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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Prémios TV 2009-2010 - Parte 2: Drama

Finalmente acabo com os Prémios TV 2010. Deixo-vos ficar com as categorias de Drama:


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - DRAMA

Finalistas:
Josh Charles, The Good Wife
Patrick Dempsey, Grey's Anatomy
John Goodman, Treme
Vincent Kartheiser, Mad Men
Robert Sean Leonard, House M.D.


Apesar do grande declínio em qualidade das suas séries, Patrick Dempsey e Robert Sean Leonard continuaram bem acima da média, e as suas interpretações nos episódios especialmente dedicados na íntegra às suas personagens foram qualquer coisa de impressionante. Não podia deixar de os nomear. Depois temos que ressalvar a impressão indelével que John Goodman e Josh Charles me deixaram ao acompanhar as temporadas de Treme e The Good Wife. Goodman, em particular, soube aliar o dramático ao 'comic relief' de forma espantosa e conseguiu não tornar o seu político num estereotipo como tantos outros. Finalmente, se John Slattery é sempre o querido dos Emmys nesta categoria, na minha opinião, Kartheiser faz bem mais para merecer esse lugar. Mais uma temporada espantosa deste jovem actor.

Nomeados:


Michael Emerson, Lost

Só de lembrar que o seu Ben Linus era para ter durado apenas 4 episódios e afinal foram 4 anos... Não foi nem de perto a sua melhor temporada, mas nos momentos cruciais de encerramento da série, a verdade é que ele apareceu de forma excelente. Só a sua performance em "The End" merece esta nomeação.

John Noble, Fringe - #3

Não percebo como ninguém dá mais crédito a Fringe. Eu, pelo menos, gosto. Além do mais, não percebo como é que na hora de compor listas de nomeados ninguém tem um espacinho para John Noble, que é brilhante.

Terry O’Quinn, Lost - #1

O vencedor do Emmy em 2007 para Melhor Actor Secundário - Drama retirou-se da competição em 2009 mas volta agora em 2010 para reclamar nova estatueta. Estupenda temporada, na qual desempenhou dois papéis e fê-lo de forma brilhante em ambos.

Aaron Paul, Breaking Bad - #2

Os melhores momentos que Breaking Bad proporciona é quando há problemas entre Jesse e Walt. E se Bryan Cranston é fenomenal, há que dar muito crédito também a Aaron Paul por esta relação. O seu Jesse, inseguro, volátil e um pouco descontrolado, tem muito a depender do talento do actor.

Martin Short, Damages

Naquela que foi a melhor temporada de Damages até agora (como a série parece que acabou... será portanto a melhor, ponto final), Martin Short conseguiu roubar a maioria das cenas em que surgiu, tanto a Rose Byrne, como a Glenn Close. Fantástico.


Deixar aqui só duas menções honrosas a dois actores que deviam ter sido nomeados como Actores Secundários (um deles provavelmente ganharia) mas que como concorreram aos Emmys como Actores Convidados decidi não introduzir na lista: John Lithgow (Dexter) e Zach Gilford (Friday Night Lights).


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - DRAMA

Finalistas:
Christine Baranski, The Good Wife
Lisa Edelstein, House M.D.
Linda Hunt, NCIS: Los Angeles
Sandra Oh, Grey’s Anatomy
Deborah Ann Wool, True Blood

Estas finalistas são muito fáceis de explicar: Oh esteve uns degraus bem acima do material que lhe foi dado em Grey's Anatomy mas foi de qualquer forma sublime a misturar comédia com drama, mesmo nas alturas menos apropriadas. Lisa Edelstein brilhou bem alto no episódio especial integralmente sobre a "sua" Cuddy e House M.D. ficou a ganhar com o papel mais preponderante que assumiu esta temporada. A personagem de Ann Wool veio misturar as coisas em True Blood e espicaçou muita gente na série, o que foi bom, porque é sinal que a actriz que a interpretou percebeu bem qual era a intenção do surgimento dela. Baranski foi uma das (muitas) revelações de The Good Wife e, embora eu não aprecie muito o estilo, numa categoria tão fraca como foi este ano, não surpreendentemente, ela é uma das minhas finalistas. Finalmente, Linda Hunt. Quem acompanhou NCIS: LA sabe do que falo. Ela é o máximo. Period.

Nomeadas:


Khandi Alexander, Treme - #3

Mas alguém se lembra ainda dela de CSI: Miami? Incrível a sua intepretação em Treme. Fez-me sempre identificar-me muito com ela e com a sua personagem.

Anna Gunn, Breaking Bad - #2

Ela ainda me há-de explicar a decisão (parva) de ser considerada como Actriz Principal. É que embora de facto tenha assumido um lugar mais importante na série, ela continua a ser um suporte ao protagonista Walt e até é, de certo modo, menos importante que Jesse. Apesar de tudo, eu decidi colocá-la onde ela pertence, porque ela foi mais do que excelente esta temporada.

Christina Hendricks, Mad Men

Só a cena do vaso merecia uma honra por si só. Mas o trabalho de Hendricks esta temporada foi todo de um nível bastante elevado. Excelente.

Elizabeth Moss, Mad Men - #1

Finalmente na categoria que eu sempre achei que seria onde devia estar nos Emmys (e onde ganhará, muito provavelmente, a estatueta), a sua Peggy Olson lá continua o seu caminho no mundo corporativo e a tentar descobrir-se como pessoa, em mais uma temporada de incrível sucesso para o elenco (no geral) e para Moss em particular.

Archie Panjabi, The Good Wife

A estrela de The Good Wife até pode ser Julainna Margulies, mas é Panjabi que manda no "show". Extraordinária performance e uma boa surpresa na manhã das nomeações para os Emmys.

Menção honrosa aqui também para Elizabeth Mitchell (Lost) que este ano também se submeteu como Actriz Convidada para consideração.


MELHOR ACTOR - DRAMA

Finalistas:
Matt Boomer, White Collar
Matthew Fox, Lost
Peter Krause, Parenthood
Denis Leary, Rescue Me
Timothy Olyphant, Justified


Antes que tudo, dizer que o grande elenco de Treme não me permite seleccionar um actor principal, apesar de para os Emmys haverem três (Peters, Pierce e Zahn) e talvez é por isso que não consta cá nenhum deles (ao contrário de Alexander que surge - e bem - na categoria de actriz secundária). Continuando. Naquela que é a categoria mais forte de todas, com excelentes candidatos a nomeados(e podíamos ter aqui uns 20 concorrentes pelo menos a nomeação, para que se veja o talento em disposição, sobraram estes finalistas: Boomer foi muito, muito bom em White Collar (que dá na FOX, chamada "Apanha-me se puderes" - enfim, horror de título) e seria o meu #6 para uma nomeação. Compreendeu e interiorizou a sua personagem na perfeição. Outro que se mesclou com a personagem foi Peter Krause, conhecido de Six Feet Under ("Sete Palmos de Terra"), que em Parenthood mostrou (de novo) toda a sua qualidade dramática. Olyphant impressionou-se imenso em Justified e merece seguramente aqui esta menção. Fox e Leary conseguiram "career-best" performances esta temporada nas suas respectivas séries.

Nomeados:


Bryan Cranston, Breaking Bad - #1

Se ganhar o terceiro Emmy consecutivo é merecido. É que além de brilhante ele continua a revelar nuances e camadas de complexidade e ao mesmo tempo de humanidade que o seu Walt ainda não tinha demonstrado.

Jon Hamm, Mad Men

Jon Hamm já criou o seu lugar na história da televisão. Don Draper é um marco. Tudo por sua culpa.

Michael C. Hall, Dexter - #2

O mesmo se pode dizer de C. Hall e do seu Dexter Morgan. Que mostrou uma vez mais esta temporada o grande actor que é ao conceder ao seu Dexter uma fragilidade e insegurança que não tínhamos visto.

Kyle Chandler, Friday Night Lights

Os Emmys reconheceram-no agora, cinco anos mais tarde. Mas a verdade é que o "seu" treinador é das intepretações mais fascinantes na televisão actual. Ele e Connie Britton, ainda por cima, têm uma química como casal que não há igual.

Hugh Laurie, House M.D. - #3

Viram o primeiro episódio da temporada, 'Broken'? Pronto, não tenho que dizer mais. Um génio que infelizmente vai passar sem ser premiado com um Emmy. E não foi só nesse episódio que ele se evidenciou esta temporada.


MELHOR ACTRIZ - DRAMA

Finalistas:
January Jones, Mad Men
Evangeline Lily, Lost
Melissa Leo, Treme
Ellen Pompeo, Grey’s Anatomy
Kyra Sedgwick, The Closer


Apesar de muita gente achar Jones, Lily, Sedgwick e Pompeo irritantes, a verdade é que eu não acho e que ainda por cima tiveram todas uma temporada impressionante, na qual não só mostraram o seu talento, como também elevaram as suas séries para um patamar superior (e, por exemplo, no caso de The Closer e Grey's Anatomy, é um feito). Falta só falar de Melissa Leo que em Treme foi absolutamente inesquecível. E não demorará muito até conseguir um Emmy.

Nomeadas:


Connie Britton, Friday Night Lights - #3

O mundo inteiro ficou contente por Britton ter sido finalmente nomeada para Emmy. É que a sua Tami Taylor teve esta temporada que, além de aguentar a casa, a família e o seu trabalho, fazer decisões fulcrais a nível profissional e pessoal. Impecável.

Glenn Close, Damages - #2

Patty Hewes é outra das personagens que eu espero que a televisão não vá esquecer tão cedo. Além de ser interpretada com mestria exemplar por Glenn Close, ela esta temporada conferiu-lhe alguns traços de personalidade que nos fizeram compreender como ela é assim e ter pena dela.

Julianna Margulies, The Good Wife

A estrela de The Good Wife e que, se a CBS não tivesse tornado a série num "procedural" aborrecido como tantos outros, estaria a caminho de tornar a sua personagem uma lenda televisiva. É que o papel parece feito para ela e eu consigo ver uma montanha de Emmys a vir a seu caminho.

Katey Sagal, Sons of Anarchy - #1

Numa série que desafia todas as convenções, ela é impressionante. Choca-me profundamente como é que os Emmy não repararam. Não faz mal, porque ainda têm tempo de mudar para o canal FX e apreciar o belo trabalho dela, todas as semanas.

Anna Paquin, True Blood

True Blood é um produto de elenco, mas a verdade é que sem Anna Paquin a série perdia bastante qualidade. A ingenuidade "inteligente" (digamos assim) que ela confere à sua Sookie é de uma subtileza tal que não me resta mais que admirar a sua performance.



MELHOR SÉRIE - DRAMA

Finalistas:
Fringe
Justified
The Good Wife
Treme
True Blood
Sons of Anarchy




Nomeadas:
Breaking Bad - #2
Damages
Dexter - #3
Friday Night Lights
Mad Men - #1
Lost



Deixo-vos ficar só com um pequeno comentário às séries: num grande ano de séries de comédia, vimos as grandes séries dramáticas proliferarem criativamente, isto é, os melhores dramas televisivos tiveram de facto grandes temporadas a comprovar a sua extrema qualidade, enquanto os dramas mais fracos ficaram ainda mais piores (Grey's Anatomy, House M.D., Brothers & Sisters...). De qualquer forma, não tive quaisquer dúvidas em declarar estas 12 séries como as melhores de 2009-2010. A minha única dúvida foi ao escolher dois nomeados, porque Breaking Bad (temporada: A-), Dexter (temporada: B+), Mad Men (temporada: A-) e Lost (temporada: B+) tinham que constar. Como Damages supostamente vai acabar, tive que achar uma forma de premiar a excelente série (B+ esta temporada) e acabou por constar dos meus nomeados. De resto, Friday Night Lights variou com Sons of Anarchy e True Blood na última posição mas no fim de contas deixei ficar o drama futebolístico. É estupendo. E enquanto Sons e Blood terão mais temporadas, esta vai para a última.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Prémios TV 2009-2010 - Parte 1: Comédia

No seguimento das revisões das temporadas das séries que acompanho, acho apropriado hoje (finalmente, eu sei!) anunciar os meus nomeados para os melhores da televisão em 2009-2010. Como chamar a estes prémios? Bem, que tal os MUNDO PERDIDO AWARDS? Enfim, não importa... Só vou atribuir prémios às categorias 'major' e a uma categoria que criei de propósito para uma série (Glee).

Vamos primeiro às categorias de comédia:

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO - COMÉDIA

Finalistas:
Scott Adsit, 30 Rock
Aziz Ansari, Parks and Recreation
Chris Colfer, Glee
John Krasinski, The Office
Rico Rodriguez, Modern Family

John Krasinski teve a melhor temporada de sempre em The Office, que incluiu o seu casamento e o nascimento do seu filho com Pam. Rico Rodriguez é ainda um pré-adolescente mas já faz comédia como os adultos. Em Modern Family, cada fala dele é de génio. Chris Colfer é o actor que mais balançou entre o drama e a comédia em Glee e tornou as suas storylines ponto fulcral da série. Tudo o que Aziz Ansari diz é engraçado. E Parks and Recreation fica a ganhar com isso. Por último, Scott Adsit pode até ser dos actores do elenco de 30 Rock com menos tempo de antena mas é o que o aproveita melhor. Quando eu me lembro do episódio em que ele se quis vingar da Jenna... So funny.

Nomeados:

Ty Burrell, Modern Family - #2

O pai mais desvairado que eu alguma vez conheci. Mas também o mais divertido. Com ele, tem-se entretenimento à grande, sempre.

Neil Patrick Harris, How I Met Your Mother

Como já é hábito, Barney Stinson voltou a reinar em How I Met Your Mother. Ele que começou a série comprometido (!).

Nick Offerman, Parks and Recreation - #3

Só o bigode já nos faz sorrir. Mas quando Ron Swanson abre a boca e nos deita aqueles lirismos cheios de sabedoria, é demais. Não podemos conter o riso.

Eric Stonestreet, Modern Family - #1

O cómico com mais versatilidade da televisão. Em Modern Family, o gay Cameron mete-se num chorrilho de sarilhos e só mesmo a humanidade que o actor trouxe à personagem nos podem levar a perceber o que vai na cabeça daquele homem.

Michael Urie, Ugly Betty

Mais recatado esta temporada, o sempre excelente Michael Urie conseguiu ser o elo de união das personagens da série e ainda deu um empurrão para ajudar Justin a ser feliz.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA - COMÉDIA

Finalistas:
Jane Adams, Hung
Alison Bree, Community
Jane Krakowksi, 30 Rock
Busy Philips, Cougar Town
Vanessa Williams, Ugly Betty


O que é que podia ser mais hilariante para uma série sobre prostituição masculina que uma "pimp" (chula) do mais desorganizado que há, com um aspecto horroroso e com um ar tresloucado, que passa a vida a fazer disparates? Grande intepretação de Jane Adams. Já se sabe que todo o elenco de Community é um pouco doido, mas Allison Bree levou a sua nerd a um nível de graça que só cabe aos melhores. Vanessa Williams continuou a espalhar terror em Ugly Betty até a sua Wilhelmina terminar triunfantemente onde sempre quis estar: como editora da MODE. Finalmente, Busy Philips conseguiu pegar no estereótipo da loira burra com alto corpo e transformá-la uma personagem estilizada, com um grande sentido de humor e nada, mas mesmo nem um pouco, "dumb" (ingénua, talvez).


Nomeadas:



Julie Bowen, Modern Family

O trabalho mais desvalorizado de Modern Family. Aqui tanto podia estar as actrizes que fazem de suas filhas, Haley e Alex, mas a verdade é que, tendo sido obrigado a rever alguns episódios para me decidir, reparei a qualidade inata de comédia subtil de Bowen. As suas cenas são sempre do mais hilariante que há e a personalidade "frisky" que ela dá à sua mãe de família torna-a uma das melhores actrizes de comédia que eu vi no passado ano.

Jenna Fischer, The Office

O coração de The Office, Jenna Fischer teve esta temporada finalmente algumas storylines para brilhar. O episódio "Niagara", em que se casou, foi em particular do melhor que esta bela actriz consegue fazer quando lhe dão histórias dignas do seu papel na série.

Jane Lynch, Glee - #1

Claro que por muito que eu goste das minhas outras 4 nomeadas, toda a gente sabe quem já venceu. Jane Lynch elevou Glee para um patamar bem alto e a sua comédia seca ("sour") é o complemento ideal ao fino equilíbrio entre o drama e a comédia que a série gosta de aplicar. Além do mais, as piadas dela são de partir o coco a rir.

Aubrey Plaza, Parks and Recreation - #3

Se houve alguém do elenco de Parks and Recreation que este ano se relevou, esse foi Aubrey Plaza. De uma personagem com pouquíssimo valor na primeira temporada da série, tornou-se para mim fundamental ouvi-la durante esta segunda temporada. São as expressões, são as one-liners... Ela faz rir só com os olhos!

Sofia Vergara, Modern Family - #2

Se alguma vez alguém me dissesse que íamos ter na televisão uma latina "sassy" numa série de comédia que NÃO representa qualquer estereótipo contra os latinos, eu diria que me estavam a gozar. Mas não. O estilo comédico de Sofia Vergara e depois o seu aspecto e expressividade corporal fazem o resto. Demais.


MELHOR ACTOR - COMÉDIA

Finalistas:
Steve Carell, The Office
David Duchovny, Californication
Joel McHale, Community
Matthew Morrison, Glee
Josh Radnor, How I Met Your Mother



Josh Radnor foi dos poucos que se salvou em How I Met Your Mother e apesar de alguns dos episódios terem mostrado um Ted cada vez mais pascácio, outros mostraram-nos o verdadeiro génio comédico deste actor. Haverá actor mais perfeito para o papel de Will Schuester que Matthew Morrison? Não me parece. É um papel feito à medida certíssima do actor. Joel McHale é a estrela de Community e o seu jeito de fazer comédia, discreta mas fulminante, é uma das razões que me levou a ver Community. David Duchovny/Hank Moody continua mais louco a cada dia que passa. E o mesmo se passa com o Michael de Steve Carell, que no meio da loucura conseguiu surpreendentemente ser a voz da razão e arranjou tempo para se fazer à vida e se tornar independente da Dunder Mifflin.


Nomeados:

Alec Baldwin, 30 Rock - #2

Por alguma razão ele vai a caminho do quarto Emmy consecutivo. Brilhante na sua arrogância e superioridade, excelente nos momentos de fragilidade. O seu Jack Donaghy é um ícone da televisão.

Jay Harrington, Better Off Ted - #1

A melhor interpretação na melhor série de comédia menos vista de sempre. E ainda por cima não é a única intepretação de lá que merece elogios. Enfim.

Zachary Levi, Chuck

Continuamente a ver desvalorizada a sua interpretação, Zachary Levi nunca esconde as forças e as falhas de Chuck e dá humanidade e humor a uma personagem que, de outro modo, seria facilmente aborrecido.

Thomas Jane, Hung - #3

Um prostituto masculino com atitude. Atitude demais, diria. Mas a riqueza de Thomas Jane trouxe ao background da personagem é de louvar.

Jim Parsons, The Big Bang Theory

No mundo dos loucos, ele é o maior. Os 'nerds' andaram ainda mais à solta esta temporada, a maioria das vezes com resultados imprevisíveis.


MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA

Finalistas:
Toni Colette, The United States of Tara
Portia De Rossi, Better off Ted
Julia Louis-Dreyfus, The New Adventures of Old Christine
Lea Michele, Glee

Yvone Strahovski, Chuck

Chuck é das minhas séries favoritas. Muito contribui para isso a ENORME prestação de Strahovski que eu até acho que devia ter contado no top5. Lea Michele está gradualmente a ganhar reputação como "star" pela sua interpretação "diva"-like em Glee. Louis-Dreyfus tem o azar de ter uma série que não tem metade do talento que ela tem para nos fazer rir. E como disse, Better Off Ted não tem só o excelente Jay Harrington pois Portia De Rossi também tem uma performance genial. E finalmente, Toni Colette, a vencedora do Emmy o ano passado (merecido, até) volta este ano a meter-se à baila com os seus 'alters', descobre um 'alter' novo, arranja mais confusões com os vizinhos e com a família e descobre mais segredos do passado. Credo.


Nomeadas:



Courteney Cox-Arquette, Cougar Town

A comprovar tudo aquilo que já sabíamos que ela tinha quando era Monica em Friends: versatilidade, graça, bom-humor, divertimento mas sobretudo um timing genial para one-liners e zingers. Além de estar numa série que acabou em alta a 1ª temporada.

Edie Falco, Nurse Jackie - #2

Se ela não ganhar o Emmy este ano, o mundo está perdido. Ela foi assim TÃO boa. Ao nível da sua Carmela Soprano.

Tina Fey, 30 Rock - #3

Se 30 Rock manteve a sua qualidade ao longo desta temporada algo complicada, foi por causa de Tina Fey (e de Alec Baldwin). A sua Liz Lemon continuou envolvida em 1001 peripécias mas ela tem uma forma tão fantástica de conferir originalidade a cada situação que atravessa que uma pessoa nunca sabe o que vem a seguir.

Eva Longoria Parker, Desperate Housewives

Este lugar era de Lea Michele até eu rever a temporada de Desperate Housewives e de escolher as 20 cenas que mais gostei da temporada e de ver que 15 das 20 eram desta senhora. Eva Longoria Parker, que sempre foi a Dona de Casa Desesperada que o público - e a crítica - mais desprezaram, foi quem mais brilhou este ano na série. Ela é uma expert na arte de fazer rir - bem como a sua personagem, Gabriella. Aliás, eu acho que secretamente a personagem está a gozar connosco, tal são os problemas em que se mete.

Amy Poehler, Parks and Recreation - #1

Se eu mandasse, ela já tinha o Emmy. Como não mando, deve ir para Edie Falco ou para Toni Colette ou Tina Fey. De uma primeira temporada onde eu já tinha adorado o trabalho dela, passa para uma segunda temporada ainda mais forte. A Leslie é a coisa mais ingénua e pateta que eu já vi - e no entanto a actriz confere-lhe uma credibilidade que até me faz ter pena dela de vez em quando. Que grande interpretação.


E agora... A categoria máxima.

MELHOR SÉRIE - COMÉDIA

Finalistas:
The Big Bang Theory
Hung
30 Rock
Ugly Betty
The Office



Nomeados:


Better Off Ted
Cougar Town
Chuck
Glee - #2
Modern Family - #1
Parks and Recreation
- #3


Um dos melhores anos em comédia de sempre: NBC com cinco boas comédias (Community, 30 Rock, The Office, Chuck, Parks and Recreation), ABC com seis (Cougar Town, Modern Family, Better Off Ted, Desperate Housewives, Ugly Betty, Scrubs), FOX com três (Family Guy, Glee, The Simpsons), CBS com três (cinco se contarem com Two and a Half Men e Rules of Engagement a juntar a New Adventures of Old Christine, The Big Bang Theory e How I Met Your Mother), HBO com três (Hung, Bored to Death e Curb Your Enthusiasm) e Showtime com cinco (Californication, The United States of Tara, Nurse Jackie e Weeds, Secret Diary of a Call Girl).

As seis comédias que eu escolhi para meus nomeados são do melhor que se faz em televisão e ao mesmo tempo são as 6 bastante diversas: comédia intimista sobre um grupo de estudantes, todos completamente diferentes, que se farta de cantar bem(Glee), comédia laboral do mais absurdo que há (Parks and Recreation), comédia de humor subtil (Better Off Ted), comédia familiar excelentemente feita e representada, além das situações serem do mais caricato e usual do dia-a-dia de cada um de nós (Modern Family), comédia para a demográfica dos 40 para cima, que tipicamente retrata a crise de meia-idade de uma quarentona que não se imagina como "cougar" (Cougar Town) e comédia de acção cheia de momentos cómicos (Chuck).


Falta agora só a(s) categoria(s) extra...


MELHOR MÚSICA - GLEE




'And I Am Telling You' e 'Beautiful' - Amber Riley
'Don't Rain on My Parade' - Lea Michele
'Don't Stop Believing' - New Directions
'Dream On' - Neil Patrick Harris, Matthew Morrison
'Hello' - Jonathan Groff, Lea Michele
'Like a Prayer' - New Directions

MELHOR CENA MUSICAL - GLEE



'Halo/Walking on Sunshine' e 'It's My Life/Confessions Part II' - New Directions
'Keep Holding On' - New Directions
'Lean On Me' - New Directions
'To Sir, With Love' - New Directions
'Total Eclipse of The Heart' - Lea Michele, Jonathan Groff, Cory Monteith, Mark Salling
'Vogue' - Jane Lynch, Chris Colfer, Amber Riley


(os vencedores destas categorias estão no vídeo via YouTube)

E fim. Continuem por aí que em breve devem surgir os meus premiados para Drama e a continuação da minha revisão das temporadas.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Séries - Finais de Temporada #1

Bom dia! Venho hoje "ressuscitar" um tema antigo nas minhas crónicas aqui n'O Mundo Está Perdido: as séries de televisão. Não sei se ainda se recordam mas no fim do ano passado e início deste ano eu revia/criticava os episódios de várias séries que costumo acompanhar. Decidi que adoptaria uma nova estratégia: em vez de comentar episódio por episódio, deixaria a temporada terminar e comentava a série no seu todo. E é o que vou fazer, ao longo dos próximos dias, uma vez que estamos nos May Sweeps, os 15 dias em que as séries da TV norte-americana acabam (claro que cá em Portugal isso ainda vai demorar algum tempo...).


No domingo, 16 de Maio, acabaram as temporadas de duas séries da ABC, que passo a comentar:



DESPERATE HOUSEWIVES

Avaliação Global da Temporada: B

Uma temporada com altos e baixos, mas com excelentes episódios a fazer lembrar a enorme qualidade da sua temporada de estreia na televisão, que teve críticas estrondosamente positivas. Drea de Matteo foi claramente uma adição certeira por parte dos criadores da série, pois todas as histórias que a envolviam, além de serem claramente refrescantes, muito fruto da aproximação muito peculiar da actriz à personagem, contribuem de facto para o avanço da narrativa. Das nossas Donas de Casa, Eva Longoria Parker foi quem teve de longe a melhor temporada, estabelecendo-se indubitavelmente como a MVP: inúmeras cenas cómicas de excelência e um toque dramático especial em todas as suas intervenções. Numa só palavra: competência. De resto, a temporada começou com atenções focadas em Susan (Teri Hatcher) e no seu casamento, partiu depois para o affair de Bree (Marcia Cross), seguiu para os problemas de Gaby (Eva Longoria) com as filhas, depois com a gravidez de Lynette (Felicity Huffman), que viu depois aparecer um dos seus filhos gémeos com uma noiva russa e que decidiu tornar-se amiga do "estrangulador de Wisteria Lane" (numa interpretação digna de registo de Josh Zuckerman). Pelo meio, Mrs. McCluskey arranjou um namorado e Katherine (Dana Delany), ultrapassada toda a sua loucura, ainda arranjou tempo para partir para um affair lésbico com a stripper amiga de Susan (uma personagem que em nada contribui para a história a não ser para servir de desculpa para Delany poder abandonar a série por uns tempos, uma vez que vai protagonizar uma nova série na ABC, Body of Evidence). Um final, apesar de algo emotivo e de ter tido graça (em contrapartida com os restantes finais de temporada da série, onde morre sempre gente importante), assim-assim, com uma cena final digna de registo, como é desde já apanágio de Marc Cherry. Bem, vemo-nos em Setembro para o que será, possivelmente, a última temporada.

Melhor Interpretação: Eva Longoria Parker / Gabrielle Solis
Melhor Episódio: The Coffee Cup, 6.08 (B+)

Perspectivas para os Emmy? Tirando Drea de Matteo para Actriz Convidada (reminiscências dos seus tempos em The Sopranos podem ajudar à nomeação) ou até Kathryn Joosten, não consigo ver mais nada em que esta série possa ter perspectivas reais de ser nomeada.






BROTHERS AND SISTERS

Avaliação Global da Temporada: B-

Esta série tem tido temporadas substancialmente mais fracas a cada ano que passa e este ano ela atingiu novo nível de ridículo por vezes, com episódios autenticamente saídos de uma novela mexicana. Não obstante isto, há que dar valor aos episódios que realmente mostram o excelente drama que Brothers & Sisters são e há que dar os parabéns aos argumentistas da série, porque de facto este drama é dos que melhor diálogo apresenta na televisão actual. Uma temporada marcada por vários rombos em todas as personagens mas também com alguns momentos de felicidade, que assentou fundamentalmente em quatro grandes linhas narrativas: a doença de Kitty, a falência da Ojai Foods, a entrada de Luc na vida dos Walkers e o casamento de Justin e Rebecca. Assistimos ainda a outras histórias secundárias - Robert a desistir do seu lugar no Senado, a entrada (e saída) de Ryan Walker, Scotty e Kevin à procura de terem um filho, Saul a sair do armário e a proclamar a sua homossexualidade, as perdas financeiras de Holly e Nora a ocupar-se do seu centro para familiares de doentes de cancro, entre outras - com menor relevo. Quando a série voltar, já se sabe que vai saltar no tempo, não se sabe bem quando, muito dependente do que resultar deste episódio final, que conseguiu juntar todos os elementos que dão cor a esta série: o seu espectacular elenco, o melodrama e discussões habituais e a capacidade de surpreender. O acidente no final que vitima Robert e que deixa quase toda a família ferida há-de ter consequências - consequências essas que só vamos saber em Setembro, quando a série voltar. Em termos de desempenho do elenco, um ano especialmente fraco de Sally Field, com pouquíssimos momentos para brilhar e o mesmo se poderá dizer de Rachel Griffiths, que até teve em proeminência durante a temporada mas não se safou bem com as suas storylines. Eu diria que os maiores destaques foram mesmo Dave Annable, muitas vezes criticado pela sua personagem, Justin, e Calista Flockhart (Kitty), também sempre muito levada com indiferença pelos críticos televisivos. A adição de Giles Marini ao elenco resultou em pleno, funcionou para tapar uma clara deficiência da série e proporcionará muito possivelmente um complemento importante no momento de regenerar esta família depois da perda de Rob Lowe (Robert).


Melhor Interpretação: Calista Flockhart / Kitty Walker
Melhor Episódio: empate entre Newlyweds, 6.10 (B/B+) e Lights Out, 6.23 (B/B+)

Perspectivas para os Emmy: Eu diria que é desta que a série desaparece das cerimónias de prémios, pois não consigo ver como é que num campo tão cheio de competidoras este ano, Rachel Griffiths e Sally Field possam garantir nomeações - o restante elenco nunca teve poder para se impôr nos Emmy e, a não ser que Calista Flockhart ou Rob Lowe surpreendam (o que duvido muito), esta série está acabada - pelo menos, awards-wise.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Balanço da Década: Genéricos Televisão


Continuando o meu balanço da década, passamos agora para genéricos de televisão. Têm existido aberturas de séries tão boas que nem todas podem caber na minha lista, por muito que me custe (The O.C. e The Office são dois bons exemplos). Esta década tem sido generosa em grandes genéricos, tanto em séries de televisão como até em telenovelas portuguesas. Apesar de para este meu ranking só contarem séries de televisão, tenho que deixar aqui uma menção honrosa a dois genéricos "made in" Portugal, os das telenovelas Fascínios, Equador e Ilha dos Amores (particularmente as últimas duas são tocantes, vibrantes, profundas, tudo aquilo que deviam ser).


Então vamos agora para o meu top:


Sobre estes primeiros 10 não faço comentários, só comento os meus 10 primeiros...

20. Sex & The City
19. Entourage
18. CSI: NY
17. Friday Night Lights
16. Southland
15. Lost
14. The Sopranos
13. Grey's Anatomy
12. House, M.D.
11. Prison Break

10. Weeds

AQUI

A abertura de Weeds é tudo menos fora da conformidade. Retrata muito bem aquilo que a série quer falar. As imagens mostram-nos, de forma irónica, uma vizinha imensamente perfeita, ideal e absolutamente normal, com a música "Little Boxes", cantada todas as semanas num estilo diferente, a marcar o tom comédico de que elas precisavam para transmitir toda a sua verdadeira intenção. Muitos carros iguais a passar, o mesmo homem de negócios a sair da mesma loja de café, a mesma roupa em todos os corredores no parque... Como a protagonista do enredo é uma mãe dona de casa aparentemente normal mas que vende marijuana para sustentar a família a pessoas da vizinhança, percebe-se de facto como nada é o que parece naquele subúrbio.

9. The Wire



Imagens reais, profundas, de fazer pensar, completadas por uma bela música ("Way Down in the Hole"), esta é uma sequência que mostra bem a qualidade da série. O poder da voz soul da canção e as imagens marcantes assombram quem as vê e quase que as "obriga" a ver a série do princípio ao fim, sem interrupções, isto para quem não acompanhava; isto para quem acompanhava, era um prazer ouvir esta melodia.


8. The Simpsons



Esta será possivelmente a série com o melhor genérico de sempre, e conseguiram em 21 anos mantê-lo revigorante só mudando o final e o início de cada abertura. É basicamente um percurso pela cidade que nos mostra onde se encontram todos os membros da família Simpson, terminando com a reunião deles todos em casa para ver televisão. Muito bem pensado, muito bem escrito (muito actual e de acordo com temas de política, cultura, sociedade em voga) e divertido, sempre. Além do mais, será que encontramos alguém no mundo que não conheça esta abertura?

7. Desperate Housewives



Também esteve em consideração para meu número 1. O genérico de Desperate Housewives, criado por Marc Cherry, é só de si brilhante mas ainda mais brilhante fica quando completado pela fantásticam melodia de Danny Elfman. Ganhou muitos prémios este genérico. E com razão. O genérico usa vários quadros de diversas épocas para gozar e provocar um bocado acerca do papel da mulher nas diferentes sociedades. E é justamente tudo aquilo que a série precisa para a introduzir.

6. True Blood



O genérico da nova série de Alan Ball caracteriza na perfeição o ambiente em que se desenrola a acção do drama. Nada de original, mas de qualquer forma muito boa abertura para uma série também ela muito boa e, tal como a série, um pouquinho bizarra. Como disse, assenta que nem uma luva.

5. The United States of Tara



Os Estados Unidos da Tara são uma série nova protagoniza por Toni Colette, que faz de uma mãe dona de casa que tem síndroma da dupla personalidade e portanto basicamente Colette representa quatro entidades diferentes. O genérico traduz isso mesmo, mas em vez de se tornar aborrecido como muitas vezes as séries com cariz feminino tendem a ser, este opta por uma espécie de animação estilizada que funciona muito bem (ver Desperate Housewives/Mad Men) e que lhe dá um aspecto distinto...

4. Dexter




Só o coloquei em número 4 mas estou agora a pensar que o podia colocar mais acima. É só que tem mesmo partes que me fazem afastar um pouco do ecrã. A abertura de Dexter é muito pouco convencional tendo em conta o tema da série, que fala das peripécias da vida pessoal e profissional de um assassino em série. A abertura mostra simplesmente a rotina matinal diária de Dexter Morgan. Num enorme close-up. Com enorme detalhe. É um pouco desconfortável nalgumas partes mesmo, principalmente porque a edição e a captura da imagem é feita de uma forma que parece muito mais violenta e horrífica. Mas de qualquer forma, muito bom genérico.

3. Mad Men



Viva o design estilizado e animado de Mad Men. Eu sempre gostei deste tipo de sequências em filmes e é igual para séries de televisão. Estive até para colocar esta série em #1 mas acabei por não o fazer. Mas não sei, acho-o tão...grandioso. A culpa é dos violinos. Raio dos violinos. E dos anos 60. E porque parece tão bonito. A figura do homem a cair no meio de prédios com cartazes de anúncios dos anos 60, depois cortando rapidamente para o homem na cadeira, calmíssimo, a fumar... É demais para mim. Apesar de ser em 2D, parece 3D, o que o torna ainda mais impressionante.


2. Chuck



Achei que tinha que pôr este em 2º lugar. Pode não parecer o mais merecedor mas eu adoro-o tanto. Acho-o mesmo super engraçado, além de passar tudo aquilo que a série é. Extrovertida, disfuncional, hilariante. Afinal de contas, estamos a falar da história de um nerd informático que vira acidentalmente agente secreto. A sequência de abertura é super estilizada, cheia de atitude, de humor, de vibração. É o perfeito #2 para contrastar com o meu #1.


1. Six Feet Under



Não conseguia fugir ao genérico de Six Feet Under (Sete Palmos de Terra). Música idílica composta por Thomas Newman (um dos seus melhores trabalhos), acentua o tom da série, calmo, elegante, algo indiferente, impenetrável, frio, que funciona perfeitamente com o tipo de série que é, com o assunto e com a sequência de imagens que acompanha a música. É brilhante.

Balanço da Década: Televisão


Vou começar por aqui o meu balanço da década, que se irá esticar um pouco até Fevereiro (uma vez que estou em época de exames)...


A verdade é que a televisão, nacional e internacional, nos proporcionou com belíssimos momentos esta década (2000-2009). Acompanhem-me então enquanto revejo os que são para mim os 20 pontos mais altos da televisão na primeira década do século XXI.




#10 - Concursos de cultura geral

Já tinham andado por cá mas com o sucesso que teve Quem Quer Ser Milionário? os programas de cultura geral começaram a aparecer de todo o género e feitio, alguns deles muito inteligentes (A Herança), outros nem tanto (Jogo Duplo), outros mal aproveitados (Sabe Mais que um Miúdo de 10 Anos?), a verdade é que o investimento feito pela RTP neles tem resultado até, com a televisão a atingir números de horário nobre que há muito não via, à custa de José Carlos Malato e, em menor medida, Jorge Gabriel. Mas não há ninguém com a classe de Carlos Cruz à frente de um dos maiores programas nacionais da década, Quem Quer Ser Milionário.





#9 - Friends e Desperate Housewives

Decidi realçar duas comédias do grupo grande de séries que eu tinha para falar, tudo porque estas séries são marcos da década por si só. Primeiro, Friends. A série que se estabeleceu como um sucesso no final dos anos 90 continuou a dar cartas à entrada da nova década, tendo atingido o seu fim em 2004. No entanto, continuou-nos a proporcionar imensas gargalhadas, momentos únicos e inesquecíveis e ainda hoje nos faz sentir, por vezes, a falta daquele grupo de amigos: Ross, Rachel, Joey, Phoebe, Chandler e Monica. É a comédia familiar da década e não há ninguém que possa dizer o contrário. E agora falando de Desperate Housewives... A série sobre as quatro donas de casa e as suas aventuras, sarilhos, problemas e discussões é tão original quanto divinal. Problemas e preocupações genuínas, laços de amizade e família tão bem traçados, a série marcou o panorama televisivo entre 2004 e 2006, altura em que caiu um pouco na qualidade. Ainda assim, fica para a história como a série com mais prémios ganhos num só ano.



#8 - Dramas Médicos

Foi nesta década que se assistiu de facto a um fenómeno sem precedentes. Os dramas médicos entraram no novo milénio em força e vieram para ficar. Entre 2000 e 2003 começaram a prometer aparecer em grande, mas nenhum deles pegou a sério (excepto Scrubs). Até que em 2004-2005 duas séries estrearam na televisão que mudaram tudo (arriscaria eu dizer para sempre). Estou a falar, claro, de House e de Grey's Anatomy. E os médicos nunca mais foram largados desde então. Hoje em dia, além destas duas e de Scrubs, temos Nurse Jackie, Trauma, entre outros... Até cá em Portugal virou fenómeno. Já repararam que a partir do ano 2002-2003, há sempre um médico em todas as novelas portuguesas?




#7 - Family Guy

A animação em geral conseguiu um avanço significativo, quer a nível de tecnologia, quer a nível dos argumentos, das situações e até do que é ou não permitido a uma série animada. E para isso muito contribuiu a estreia na FOX de Family Guy. Um formato aparentemente "family-friendly" com uma família da classe média igual a tantas outras mas que é completamente insana, desde o pai que devia ser internado numa instituição psiquiátrica à filha neurótica, ao filho lento, ao cão intelectual, ao bebé sobredotado e sociopata, até mesmo à mãe que é claramente bipolar. O que dá ainda mais piada à série é o facto de nos fazer rir à custa de situações do dia-a-dia que nos aconteceram certamente a todos mas que são hilariantemente exageradas na série, o que dá azo a situações muito caricatas. Obviamente que não passou só por Family Guy a reviravolta na animação (outros exemplos são Futurama, American Dad, South Park e mesmo os próprios The Simpson que se revolucionaram para o novo milénio) mas a verdade é que Seth McFarlane tem uma jóia que ele nunca mais vai conseguir igualar.







#6 - Concursos de Caça-Talentos Musicais

Não sei se repararam mas esta foi a outra moda que por cá passou esta década. Os concursos de talentos musicais. Operação Triunfo, Academia de Estrelas, Ídolos, Uma Canção Para Ti, Dança Comigo, Família Superstar, são tantos os nomes... Não é que seja uma ideia inovadora (nem é; desde há muito tempo que existem, Chuva de Estrelas, Os Principais e Cantigas da Rua vêm-me logo à cabeça) mas é talvez a maior fonte de rendimento dos canais generalistas esta década. O Ídolos assegurou à SIC a luta pelas audiências em 2005-2006 quando a estação estava a cair na ruína, a Operação Triunfo e Dança Comigo ajudaram a RTP1 a subir na credibilidade dos espectadores e Uma Canção Para Ti ajudou a TVI a cimentar a sua popularidade junto de todas as faixas etárias. Como se vê, fulcrais. O fenómeno é também evidente lá fora, com a popularidade de programas como American Idol, Britain's Got Talent, The X Factor, Dancing with the Stars e So You Thing You Can Dance?





#5 - Reality TV (Big Brother)

Foi nesta década que também soubemos apreciar o poder da "reality television" e o seu expoente máximo foi, sem dúvida, o Big Brother. Este programa, que consistia em vigiar 12 indivíduos trancados numa casa durante cerca de 3 meses foi quem catapultou a TVI para números de share nunca antes imaginados. O povo ficou em êxtase e aos poucos o quarto canal estava a construir a sua imagem de marca. Depois foi triste ver a sobre-exploração do conceito com a criação de espécie de "spin-offs" com 1ª Companhia e Quinta das Celebridades e Big Brother Famosos. Mas não foi só em Portugal que se explorou muito nesta área. Além de Big Brother, Extreme Makeover, While You Were Out (que nós temos cá em Portugal como Querido Mudei a Casa), Survivor, Top Chef, Project Runway, The Amazing Race, America's Next Top Model e muitos outros fazem as delícias dos telespectadores. São pessoas como nós que lá estão, o que ajuda a explicar em grande parte a sua enorme popularidade.



#4 - Clássicos Esquecidos

De vez em quando lá vem uma série que a crítica adora e considera das melhores coisas que já se viu mas que nunca é adorada pelas cerimónias de prémios. São normalmente séries que são instantâneos clássicos contemporâneos mas que por uma razão ou por outra nunca caíram bem aos júris desses prémios. É o caso de Dexter, de Battlestar Galactica, de Friday Night Lights, de The Wire, de The Shield e, a um nível menor, Lost e True Blood. De Lost nem nos podemos queixar muito pois ganhou muitos prémios pela sua primeira temporada. Isto principalmente porque era um formato original na TV e que surpreendeu muita gente. O problema foi que a qualidade das temporadas seguintes não baixou mas aparentemente o amor pela série sim. Ela deixou de simplesmente coleccionar prémios e apesar de algumas nomeações e a enorme popularidade entre fãs e críticos, só este ano voltou a ganhar um prémio (Emmy para Emerson, actor secundário). Dexter é outro caso peculiar. Sempre abraçado pelos fãs e críticos, frequentemente nomeado mas nunca reconhecida. Battlestar Galactica e Friday Night Lights é pior. São ambas ridiculamente excelentes séries, com grandes interpretações, que críticos e fãs amam, mas que nunca encontraram lugar no coração dos júris destes prémios para sequer serem nomeados. Mais uma série a juntar ao grupo: Prison Break. Enfim. Só o facto de coisas assim existirem na televisão para podermos todos ver já vale a pena...





#3 - Efeito Joss Whedon e Josh Schwartz

Além de Seth McFarlane (e de Alan Ball, que falarei mais à frente) outros dois nomes marcam, para mim, esta década. São eles Josh Schwartz e Joss Whedon. O primeiro é o rei dos dramas "teen", o segundo é de quem toda a gente se lembra quando se fala em revolução na televisão. Josh Schwartz entrou nas casas mundiais com a série The O.C. que provou ser um sucesso a larga escala e assegurou, nos seus primeiros tempos, um lugar nos píncaros dos dramas do seu género, logo entre Beverly Hills e Dawson's Creek. A série que falava dos dramas do quarteto Ryan-Marissa-Seth-Summer teve duas primeiras temporadas excepcionais, com qualidade dramática e comédica que a grande maioria das séries de televisão nunca chegam a alcançar. Não obstante, a série acabou à 4ª temporada mas Schwartz não parou. Estreou Chuck e novo sucesso surgiu. Depois sucedeu o mesmo (e de novo, a uma escala imprevisível entre a camada jovem - e não só!) com Gossip Girl. Já Joss Whedon entrou no novo milénio com uma reputação imaculada por ter sido ele a criar o drama "teen" mais alternativo que já alguém tinha visto. Buffy ia na sua quarta temporada ao chegar ao ano 2000 e continuou a mostrar selo de qualidade, que ainda não estava acabada. Acabou em 2003 contra a vontade de muita gente mas porque Whedon decidiu que não conseguia fazer mais por Buffy e companhia. A verdade é que pegou nalgumas das suas "storylines" de Buffy e criou Angel, que fez de David Boreanaz uma estrela da televisão. Depois, seguiu-se Firefly. E finalmente chegamos a Dollhouse que apesar de ter fracassado na primeira temporada, está agora a revelar todo o seu potencial. No fim das contas, vem agora a provar-se que ele é quem tinha razão: os vampiros são populares. Que o digam True Blood e Twilight.





#2 - Comédias Brilhantes e Todas Diferentes

Quer se queira quer não, a década foi dos dramas. Muito drama para dar e vender de todas as formas e feitios possíveis e inimagináveis. No entanto, quem surpreendeu mais foram as comédias. Todas elas diferentes, refrescantes, originais, todas elas fazem rir, mas cada uma à sua maneira. São muitas, mas optei por realçar: Weeds (quem mais se lembraria de fazer uma comédia com uma dona-de-casa obrigada a vender droga para se sustentar?), 30 Rock e Arrested Development (o conceito-base é o mesmo mas não deixam de ser as comédias da década, falam do processo de criação de uma série de TV, a diferença estando no foco, que em 30 Rock é numa personagem apenas, enquanto que em Arrested Development todas as personagens são igualmente importantes e marcantes), The Office (primeiro o britânico, depois o americano, geniais ambas), How I Met Your Mother (comédia jovem e refrescante que envolve a história de como alguém conheceu a mulher da sua vida mas na verdade conta as diversas peripécias dele e do seu grupo de amigos - muito à la Friends, mas que criou a maior personagem que a televisão esta década conheceu - Barney Stinson!), Glee (uma comédia musical? Ai, fui para o céu!), Modern Family (a primeira comédia que envolve famílias que não é irritantemente aborrecida - Frasier, Two and a Half Men, estou a falar convosco!). Todas elas, brilhantes.




#1 - Dramas de Peso

Finalmente e como já disse, a década foi dos dramas. Já falei de alguns, mas estes tenho que ressalvar. Além de serem clássicos, de terem sido multiplamente premiados e de serem, de facto, marcos na televisão esta década, são séries que vão ficar para sempre e que daqui a muitos anos ainda servirão de referência para comparação. Estou a falar, é claro, de Os Sopranos, de Mad Men e de Six Feet Under (Sete Palmos de Terra). Três dramas com "storylines" estilizadas, muito autênticas, muito poderosas, que vieram mudar para sempre a forma como se fazem dramas em televisão. Quem poderá esquecer os problemas domésticos da família Soprano e da sua rede de máfia, ou as discussões da família Fischer e da sua funerária, ou ainda agora, nos tempos de hoje, quem pode dizer que Mad Men não é a coisa mais fascinante que já viu na televisão? Também pudera, têm por trás dois grandes criadores: Matthew Weiner criou Os Sopranos e Mad Men e Alan Ball junta True Blood e Six Feet Under ao argumento premiado de American Beauty. Homens com ideias formidáveis, não? Sobretudo, estas são as histórias que fazem ver televisão valer a pena . São coisas destas que nos deixam uma marca indelével para sempre.

Ficam aqui com os genéricos (brilhantes também!) das três séries:
Six Feet Under:




The Sopranos:




Mad Men: AQUI (o YouTube não tem permissão para deixar colocar)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Séries - Fim da primeira metade da temporada


Aproveitando a pausa de Natal/Ano Novo para nos pôr a par das séries (que estão em pausa, pois começa em Janeiro a midseason que nos traz séries como Damages, Breaking Bad, Lost, Burn Notice, entre outras e que põe fim a Dexter, Heroes, Dollhouse, Glee, enfim já perceberam a ideia). O facto é que eu não postei sobre todos os episódios das séries até ao Natal, portanto aqui vão (com mil anos de atraso, por isso peço desculpa):


BROTHERS AND SISTERS

Episódio 9, Pregnant Pause

Mais um daqueles episódios frouxos que tão má fama trazem a Brothers & Sisters. Repleto de discussões, de indecisões, de segredos que são contados ou que não são contados mas que acabam sempre por dar confusão, cheia de gente com boas intenções mas que não ajuda nada. Sinceramente, esta série um dia destes acaba comigo. Neste episódio, Justin descobre que não passou nos seus exames, notícia essa que acumula com os seus problemas de casamento mais a notícia da gravidez de Rebecca. Claro que como menino mimado e mal-educado que é, Justin faz a folha a quase todos os familiares. Já Sarah, também mal-educada e intrometida, resolve mexericar com o romance da mãe. Sem comentários. Nota: C-

Episódio 10, Nearlyweds

Em termos de qualidade, este episódio melhorou em relação aos anteriores, tem alguns bons momentos e tem um final bastante interessante. Abandonou as discussões, trouxe dramas antigos (que tinham qualidade e ainda bem que os estão a explorar) – como o caso de Tommy com a filha e a mulher, a relação entre Robert, Nora e Kitty – e até o cancro de Kitty foi finalmente bem explorado. Nota: B+


DESPERATE HOUSEWIVES

Episódio 9, Would I Think of Suicide?

Finalmente a história começa a cozinhar. O episódio em si não é dos melhores mas a progressão da história faz-me crer que o final da temporada vai ser chocante. Gosto muito da interacção Bree vs. Karl vs. Orson que está para surgir e também os problemas de Lynette com Gabrielle e Carlos. Além do mais, a storyline principal do episódio, a tentativa de suicídio de Katherine para colocar as culpas em Mike e Susan, foi genial. Dana Delany impecável. Nota: B

Episódio 10, Boom Crunch

Só pela forma como a história fica em suspenso até aos próximos episódios, este episódio merecia um A. Como uma boa parte do episódio é irritante, desço a nota. O episódio é claramente previsível de início mas ainda assim gostei muito da forma como todas as histórias ficam em suspenso para o Ano Novo porque nenhuma das situações ficou resolvida. Principalmente a questão: quem é que morreu? Karl, Orson… ou Bree? Nota: B+


30 ROCK

Episódio 7, Dealbreakers Talk Show #0001

A confusão que reinou neste episódio é demasiada para ele fazer qualquer sentido. Liz, Tracy, Kenneth, Jack… Todos pareciam malucos. E talvez fosse essa a ideia do episódio. A storyline principal do episódio era a incapacidade de Liz Lemon para lidar com os seus nervos. Foi então que Jack decidiu presenteá-la e mimá-la como se de uma estrela se tratasse. O plano correu-lhe mal, uma vez que Liz decide então fazer um escândalo qual diva de cinema. Isto tudo enquanto vai manietando também Devin Banks. Confesso, não achei muita piada ao episódio. Nota: B-

Episódio 8, Secret Santa

O melhor episódio da temporada até agora e com a estreia de Julianne Moore. Impecável actuação por parte de todo o elenco, mas simplesmente brutal a interpretação de Scott Adsit como Pete Hornberger. Pete decide castigar Jenna por nunca contribuir para ajudar os mais desfavorecidos e rouba-lhe os cânticos de Natal. Lutz, Frank e Toofer decidem enganar Kenneth para fugir a terem que fazer troca de prendas mas acabam no fim por ser castigados por ele e por Tracy, não sem antes causar uma grande confusão de índole religiosa na cabeça do assistente saloio. Liz e Jack envolvem-se numa hilariante troca de prendas com o auxílio (ou não) do assistente de Jack, Jonathan. Nota: B+


GLEE

Episódio 12, Mattress

Episódio mais fraco de Glee da temporada que começou e terminou de forma muito estúpida. Termina com a desqualificação de Will como director dos New Directions e começa com a necessidade de não tirar uma foto do grupo de Glee. Toda esta storyline vai progredindo de forma muito fastidiosa para um suposto anúncio publicitário em que os miúdos se envolvem, atingindo o seu pico com a descoberta da falsa gravidez de Terri por Will e culminando finalmente, no que foi o melhor momento do episódio (os últimos 10 segundos), com o pessoal popular a rabiscar a foto do grupo. Nota: B-

Episódio 13, Sectionals

Tudo o que está bem acaba bem. Glee terminou em 2009 com um estouro e com um muito bom episódio. Tudo se resolveu, eles ganharam, ultrapassando as outras duas equipas batoteiras, Will deixou a Terri e a Emma deixou o Ken e os dois estão agora juntos e ainda Sue foi despedida mas não sem antes lançar farpas para um próximo duelo. Estão os dados lançados para uma grande segunda metade de temporada. Agora falta esperar por Abril. Nos meus comentários semanais, vou passar a incluir outra série na vez desta (provavelmente Breaking Bad). Nota: B


GOSSIP GIRL

Episódio 11, Treasure of Serena Madre

O melhor episódio da semana vem da série menos suspeita. O episódio de Acção de Graças de Gossip Girl pode mesmo ter sido o melhor episódio de toda a série. Impecável a forma como estabelece a sequência de eventos que nos levam à grande cena do jantar de Thanksgiving em casa de Serena, com mais de 20 (!) convidados e onde estalam mais de 20 (!) discussões diferentes. É depois um prazer ver o desenlace de toda esta confusão. Pela primeira vez, a série conseguiu lançar muito bem todos os seus inúmeros escândalos de uma vez só. Foram sem dúvida os melhores 42 minutos que gastei a ver Gossip Girl. Nota: A-

Episódio 12, The Debarted

Infelizmente, a qualidade esbateu-se um pouco no episódio de Natal, quase inteiramente focado nos problemas de Serena e Chuck. Chuck tem um episódio dickensiano ao ser visitado pelo fantasma do seu pai que avalia a sua capacidade como empresário de sucesso. Finalmente conseguimos ter um pouco de visão sobre as incertezas e confusões que têm atormentado a cabeça de Chuck ultimamente. E podemos ver por que razão Blair é a mulher da sua vida. Serena, por sua vez, tem que lidar com os seus dois amores e com a consequência das suas escolhas. Um bom episódio mas nada de mais além. Nota: B-


HOUSE

Episódio 9, Wilson

Este episódio inteiramente focado em Wilson permitiu-nos não só percebermos como é de facto a amizade entre House e Wilson mas também percebermos a qualidade e a humanidade que Wilson demonstra como médico e como pessoa. Basicamente, é um episódio feel-good que termina de forma muito estranha, permitindo-nos ainda ver mais camadas que formam a complexidade do ser humano que é James Wilson. Bom episódio. Nota: B+


HOW I MET YOUR MOTHER

Episódio 10, The Window

A convidada Joanna Garcia surge como pano de fundo para a história de How I Met Your Mother desta semana, como uma velha conhecida de Ted que é talvez a rapariga perfeita para ele mas que nunca está impedida. Finalmente surge-se-lhe "a janela" de oportunidade de a ter para si e Ted tenta aproveitar ao máximo, com a ajuda dos seus hilariantes assistentes, Marshall, Robin e Lily. Não mencionei Barney porque ele vai fazer exactamente o contrário, interpondo-se entre os dois. O outro fio de história do episódio pertence a Marshall e a uma carta que ele escreveu a si próprio 15 anos antes. Nota: B-

Episódio 11, Last Cigarette Ever

Um dos melhores episódios da temporada, ele faz a ponte entre o passado e o futuro das personagens através de uma actividade que todos partilharam: fumar. É basicamente esta a história do episódio em que todos contam como foi o seu vício e quando, como e porquê o ultrapassaram. Nota: B




Então, colocando em ranking as séries que tenho visto até agora, a metade da temporada de TV:

1. Glee
2. Friday Night Lights
3. Mad Men
4. House, M.D.
5. 30 Rock
6. Dexter
7. True Blood
8. How I Met Your Mother
9. Big Love
10. Grey's Anatomy
11. Desperate Housewives
12. Gossip Girl
13. Entourage
14. Dollhouse
15. Brothers & Sisters

sábado, 28 de novembro de 2009

Esta semana na TV...

Esta semana na TV, as séries foram escassas. Nalguns casos por causa do feriado, o Thanksgiving, nos EUA. Noutros casos, porque já entraram em pausa de Inverno (o chamado 'mid-season' - como é o caso de Grey's Anatomy, por exemplo, que despachou os 3 feriados - Thanksgiving, Natal e Ano Novo - tudo num só episódio).

Bom... Seja como for, três episódios vi eu esta sexta-feira:


HOUSE, M.D. - Episódio 8 da 6ª Temporada - «Ignorance is Bliss»

Depois de vermos Cameron abandonar a série na semana passada num episódio sensacional, eis que esta semana tivemos um episódio mais calmo, mais à House. O que se passou? House decidiu investir na separação de Cuddy e Lucas e o surpreendente no meio disto tudo foi mesmo a reviravolta que Cuddy nos proporcionou ao mentir a House, ao não lhe dar uma nova oportunidade (ela que, durante os 6 anos da série, inúmeras vezes foi manipulada e controlada por ele). Com isto, House percebeu que foi o fim (para agora, diria eu) das suas tentativas de aproximação a Cuddy. Wilson não tem tido muito que fazer ou dizer nesta nova temporada, mantém o mesmo fio condutor na sua história, é o amigo fiel que House necessitou durante a recuperação e continua o amigo fiel que House necessita para debater as suas trafulhices. De qualquer forma, para a semana, antes da pausa de Natal de House, teremos um episódio centrado em Wilson (à semelhança do que já se passou em Grey's com Derek e Arizona... E um episódio só sobre Cuddy também vai surgir mais lá para Fevereiro, já está prometido). A ver o que se passará... Chase teve problemas o episódio todo para lidar com a preocupação dos colegas de trabalho acerca de Cameron e resolveu-os... da forma mais improvável possível (pelo menos para Chase): à porrada. Deixou um olho negro a House e ainda originou uma troca de palavras bastante engraçada quanto ele tentou desculpar-se. De resto, algumas outras cenas de registo, não foi um episódio brilhante, longe disso até, mas é um episódio bastante sólido de House. Nota: B


Melhores citações do episódio:

1. «How you manage to elevate your narcissism to beneficence is masterful.» (Wilson para House)

2. Diálogo entre Taub e Foreman com uma punchline de House no final: «Taub: It could be sickle cell. / Dr. Foreman: Guy's white. / Taub: Whites can get it. / House: Come on. We get tennis elbow and all the money. Let them have sickle cell.»


HOW I MET YOUR MOTHER - Episódio 9 da 5ª Temporada - «Slavsgiving 2: Revenge of the Slap»

Novo episódio de How I Met Your Mother no dia de Acção de Graças como uma espécie de «sequela» para o episódio do ano passado, intitulado obviamente «Slapsgiving». Em comparação com o seu original, este episódio perde. Não tem tanta piada mas é talvez um pouco mais enternecedor. Toda a storyline de quem iria dar a chapada no Barney é hilariante, mas o mais hilariante de todo o episódio é sem dúvida a negligência do pai de Lily, mais preocupado com os seus jogos mirabolantes do que com a filha. E cada jogo! Enfim... Todas as piadas com a palavra «slap» também foram bem engraçadas (talvez um pouco em demasia), durante aquele diálogo entre Robin e Ted para decidir quem iria dar a chapada. «Slapsolutely Ted, you're a slapping rock star. You should be called Eric Slapton.» - é de longe a melhor das linhas do episódio. Outra coisa que me fez rir às gargalhadas? O olhar de morte da Lily (e sim, a tentativa do Marshall em produzir um semelhante). E sim, fiquei feliz por ter sido o Marshall a bater-lhe, como eu tinha previsto já no início do episódio. Nota: B



GLEE - Episódio 11 da 1ª Temporada, «Hairography»


Dos piores episódios de Glee (de qualquer forma, muito melhor que os melhores episódios de outras séries) e, como eu já disse, Quinn não pode ter tanto foco porque aquela storyline da gravidez dela é super irritante (já para não falar na gravidez imaginária de Terri que é completamente surreal - mas ninguém toca nela?). O que compensa - claramente uma das grandes armas de Glee - é que os números musicais conseguem compôr até o mais pálido dos episódios. «Imagine» e «True Colours» foram mágicos. Glee continua com mais 2 episódios, até 9 de Dezembro, altura em que faz uma pausa bem grande, só voltando em Abril. Nota: B-


Para a semana ainda temos House, Glee, voltam Desperate Housewives, 30 Rock, Gossip Girl e Brothers and Sisters. Todas estas séries vão para pausa de Natal na semana seguinte, exceptuando Glee que encerra para balanço até Abril.


De qualquer forma, é uma pena irmos para pausa nestas séries mas fica a certeza que 2010 trará novas novidades e de preferência melhores episódios para todas elas. E, além disso, o início de 2010 traz a última temporada de Lost, o final da série de culto Heroes e o retorno de Damages e Breaking Bad.

sábado, 21 de novembro de 2009

Esta semana na TV...

Aviso desde já: São MUITOS spoilers! Cá vai o que se passou nas séries que vejo esta semana:



30 ROCK, Episódio 6 da 4ª Temporada - «Sun Tea»

Nada de particularmente especial aconteceu em 30 Rock esta quinta-feira. Liz Lemon aprendeu a expulsar um vizinho do prédio com o mais estranho dos professores, Frank. Tracy levou Jack a envolver-se em mais uma das parvoíces dele, desta vez uma vasectomia, até que ambos decidiram que o melhor da vida eram os filhos (se bem que para Tracy teve que ser com uma alucinação em que ele era o Bill Crosby). MVP do episódio: Dr. Leo Spaceman (aliás, sempre que ele aparece, a cena promete...) Vá, houve alguns one-liners aqui e ali, tipo o de Jenna, «Drama is gay man Gatorade» ou o de Kenneth, «Global warming? Sorry, sir, that's just scientist talk. The same people who say my grandfather was a monkey. If that's true, why was he killed by a monkey?» mas nada de mais. Certamente que este episódio deixou muito a desejar. Só que... um episódio mau de 30 Rock consegue ainda assim ser muito melhor que muitos episódios de séries que andam por aí. Nota: B-



BROTHERS AND SISTERS, Episódio 8 da 4ª Temporada - «The Wine Festival»

Ao oitavo episódio, uma decepção: um episódio totalmente sem discussões. E foi um dos piores episódios desta série (que tem tido muitos maus episódios nos últimos tempos) esta temporada. Núcleo da história: o festival de vinho em que a Ojai/Walker Landing participa com a sua marca de vinho barato e que consegue ganhar o 1º prémio. Claro está que tudo o que é bom acaba depressa, ou não fosse a paupérrima storyline do Ryan ter de fazer com que alguém sabotasse a adega e vertesse o vinho todo. Isto parece novela mexicana mesmo! Histórias secundárias: Gilles Marini e a sua personagem Luc foram de vela este episódio, tudo por culpa da insistência de Sarah em que ele arranjasse um emprego a fazer design de rótulos e marcas. Que problema tão significativo, diga-se de passagem... Rebecca decide não contar a Justin que está grávida e começa a pensar em abortar... Pôxa, a meses de casar e ela não consegue contar ao noivo que está grávida? Bem, como será o casamento, não é? Kitty envergonhada por causa da peruca, também nada de mais, Kevin e Scotty decidem qual a sua barriga de aluguer fazendo uma escolha criteriosa e cheia de pré-requisitos para no final mandarem tudo à fava e atirarem um dardo à sorte. E finalmente Norah. Sally Field tem finalmente uma storyline esta temporada e é uma tão estúpida quanto patética. Arranjaram-lhe um namorado muito mais novo. Uau. Uma actriz, vencedora de dois Óscares e com múltiplas nomeações para Emmy (1 ganho) e Globos de Ouro (1 ganho), a contentar-se com uma história destes. Isto só visto... Só mesmo em Brothers and Sisters. Nota: C





DESPERATE HOUSEWIVES, Episódio 8 da 6ª Temporada - «The Coffee Cup»

Episódio muito bom de Desperate Housewives, com especial atenção para Drea Di Matteo (que me tem impressionado imenso com a sua versatilidade) e para Eva Longoria Parker (que tem sido uma óptima comediante nos últimos episódios e hoje mostrou - de novo, com mestria - a sua variante dramática). Resumindo o episódio, Gabrielle descobre que Lynette está grávida, o que vai levar ao seu despedimento por parte de Carlos; Bree é salva de ser apanhada por Orson com Carl pela pessoa mais surpreendente, Angie, que tem tido problemas com o marido, que acaba por estrangular mais uma mulher; Susan, que terminou o último episódio na prisão, é condenada a serviço comunitário. Para sua sorte, Katherine visita-a e deita lixo para o chão, sendo obrigada ao mesmo castigo - aí, a rivalidade vem ao de cima, com Susan a testar novos limites na sua relação com Mike (e sim, os limites são de teor sexual! :D) Nota: B+




GLEE, Episódio 10 da 1ª Temporada - «Ballad»

Já esgotei todos os adjectivos para caracterizar Glee, mas vou dizer mais uma vez: é uma série genial. Este episódio, em particular, é brilhante de todas as formas. Desde toda a storyline do Sr. Shue com a Rachel, a interacção entre Kurt e Finn, o mash-up que o Sr. Shue cantou a Rachel (e a conclusão que ela tirou, com ajuda de Emma, foi priceless!) a forma como demonstraram que todos abordam a música de forma diferente e aquela música final: os arrepios, o espírito de grupo, os abraços... Meu Deus, que emoção. E hoje nem foi preciso Sue aparecer para tornar o episódio ainda melhor. Seja como for, esta série vai ficar na história. Que bela hora de televisão. Nota: A+




GOSSIP GIRL, Episódio 10 da 3ª Temporada - «The Last Days of Disco Stick»

Melhoria significativa em relação aos últimos episódios, este The Last Days of Disco Stick foi um episódio sério, em conformidade com o estatuto 'teen' que tem mas com a dose certa de drama e comédia. A storyline de Dan-Vanessa-Olivia foi finalmente bem aproveitada (demorou!), Olivia já era (ainda bem!), Serena e Tripp ainda não passaram à história (ponto a menos no episódio a meu ver, nada a ver um com o outro e ainda por cima storyline aborrecida... o que vale é que já houve indício que ela e Nate é só uma questão de tempo...), Jenny numa storyline que não envolve Eric (ponto a favor!) e Constance (mais um ponto a favor!) e o seu «reinado» (ainda mais a favor!) e finalmente (a MVP da série, na minha opinião) Blair numa história não-maligna, para variar. E ainda houve tempo para Lady Gaga surgir no fim. Nada mau, hein? Nota: B





GREY'S ANATOMY, Episódio 10 da 6ª Temporada - «Holidaze»

O pior Grey's Anatomy da temporada. De longe. E ainda por cima num episódio que prometia tanto. O problema é que a bagagem familiar que apareceu foi demais. E pelo que li no blogue dos autores, há lá muitas cenas que foram incluídas pela argumentista responsável, Krista Vernoff, porque estão directamente influenciadas com a vida dela. Como a discussão de Bailey com o pai. Que na série fica totalmente despropositada (apesar de Chandra Wilson dar uma coça à cena). Vamos ver também onde é que a storyline de Mark com a filha dele vai dar, ainda por cima ela grávida. E digo o mesmo do chefe e do alcoolismo e os fantasmas do passado e tal. Pontos fortes do episódio: claramente três, 1. Cenas entre Teddy, Cristina e Owen (são brilhantes), 2. Derek e Arizona são claramente as pessoas mais bestiais à face da Terra e juntam-se a Mark para dar dinheiro para se produzirem instrumentos para salvar um rapazinho e 3. Sara Ramirez a cantar. Que performer ela deve ser (Tony winner, by the way...)! All in all, um bom episódio de Grey's mas há que voltar ao nível já demonstrado nos episódios 6,7 e 8. É que Grey's assim sempre era o máximo. Nota: B





HOUSE M.D. , Episódio 7 da 6ª Temporada - «Teamwork»

Primeira coisa a dizer: Hugh Laurie tem que levar o Emmy para casa esta temporada. Mesmo. Segunda coisa: A storyline do Chase com o Dibala? Ridículo. E isto arrastar-se por mais que 2 ou 3 episódios? Ainda pior. E a Cameron ainda dar apoio e sugerir ir embora? Que estupidez. Mas a storyline de hoje, da estrela pornô... Muito boa. Melhor momento do episódio? O decorrer do diagnóstico com House a perseguir os antigos colaboradores e a introduzi-los no processo, com toda a lógica distorcida que vai - como habitualmente - pela cabeça de House, como se ainda pertencessem ao staff dele. Excelente. De resto, foi um episódio a ritmo acelerado: Cameron perdoa Chase e decidem mudar de emprego, House assume o comando do departamento e rapidamente parte à caça de Thirteen e de Taub, que contrata, e assim também de repente vai Cameron embora. Esta última cena é o clímax do episódio, no qual nos despedimos (será para sempre?) de Allison Cameron após 6 anos, com estas palavras, perfeitamente entregues por Jennifer Morrison, que deixa o hospital, deixa House, deixa Chase e o seu casamento e deixa tudo para trás: «I loved you and I loved Chase - and I feel sorry for you both. Because there's no way back for either of you». Nota: B+





HOW I MET YOUR MOTHER, Episódio 8 da 5ª Temporada - «The Playbook»

Mais um episódio lendário de How I Met Your Mother. Neste, Barney (sempre ele!) é a estrela e introduz-nos mais um livro sagrado: The Playbook. O livro que contém todas as rasteiras para levar as gajas para a cama. E com isto, ele planeia a derradeira jogada: O Mergulhador. Palavras para quê, o melhor mesmo é ver o desenrolar da história. Excelente episódio, já é costume de resto, com Patrick Harris e Allyson Hannigan («You son of a bitch», hilariante!) a grande nível. Nota: B+

sábado, 14 de novembro de 2009

O que está a dar na TV







Olá bom dia! Estou de volta (eu sei, ainda bem, só ver a Sara por cá é demoníaco, não é?) e para instaurar uma nova rubrica semanal neste blogue. Peço desculpa se não posto mais vezes mas tenho tido trabalho a mais (leia-se exames) e tempo a menos para me dedicar a isto e, como não é um trabalho remunerado mas passional, não tenho que cumprir prazos nem responder a ninguém (excepto à Sara mas com ela posso eu bem).

Todas as semanas, vou fazer a revisão dos episódios das séries que venho a acompanhar com assiduidade (são cerca de 20, 10 vejo todas as semanas e as outras 10-12 vou vendo quando tenho tempo – eu sei, como é que faço tudo? Olha, nem eu sei). Como esta é a primeira semana que faço e como isto devia ter sido começado com as season premieres em Setembro (peço desculpa não ter pegado nisto mais cedo), vou fazer um pequeno resumo da minha opinião da temporada de cada série até agora (N.B: esta é a primeira parte dos resumos, não ia colocar todos de uma vez; dentro de dias coloco o resumo das restantes). E portanto vamos lá. A partir da próxima semana faço revisões semanais dos episódios destas séries.

Brothers and Sisters (Irmãos e Irmãs, RTP2/FoxLife)
Uma série que já teve tanta qualidade anda hoje pela rua da amargura. Até as novas histórias parecem saídas de uma novela mexicana. O que é que foram inventar agora para ver se as audiências voltam? Kitty tem cancro. Claro. Tal e qual uma novela da TVI. O que continua na moda na série? As discussões. As tão ridículas discussões que já fazem parte de todos os episódios da série continuam em alta e há que congratular os argumentistas por conseguirem sempre razões novas para os Walker discutirem, semana após semana. Sally Field muito fraca este ano no seu papel de Nora Walker, precisa se calhar de mudar um pouco de ares… Lá se vai a nomeação para o Emmy… Nota: B-

Desperate Houseviwes (Donas de Casa Desesperadas, SIC/FoxLife)
Eu ainda não sei por que razão é que voltei a ver esta série. Não acompanhei a fundo a 4ª e a 5ª temporada, mas voltei a pegar de estaca nesta 6ª temporada. E eu não tinha ideia do quão bestial está a ser os episódios, parecem revigorados, parecem episódios da 1ª temporada. A verdade é que a história das Donas de Casa tinha ficado muito estagnada mas parece que o avanço de 5 anos na história a meio da 5ª temporada lhe fez maravilhas. Nos novos episódios, destaque para a prestação de Dana Delany como a nova – e louca – dona de casa Katherine que consegue dar uma lufada de ar fresco na não tão revigorada storyline do novo casamento de Mike e Susan. De resto, parabenizar ainda Eva Longoria que é de longe, hoje em dia, a dona de casa mais fantástica das quatro iniciais. É maravilhoso ficar pregado ao ecrã para ver o novo sarilho em que Gabrielle se vai enfiar. Nota: B

Glee
Glee é o máximo. Desde a energia positiva à boa disposição ao verdadeiro talento musical das personagens passando ainda pelos maravilhosos números musicais e por um enredo interessantíssimo, esta é uma série que apesar de ter previsivelmente um curto prazo de vida, vai ter enorme sucesso enquanto por cá andar. Tem ainda apenas nove episódios (o último saiu ontem) mas são todos de uma beleza e de uma qualidade ímpar. Espero que ataquem os Emmy em peso e que saiam de lá com alguns prémios. Jane Lynch é particularmente brilhante como a narcisista treinadora do esquadrão de cheerleaders. E só mais uma coisa: como é possível que aquela miúda negra não tenha passado do casting do American Idol, com aquele vozeirão? Números musicais de excelência na série: todos, mas especialmente o «Keep Holding On» adaptado da música da Avril Lavigne do episódio 7 e os 2 números do Mash-Up do episódio 6 (It’s My Life/Confessions e Walking On Sunshine/Halo são impecáveis). Nota: A

Gossip Girl (SIC, Sony Entertainment)
A nova série das tardes de domingo da SIC vai na sua terceira temporada e piora a olhos vistos. O que começou por ser um drama teen de boa qualidade começou a ganhar peso e história e parece hoje em dia uma história péssima de telenovela mexicana, indigna de ser contada. Se tem acompanhado a série desde o início, há que dizer que Blair e Chuck juntos são o núcleo duro que dá substância a esta história que de outro modo é muito… cliché. Serena continua uma burra nesta nova temporada, Dan um otário, Nate um pascácio inocente e Vanessa uma saloia ressabiada. Mas Blair e Chuck são preciosos. Ao menos valha por eles. Na terceira temporada gosto principalmente da forma como têm explorado a diferente adaptação do pessoal do Constance/St. Jude à vida universitária – obviamente que estou a falar do pormenor de Vanessa, que antes não tinha onde cair morta, ser mais popular na NYU que Blair, a Rainha da escola secundária. Nota: C+

Grey’s Anatomy (Anatomia de Grey, RTP2/FoxLife)
Como é que Shonda Rhimes conseguiu a revitalização total de Anatomia de Grey? É a pergunta que se impõe. O que é certo é que uma série que teve duas temporadas e meia péssimas – sim, a 3ª e a 4ª temporada são para esquecer, e mesmo da 5ª temporada, só os últimos cinco, seis episódios são memoráveis. Esta nova temporada, no entanto, começa numa reminiscência aos velhos tempos, aos tempos da 1ª temporada, aos tempos dos Cinco Fantásticos, tudo porque George morre e tudo muda desde aí. Esses dois primeiros episódios, que lançam a nova temporada, ficaram muito aquém do expectável para uma série que terminou tão bem no ano passado. Não obstante, tem vindo a melhorar desde então e o sexto e o sétimo episódio – o sexto é um episódio digno de um Emmy para Melhor Série, em que o episódio se foca todo num paciente e nas 12 perspectivas diferentes dos médicos nas Urgências. Alguém matou aquela paciente e as peças vão-se todas encaixando até se descobrir a verdade. Intriga à Grey’s q.b. e um grande argumento tornam este episódio notável. Outro ilustre episódio é o episódio 7, todo focado em Derek. Patrick Dempsey tem finalmente um episódio digno da sua qualidade e do seu contributo à série e é também um dos melhores episódios deste drama médico de grande sucesso nos EUA mas que tem vindo a perder audiência (e ainda por cima para CSI, vá-se lá saber porquê!). Concluindo, Grey’s está de volta aos tempos ilustres e ainda bem que assim é – as grandes séries querem-se sempre excelentes, não perdidas no meio do oceano. Nota: B+

How I Met Your Mother (Foi Assim que Aconteceu, FoxLife)
Série bem em alta depois das nomeações para os Emmy, começou a temporada da melhor forma com a nova história, Robin e Barney apaixonados. E que história promete ser esta que dá o mote da nova temporada. É que se há coisa que no mundo nos estranharia era ver estes dois como um casal, apaixonados. Ted continua na busca da sua mulher perfeita para ser a mãe dos seus filhos (a ‘mãe’ que dá o título à série, claro está) e Lily e Marshall seguem trilhando a luta diária da vida de casados. A não perder porque esta série pode ter um ou outro episódio mais fraco mas no cômputo geral é muito inteligente, sagaz e muito, muito divertida. Nota: B+

House
A melhor temporada de todas de House, é o que esta 6ª temporada está a ser. Se Hugh Laurie não ganhar o Emmy de Melhor Actor – Drama só pelo primeiro episódio desta temporada, o mundo é injusto. A história desta 6ª temporada começa no hospital psiquiátrico onde House se internou e começa com a luta interna deste em contornar as regras e conseguir sair do hospício sem ter que atravessar as fases de recuperação que os doentes mentais do sítio normalmente atravessam. A sua perseverança é posta ao limite pelo director do hospital que o consegue submeter – coisa rara – ao seu tratamento e sucumbir na sua tentativa de se curar sem ajuda. House torna-se um médico e uma pessoa melhor, como se pode constatar ao longo dos primeiros 4 episódios da temporada (a série parou para descanso, voltou esta semana). O melhor que tem esta nova temporada? A reunião de Chase, Cameron e Foreman com House. Épico. Nota: B+

Mad Men (RTP2)
A terceira temporada deste drama clássico da AMC sobre as agências publicitárias dos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial termina de forma fantástica esta semana com o seu season finale. A série de Matthew Weiner já nos habituou a grandes momentos e esta temporada não é excepção, Don Draper continuando a ser um papel ímpar na carreira de Jon Hamm (que ele interpreta sem mácula, diga-se também de passagem; provavelmente será o papel da vida dele, tal como House é o de Hugh Laurie) mas quem vem a surpreender na nova temporada são as mulheres, January Jones, Christina Hendricks e Elizabeth Moss. A seguir a nova temporada atentamente no próximo ano, mas para já, há que fazer um brinde a mais uma temporada recheada de sucesso e de muita, muita qualidade. Nota: A-

30 Rock (Rockefeller 30, RTP2/FoxLife)
Esta belíssima série de comédia da NBC, cá conhecida como Rockefeller 30 (tradução muitíssimo incorrecta mas pronto, é Portugal, o que é que se pode esperar mais, não é?), começou a sua quarta temporada em boa forma, com um episódio que apesar de não ser nada de extraordinário (a série já teve bem melhores, aliás, encerrou com um dos seus melhores episódios de sempre, Kidney Now!), introduz-nos à ideia-base da nova temporada: crise e cortes no orçamento, rejuvenescimento do show e novos sarilhos para Liz Lemon e Jack Donaghy. Os episódios que o seguem são bem melhores, incluindo o último, com cenas de comédia protagonizadas por Alec Baldwin do mais alto quilate. Ficamos à espera para ver o que vem a seguir. Seja o que for, será imprevisível. 30 Rock é sempre assim. Nota: B+