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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Previsões Emmy

E cá estou de volta (esperemos que sábado de vez...)!

Antes de mais, congratular a D. Sara por um excelente liveblogging do Tour, que eu tenho acompanhado pontualmente (não tenho tido tempo...)

A ver se tempo tenho hoje ainda para fazer mais algum post (provavelmente já não, vou completar os meus prémios TV - faltam as categorias de drama - até sábado) mas o que me traz cá agora são as minhas previsões para os EMMY 2010.

São anunciados amanhã às 5h30 locais (13h30 de cá, se quiserem acompanhar dirijam-se a
este sítio) pelo Presidente da Academia das Artes e Ciências Televisivas (ATAS), acompanhado este ano por Sofia Vergara (Modern Family) e Joel McHale (Community) - o que augura bom pronúncio para eles porque há já alguns anos para cá os anunciadores dos nomeados são sempre nomeados também.

A cerimónia propriamente dita decorrerá no final de Agosto e será aqui narrada em live-blogging pelo vosso dear Jorge (eu).


Vamos lá às previsões (vou tentar conter-me nas palavras):


MELHOR SÉRIE - DRAMA
Breaking Bad
Damages
Dexter
Lost
Mad Men
The Good Wife


Alternativas: House, M.D.; 24

Explicação: 'Breaking Bad', 'Dexter' e 'Mad Men' são indiscutivelmente dos melhores dramas da televisão hoje em dia e as temporadas que passaram são mais fortes do que as que as precederam, que garantiram a nomeação a estas três séries o ano passado. De resto: 'Damages' parece ser do agrado da Academia, que o tem sempre nomeado (além do bónus que é ter Glenn Close como protagonista) e agora, com o seu fim prenunciado, muito provavelmente não falha a lista; Lost ganhou uma nomeação por uma temporada bem aquém do expectável e ganhou mais 2 nomeações ao longo das suas primeiras cinco temporadas, tendo ganho uma e portanto, com a série a chegar ao fim, não vejo como é que possa ser ignorada na lista. Numa categoria que é normalmente de 6 (o ano passado foi excepcionalmente de 7 nomeados, coisa que não me parece que vá acontecer este ano), sobra um lugar, que deverá ir para um "procedural". 'House M.D.' tem quatro nomeações, tendo começado a ser nomeado na sua segunda temporada, mas com a queda cada vez mais pronunciada de qualidade, parece-me que está na altura de ser substutuído pelo drama da CBS 'The Good Wife' que ganhou à sua protagonista Julianna Marguiles o Globo de Ouro e o SAG e que arrancou fascinantes críticas pela sua temporada de estreia. Claro que a nostalgia também pode ajudar a que '24' seja pela última vez nomeado nos Emmys mas não contem muito com isso.

Hipóteses mais remotas: Treme; Sons of Anarchy; Friday Night Lights; Justified; True Blood



MELHOR SÉRIE - COMÉDIA
30 Rock
Curb Your Enthusiasm
Glee
How I Met Your Mother
Modern Family
The Office


Alternativas: Entourage; The Big Bang Theory

Explicação: As novas comédias e cabeças de corrida ao prémio 'Glee' e 'Modern Family' juntam-se ao tricampeão em título '30 Rock', estando as suas nomeações asseguradas (só se 'Glee' for menosprezado em todas as categorias pela Academia, o que não consigo ver acontecer). 'The Office' tem sido sempre nomeado desde a sua segunda temporada e numa das suas melhores temporadas de sempre, não consigo ver a escapar-lhes uma nomeação. Apesar do péssimo ano que teve, 'How I Met Your Mother' deve ganhar a 'The Big Bang Theory' um dos lugares entre os nomeados (embora não me surpreenda se for Big Bang o nomeado em vez de Mother), porque é uma série muito mais ao estilo das que a Academia gosta. E claro que a reunião de Seinfeld quase que carimbou a nomeação do cinco vezes nomeado 'Curb Your Enthusiasm'. Da categoria devem sair Entourage e Weeds, em queda livre autêntica e a surpresa do ano passado, Family Guy, que não deverão, à partida, repetir nomeações.

Hipóteses mais remotas: Community; Cougar Town; Family Guy; Parks and Recreation



MELHOR ACTOR - DRAMA
Simon Baker, The Mentalist
Bryan Cranston, Breaking Bad
Michael C. Hall, Dexter
Jon Hamm, Mad Men
Hugh Laurie, House M.D.
Kiefer Sutherland, 24


Alternativas: Krause (Parenthood), Olyphant (Justified)

Explicação: Pouco a dizer aqui. Cinco grandes interpretações em cinco séries de sucesso, não consigo ver Laurie, Hamm, Hall e Cranston a não serem nomeados e especialmente Baker, que soou a surpresa o ano passado, mas que este ano, com uma temporada ainda melhor e com melhores audiências (média de 15 milhões), há-de repetir a nomeação. A última vaga eu dei a Sutherland, prevendo o pior, uma vez que sendo a última temporada de '24' se houver nostalgia para com a série é aqui que ela vai recair.

Hipóteses mais remotas: Chandler (Friday Night Lights), Fox (Lost), Leary (Rescue Me)



MELHOR ACTRIZ - DRAMA
Glenn Close, Damages
Mariska Hargitay, Law & Order: SVU
January Jones, Mad Men
Evangeline Lily, Lost
Julianna Margulies, The Good Wife
Kyra Sedgwick, The Closer


Alternativas: Field (Brothers and Sisters); Hunter (Saving Grace)

Explicação: Close, Hargitay e Sedgwick vão de certeza voltar a ser nomeadas. A elas se junta Margulies que já ganhou Emmys pela sua personagem em ER e que já ganhou o Globo de Ouro e o SAG à custa de The Good Wife, daí que não vejo porque não a considerar uma das candidatas à vitória. Faltam dois lugares e com a despromoção de Moss para actriz secundária e com a extraordinária temporada de January Jones, é quase impossível que a ignorem (de novo!). Para o último lugar eu vou, já que é para tirar à sorte, com alguém nunca nomeado (não percebo como também) e que pode beneficiar da sua série ter chegado ao fim e da última temporada girar em torno dela: Evangeline Lily, por Lost. Claro que Sally Field ou Holly Hunter podem voltar a ser nomeadas (até é mais provável), ou mesmo Sagal (que fez uma campanha feroz), mas resolvi apostar nela.

Hipóteses mais remotas: Leo (Treme); Paquin (True Blood); Sagal (Sons of Anarchy); Britton (Friday Night Lights)



MELHOR ACTOR - COMÉDIA
Alec Baldwin, 30 Rock
Steve Carell, The Office
Larry David, Curb Your Enthusiasm
Joel McHale, Community
Jim Parsons, Big Bang Theory
Tony Shalhoub, Monk


Alternativas: Morrison (Glee); Jane (Hung)

Explicação: Baldwin, Carell, Shaloub e até Parsons parecem seguros. Larry David tem a benesse da sua série 'Curb Your Enthusiasm' ter imensos fãs, o que certamente ajuda na altura de votar. Claro que a perda de Clement e Sheen ajuda também, daí que eu ache que um dos novatos vai conseguir o último lugar, qual deles não sei. Claro que toda a gente (e eu também devia) aposta em Morrison mas eu vou por aquela história de que os apresentadores dos Emmy são sempre nomeados (além de que eu acho que Glee vai ser muito mais ignorado do que as pessoas julgam...) e escolho McHale em vez de Morrison.

Hipóteses mais remotas: Duchovny (Californication); Sheen (Two and a Half Men); Levi (Chuck); Radnor (How I Met Your Mother)



MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA
Toni Collette, United States of Tara
Edie Falco, Nurse Jackie
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, The New Adventures of Old Christine
Lea Michele, Glee
Mary-Louise Parker, Weeds


Alternativas: Cox (Cougar Town); Poehler (Parks and Recreation)

Explicação: Quase que quis meter Courteney Cox e Amy Poehler no lugar de Parker e Louis-Dreyfus, mas o seu peso e história na Academia não mo permitem. Ambas já ganharam e ambas foram sempre nomeadas em todas as temporadas da sua série e mesmo que num caso tenha acabado e no outro tenha perdido imensa qualidade, não consigo excluí-las. Por isso mesmo é que acho que se alguém tiver que sair, vai ser Lea Michele, embora eu espero sinceramente que não. Isto porque Fey, Falco e Colette estão seguríssimas e prontas para lutar pela vitória.

Hipóteses mais remotas: Heaton (The Middle); Ullman (State of the Union); Silverman (The Sarah Silverman Program); Applegate (Samantha Who)



MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - DRAMA
Michael Emerson, Lost
John Goodman, Treme
Terry O'Quinn, Lost
Aaron Paul, Breaking Bad
Martin Short, Damages
John Slattery, Mad Men

Alternativas: Scott (Damages); Noth (The Good Wife)

Explicação: Estou a reparar que estou a encurtar progressivamente as explicações. Enfim. Aaron Paul e John Slattery foram nomeados-surpresa aqui o ano passado mas este ano, com uma temporada ainda melhor em cima deles, não me surpreenderá se segurarem as suas posições (se bem que eu prefiro Kartheiser a Slattery mas enfim...). Martin Short foi a revelação do ano em Damages e por isso não será um choque vê-lo nomeado e juntar-se aos dois cabeças de corrida, vencedor antigo O'Quinn e recente vencedor Emerson de Lost. O último lugar será para algo surpreendente e eu aposto que virá ou de Treme, Damages ou de The Good Wife. Caiu no primeiro porque a série parece que está aí para as curvas e há-de ganhar mais nomeações ainda no futuro. E além disso, John Goodman é querido pelos Emmys.

Hipóteses mais remotas: Holloway (Lost); Kartheiser (Mad Men); T. Nelson (Parenthood); Charles (The Good Wife)



MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - DRAMA
Christine Baranski, The Good Wife
Rose Byrne, Damages
Elisabeth Moss, Mad Men
Sandra Oh, Grey's Anatomy
Chlöe Sevigny, Big Love
Chandra Wilson, Grey’s Anatomy


Alternativas: Hendricks (Mad Men); Alexander (Treme)

Explicação: Chandra Wilson, Sandra Oh e Rose Byrne estão provavelmente aqui para ficar e estarão, à partida, seguras. Chlöe Sevigny, que ganhou o Globo de Ouro este ano, é uma wild card, mas com a sua série a surgir o ano passado de repente na categoria de Melhor Série - Drama, não me admiraria de ver o seu nome na lista. De resto, Elizabeth Moss irá ganhar com certeza esta categoria, depois de se auto-despromover de protagonista para secundária para dar espaço a Jones para ser nomeada e a ela se deve juntar Baranski, também uma favorita dos Emmy e que está numa série que brilhou bem alto nesta temporada televisiva.

Hipóteses mais remotas: Goodwin (Big Love); Potter (Parenthood); Flockhart e Griffiths (Brothers and Sisters)



MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - COMÉDIA
Ty Burrell, Modern Family
Jon Cryer, Two and a Half Men
Neil Patrick Harris, How I Met Your Mother
Tracy Morgan, 30 Rock
Eric Stonestreet, Modern Family
Rainn Wilson, The Office


Alternativas: O'Neill (Modern Family); Piven (Entourage)

Explicação: Esta categoria tem quatro nomeados seguríssimos (Patrick Harris, provavelmente na altura de vencer mas que irá perder MAIS UMA VEZ; Burrell; Stonestreet; Wilson) e um que é quase certo - Tracy Morgan ou Jon Cryer, não me parece que os dois saiam da categoria este ano e para mim até é quase certo que os dois fiquem. Isto sobra um lugar (se considerarmos que um deles sai, que eu não acho que acontecerá), que pode ir para Jeremy Piven, quatro vezes campeão e que o ano passado saltou fora do barco por causa dos múltiplos escândalos em que se envolveu, ou então para Ed O'Neill de Modern Family ou para Jack McBrayer, também nomeado o ano passado. Alguma surpresa que possa surgir? Não me parece, embora a dupla de Community, ou a dupla de Parks and Recreation ou a dupla de Glee possa aparecer. Mas não creio.

Hipóteses mais remotas: Monteith e Colfer (Glee); Offerman (Parks and Recreation); Chase (Community); Krasinski (The Office)



MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - COMÉDIA
Julie Bowen, Modern Family
Jane Krakowski, 30 Rock
Jane Lynch, Glee
Sofia Vergara, Modern Family
Kristen Wiig, Saturday Night Live
Vanessa Williams, Ugly Betty


Alternativas: Hynes (Curb Your Enthusiasm); Fischer (The Office)

Explicação: Quase que podia dizer que não há alternativas. Esta é a categoria que mais certezas me dá. A única (semi) surpresa seria a exclusão de Krakowski (que é possível) para incluir Fischer ou Adams e qualquer uma das trocas me satisfaria imenso. Não ia gostar tanto se saísse Krakowski para entrar Cheryl Hynes mas essa é também definitivamente uma possibilidade. Agora que penso, também acho que Williams não está segura mas com o fim de Ugly Betty é capaz de dar nostalgia aos membros da Academia e segurá-la ali (e até ganhar, quem sabe?).

Hipóteses mais remotas: Adams (Hung); Perkins (Weeds); Weever (Nurse Jackie); Brie (Community)


Enfim... Fiquem atentos amanhã que colocarei as nomeações.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Prémios TV 2009-2010 - Parte 1: Comédia

No seguimento das revisões das temporadas das séries que acompanho, acho apropriado hoje (finalmente, eu sei!) anunciar os meus nomeados para os melhores da televisão em 2009-2010. Como chamar a estes prémios? Bem, que tal os MUNDO PERDIDO AWARDS? Enfim, não importa... Só vou atribuir prémios às categorias 'major' e a uma categoria que criei de propósito para uma série (Glee).

Vamos primeiro às categorias de comédia:

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - COMÉDIA

Finalistas:
Scott Adsit, 30 Rock
Aziz Ansari, Parks and Recreation
Chris Colfer, Glee
John Krasinski, The Office
Rico Rodriguez, Modern Family

John Krasinski teve a melhor temporada de sempre em The Office, que incluiu o seu casamento e o nascimento do seu filho com Pam. Rico Rodriguez é ainda um pré-adolescente mas já faz comédia como os adultos. Em Modern Family, cada fala dele é de génio. Chris Colfer é o actor que mais balançou entre o drama e a comédia em Glee e tornou as suas storylines ponto fulcral da série. Tudo o que Aziz Ansari diz é engraçado. E Parks and Recreation fica a ganhar com isso. Por último, Scott Adsit pode até ser dos actores do elenco de 30 Rock com menos tempo de antena mas é o que o aproveita melhor. Quando eu me lembro do episódio em que ele se quis vingar da Jenna... So funny.

Nomeados:

Ty Burrell, Modern Family - #2

O pai mais desvairado que eu alguma vez conheci. Mas também o mais divertido. Com ele, tem-se entretenimento à grande, sempre.

Neil Patrick Harris, How I Met Your Mother

Como já é hábito, Barney Stinson voltou a reinar em How I Met Your Mother. Ele que começou a série comprometido (!).

Nick Offerman, Parks and Recreation - #3

Só o bigode já nos faz sorrir. Mas quando Ron Swanson abre a boca e nos deita aqueles lirismos cheios de sabedoria, é demais. Não podemos conter o riso.

Eric Stonestreet, Modern Family - #1

O cómico com mais versatilidade da televisão. Em Modern Family, o gay Cameron mete-se num chorrilho de sarilhos e só mesmo a humanidade que o actor trouxe à personagem nos podem levar a perceber o que vai na cabeça daquele homem.

Michael Urie, Ugly Betty

Mais recatado esta temporada, o sempre excelente Michael Urie conseguiu ser o elo de união das personagens da série e ainda deu um empurrão para ajudar Justin a ser feliz.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - COMÉDIA

Finalistas:
Jane Adams, Hung
Alison Bree, Community
Jane Krakowksi, 30 Rock
Busy Philips, Cougar Town
Vanessa Williams, Ugly Betty


O que é que podia ser mais hilariante para uma série sobre prostituição masculina que uma "pimp" (chula) do mais desorganizado que há, com um aspecto horroroso e com um ar tresloucado, que passa a vida a fazer disparates? Grande intepretação de Jane Adams. Já se sabe que todo o elenco de Community é um pouco doido, mas Allison Bree levou a sua nerd a um nível de graça que só cabe aos melhores. Vanessa Williams continuou a espalhar terror em Ugly Betty até a sua Wilhelmina terminar triunfantemente onde sempre quis estar: como editora da MODE. Finalmente, Busy Philips conseguiu pegar no estereótipo da loira burra com alto corpo e transformá-la uma personagem estilizada, com um grande sentido de humor e nada, mas mesmo nem um pouco, "dumb" (ingénua, talvez).


Nomeadas:



Julie Bowen, Modern Family

O trabalho mais desvalorizado de Modern Family. Aqui tanto podia estar as actrizes que fazem de suas filhas, Haley e Alex, mas a verdade é que, tendo sido obrigado a rever alguns episódios para me decidir, reparei a qualidade inata de comédia subtil de Bowen. As suas cenas são sempre do mais hilariante que há e a personalidade "frisky" que ela dá à sua mãe de família torna-a uma das melhores actrizes de comédia que eu vi no passado ano.

Jenna Fischer, The Office

O coração de The Office, Jenna Fischer teve esta temporada finalmente algumas storylines para brilhar. O episódio "Niagara", em que se casou, foi em particular do melhor que esta bela actriz consegue fazer quando lhe dão histórias dignas do seu papel na série.

Jane Lynch, Glee - #1

Claro que por muito que eu goste das minhas outras 4 nomeadas, toda a gente sabe quem já venceu. Jane Lynch elevou Glee para um patamar bem alto e a sua comédia seca ("sour") é o complemento ideal ao fino equilíbrio entre o drama e a comédia que a série gosta de aplicar. Além do mais, as piadas dela são de partir o coco a rir.

Aubrey Plaza, Parks and Recreation - #3

Se houve alguém do elenco de Parks and Recreation que este ano se relevou, esse foi Aubrey Plaza. De uma personagem com pouquíssimo valor na primeira temporada da série, tornou-se para mim fundamental ouvi-la durante esta segunda temporada. São as expressões, são as one-liners... Ela faz rir só com os olhos!

Sofia Vergara, Modern Family - #2

Se alguma vez alguém me dissesse que íamos ter na televisão uma latina "sassy" numa série de comédia que NÃO representa qualquer estereótipo contra os latinos, eu diria que me estavam a gozar. Mas não. O estilo comédico de Sofia Vergara e depois o seu aspecto e expressividade corporal fazem o resto. Demais.


MELHOR ACTOR - COMÉDIA

Finalistas:
Steve Carell, The Office
David Duchovny, Californication
Joel McHale, Community
Matthew Morrison, Glee
Josh Radnor, How I Met Your Mother



Josh Radnor foi dos poucos que se salvou em How I Met Your Mother e apesar de alguns dos episódios terem mostrado um Ted cada vez mais pascácio, outros mostraram-nos o verdadeiro génio comédico deste actor. Haverá actor mais perfeito para o papel de Will Schuester que Matthew Morrison? Não me parece. É um papel feito à medida certíssima do actor. Joel McHale é a estrela de Community e o seu jeito de fazer comédia, discreta mas fulminante, é uma das razões que me levou a ver Community. David Duchovny/Hank Moody continua mais louco a cada dia que passa. E o mesmo se passa com o Michael de Steve Carell, que no meio da loucura conseguiu surpreendentemente ser a voz da razão e arranjou tempo para se fazer à vida e se tornar independente da Dunder Mifflin.


Nomeados:

Alec Baldwin, 30 Rock - #2

Por alguma razão ele vai a caminho do quarto Emmy consecutivo. Brilhante na sua arrogância e superioridade, excelente nos momentos de fragilidade. O seu Jack Donaghy é um ícone da televisão.

Jay Harrington, Better Off Ted - #1

A melhor interpretação na melhor série de comédia menos vista de sempre. E ainda por cima não é a única intepretação de lá que merece elogios. Enfim.

Zachary Levi, Chuck

Continuamente a ver desvalorizada a sua interpretação, Zachary Levi nunca esconde as forças e as falhas de Chuck e dá humanidade e humor a uma personagem que, de outro modo, seria facilmente aborrecido.

Thomas Jane, Hung - #3

Um prostituto masculino com atitude. Atitude demais, diria. Mas a riqueza de Thomas Jane trouxe ao background da personagem é de louvar.

Jim Parsons, The Big Bang Theory

No mundo dos loucos, ele é o maior. Os 'nerds' andaram ainda mais à solta esta temporada, a maioria das vezes com resultados imprevisíveis.


MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA

Finalistas:
Toni Colette, The United States of Tara
Portia De Rossi, Better off Ted
Julia Louis-Dreyfus, The New Adventures of Old Christine
Lea Michele, Glee

Yvone Strahovski, Chuck

Chuck é das minhas séries favoritas. Muito contribui para isso a ENORME prestação de Strahovski que eu até acho que devia ter contado no top5. Lea Michele está gradualmente a ganhar reputação como "star" pela sua interpretação "diva"-like em Glee. Louis-Dreyfus tem o azar de ter uma série que não tem metade do talento que ela tem para nos fazer rir. E como disse, Better Off Ted não tem só o excelente Jay Harrington pois Portia De Rossi também tem uma performance genial. E finalmente, Toni Colette, a vencedora do Emmy o ano passado (merecido, até) volta este ano a meter-se à baila com os seus 'alters', descobre um 'alter' novo, arranja mais confusões com os vizinhos e com a família e descobre mais segredos do passado. Credo.


Nomeadas:



Courteney Cox-Arquette, Cougar Town

A comprovar tudo aquilo que já sabíamos que ela tinha quando era Monica em Friends: versatilidade, graça, bom-humor, divertimento mas sobretudo um timing genial para one-liners e zingers. Além de estar numa série que acabou em alta a 1ª temporada.

Edie Falco, Nurse Jackie - #2

Se ela não ganhar o Emmy este ano, o mundo está perdido. Ela foi assim TÃO boa. Ao nível da sua Carmela Soprano.

Tina Fey, 30 Rock - #3

Se 30 Rock manteve a sua qualidade ao longo desta temporada algo complicada, foi por causa de Tina Fey (e de Alec Baldwin). A sua Liz Lemon continuou envolvida em 1001 peripécias mas ela tem uma forma tão fantástica de conferir originalidade a cada situação que atravessa que uma pessoa nunca sabe o que vem a seguir.

Eva Longoria Parker, Desperate Housewives

Este lugar era de Lea Michele até eu rever a temporada de Desperate Housewives e de escolher as 20 cenas que mais gostei da temporada e de ver que 15 das 20 eram desta senhora. Eva Longoria Parker, que sempre foi a Dona de Casa Desesperada que o público - e a crítica - mais desprezaram, foi quem mais brilhou este ano na série. Ela é uma expert na arte de fazer rir - bem como a sua personagem, Gabriella. Aliás, eu acho que secretamente a personagem está a gozar connosco, tal são os problemas em que se mete.

Amy Poehler, Parks and Recreation - #1

Se eu mandasse, ela já tinha o Emmy. Como não mando, deve ir para Edie Falco ou para Toni Colette ou Tina Fey. De uma primeira temporada onde eu já tinha adorado o trabalho dela, passa para uma segunda temporada ainda mais forte. A Leslie é a coisa mais ingénua e pateta que eu já vi - e no entanto a actriz confere-lhe uma credibilidade que até me faz ter pena dela de vez em quando. Que grande interpretação.


E agora... A categoria máxima.

MELHOR SÉRIE - COMÉDIA

Finalistas:
The Big Bang Theory
Hung
30 Rock
Ugly Betty
The Office



Nomeados:


Better Off Ted
Cougar Town
Chuck
Glee - #2
Modern Family - #1
Parks and Recreation
- #3


Um dos melhores anos em comédia de sempre: NBC com cinco boas comédias (Community, 30 Rock, The Office, Chuck, Parks and Recreation), ABC com seis (Cougar Town, Modern Family, Better Off Ted, Desperate Housewives, Ugly Betty, Scrubs), FOX com três (Family Guy, Glee, The Simpsons), CBS com três (cinco se contarem com Two and a Half Men e Rules of Engagement a juntar a New Adventures of Old Christine, The Big Bang Theory e How I Met Your Mother), HBO com três (Hung, Bored to Death e Curb Your Enthusiasm) e Showtime com cinco (Californication, The United States of Tara, Nurse Jackie e Weeds, Secret Diary of a Call Girl).

As seis comédias que eu escolhi para meus nomeados são do melhor que se faz em televisão e ao mesmo tempo são as 6 bastante diversas: comédia intimista sobre um grupo de estudantes, todos completamente diferentes, que se farta de cantar bem(Glee), comédia laboral do mais absurdo que há (Parks and Recreation), comédia de humor subtil (Better Off Ted), comédia familiar excelentemente feita e representada, além das situações serem do mais caricato e usual do dia-a-dia de cada um de nós (Modern Family), comédia para a demográfica dos 40 para cima, que tipicamente retrata a crise de meia-idade de uma quarentona que não se imagina como "cougar" (Cougar Town) e comédia de acção cheia de momentos cómicos (Chuck).


Falta agora só a(s) categoria(s) extra...


MELHOR MÚSICA - GLEE




'And I Am Telling You' e 'Beautiful' - Amber Riley
'Don't Rain on My Parade' - Lea Michele
'Don't Stop Believing' - New Directions
'Dream On' - Neil Patrick Harris, Matthew Morrison
'Hello' - Jonathan Groff, Lea Michele
'Like a Prayer' - New Directions

MELHOR CENA MUSICAL - GLEE



'Halo/Walking on Sunshine' e 'It's My Life/Confessions Part II' - New Directions
'Keep Holding On' - New Directions
'Lean On Me' - New Directions
'To Sir, With Love' - New Directions
'Total Eclipse of The Heart' - Lea Michele, Jonathan Groff, Cory Monteith, Mark Salling
'Vogue' - Jane Lynch, Chris Colfer, Amber Riley


(os vencedores destas categorias estão no vídeo via YouTube)

E fim. Continuem por aí que em breve devem surgir os meus premiados para Drama e a continuação da minha revisão das temporadas.


domingo, 2 de maio de 2010

Manifesto - Glee!

Venho aqui falar-vos da série revelação do ano. Aliás, isto não só é uma reflexão, uma crítica, é também um sincero manifesto de apoio incondicional a uma das melhores séries de televisão de sempre, por muito 'queer' que possa ser (que é, eu admito, mas não é por isso que deixo de não adorar a série), por muitas falhas que possa ter, é uma série que eleva o que todos temos de bom, que nos ensina que todos somos iguais, todos temos qualidades e defeitos, todos temos um dom, todos temos que aproveitar a vida. Tal como a série se auto-define, «the comedy for the underdog in all of us».

Além disso, tem números musicais plenos de magia e interpretações dignas de autênticas lendas musicais, um elenco magnífico, unido, coeso, que se nota que se diverte em cada cena, actuações excepcionais (em particular de Lea Michele, Matthew Morrison, Jayma Mays e Jane Lynch, todos com reais possibilidades de serem nomeados e vencerem prémios no futuro próximo), cenas de intensa profundidade emocional bem misturadas com gloriosos momentos comédicos e lições para toda a vida.

Vai ainda na sua primeira temporada mas já conquistou milhões de fãs. Foi das séries que mais cedo chegou a Portugal - demorou 3 meses até que a Fox Life começasse a transmitir a série e agora a TVI também a passou a transmitir aos sábados à tarde.

Falo, claro, de GLEE. Depois de todos estes argumentos a favor da série, pouco mais há a dizer. Ok, lembrei-me agora de um dos argumentos mais importantes. A série tem o condão de não só dar poder dramático a algumas músicas que não o têm (seja pela cena, seja pela interpretação, seja pelo que devemos tirar da sua aplicação no episódio) como as suas versões das músicas são, muitas vezes, bem melhores.

Não acham que há que dar os parabéns a uma série que transforme músicas triviais e muitas vezes banais como Keep Holding On, Rehab, Mercy, Take a Bow, Bust Your Window, No Air, My Life Would Suck Without You, Smile em verdadeiros hits, que pegue em clássicos como Vogue, Like a Prayer, Hello Goodbye, On My Own, Taking Chances, Don't Rain on My Parade, Don't Stop Believing, Somebody To Love, True Colors, You Can't Always Get What You Want, Imagine ou Jump e os recrie de forma muito original, que pegue em músicas esquecidas como Hello, Alone, Sweet Caroline, Endless Love e nos faça recordar tempos passados, que crie mash-ups tão imaginativos, juntando It's My Life com Confessions Part II, Halo com Walking on Sunshine, ou até Young Girl e Don't Stand So Close To Me?


Por tudo isto, não vejo como é que quem já via a série não a vai amar mais e quem não a via não a passe a ver. É que tem mesmo que ser. ESTOU-VOS A MANDAR VER A SÉRIE, SIM! Aproveitem agora que só ainda vai na primeira temporada.


Ficam aqui algumas músicas a título de amostra (via YouTube, como é óbvio):





Música Perdida

Já vos trouxe 8 das minhas 10 músicas pré-seleccionadas para nomeados para Melhor Canção do Ano, desde "Somebody Else", "The Weary Kind", "Smoke Without Fire", "Help Yourself" até "Down in New Orleans", entre outras.

Hoje, contudo, não vou pegar nelas (hei-de voltar a elas ainda este mês, espero eu). Vou pegar noutra música, uma música que tem andado, inexplicavelmente, na minha cabeça. Muitas vezes. E a culpa é de Glee. É uma música icónica, de um dos maiores cantores de sempre, mas que não é, nem de perto nem de longe, um dos meus favoritos.



Que dizer da canção? "Hello" é a mais bela declaração de amor, retrata toda a multiplicidade de emoções que passam pela nossa cabeça no momento em que nos declaramos, toda a vulnerabilidade de dizer, bem alto, que amamos uma pessoa, a ténue linha a que nos agarramos antes de saber a resposta. E se a resposta é sim, a efusiva celebração do encontro do amor de duas pessoas. Tudo isto temos aqui reunido neste excelente dueto de Lea Michele e Jonathan Groff (Rachel Berry e Jessie St. James), numa cena daquelas que Glee sabe fazer melhor, com a dose certa de ironia e profundidade emocional, uma excelente introdução do personagem de Groff. Além das duas excelentes vozes, é notável a grande química que ambos têm, provavelmente já virá do seu tempo juntos na Broadway.

Enfim. Esta música... Para mim, melhor que o original de Lionel Ritchie. Mas isso já não é novidade. Esta não é a primeira música que Glee torna melhor.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Séries - Fim da primeira metade da temporada


Aproveitando a pausa de Natal/Ano Novo para nos pôr a par das séries (que estão em pausa, pois começa em Janeiro a midseason que nos traz séries como Damages, Breaking Bad, Lost, Burn Notice, entre outras e que põe fim a Dexter, Heroes, Dollhouse, Glee, enfim já perceberam a ideia). O facto é que eu não postei sobre todos os episódios das séries até ao Natal, portanto aqui vão (com mil anos de atraso, por isso peço desculpa):


BROTHERS AND SISTERS

Episódio 9, Pregnant Pause

Mais um daqueles episódios frouxos que tão má fama trazem a Brothers & Sisters. Repleto de discussões, de indecisões, de segredos que são contados ou que não são contados mas que acabam sempre por dar confusão, cheia de gente com boas intenções mas que não ajuda nada. Sinceramente, esta série um dia destes acaba comigo. Neste episódio, Justin descobre que não passou nos seus exames, notícia essa que acumula com os seus problemas de casamento mais a notícia da gravidez de Rebecca. Claro que como menino mimado e mal-educado que é, Justin faz a folha a quase todos os familiares. Já Sarah, também mal-educada e intrometida, resolve mexericar com o romance da mãe. Sem comentários. Nota: C-

Episódio 10, Nearlyweds

Em termos de qualidade, este episódio melhorou em relação aos anteriores, tem alguns bons momentos e tem um final bastante interessante. Abandonou as discussões, trouxe dramas antigos (que tinham qualidade e ainda bem que os estão a explorar) – como o caso de Tommy com a filha e a mulher, a relação entre Robert, Nora e Kitty – e até o cancro de Kitty foi finalmente bem explorado. Nota: B+


DESPERATE HOUSEWIVES

Episódio 9, Would I Think of Suicide?

Finalmente a história começa a cozinhar. O episódio em si não é dos melhores mas a progressão da história faz-me crer que o final da temporada vai ser chocante. Gosto muito da interacção Bree vs. Karl vs. Orson que está para surgir e também os problemas de Lynette com Gabrielle e Carlos. Além do mais, a storyline principal do episódio, a tentativa de suicídio de Katherine para colocar as culpas em Mike e Susan, foi genial. Dana Delany impecável. Nota: B

Episódio 10, Boom Crunch

Só pela forma como a história fica em suspenso até aos próximos episódios, este episódio merecia um A. Como uma boa parte do episódio é irritante, desço a nota. O episódio é claramente previsível de início mas ainda assim gostei muito da forma como todas as histórias ficam em suspenso para o Ano Novo porque nenhuma das situações ficou resolvida. Principalmente a questão: quem é que morreu? Karl, Orson… ou Bree? Nota: B+


30 ROCK

Episódio 7, Dealbreakers Talk Show #0001

A confusão que reinou neste episódio é demasiada para ele fazer qualquer sentido. Liz, Tracy, Kenneth, Jack… Todos pareciam malucos. E talvez fosse essa a ideia do episódio. A storyline principal do episódio era a incapacidade de Liz Lemon para lidar com os seus nervos. Foi então que Jack decidiu presenteá-la e mimá-la como se de uma estrela se tratasse. O plano correu-lhe mal, uma vez que Liz decide então fazer um escândalo qual diva de cinema. Isto tudo enquanto vai manietando também Devin Banks. Confesso, não achei muita piada ao episódio. Nota: B-

Episódio 8, Secret Santa

O melhor episódio da temporada até agora e com a estreia de Julianne Moore. Impecável actuação por parte de todo o elenco, mas simplesmente brutal a interpretação de Scott Adsit como Pete Hornberger. Pete decide castigar Jenna por nunca contribuir para ajudar os mais desfavorecidos e rouba-lhe os cânticos de Natal. Lutz, Frank e Toofer decidem enganar Kenneth para fugir a terem que fazer troca de prendas mas acabam no fim por ser castigados por ele e por Tracy, não sem antes causar uma grande confusão de índole religiosa na cabeça do assistente saloio. Liz e Jack envolvem-se numa hilariante troca de prendas com o auxílio (ou não) do assistente de Jack, Jonathan. Nota: B+


GLEE

Episódio 12, Mattress

Episódio mais fraco de Glee da temporada que começou e terminou de forma muito estúpida. Termina com a desqualificação de Will como director dos New Directions e começa com a necessidade de não tirar uma foto do grupo de Glee. Toda esta storyline vai progredindo de forma muito fastidiosa para um suposto anúncio publicitário em que os miúdos se envolvem, atingindo o seu pico com a descoberta da falsa gravidez de Terri por Will e culminando finalmente, no que foi o melhor momento do episódio (os últimos 10 segundos), com o pessoal popular a rabiscar a foto do grupo. Nota: B-

Episódio 13, Sectionals

Tudo o que está bem acaba bem. Glee terminou em 2009 com um estouro e com um muito bom episódio. Tudo se resolveu, eles ganharam, ultrapassando as outras duas equipas batoteiras, Will deixou a Terri e a Emma deixou o Ken e os dois estão agora juntos e ainda Sue foi despedida mas não sem antes lançar farpas para um próximo duelo. Estão os dados lançados para uma grande segunda metade de temporada. Agora falta esperar por Abril. Nos meus comentários semanais, vou passar a incluir outra série na vez desta (provavelmente Breaking Bad). Nota: B


GOSSIP GIRL

Episódio 11, Treasure of Serena Madre

O melhor episódio da semana vem da série menos suspeita. O episódio de Acção de Graças de Gossip Girl pode mesmo ter sido o melhor episódio de toda a série. Impecável a forma como estabelece a sequência de eventos que nos levam à grande cena do jantar de Thanksgiving em casa de Serena, com mais de 20 (!) convidados e onde estalam mais de 20 (!) discussões diferentes. É depois um prazer ver o desenlace de toda esta confusão. Pela primeira vez, a série conseguiu lançar muito bem todos os seus inúmeros escândalos de uma vez só. Foram sem dúvida os melhores 42 minutos que gastei a ver Gossip Girl. Nota: A-

Episódio 12, The Debarted

Infelizmente, a qualidade esbateu-se um pouco no episódio de Natal, quase inteiramente focado nos problemas de Serena e Chuck. Chuck tem um episódio dickensiano ao ser visitado pelo fantasma do seu pai que avalia a sua capacidade como empresário de sucesso. Finalmente conseguimos ter um pouco de visão sobre as incertezas e confusões que têm atormentado a cabeça de Chuck ultimamente. E podemos ver por que razão Blair é a mulher da sua vida. Serena, por sua vez, tem que lidar com os seus dois amores e com a consequência das suas escolhas. Um bom episódio mas nada de mais além. Nota: B-


HOUSE

Episódio 9, Wilson

Este episódio inteiramente focado em Wilson permitiu-nos não só percebermos como é de facto a amizade entre House e Wilson mas também percebermos a qualidade e a humanidade que Wilson demonstra como médico e como pessoa. Basicamente, é um episódio feel-good que termina de forma muito estranha, permitindo-nos ainda ver mais camadas que formam a complexidade do ser humano que é James Wilson. Bom episódio. Nota: B+


HOW I MET YOUR MOTHER

Episódio 10, The Window

A convidada Joanna Garcia surge como pano de fundo para a história de How I Met Your Mother desta semana, como uma velha conhecida de Ted que é talvez a rapariga perfeita para ele mas que nunca está impedida. Finalmente surge-se-lhe "a janela" de oportunidade de a ter para si e Ted tenta aproveitar ao máximo, com a ajuda dos seus hilariantes assistentes, Marshall, Robin e Lily. Não mencionei Barney porque ele vai fazer exactamente o contrário, interpondo-se entre os dois. O outro fio de história do episódio pertence a Marshall e a uma carta que ele escreveu a si próprio 15 anos antes. Nota: B-

Episódio 11, Last Cigarette Ever

Um dos melhores episódios da temporada, ele faz a ponte entre o passado e o futuro das personagens através de uma actividade que todos partilharam: fumar. É basicamente esta a história do episódio em que todos contam como foi o seu vício e quando, como e porquê o ultrapassaram. Nota: B




Então, colocando em ranking as séries que tenho visto até agora, a metade da temporada de TV:

1. Glee
2. Friday Night Lights
3. Mad Men
4. House, M.D.
5. 30 Rock
6. Dexter
7. True Blood
8. How I Met Your Mother
9. Big Love
10. Grey's Anatomy
11. Desperate Housewives
12. Gossip Girl
13. Entourage
14. Dollhouse
15. Brothers & Sisters

Globos de Ouro - Nomeações


Isto já são notícias tão antigas que até tenho quase vergonha de as vir postar só agora mas pronto, voltou a minha "groove" e cá estou eu portanto ;)


Como sabem, dia 15 deste mês (lá está, há uma semana...) foram anunciados os nomeados para os Globos de Ouro, que se realizam a 17 de Janeiro de 2010, se tudo correr bem, apresentados por Ricky Gervais (muito boa escolha, aliás).

Nada de grandes surpresas, mas vamos portanto discutindo cada categoria individualmente...



MELHOR FILME - DRAMA

The Hurt Locker
Avatar
Up in The Air
Precious
Inglorious Basterds


- Mantém-se a trifecta de possíveis vencedores (The Hurt Locker vs. Avatar vs. Up in the Air), estranho o pouco amor a Invictus e a An Education. Bom para Basterds ter sido nomeado mas também... os Globos adoram Tarantino.


MELHOR FILME - COMÉDIA/MUSICAL

500 Days of Summer
Julie & Julia
It's Complicated
The Hangover
Nine


- Yay para The Hangover e 500 Days of Summer e uma nomeação muito imerecida para Julie and Julia mas enfim, tem a Meryl, que se pode fazer? De qualquer forma, só Nine se vai juntar aos cinco acima para ser nomeado nos Óscares, abrindo então espaço para 4 mais dramas, de entre: The Lovely Bones; The Road; The Last Station; Bright Star; Where The Wild Things Are; A Single Man. Curioso é mesmo A Serious Man, uma comédia, não ter aparecido aqui.


MELHOR ACTOR - DRAMA

Jeff Bridges, Crazy Heart
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
George Clooney, Up in the Air
Tobey Maguire, Brothers



- Line-up dos Óscares menos Tobey Maguire, para entrar Day-Lewis, Viggo ou Renner.


MELHOR ACTOR - COMÉDIA/MUSICAL

Daniel Day-Lewis, Nine
Matt Damon, The Informant!
Michael Stuhlbarg, A Serious Man
Joseph-Gordon Levitt, (500) Days of Summer
Robert Downey, Jr. Sherlock Holmes


- Aqui fico feliz pelo Levitt que é excepcional no seu filme. That is all.


MELHOR ACTRIZ - DRAMA

Emily Blunt, The Young Victoria
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious
Sandra Bullock, The Blind Side
Helen Mirren, The Last Station


- Chocado por ver tanto apoio a Blunt. Destas cinco, as quatro de baixo deverão mesmo ser nomeadas com a Meryl no dia das nomeações dos Óscares. Sinceramente, começo mesmo a temer um cataclismo como o ano passado (a situação The Dark Knight/The Reader) e que Blunt, que ninguém tinha visto como candidata até agora, roube o lugar a alguma das cinco de cima...


MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA

Meryl Streep, It's Complicated
Meryl Streep, Julie and Julia
Julia Roberts, Duplicity
Marion Cotillard, Nine
Sandra Bullock, The Proposal


- Confirma-se o excelente ano de Bullock, habitual já é ver Meryl duplamente nomeada. Marion Cotillard nomeada mas na categoria errada, devia ser secundária. Nos Óscares talvez seja. Acredito que os Globos a puseram aqui porque lhes faltava nomeados mais credíveis.


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Matt Damon, Invictus
Christopher Plummer, The Last Station
Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Stanley Tucci, The Lovely Bones
Woody Harrelson, The Messenger


- Podem mesmo ser os 5 nomeados para o Óscar. E eu conseguia viver com estes cinco nomeados.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Anna Kendrick, Up in the Air
Vera Farmiga, Up in the Air
Mo'Nique, Precious
Julianne Moore, A Single Man
Penélope Cruz, Nine


- Devem ser as nomeadas à excepção da Penélope, por troca com a Cotillard.


MELHOR FILME ANIMADO

Coraline
Up
Fantastic Mr. Fox
The Princess and the Frog
Cloudy with a Chance of Meatballs


- Os nomeados, muito provavelmente. Excelente ano de animação.


MELHOR REALIZADOR

James Cameron, Avatar
Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
Quentin Tarantino, Inglorious Basterds
Clint Eastwood, Invictus
Jason Reitman, Up in the Air


- Line-up dos Óscares são 4 destes menos 1, por troca com Lee Daniels, Precious, isto em teoria... Quem sai? Eastwood ou Tarantino probably. Interessante será ver se teremos finalmente uma realizadora feminina a ganhar o Óscar pela primeira vez.


MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Baaria (Itália)
Los Abrazos Rotos (Espanha)
The Maid (Chile)
Un Prophète (França)
Das Weisse Band/The White Ribbon (Alemanha/Polónia)


- Destes, só dois podem (e deverão) repetir-se como nomeados dos Óscares. The Maid e Abrazos não foram submetidos pelos respectivos países e Baaria não tem assim tanta chance de ser nomeado quanto isso (se fosse Vincere...)


MELHOR ARGUMENTO

Neill Blomkamp, District 9
Mark Boal, The Hurt Locker
Jason Reitman e Sheldon Turner, Up in the Air
Nancy Meyers, It's Complicated
Quentin Tarantino, Inglorious Basterds


- Sério? "It's Complicated" em vez de "500 Days of Summer"? Sério?!


MELHOR BANDA SONORA

Michael Giacchino, UP
Marvin Hamlisch, THE INFORMANT!
Abel Korzeniowski, A SINGLE MAN
James Horner, AVATAR
Karen O, Carter Burwell, WHERE THE WILD THINGS ARE

- Consigo ver todos a repetir nos Óscares à excepção de Hamlisch. Esta categoria é o meu némesis. Desplat fez cinco grandes bandas sonoras este ano (a do Fantastic Mr. Fox deveria garantir-lhe uma nomeação) e conta com muita banda sonora feita já mas só tem duas nomeações e zero Óscares. Depois temos gente como Horner e Williams carregados deles... O vencedor da categoria? A minha aposta é Giacchino.


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Cinema Italiano” — NINE
“I Want to Come Home” — EVERYBODY'S FINE
“I Will See You” — AVATAR
“The Weary Kind” — CRAZY HEART
“Winter” — BROTHERS



- A categoria mais maltratada e menosprezada de sempre nos Óscares. E até nos Globos. Escolheram fácil: duas estrelas musicais (U2, McCartney), uma do filme musical mais aplaudido do ano (e das piores, segundo ouvi dizer) e as duas músicas com qualidade que estão em corrida. Se tudo correr bem, não haverá roubos egrégios e "The Weary Heart" juntará um Globo e um Óscar.


MELHOR SÉRIE - DRAMA

Big Love
Dexter
House
Mad Men
True Blood

- Tudo séries de canais de cabo excepto House. Os nomeados dos Emmy, tirando Lost (e Damages, que são 6 nomeados nos Emmy) e pondo True Blood, que de drama, esta temporada, teve muito pouco. Mas são cinco bons nomeados.


MELHOR ACTRIZ - DRAMA

Glenn Close, DAMAGES
January Jones, MAD MEN
Julianna Marguilles, THE GOOD WIFE
Anna Paquin, TRUE BLOOD
Kyra Sedgwick, THE CLOSER


- Cinco boas nomeadas e de facto a ser justo com as performances este ano. Só trocaria talvez Jones por Moss, da mesma série.


MELHOR ACTOR - DRAMA

Simon Baker, THE MENTALIST
Michael C. Hall, DEXTER
Jon Hamm, MAD MEN
Hugh Laurie, HOUSE M.D.
Bill Paxton, BIG LOVE


- Surpresa a inclusão de Paxton por troca com Byrne de In Treatment (nos Emmy) ou até em vez de Cranston de Breaking Bad (o vencedor do Emmy este ano!). Simon Baker continua a encantar multidões - surpreendentemente também.


MELHOR SÉRIE - COMÉDIA/MUSICAL

30 Rock
Entourage
Glee
Modern Family
The Office


- O meu coração encheu-se de alegria ao ver as nomeações em televisão. Glee é a série mais nomeada! E que bela nomeação para série de comédia. Agora, não entendo? Entourage em vez de How I Me Your Mother? Porquê, querem levar o Mark Wahlberg aos Globos? Raio de mania de quererem todas as "celebrities" nas suas cerimónias... E outra coisa que me deixa alegre: tudo séries de TV generalistas, excepto Entourage que é da HBO.


MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA/MUSICAL

Toni Collette, THE UNITED STATES OF TARA
Courteney Cox, COUGAR TOWN
Tina Fey, 30 ROCK
Edie Falco, NURSE JACKIE
Lea Michelle, GLEE



- Aparentemente, os Globos também foram na conversa de Collette. Aquilo é uma fraude de categoria, a série é uma dramédia, portanto não devia ser elegível para comédia... Enfim, o mesmo pode ser dito de Edie Falco em Nurse Jackie. O que vale é que a Tina Fey vai limpar a casa (uma vez mais). E muito bem, Lea Michele nomeada.


MELHOR ACTOR - COMÉDIA

Alec Baldwin, 30 ROCK
Steve Carell, THE OFFICE
David Duchovny, CALIFORNICATION
Matthew Morrison, GLEE
Thomas Jane, HUNG


- Contente por Morisson apesar de não entender a nomeação, e de resto nomeados do costume (Carell/Baldwin/Duchovny - nomeado com a mulher, Toni Collette) com Thomas Jane a surpreender na nomeação (série nova).


MELHOR MINI-SÉRIE OU TELEFILME

GEORGIA O'KEEFFE (LIFETIME TELEVISION)
GREY GARDENS (HBO)
INTO THE STORM (HBO)
LITTLE DORRIT (PBS)
TAKING CHANCE (HBO)


MELHOR ACTRIZ - MINI-SÉRIE/TELEFILME

JOAN ALLEN, GEORGIA O'KEEFFE
DREW BARRYMORE, GREY GARDENS
JESSICA LANGE, GREY GARDENS
ANNA PAQUIN, THE COURAGEOUS HEART OF IRENA SENDLER
SIGOURNEY WEAVER, PRAYERS FOR BOBBY



MELHOR ACTOR - MINI-SÉRIE/TELEFILME

KEVIN BACON, TAKING CHANCE
KENNETH BRANAGH, WALLANDER: ONE STEP BEHIND
CHIWETEL EJIOFOR, ENDGAME
BRENDAN GLEESON,, INTO THE STORM
JEREMY IRONS, GEORGIA O'KEEFFE

- Pelos Emmy posso dizer que Grey Gardens e Into The Storm têm tudo na mão para ganhar todas estas categorias.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA EM TELEVISÃO

Jane Adams, HUNG
Rose Byrne, DAMAGES
Jane Lynch, GLEE
Janet McTeer, INTO THE STORM
Chlöe Sevigny, BIG LOVE

- Gosto muito da ideia de juntar as categorias aqui embora seja sempre favorável esta união às séries de comédia. Com estas nomeadas, dava o prémio a Jane Lynch.


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO EM TELEVISÃO

Michael Emerson, LOST
Neil Patrick Harris, HOW I MET YOUR MOTHER
William Hurt, DAMAGES
John Lithgow, DEXTER
Jeremy Piven, ENTOURAGE


- Nos Emmy se disse que Patrick Harris ganharia finalmente porque não havia Piven (os escândalos sexuais custaram-lhe seguramente a nomeação e a vitória). Aqui... não sei. Qualquer um dos cinco pode ganhar mas já que Piven tem 3 Globos de Ouro... não me surpreendia se lhes juntasse um quarto.



Só dizer mais que este blog vai ter cobertura directa de tal evento (acho eu) que decorre na véspera do meu exame de Anatomia 3, belo e amarelo :)

sábado, 14 de novembro de 2009

O que está a dar na TV







Olá bom dia! Estou de volta (eu sei, ainda bem, só ver a Sara por cá é demoníaco, não é?) e para instaurar uma nova rubrica semanal neste blogue. Peço desculpa se não posto mais vezes mas tenho tido trabalho a mais (leia-se exames) e tempo a menos para me dedicar a isto e, como não é um trabalho remunerado mas passional, não tenho que cumprir prazos nem responder a ninguém (excepto à Sara mas com ela posso eu bem).

Todas as semanas, vou fazer a revisão dos episódios das séries que venho a acompanhar com assiduidade (são cerca de 20, 10 vejo todas as semanas e as outras 10-12 vou vendo quando tenho tempo – eu sei, como é que faço tudo? Olha, nem eu sei). Como esta é a primeira semana que faço e como isto devia ter sido começado com as season premieres em Setembro (peço desculpa não ter pegado nisto mais cedo), vou fazer um pequeno resumo da minha opinião da temporada de cada série até agora (N.B: esta é a primeira parte dos resumos, não ia colocar todos de uma vez; dentro de dias coloco o resumo das restantes). E portanto vamos lá. A partir da próxima semana faço revisões semanais dos episódios destas séries.

Brothers and Sisters (Irmãos e Irmãs, RTP2/FoxLife)
Uma série que já teve tanta qualidade anda hoje pela rua da amargura. Até as novas histórias parecem saídas de uma novela mexicana. O que é que foram inventar agora para ver se as audiências voltam? Kitty tem cancro. Claro. Tal e qual uma novela da TVI. O que continua na moda na série? As discussões. As tão ridículas discussões que já fazem parte de todos os episódios da série continuam em alta e há que congratular os argumentistas por conseguirem sempre razões novas para os Walker discutirem, semana após semana. Sally Field muito fraca este ano no seu papel de Nora Walker, precisa se calhar de mudar um pouco de ares… Lá se vai a nomeação para o Emmy… Nota: B-

Desperate Houseviwes (Donas de Casa Desesperadas, SIC/FoxLife)
Eu ainda não sei por que razão é que voltei a ver esta série. Não acompanhei a fundo a 4ª e a 5ª temporada, mas voltei a pegar de estaca nesta 6ª temporada. E eu não tinha ideia do quão bestial está a ser os episódios, parecem revigorados, parecem episódios da 1ª temporada. A verdade é que a história das Donas de Casa tinha ficado muito estagnada mas parece que o avanço de 5 anos na história a meio da 5ª temporada lhe fez maravilhas. Nos novos episódios, destaque para a prestação de Dana Delany como a nova – e louca – dona de casa Katherine que consegue dar uma lufada de ar fresco na não tão revigorada storyline do novo casamento de Mike e Susan. De resto, parabenizar ainda Eva Longoria que é de longe, hoje em dia, a dona de casa mais fantástica das quatro iniciais. É maravilhoso ficar pregado ao ecrã para ver o novo sarilho em que Gabrielle se vai enfiar. Nota: B

Glee
Glee é o máximo. Desde a energia positiva à boa disposição ao verdadeiro talento musical das personagens passando ainda pelos maravilhosos números musicais e por um enredo interessantíssimo, esta é uma série que apesar de ter previsivelmente um curto prazo de vida, vai ter enorme sucesso enquanto por cá andar. Tem ainda apenas nove episódios (o último saiu ontem) mas são todos de uma beleza e de uma qualidade ímpar. Espero que ataquem os Emmy em peso e que saiam de lá com alguns prémios. Jane Lynch é particularmente brilhante como a narcisista treinadora do esquadrão de cheerleaders. E só mais uma coisa: como é possível que aquela miúda negra não tenha passado do casting do American Idol, com aquele vozeirão? Números musicais de excelência na série: todos, mas especialmente o «Keep Holding On» adaptado da música da Avril Lavigne do episódio 7 e os 2 números do Mash-Up do episódio 6 (It’s My Life/Confessions e Walking On Sunshine/Halo são impecáveis). Nota: A

Gossip Girl (SIC, Sony Entertainment)
A nova série das tardes de domingo da SIC vai na sua terceira temporada e piora a olhos vistos. O que começou por ser um drama teen de boa qualidade começou a ganhar peso e história e parece hoje em dia uma história péssima de telenovela mexicana, indigna de ser contada. Se tem acompanhado a série desde o início, há que dizer que Blair e Chuck juntos são o núcleo duro que dá substância a esta história que de outro modo é muito… cliché. Serena continua uma burra nesta nova temporada, Dan um otário, Nate um pascácio inocente e Vanessa uma saloia ressabiada. Mas Blair e Chuck são preciosos. Ao menos valha por eles. Na terceira temporada gosto principalmente da forma como têm explorado a diferente adaptação do pessoal do Constance/St. Jude à vida universitária – obviamente que estou a falar do pormenor de Vanessa, que antes não tinha onde cair morta, ser mais popular na NYU que Blair, a Rainha da escola secundária. Nota: C+

Grey’s Anatomy (Anatomia de Grey, RTP2/FoxLife)
Como é que Shonda Rhimes conseguiu a revitalização total de Anatomia de Grey? É a pergunta que se impõe. O que é certo é que uma série que teve duas temporadas e meia péssimas – sim, a 3ª e a 4ª temporada são para esquecer, e mesmo da 5ª temporada, só os últimos cinco, seis episódios são memoráveis. Esta nova temporada, no entanto, começa numa reminiscência aos velhos tempos, aos tempos da 1ª temporada, aos tempos dos Cinco Fantásticos, tudo porque George morre e tudo muda desde aí. Esses dois primeiros episódios, que lançam a nova temporada, ficaram muito aquém do expectável para uma série que terminou tão bem no ano passado. Não obstante, tem vindo a melhorar desde então e o sexto e o sétimo episódio – o sexto é um episódio digno de um Emmy para Melhor Série, em que o episódio se foca todo num paciente e nas 12 perspectivas diferentes dos médicos nas Urgências. Alguém matou aquela paciente e as peças vão-se todas encaixando até se descobrir a verdade. Intriga à Grey’s q.b. e um grande argumento tornam este episódio notável. Outro ilustre episódio é o episódio 7, todo focado em Derek. Patrick Dempsey tem finalmente um episódio digno da sua qualidade e do seu contributo à série e é também um dos melhores episódios deste drama médico de grande sucesso nos EUA mas que tem vindo a perder audiência (e ainda por cima para CSI, vá-se lá saber porquê!). Concluindo, Grey’s está de volta aos tempos ilustres e ainda bem que assim é – as grandes séries querem-se sempre excelentes, não perdidas no meio do oceano. Nota: B+

How I Met Your Mother (Foi Assim que Aconteceu, FoxLife)
Série bem em alta depois das nomeações para os Emmy, começou a temporada da melhor forma com a nova história, Robin e Barney apaixonados. E que história promete ser esta que dá o mote da nova temporada. É que se há coisa que no mundo nos estranharia era ver estes dois como um casal, apaixonados. Ted continua na busca da sua mulher perfeita para ser a mãe dos seus filhos (a ‘mãe’ que dá o título à série, claro está) e Lily e Marshall seguem trilhando a luta diária da vida de casados. A não perder porque esta série pode ter um ou outro episódio mais fraco mas no cômputo geral é muito inteligente, sagaz e muito, muito divertida. Nota: B+

House
A melhor temporada de todas de House, é o que esta 6ª temporada está a ser. Se Hugh Laurie não ganhar o Emmy de Melhor Actor – Drama só pelo primeiro episódio desta temporada, o mundo é injusto. A história desta 6ª temporada começa no hospital psiquiátrico onde House se internou e começa com a luta interna deste em contornar as regras e conseguir sair do hospício sem ter que atravessar as fases de recuperação que os doentes mentais do sítio normalmente atravessam. A sua perseverança é posta ao limite pelo director do hospital que o consegue submeter – coisa rara – ao seu tratamento e sucumbir na sua tentativa de se curar sem ajuda. House torna-se um médico e uma pessoa melhor, como se pode constatar ao longo dos primeiros 4 episódios da temporada (a série parou para descanso, voltou esta semana). O melhor que tem esta nova temporada? A reunião de Chase, Cameron e Foreman com House. Épico. Nota: B+

Mad Men (RTP2)
A terceira temporada deste drama clássico da AMC sobre as agências publicitárias dos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial termina de forma fantástica esta semana com o seu season finale. A série de Matthew Weiner já nos habituou a grandes momentos e esta temporada não é excepção, Don Draper continuando a ser um papel ímpar na carreira de Jon Hamm (que ele interpreta sem mácula, diga-se também de passagem; provavelmente será o papel da vida dele, tal como House é o de Hugh Laurie) mas quem vem a surpreender na nova temporada são as mulheres, January Jones, Christina Hendricks e Elizabeth Moss. A seguir a nova temporada atentamente no próximo ano, mas para já, há que fazer um brinde a mais uma temporada recheada de sucesso e de muita, muita qualidade. Nota: A-

30 Rock (Rockefeller 30, RTP2/FoxLife)
Esta belíssima série de comédia da NBC, cá conhecida como Rockefeller 30 (tradução muitíssimo incorrecta mas pronto, é Portugal, o que é que se pode esperar mais, não é?), começou a sua quarta temporada em boa forma, com um episódio que apesar de não ser nada de extraordinário (a série já teve bem melhores, aliás, encerrou com um dos seus melhores episódios de sempre, Kidney Now!), introduz-nos à ideia-base da nova temporada: crise e cortes no orçamento, rejuvenescimento do show e novos sarilhos para Liz Lemon e Jack Donaghy. Os episódios que o seguem são bem melhores, incluindo o último, com cenas de comédia protagonizadas por Alec Baldwin do mais alto quilate. Ficamos à espera para ver o que vem a seguir. Seja o que for, será imprevisível. 30 Rock é sempre assim. Nota: B+