muito versátil, tem sido quase sempre nomeada uma vez a cada dois anos desde 1997 (quando repararam nela pela primeira vez) e esta personagem dá que falar. Penélope tem um GRANDE handicap: venceu esta categoria o ano passado. De qualquer forma, como aparentemente agora em Hollywood é BOM amar Cruz e se ela conseguir ombrear com a performance de Jane Krakowski na Broadway com esse papel... temos candidata.

Quanto às outras... Quando Kathy Bates tem um papel interessante e digno de nomeação, é nomeada. Será este papel suficiente? Se calhar acredito mais nela que em Pfeiffer. Melanie Lynskey não é muito conhecida mas dizem que o papel dela é fulcral no desenrolar de The Informant. Se conseguir focar atenções nela, pode ser nomeada. Cannes não gostou muito de Imelda Staunton em Taking Woodstock. De qualquer forma, raramente Cannes gosta do que é engraçado. É muito divisivo. Se a Academia gostar do filme, ela será a cabeça da lista das nomeações. É destaque do filme. Já se disse que Shutter Island pode trazer muitas nomeações e tal como nos homens, pode haver divisão de votos entre as mulheres (o que pode fazer com que nenhuma das duas seja nomeada). Emily Mortimer parece ter o melhor papel mas Michelle Williams tem todo o buzz. Eu aposto numa das duas. Agora em qual... Too soon to tell. Falta só falar de The Lovely Bones. A maioria dos críticos acha que Saoirse - faz de Susie, a protagonista no livro - vai tentar uma campanha para actriz secundária porque Peter Jackson tornou os pais (Weisz e Wahlberg) os protagonistas. Eu não acredito (até porque a previ para Melhor Actriz). Mas se assim for, até acho que vai ter mais dificuldades em conseguir uma nomeação. Seria sinal que alteraram muito o livro e talvez o brilho das suas cenas no livro não passe para o filme. E será que a Academia lhe vai dar uma 2ª nomeação com 15 anos? Hmm. Susan Sarandon poderá também estar de volta com este filme. Mas com tanta gente para roubar a atenção (a irmã, o pai, a mãe, todos com mais tempo de ecrã) não sei se será suficiente.

domingo, 31 de maio de 2009

Previsões Óscar: Melhor Actor Secundário


Continuando a série de previsões para a cerimónia dos Óscares de 2010... Já falámos de Melhor Actor e Melhor Actriz, vamos agora à categoria de Melhor Actor Secundário.


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO (Best Supporting Actor)


Mark Ruffalo, Shutter Island
James McAvoy,
The Last Station
Peter Saarsgard (Alfredo Molina), An Education
Kodi Smith-McPhee,
The Road
Matt Damon, The Human Factor

Ben Kingsley/Jackie Earle Haley, Shutter Island
Stanley Tucci,
The Lovely Bones
Liev Schreiber/Émile Hirsch,
Taking Woodstock
Richard Kind, A Serious Man
Christian Bale, Public Enemies

Tobey Maguire, Brothers
Richard Gere/ Ewan McGregor, Amelia



Bom. Shutter Island é capaz de ser GRANDE. Mesmo Grande. Tem Scorcese, um elenco com muita qualidade e é um filme ao estilo da Academia, mexe com os temas que mais lhes interessam. E depois porque estreia naquele maravilhoso mês de Dezembro e isso é o que interessa aos membros da AMPAS com mais de 40 anos... Enfim. Dos actores secundários de Shutter Island - e há muitos, tal e qual as actrizes - o que tem melhores hipóteses é Mark Ruffalo. Seja porque já merece uma honra destas pela carreira preenchida e multifacetada que tem, pautada por talento e dedicação aos papéis, quer seja porque é o papel mais apetecível, quer seja porque é mais famoso que Earle Haley que é a outra grande possibilidade. Ben Kingsley é mais remoto mas ainda assim há que considerar: vencedores de Óscar são sempre estrelas bem-vindas ao Kodak Theatre de novo. Depende do buzz de cada um e da performance. Quem mais tempo conseguir roubar, é quem mais chances tem de ser nomeado.

O papel de Kodi Smith-McPhee é muito, muito interessante. Pelo que sei do livro e pelo que parece de quem já viu o filme antes de ele ir para pós-produção, ele é excelente no papel. E tem grande química com Viggo Mortensen, o Pai na história, o protagonista. Se tudo correr bem, estará no Kodak em Fevereiro. Basta que o filme consiga ter sucesso - se sim, acho que tem um pé lá dentro. Se o filme não conseguir impressionar (filmes de 2008 que são adiados e tal de vez em quando perdem o comboio, o buzz vai-se...), tenho dúvidas. De qualquer forma, já em 2008 apostava nele como actor secundário e mantenho-me na mesma em 2009.

Matt Damon vai ter um grande ano - em perspectiva, pelo menos para já, parece um excelente ano. Dois papéis principais, ambos lhe podendo valer uma nomeação para melhor actor - Green Zone e The Informant - e um papel secundário no filme mais Oscar-y do ano: The Human Factor, o biopic político com Morgan Freeman a fazer de Nelson Mandela e com Eastwood a realizar. Matt Damon faz de François Piennar (pessoa real: +1000 pontos aos olhos da Academia), tem uma parcela considerável de tempo de ecrã (fundamental para um actor secundário), tem uma carreira respeitada (um Óscar ganho pelo argumento de Good Will Hunting, vários papéis de relevo) e um único senão: a Academia pode considerar que Pienaar não é um papel secundário e sim principal e tendo em consideração uma dupla de protagonistas, Mandela/Pienaar, parece-me que Damon perde para Freeman à grande e à fartazana. Se tudo correr bem e a campanha for correcta, Damon terá esta nomeação seguríssima.

James McAvoy está num filme que ainda é uma incógnita. Se for bom, Plummer e McAvoy podem ter os dois boas possibilidades de chegar ao Kodak. Se não for... Não sei. A verdade é que McAvoy tem-se vindo a solidificar ao longo dos últimos anos - The Last King of Scotland e Atonement não lhe valeram uma nomeação não sei porquê, em ambos foi fenomenal, em ambos foi actor principal - o que serve de justificação para não ter sido nomeado em nenhum dos casos... Bom. Em The Last Station, será que o papel é bom o suficiente para lhe dar a nomeação que já merece? E o tempo de ecrã? Esperemos para ver.

Alfredo Molina e Peter Saarsgard são «jogadores de reserva» em An Education, o filme que desde o início da Primavera tem posto toda a gente a falar. Se tudo correr bem e o público responder, pode ser um dos grandes sucessos do ano e além de conseguir talvez sacar uma nomeação para Carey Mulligan, pode arranjar outra nomeação para um (ou para os 2, nunca se sabe) destes actores. Peter Saarsgard tem o papel mais interessante e até mais tempo de ecrã, mas diz-se que Alfredo Molina é quem torna o filme mais interessante - que é o principal objectivo de um actor secundário, acrescentar algo ao filme. Qualquer um dos dois já merece ser nomeado. A ver se pelo menos um deles estará na gala.

Stanley Tucci é o assassino da história de The Lovely Bones e se há papel secundário nessa história que é capaz de uma nomeação, é esse. O problema do filme é que não sabemos muito bem como vai ser adaptado o livro. É que no livro, Susie (o papel de Saoirse) e Jack (o pai de Susie, papel de Mark Wahlberg) são os protagonistas. Abigail (papel de Rachel Weisz), Lindsey, Avó Lynn (papel de Susan Sarandon) e Harvey (papel de Stanley Tucci) são os secundários. Mas nunca se sabe como as coisas ficam depois. De qualquer das formas, assassinos, pedófilos, loucos, etc. soam sempre bem aos ouvidos dos membros da Academia. Se o filme for bom, é capaz de ser um dos que mais hipóteses tem desse filme de ser nomeado.

Ewan McGregor e Richard Gere são, na minha opinião, possibilidades remotas. Ewan e Richard nunca foram nomeados (não sei porquê, na verdade - Moulin Rouge e Pretty Woman deviam chegar, não? Há alguns nomeados que pelo amor de Deus, por isso...) e talvez também não seja num filme em que Hilary Swank, como Amelia Earhart, concentra todas as atenções. No entanto, se o filme for um sucesso estrondoso, pode ser que a Academia comece a olhar de facto para um destes dois actores que são, no fim de contas, muito respeitados em Hollywood.

Christian Bale era suposto ser um dos protagonistas - o outro é Depp - do novo filme de Michael Mann, Public Enemies. Mas diz quem o viu que Bale não terá grandes hipóteses em conseguir uma nomeação para melhor actor, mas que com uma campanha incisiva como actor secundário pode ter sucesso. O papel é excelente, o tempo de ecrã é mais que muito, vai depender agora de como os membros da AMPAS olharem para ele (ele já merecia uma nomeação mas tem passado ao lado sempre, mesmo com papéis ao género dos que eles gostam) - se o virem como actor secundário no filme tem grandes chances - e vai depender ainda da recepção do público ao filme (com Depp, Bale e Cotillard e ainda com Channing Tatum e Crudup, duvido muito que o filme falhe nas bilheteiras). Outro dos problemas é se Crudup e até Tatum terão hipóteses também de uma nomeação. Com divisão dos votos, as coisas podem ficar complicadas.

Diz-se que a nova comédia dos irmãos Coen é genial. E se for bem recebida, pode valer a Richard Kind a nomeação. Papéis comédicos não são muito bem sucedidos para Melhores Actores mas na categoria de actor secundário temos visto alguns aparecerem - e alguns bem ortodoxos (ex: Robert Downey Jr. em Tropic Thunder o ano passado). Kind tem talento, é um "character actor" sólido, de confiança, que impõe respeito. Se o papel corresponder... Temos nomeado.

Para Tobey Maguire se safar com Brothers (diz-se que o filme é muito bom), a química entre ele, Natalie Portman e Jake Gylenhaal tem de ser estupenda e além disso tem de ter tempo de ecrã suficiente para se mostrar. E esperar que a Academia goste do filme E que consiga discernir bem quem é que é actor secundário, principal, etc., que as bilheteiras gritem SUCESSO e que a Academia o tenha em consideração na altura da escolha (o filme já estreia naquele período fantástico de Novembro/Dezembro com 1001 filmes a estrear ao mesmo tempo e ninguém me diga que vê 1000 filmes nessa altura, que é mentira. Portanto... O papel é de facto fantástico mas muitos factores estão em jogo.

Liev Schrieber e Émile Hirsch estão no novo filme de Ang Lee, Taking Woodstock. Pelo que se viu do trailer e de Cannes, o filme não ficou muito bem visto. Parece muito longe daquilo que Ang Lee consegue fazer e além disso é muito leve, muito solto, muito difícil de ser levado a sério. De qualquer forma, se alguém tem hipóteses de ser nomeado nesse filme, é um destes dois (ou Imelda Stauton, de quem a Academia gosta). Émile é sempre bom, mas acho que ainda não é este papel que o pode levar à nomeação (apesar de dois bons esforços em Milk e principalmente em Into The Wild - por este devia ter sido nomeado!) Liev Schrieber tem vindo a solidificar a sua posição em Hollywood e a ganhar o respeito dos seus pares. Bom e além disso, aparece muito bem (em Cannes foi o único a dar mesmo nas vistas) num registo que não é normalmente o seu. Há que ficar atento a esta possibilidade.