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sábado, 13 de março de 2010

Melhores Filmes da Década (2000-2009)

Vou começar a arrumar com a década (em cinema, 2000-2009 é uma década sim senhor!) hoje e continuarei nas próximas semanas (vou falar sobre realizadores marcantes da década, melhores interpretações femininas e masculinas).

Eu juro que tentei diminuir a lista ainda mais além disto, mas não deu. São portanto 75 filmes (podia ter deixado e fazia 100) por ordem alfabética (só consigo escolher 20 melhores, depois não os consigo ordenar por valor...). Peço desculpa ainda pela repetitividade de algumas descrições mas têm que entender que há limites para a combinação de adjectivos de língua portuguesa.


Aqui vão...

4 Months, 3 Weeks, 2 Days (2007)
A New Wave do cinema romeno tem-nos trazido consistentemente grandes filmes esta década. Para mim, este drama sobre a luta de duas amigas, uma delas com uma gravidez indesejada, num clima político e económico complicado, é excepcional. A amizade revela-se sempre mais forte quando reina o desespero.


A History of Violence (2005)
Fazer filmes com grande competência já é marca do realizador David Cronenberg. Contudo, o que este filme tem de especial é o que está nas entrelinhas, a potência emocional do seu diálogo, a excelente interpretação dos seus actores (Mortensen e Bello).


Le Fabuleux Destin d'Amélie (2001)
Acho que é seguro dizer que pelo menos toda a gente no mundo já terá ouvido falar deste filme. Audrey Tautou protagoniza um dos papéis mais icónicos da história do cinema contemporâneo e, apesar de todo o 'hype' gerado à volta do filme, ele não defrauda as expectativas: charmoso e adorável do princípio ao fim.


American Psycho (2000)
Um filme sobre serial killers como nenhum outro esta década. Patrick Bateman devia ter garantido a Christian Bale um lugar na perpetuidade e uma nomeação para Óscar. Não garantiu, mas qualquer cena de American Psycho serve para nos mostrar o grande actor que ele é. Personagem muito bem criada por Mary Harron.


Amores Perros (2000)
A obra-prima de Iñárritu é um filme complexo, que requer o máximo de atenção para o apreciar ao máximo. Guillermo Arriaga providencia um genial argumento para um filme duro, brutal mas realista. Gael García Bernal explode como actor.


An Education (2009)
Talvez seja precipitado da minha parte incluir já filmes de 2009, mas eu mantenho que este filme vá ser revisto por mim diversas vezes. Porque é encantador a diversos níveis, porque Carey Mulligan é espectacular no papel ou porque... o filme fala-me muito. Quem já não passou por uma experiência de "educação" como ela?



Atonement (2007)
Depois de uma estreia bastante satisfatória, Joe Wright adapta da melhor forma o best-seller de Ian McEwan e captura interpretações bestiais de Saoirse Ronan, Keira Knightley e James McAvoy. A forma sublime como o filme é conduzido pelos três protagonistas é de louvar. Não há muitos actores que com a idade de Saoirse Ronan se comportem assim no ecrã.


Away From Her (2006/7)
Injustamente roubada de um Óscar, Julie Christie faz a sua redenção, numa performance impressionante obtida da mestria da realizadora Sarah Polley.


Before Sunset (2004)
Richard Linklater realiza uma dupla história encantadora, com excelentes interpretações de Hawke e Delpy, uma história de amor à moda antiga, um evento digno de se celebrar. Dos dois, o segundo filme é o que mais me fica na memória.


Birth (2004)
Jonathan Glazer dá a volta a um argumento complicado e difícil de expor, focando toda a sua atenção na expressão facial e corporal da maior actriz da década, Nicole Kidman, em mais uma interpretação notável.


Brodre/Brothers (2004/5)
O filme de estreia de Susanne Bier é excepcionalmente bom a mostrar todo o sentimento escondido por detrás de um argumento muito poderoso. Bem melhor que a sua "cópia", estreado este ano.


Brokeback Mountain (2005)
O maior roubo que a Academia já cometeu foi não lhe ter dado Melhor Filme em 2005. Interpretações singulares de Jake Gylenhaal, Michelle Williams, Anne Hathaway e especialmente de Heath Ledger, com uma realização irrepreensível do mestre Ang Lee, esta é uma história de amor que vai ficar marcada na História.


Caché (2005)
Um filme magistral de Michael Haneke, cheio de suspense e mistério, capaz de dar a volta à cabeça do mais atento dos espectadores? É isto que torna Haneke um realizador tão especial.



Children of Men (2006)
Julianne Moore e Clive Owen são peça menor na imensidão de beleza e grandiosidade que é este filme. É o filme da década que eu mais desprezado acho. E o que me impressiona mais neste filme? É a forma fantástica como o livro, que se dizia "inadaptável", foi transportado para a tela. Alfonso Cuarón continua a surpreender.


Cidade de Deus (2002)
Será, talvez, o filme estrangeiro que mais marcou a década. A história dos dois rapazinhos das favelas e os caminhos distintos que a vida lhes traçou, contada de forma excelente por Fernando Meirelles, é indelevelmente um dos retratos mais fascinantes contados na década de 2000. E também por isso levou com 4 nomeações para os Óscares, coisa rara para um filme estrangeiro.


Coraline (2009)
Um filme de animação completamente diferente do habitual, Coraline é um "case-study" interessante: animação 2D mas com efeitos absolutamente abismais, dobragem cuidadosa, com escolha interessante para vozes das personagens (Teri Hatcher não seria a primeira pessoa em quem pensaria, mas funciona na perfeição, encaixa totalmente no ar da personagem) e com uma história fascinante a ser contada. Não consigo decidir de qual gosto mais, se deste, se de Up, se de Fantastic Mr. Fox. São os três espectaculares.


Crash (2004/5)
O conceito do filme de Paul Haggis é estupendo: fazer confluírem, em uníssono, todas as personagens em torno de problemas de índole racial, social, cultural, etc. Agora, o que o filme é... não é bem o mesmo. Eu gosto do filme, acho de facto que é dos melhores da década, mas tem muitas falhas. Não deixa de ser, mesmo assim, um filme polémico, que debate abertamente algumas das temáticas mais em voga do nosso século.


Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000)
Aventura e acção contadas de forma brilhante pelo realizador mais promissor da nova era, Ang Lee. Que grandes filmes ele fez - e com grande variedade também (Lust Caution; Brokeback Mountain; Crouching Tiger; Taking Woodstock).


Dancer in the Dark (2000)
Lars von Trier traz-nos uma interpretação surpreendente de Björk (injustamente roubada de uma nomeação para Óscar nesse ano) no seu filme mais marcante. Poderoso, acutilante e audaz, esta espécie de musical sobre o valor da amizade é uma obra-de-arte.


Dogville (2003)
Paul Bettany e Nicole Kidman brilham em grande neste filme de von Trier. Épico, terrivelmente violento e brutal, é mais um filme que mostra a inteligência e a competência do realizador nórdico.


Eastern Promises (2007)
Outro filme sobre a alçada de David Cronenberg em que Viggo Mortensen brilha incessantemente. Este drama pesado sobre a máfia russa marcou-me intensamente em 2007.


Entre Les Murs (2008)
O filme estrangeiro do ano de 2008, The Class é uma ideia brilhantemente executada. Mostrar o dia-a-dia de um professor numa sala de aulas poderia ter sido tornado mil vezes mais aborrecido, mas o filme soube aproveitar bem a classe do argumento que tinha em mãos e pô-lo em bom uso. Pena que a Academia não tenha sabido premiar tal excelência.


Erin Brokovich (2000)
O veículo de sucesso de Julia Roberts, realizado por Steven Soderbergh, não é nada mau filme. É inteligente, é audacioso, é interessante, é arrebatador. Claro que tem falhas, mas para o estilo de filme que é, é muito bom. E melhor que o outro filme de 2000 do mesmo realizador (Traffic).


Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
Michael Gondry faz um filme ímpar, para todo o sempre. Kate Winslet dá aqui a sua melhor interpretação até à data e até Jim Carrey se sai muito bem neste papel dramático. Apesar de tudo, o argumento de Charlie Kaufman é que é o ponto alto do filme. Dinâmico, intelectual, inovador, majestoso.


Fantastic Mr. Fox (2009)
Um dos filmes animados mais espectaculares da década, esta comédia "tipicamente à Wes Anderson" virada animação é das coisas mais bem feitas que eu já vi. George Clooney particularmente bem a dar a sua inconfundível voz e estilo ao protagonista do filme, Mr. Fox.


Far From Heaven (2002)
Consigo pensar em tantas imagens marcantes deste filme... Mas o uso do vermelho e do roxo, em particular nas roupas de Julianne Moore, destaca-se. Falando em Moore, ela dá a que é indubitavelmente a intepretação mais completa, mais grandiosa da década. E, claro, não ganhou o Óscar. Todd Haynes apresenta-nos esta obra-prima de génio.


Finding Nemo (2003)
O "crème de la crème" da animação esta década é esta jóia que encanta adultos e crianças, sem nunca perder a qualidade, mesmo depois de múltiplas visualizações. Com a voz singular de Ellen DeGeneres (Rita Blanco na versão portuguesa), muito faz rir. Foi aqui que a Pixar começou a construir a sério o seu império (que solidificou com Ratatouille, Wall-E e Up, as três maiores dádivas que a animação nos deu na primeira década do século XXI).


Gosford Park (2001)
A redenção de Robert Altman vem com esta obra-prima contemporânea, soberba mas austera, na entrada da nova década. É no elenco, como sempre nos filmes de Altman, que reside a intensidade e a paixão do filme.


Hable con Ella (2002)
Este é o filme mais consagrado de Pedro Almodovar, não tanto pela sua complexidade (é, até, dos filmes mais simples dele) mas pela forma desalinhada como a história de vai desenrolando, os caminhos dos protagonistas todos entrelaçados até àquele épico final.


Happy-Go-Lucky (2008)
O mais recente filme de Mike Leigh é um primor para a mente. Elaborado, complexo, inspiracional, este filme traz-nos uma performance estonteante por parte de Sally Hawkins - a sua alegre Poppy é um raio de luz num dia cinzento.



I Heart Huckabees (2004)
Comédia existencial esplêndida de David O'Russell que também a mim me fez pensar nos problemas da vida e no que é que tudo o que nos acontece significa.


In Bruges (2008)
Martin McDonagh é, sem dúvida, das revelações do cinema em 2008. O seu In Bruges é um relato tão divertido como doloroso de como a culpa nos pode consumir a alma. O que acontece em Bruges fica em Bruges? Nem por isso... O monólogo de Colin Farrell é a cena falada mais marcante de todo o ano de 2008.


In The Bedroom (2001)
Com um elenco de luxo (Spacek, Wilkinson, Tomei), Todd Field mostra-nos como é simples criar um drama tão perturbante, tão profundamente sentido, tão exasperante quanto este.


Into the Wild (2007)
Muito injustamente arrumado da corrida aos Óscares, este filme é um pequeno milagre, um filme que nos permite escapar do mundo rotineiro e superficial em que vivemos (e no qual a personagem vive também) e partirmos à aventura (nem que seja só por duas horas) em caminho incerto, em total e absoluta liberdade. É fascinante o que Émile Hirsch faz com este papel e além dele também Kristen Stewart e Hol Holbrook têm boas intepretações.


Inglorious Basterds (2009)
O mais recente filme de Tarantino não é o melhor dele, é certo, mas é o que funciona melhor. Cenas A+ polvilhadas de génio, um elenco poderoso (com Christoph Waltz a brilhar mais alto) e um recontar hilariante de um período histórico sobejamente conhecido fazem dos Basterds um filme para ver e rever.


Junebug (2005)
Amy Adams é qualquer coisa de extraordinário neste filme belo e intemporal.




Kill Bill, Vol. 1 e 2 (2003 e 2004)
A obra-prima de Tarantino é esta. Uma Thurman é simplesmente espectacular como The Bride, mas também o são todas as restantes personagens da saga. As cenas de acção são incontestavelmente o melhor do filme, mas a substância está no rico argumento que Tarantino cria para esta bela história.


La Mala Educación (2004)
Pedro Almodovar traz-nos este delicioso filme "noir" com toques de pura genialidade e no qual Gael García Bernal explode definitivamente como um dos actores com mais talento da sua geração.


Lord of The Rings (2001, 2002 e 2003)
Haverá alguém no mundo que não conheça estas palavras ou este nome: Peter Jackson? Eu penso que não. A trilogia mais marcante da história do cinema também me deixa uma marca inapagável na história da minha década mas por muito bons que sejam os três filmes em conjunto, tenho que salientar o primeiro. "The Fellowship of the Ring" é sem dúvida o melhor dos três e a melhor introdução possível para uma saga inolvidável.


Lost In Translation (2003)
O filme em que Scarlett Johansson me provou que se pode ser estonteantemente bonita e ter carradas de talento (pena que recentemente não o aproveite). Bill Murray ajuda à festa com uma das interpretações mais cómicas e mais esclarecidas destes últimos dez anos. Profundo, mítico, mágico, o filme faz-nos repensar a forma como vemos o mundo.


Lust, Caution (2007)
O seguimento de Ang Lee a Brokeback Mountain não podia ser mais diferente, contudo não perde qualidade. Lust, Caution busca guia nos seus protagonistas, Tang Wei e Tony Leung, que nos premeiam com uma história romântica digna de um sonho.


Mar Adentro (2004)
O que é que se dá quando se junta um super-talentoso actor espanhol (Bardem) a um super-talentoso realizador espanhol (Amenabar)? Dá isto: um filme de uma intensidade dramática, de uma inquietude, de uma vivacidade inexplicáveis. O filme recupera-nos a alegria de viver.


Match Point (2005)
Porque o Woody Allen é um grande contador de histórias. E porque nesta década, só este e Vicky Cristina Barcelona se safam do marasmo que é o resto da filmografia (Whatever Works, Scoop, Cassandra's Dream). E porque, lá está, Rhys Meyers e Johansson parecem-me credíveis e interessantes nos respectivos papéis. O que é raro.


Me and You and Everyone We Know (2005)
Este filme, tal como em Up in the Air, mostra-nos como é difícil, no mundo de hoje, dois seres humanos estabelecerem uma relação, uma conexão, real, verdadeira, sentida. E o quão notável é então, assim, apaixonar-se. Adoro este filme.




Memento (2000)
Nunca um filme me satisfez tanto em termos intelectuais como Memento do excepcional Christopher Nolan (a caminho de se tornar um dos maiores de sempre). Guy Pearce vende o seu papel extremamente bem, mas é o argumento, de cortar a respiração, de dar a volta à cabeça, que desempenha o papel principal no filme.


Milk (2008)
Por que razão não podem todos os biopics ser assim? Gus Van Sant aqui com trabalho tipicamente forte, com uma interpretação soberana de Sean Penn (que lhe vale o seu segundo Óscar), com um elenco repleto de talento e qualidade e com uma história com voz própria. Milk fala por si mesmo. É um grande filme.


Moulin Rouge! (2001)
Grandiosidade ou... grandiosidade? Não consigo decidir. O musical foi ressuscitado por Baz Luhrmann que nos convida para esta grande festa que é Moulin Rouge! Nicole Kidman e Ewan McGregor protagonizam o que é, para muitos, o melhor filme, o melhor espectáculo cinematográfico da década. Vivo, alegre, contagiante, hilariante, emoção, paixão, canção, este filme tem tudo.


Mulholland Dr. (2001)
David Lynch é um realizador brilhante. Mulholland Dr. é não só um marco da nossa década, mas sobretudo o marco de uma geração. Naomi Watts brilha aqui como nunca. São tantos os pormenores do filme que me vêm à memória que até me faz doer a cabeça só de pensar. Tenho que voltar a ver este filme, tipo, já.


Mystic River (2003)
Clint Eastwood é um velho mestre do drama parado, mas nem todos são tão bons como este Mystic River. Tim Robbins, Sean Penn, Kevin Bacon, Laura Linney e Marcia Gay Harden providenciam a tinta com que Eastwood delineia, à sua maneira, uma das mais tocantes histórias contadas esta década.


No Country For Old Men (2007)
Depois de Fargo e The Big Lebowski (que quase entrou nesta lista), eis que os irmãos Coen voltam a poder se orgulhar de um dos seus filmes. Acabou por ser (o inevitável, diria eu) vencedor maior da noite dos Óscares de 2008, onde "sacou" Melhor Filme e Melhor Realizador. Javier Bardem (performance incrível, digno da força imparável que estava a representar), Josh Brolin e Tommy Lee Jones protagonizam este western cheio de suspense com um final muito singular.


No Man's Land (2001)
Filme bósnio que venceu o Óscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, dá-nos um retrato sublime do que foi e do que significou experienciar a guerra na Bósnia-Herzegovina.


Once (2006/7)
E não será o maior dos romances a melhor das canções de amor? Este grande filme foi o bilhete para a fama de Glen Hansard e Marketa Iglová, que nos encantaram neste filme e particularmente com "Falling Slowly" e nos fizeram doer o coração com a sua bela, apesar de triste, história de amor.


Rachel Getting Married (2008)
Intemporal, inolvidável, magnífico, brilhante, extraordinário, mítico, espontâneo, revelação. Cada laço de família autenticamente traçado, cada discussão, cada confusão, cada relacionamento genuinamente explorado, este filmaço de Jonathan Demme é pura classe. Pena tenho eu (e aqui me junto a alguns críticos que também amam o filme) que pouca (ou nenhuma) gente lhe tenha dado atenção (além da interpretação de Anne Hathaway).


Ratatouille (2007)
Para o bem do mundo, espero que a Pixar nunca deixe de fazer filmes. Ainda melhor, espero que a Pixar nunca deixe de fazer filmes com qualidade abaixo deste nível. A lição de vida que este filme nos ensina é, apesar de simples, importante; e a forma como ele nos ensina isso, através de um pequeno ratinho talentoso, é, só por si, merecedora de todos os elogios.


Reprise (2006)
Admira-me que ainda ninguém tenha querido (para já) fazer a versão norte-americana deste filme. Mais um vindo do cinema nórdico (muito em voga nesta década, em conjunto com o francês, o árabe e o romeno). Joachim Trier conta-nos a história de dois amigos e as entrecruzilhadas que se lhes aparecem na vida e a forma como cada um deles as ultrapassa. Os sonhos que temos na adolescência nem sempre se transpõem para a vida adulta... E há que aprender com os erros...


Requiem for a Dream (2000)
A droga muda vidas. Felizmente para nós, temos Aronofsky para nos mostrar o quanto. Brilhante início de uma carreira muito auspiciosa, com curtas-metragens com qualidade assegurada e uma longa-metragem com boa crítica (Pi), Darren Aronofsky mostra-nos aqui todo o seu potencial, com esta potente caracterização do mundo dos toxicodependentes.


Sideways (2004)
Paul Giamatti, Virginia Madsen, Sandra Oh, Thomas Haden Church. O vinho. A paisagem. A comédia. O drama. Alexander Payne. Todos os elementos necessários para uma das grandes comédias da década, Sideways é original, dinâmico, envolvente e sobretudo muito engraçado. Se eu achei isso, então imagino para quem se identifique (pessoal na crise da meia-idade) com as personagens...


Spirited Away (2001)
Hayao Miyazaki, o génio da animação japonesa, trouxe quatro filmes ao Velho Continente, todos eles excepcionalmente bons: Princess Mononoke, Spirited Away, Moving Castle e Ponyo By The Cliff. Dos três, Spirited Away, o que venceu o Óscar de Melhor Filme Animado, é o mais tocante, o mais belo, o mais mágico. Chihiro venceu.



The Dark Knight (2008)
É dos filmes que mais influencia o meu gosto pelo cinema. Posso vê-lo e revê-lo (tal como a primeira parte da trilogia Batman/Nolan) que nunca me canso. E encontro sempre detalhes novos para me deleitar. É TÃO bom. E Heath Ledger é tão sublime no filme. Nunca vi um vilão assim. A personagem parece que incarnou nele, ele viveu a personagem.


The Departed / Infernal Affairs (2006/2002)
Se o filme original de 2002 já era potencialmente explosivo, que dizer da "adaptação" de Martin Scorcese ao panorama norte-americano, com um elenco de luxo composto por Wahlberg, Nicholson, DiCaprio e Damon? Espectacular.


The Devil Wears Prada (2006)
Dos filmes mais conhecidos do mundo inteiro, pleno de frases dignas de serem citadas em qualquer mídia (aquele monólogo da cor azul... :swoon:) com uma interpretação para além do humanamente permitido por Meryl Streep.


The Diving Bell and The Butterfly (2007)
Julian Schnabel traz-nos um filme estupendo sobre um homem que aprende a ver a vida de outra forma depois de só ficar incapaz de mover o corpo inteiro à excepção de um dos seus olhos, vendo-se obrigado, ao mesmo tempo, a fugir dos seus pensamentos e a refugiar-se na sua imaginação. O filme é magnificamente harmonioso, conjugando momentos de depressão com momentos de júbilo de forma exemplar.


The Fountain (2006)
O filme mais menosprezado da década e o filme mais mal-tratado da filmografia de Darren Aronofsky, este The Fountain é de uma beleza invulgar. Rachel Weisz e Hugh Jackman são os protagonistas de um filme absolutamente arrebatador, de deixar o espectador colado ao ecrã.


The Hours (2002)
Tenho que admitir que não sou o maior fã de Stephen Daldry (também ainda só fez três filmes; venha o quarto para eu lhe poder dar razão) mas este filme é absolutamente brilhante. Adaptado na perfeição de uma obra difícil e muito estruturada, complicada de "dar vida", Daldry controla impecavelmente os momentos-chave do romance e constrói um filme do qual se pode orgulhar, com desempenhos impressionantes de três das cinco maiores actrizes de Hollywood no momento: Julianne Moore, Nicole Kidman (ganhou o Óscar por este papel) e Meryl Streep (as outras duas são Cate Blanchett e Kate Winslet, que ele dirigiu em The Reader, que deu a ela um Óscar).


The Lives of Others (2006)
Este foi o filme que nos deu a conhecer o realizador Florien von Donnersmarck. Um thriller (mas com uma componente emocional muito forte também) de grande qualidade , tão grande que obviamente ganhou o Óscar e está agora a ser adaptado, felizmente pelo mesmo realizador (à la Haneke com "Funny Games"), em versão americana.


The Others (2001)
Mais uma vez, Nicole Kidman prova-nos que Moulin Rouge! não foi fruto do acaso - juntando-se ao grande Amenabar, cria uma história que nos assombra o pensamento muito tempo depois de abandonarmos o cinema.


The Pianist (2002)
Quando penso em retrospectiva nesta magnífica obra de Roman Polanski, só me lembro da profunda tristeza e desespero do filme. No entanto, penso mesmo que foi com esse intuito que o filme foi feito. Adrien Brody incorpora por completo o pianista polaco refugiado da guerra e mostra-nos a sua dor interior, sem nada esconder.


The Piano Teacher (2001)
Isabelle Huppert dá neste excelente filme de Haneke a única interpretação que nesta década, a meu ver, pode rivalizar com a de Julianne Moore pelo título de "melhor interpretação". Uma actriz sempre empenhada e atenta, que sabe sempre fazer as melhores escolhas, tem aqui uma hipótese de brilhar. E fá-lo com soberania.


The Royal Tenenbaums (2001)
Wes Anderson revela-se ao mundo neste filme, com um argumento em co-autoria sua com Owen Wilson. O filme é tão intrinsecamente detalhado, com pormenores tão deliciosos e um elenco tão bem formado, que é impossível não se gostar dele. Este filme é demais.



There Will Be Blood (2007)
Se dúvidas houvesse que Paul Thomas Anderson é um grande realizador, acho que foram todas tiradas com este filme, o filme que devia ter sido o grande vencedor dos Óscares em 2008. Enfim. Mais tarde hão-de reparar o erro que fizeram. O realizador de filmes emblemáticos que falam do paradigma que é viver marginalizado da sociedade, como Magnolia, Boogie Nights e Punch-Drunk Love mostra toda a sua maturidade nesta obra-prima que nos faz sofrer e alegrar-nos com as personagens, em particular com o espectacular Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis).


The Wrestler (2008)
Darren Aronofsky bem nos avisa: testemunhem o regresso mais glorioso de sempre. E é bem verdade. Mickey Rourke ultrapassa todas as expectativas num papel que lhe cai como uma luva, embelezado e transfigurado em lenda pela mão de um enorme realizador.


Un Prophète (2009)
O cinema francês continuou em grande nesta década e uma vez mais este ano tivemos o privilégio de ver um grande filme da escola francófona. Jacques Audiard traz-nos esta valente película sobre um jovem analfabeto que é preso e que se vê obrigado a aprender a sobreviver.


Up (2009)
A jóia da coroa da Pixar, o segundo filme animado da história a ser nomeado para Óscar de Melhor Filme. Carl Fredricksen e a sua história encheram-nos os nossos corações de esperança, de alegria, de amor.


Up in the Air (2009)
Um marco da era contemporânea, de uma relevância social, cultural e económica fascinante. Excelente elenco e excelente banda sonora a acompanhar um extraordinário argumento, com uma visão transcendente de um dos maiores realizadores do nosso tempo, Jason Reitman.


Vera Drake (2004)
O dom puro de Imelda Stauton é extraordinariamente aproveitado pelo talento de Mike Leigh para capturar grandes interpretações de actrizes em câmara. Uma história de arrepiar, que em muitas formas poderia ter dado errado, dada a natureza pesada e de difícil abordagem dela, é transformada num filme soberbo que demonstra toda a qualidade e recursos de um dos realizadores mais excitantes do panteão do cinema.


Vicky Cristina Barcelona (2008)
Porque é o melhor filme de Woody Allen em muito tempo. Porque é dos poucos filmes em que não me apetece dar um par de estaladas na Scarlett Johansson a ver se ela acorda. Porque Penélope Cruz é simplesmente magistral. E Patricia Clarkson emana sensualidade mesmo com a idade dela e só através de cinco ou seis falas num filme inteiro.



Volver (2006)
Nunca num filme de Almodovar uma interpretação pareceu tão poderosa como a de Penélope Cruz como Raimunda. A força e a seriedade com que conduz o filme ajuda a que o realizador espanhol nos passe, uma vez mais, uma visão real de como é a vida e as voltas que ela dá.


Wall-E (2008)
Aquela que é, para mim, a obra-prima da Pixar. O pequeno robô empilhador de lixo Wall-E conta-nos a sua história de forma tão emocionalmente profunda e rica que até nos esquecemos que ele não fala e que não tem (quase nenhumas) expressões faciais. Não dá para não nos apaixonar-nos por ele. Este devia ter sido o segundo filme animado a ser nomeado para Melhor Filme.


Y Tu Mamá También (2001)
A vida foi feita para ser vivida e não pode ser prevista nem planeada de qualquer forma. Este é o ensinamento central deste grande filme de Alfonso Cuarón, que conta a história de dois amigos que partem à aventura com uma mulher mais velha. Brilhantes participações de Bernal e Luna.


You Can Count On Me (2000)
Um argumento riquíssimo, excelentes interpretações de Mark Ruffalo e Laura Linney e uma impressionante realização de Kenneth Lonnergan são as peças que fazem de You Can Count On Me um filme tão imponente. Lembra-me que o tenho que rever brevemente.


Zodiac (2007)
Não podia deixar de parte o mestre da obsessão e da mania. David Fincher (que conquistou a sua primeira nomeação como Melhor Realizador em 2009 por um filme nada coincidente com a sua filmografia, The Curious Case of Benjamin Button!) traz-nos um filme com um argumento forte mas altamente confuso (em mãos erradas, o filme podia ter corrido mal), com boas interpretações de Downey Jr., Ruffalo e Gylenhaal e que usa e abusa do seu estilo próprio para compor esta história de um desenhador de BD para jornais que fica obcecado com um assassino.

domingo, 7 de março de 2010

É já amanhã...

It's OSCAR WEEKEND!


É já amanhã que são os ÓSCARES! E lembrei-me, numa tentativa parva de ter piada, de legendar a seguinte imagem:



Sean Penn: "Sandra Bullock for Best Actress?! Really?! F*ck you Academy!"




Eu ainda sonho com a Sra. Meryl Streep a subir ao palco amanhã...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Vencedores dos BFCA

Ontem à noite os BFCA (Broadcast Film Critics Awards), um dos maiores grupos de precursores de Óscares (os outros sendo os Globos, os SAG e os BAFTA) ditaram os seus vencedores:


Melhor Filme: “The Hurt Locker”
Melhor Filme Estrangeiro: “Broken Embraces”
Melhor Filme Documentário: “The Cove”
Melhor Filme Animado: “Up”

Melhor Realizador: Kathryn Bigelow, “The Hurt Locker”

Melhor Actor: Jeff Bridges, “Crazy Heart”
Melhor Actriz: Sandra Bullock, “The Blind Side” and Meryl Streep, “Julie & Julia”

Melhor Actor Secundário: Christoph Waltz, “Inglourious Basterds”
Melhor Actriz Secundária: Mo’Nique, “Precious”

Melhor Argumento Original: Quentin Tarantino, “Inglourious Basterds”
Melhor Argumento Adaptado: Jason Reitman and Sheldon Turner, “Up in the Air”

Melhor Direcção de Fotografia: Mauro Fiore, “Avatar”
Melhor Direcção Artística: Rick Carter and Robert Stromberg, “Avatar”
Melhor Edição: John Refoua and Stephen E. Rivkin,“Avatar”

Melhores Efeitos Sonoros: “Avatar”
Melhores Efeitos Visuais: “Avatar”

Melhor Guarda-Roupa: Sandy Powell, “The Young Victoria”
Melhor Maquilhagem: District 9


Melhor Banda Sonora: Michael Giacchino, “Up”
Melhor Canção Original: T Bone Burnett, Ryan Bingham, “The Weary Kind”, “Crazy Heart”

Melhor Elenco: “Inglourious Basterds”

Melhor Filme Comédia: “The Hangover”
Melhor Filme Acção: “Avatar”

Melhor Actor/Actriz Jovem: Saoirse Ronan, “The Lovely Bones”


Portanto, da gala saíram três grandes vencedores: Avatar (6 vitórias), Inglorious Basterds (3 vitórias) e The Hurt Locker, o maior vencedor da noite, com duas vitórias mas nos maiores prémios: Melhor Filme e Melhor Realizador. Com isto, há algumas conclusões a tirar: Sandra Bullock, ganhando o Globo - Drama (o que é provável), perfila-se como a mais directa rival de Meryl Streep para o Óscar (o que é igual a dizer que Streep vai ganhar); Up in the Air fica para trás na corrida ao Óscar de Melhor Filme em comparação com os seus dois outros rivais, The Hurt Locker e Avatar, principalmente porque se haveria um grupo que iria premiar o filme de Reitman deveria ter sido os BFCA. Se nem eles quiseram... Está complicado. A ver vamos como ficam os Globos amanhã.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Novas Previsões Óscares


Vou tentar ser o mais breve possível para não deixar aqui mais um belo e amarelo (diria a Sara) testamento.

Portanto, tudo visto (ou quase) de 2009, antes de arrancar para 2010 tenho que despachar as minhas previsões... Provavelmente só voltarei a mudar alguma coisa nelas se acontecer alguma reviravolta que eu não tenha previsto mas caso isso aconteça na véspera de anunciarem as nomeações para os Óscares eu colocarei novas previsões.

Para finalmente abraçar 2010, preciso ainda de despachar outras coisas: Filmes da Década, Actores da Década, Actrizes da Década e até Realizadores da Década. Mas lá iremos mais adiante.

[N.B.: A cor dos nomeados varia de verde escuro (mais firme) para verde claro (menos seguro) até vermelho (por uma nesga)]




MELHOR FILME (BEST PICTURE)
(1) Up in the Air
(2) The Hurt Locker
(3) Precious

(4) Avatar
(5) Invictus
(6) An Education
(7) Inglorious Basterds
(8) Up!
(9) A Serious Man
(10) Nine

Daqui, sinceramente, só consigo ver quatro seguros até agora, Up in the Air, The Hurt Locker e Avatar a formar a trifecta que vai lutar pelo prémio. Neste momento, considero que o filme de Reitman é o cabeça da corrida tanto pelo tema, como pela aceitação geral como até pelo seu precurso como realizador (três bons filmes, foi nomeado para Realizador e Filme pelo seu último, Juno). The Hurt Locker tem o poder de ter ganho a maioria dos prémios da crítica (para Hurt Locker caíram Austin, AWFJ, Boston, Chicago, Houston, Las Vegas, Los Angeles, National, NYFC, Oklahoma, SFFC; para Up in the Air foram DFW, Florida, Indiana, WDCAFC, NBR, St. Louis, Utah; para Avatar só o prémio dos NYOFC; os 3 foram nomeados para os Globos de Ouro) mas Avatar tem a receita de bilheteira, James Cameron e a adoração mundial. E o 3D. Que magnífico uso do 3D. Mas tem contra si o fraquíssimo argumento, cheio de diálogo rotundo e sem eco, além de ser um filme de ficção científica (!). Up in the Air luta contra a sua incapacidade de ser um tubarão (o que, tendo em conta o filme que é, seria o estatuto de que devia usufruir) e The Hurt Locker luta contra a dimensão do filme, o facto do seu realizador ser mulher e do facto de não ter estrelas conhecidas para suportar o filme. Precious e An Education estão provavelmente dentro também, com isto dos 10 nomeados. Invictus seguirá pelo mesmo caminho de Frost/Nixon (rasca, fraco mas silenciosamente em campanha para uma nomeação) e agora é que se coloca o dilema: quanto gostará a Academia de Tarantino e de animação? Não há dúvida que os dois filmes seguintes são adorados, mas será que é desta, com um filme animado mais fraco do que a Pixar normalmente faz, e com um filme de Tarantino claramente divisivo e com algumas lacunas (além de ser uma sátira comédica aos eventos da II Guerra Mundial), que vamos ter Up e Inglorious Basterds nomeados?

Finalmente, sobram dois lugares. Nine, A Serious Man, A Single Man, The Road, The Lovely Bones, The Messenger, Where The Wild Things Are e District 9 lutam pelas duas vagas. Nine é a escolha mais convencional. Musical divertido, cheio de estrelas, capaz de ser nomeado para muitas categorias técnicas mesmo que com críticas péssimas. A Serious Man é dos irmãos Coen (logo aí, bónus!) e tem sido muito bem recebido pela crítica, apesar de um filme mais ao estilo de Burn After Reading do que de No Country For Old Men. Se isto não correr como digo, The Road, The Messenger e The Lovely Bones estarão a postos para roubar lugares. District 9 corre por fora porque sinceramente já basta a Academia nomear um filme de ficção científica (já será um feito), agora 2? Seria histórico.



MELHOR ACTOR (BEST ACTOR)
(1) Jeff Bridges, Crazy Heart
(2) George Clooney, Up in the Air
(3) Colin Firth, A Single Man

(4) Morgan Freeman, Invictus
(5) Jeremy Renner, The Hurt Locker

Aqui parece que a categoria tem três, provavelmente quatro lugares decididos. Bem, pelo menos Bridges, Clooney e Firth estão certamente na calha. Clooney num filme candidato a Melhor Filme e com uma interpretação extraordinária, possivelmente a número 1 da sua carreira, num filme feito à sua medida. Bridges num papel que envolve todos os factores que o Óscar mais gosta (músico alcoólatra fracassado à procura de redenção). Firth num dos poucos papéis da sua já longa carreira que lhe permite mostrar toda a sua versatilidade (professor gay que perde o amante e que busca consolo numa antiga amiga que continua, depois de tantos anos, ainda apaixonada por ele). Sobram dois lugares. Freeman quase de certeza dentro, foi abraçado por alguns prémios de críticos e faz de Mandela (pessoa real!) num filme de Eastwood (bónus!). A última vaga deverá ser disputada entre nomeado perenial nesta categoria já (Day-Lewis) e entre um bom actor com um papel que lhe permitiu finalmente brilhar (Renner). Day-Lewis tem o factor Weinstein + o factor Nine + Nicole Kidman, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench e Sophia Loren (excluí, de forma muito sábia, Fergie e Kate Hudson). Se os ramos técnicos acharem que o filme deve ser digno de nomeações nas categorias de actuação e com Marion Cotillard (estupidamente) a concorrer como protagonista, pode ser que a Academia decida premiar Day-Lewis. Apesar de Renner merecer muito mais. Rockwell, Copley, Damon, Stuhlbarg e Maguire correm por fora e será muito surpreendente se o nome deles for chamado.



MELHOR ACTRIZ (BEST ACTRESS)
(1) Meryl Streep, Julie & Julia
(2) Carey Mulligan, An Education
(3) Gabourey Sidibe, Precious

(4) Sandra Bullock, The Blind Side
(5) Helen Mirren, The Last Station


Tornou-se de um momento para o outro na categoria mais fácil de ler. São estas as cinco nomeadas em todos (!) os prémios de críticos e nos Globos de Ouro só não são porque Streep concorre por comédia (tendo sido o seu lugar nestas nomeadas ocupada por Blunt). Haverá alguma surpresa nas nomeações? Cada vez mais acho que não. Tanto porque as adversárias com poder, prestígio e com nome têm filmes que não as ajudam (Pfeiffer, Swank, Ronan), porque as adversárias com interpretações de qualidade não têm quem as premeie em catadupa (Blunt, Laurent, Saavedra), porque há filmes que têm passado (infelizmente) despercebidos (Swinton, Monaghan, Cornish, Saavedra) e até porque há actrizes com maiores possibilidades de serem premiadas na categoria de secundária do que nesta (Cruz por Nine em vez de por Los Abrazos Rotos). A única incógnita na categoria é Marion Cotillard, que tem papel secundário em Nine mas concorre como protagonista (e além disso, é bastante boa). Mas se a Academia for inteligente ela será nomeada mas na outra categoria, na correcta. E parece mesmo que Meryl Streep vai ganhar o seu terceiro Óscar com a sua personificação de Julia Child. Carey Mulligan vai levar o "selo de qualidade", as boas-vindas ao clube (como Hathaway em 2008), Sidibe é bom que seja premiada porque uma rapariga com o seu tamanho e aspecto não sei quantos bons papéis conseguirá arranjar e Mirren já tem estatuto de nomeada antes dos filmes saírem (tem mais 3 com possibilidades para 2010). Bullock é a surpresa do ano. Actriz com mais dinheiro feito em 2009, dois filmes no top 20 no ano, The Blind Side bate recordes. E ela colecciona nomeações.



MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO (BEST SUPPORTING ACTOR)
(1) Christoph Waltz, Inglorious Basterds
(2) Woody Harrelson, The Messenger

(3) Christopher Plummer, The Last Station
(4) Stanley Tucci, The Lovely Bones
(5) Matt Damon, Invictus

Os primeiros três da lista estão asseguradíssimos já. Waltz está em nº 1 mas não sei se é ele quem ganha. Os filmes de Tarantino são tão... bipolares, à falta de melhor expressão... Harrelson tem um papel do género daqueles que a Academia adora bajular. Plummer é finalmente nomeado pela primeira vez pela sua interpretação como Leo Tolstoy. Tucci também deverá estar dentro até porque toda a gente reconhece o seu enorme contributo para os filmes em que participa. E entre este e Julie & Julia, é este papel o mais favorável a lhe dar a nomeação. O último lugar vai ser disputado entre McKay (que faz de Orson Welles), Mackie (companheiro de Renner em The Hurt Locker e o digno merecedor da vaga), Damon (Pienaar (pessoa real!) num filme de Eastwood (bónus!) em que contracena com Morgan Freeman (bónus x2!) sobre eventos reais (bónus x3!) - daí a minha convicção que ele também estará dentro) e Molina (adorei a interpretação em An Education, percebo que haja gente que ache o pai de Jenny histriónico e exagerado no papel mas é um actor multifacetado que está por detrás e que já merecia ser nomeado).


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA (BEST SUPPORTING ACTRESS)
(1) Mo'Nique, Precious
(2) Anna Kendrick, Up in the Air
(3) Vera Farmiga, Up in the Air

(4) Marion Cotillard, Nine
(5) Julianne Moore, A Single Man


Aqui nem sequer há corrida, Mo'Nique já venceu. Hands down! A piada da categoria está em decifrar quem vai ser nomeado e quem vai ser deixado de fora. E de longe esta parece ser a categoria que no dia das nomeações vai levar um abanão. Tenho um pressentimento que vamos ver aqui alguma surpresa. O duo de Up in the Air também estará seguro, deixando dois lugares a ser disputados por estas concorrentes: Mélanie Laurent e Diane Kruger (Inglorious Basterds), Penélope Cruz, Judi Dench e Marion Cotillard (Nine), Julianne Moore (A Single Man), Maggie Gylenhaal (Crazy Heart), Zoe Saldana (Avatar), Rosamund Pike (An Education), Susan Sarandon (The Lovely Bones) e Samantha Morton (The Messenger). À partida, parece-me óbvio que alguém de Nine vai ter lugar. A minha aposta cai em Marion Cotillard, até porque ela anda a fazer campanha como protagonista precisamente por ter um papel maior que as outras. E o último lugar vai para... Julianne Moore, para já. Acho que o seu prestígio e a nomeação segura para o colega Colin Firth podem ajudar a arrastá-la para a sua quinta nomeação. Mas é no lugar dela que espero uma surpresa: Cruz, Morton, Laurent e até Gylenhaal (Saldana corre por fora) estão prontas para tomar o seu posto.



MELHOR REALIZADOR (BEST DIRECTOR)
(1) Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
(2) James Cameron, Avatar
(3) Jason Reitman, Up in the Air

(4) Quentin Tarantino, Inglorious Basterds
(5) Lee Daniels, Precious

Se The Hurt Locker não ganhar Melhor Filme, garanto que Kathryn Bigelow é quem tem as melhores chances de ganhar Melhor Realizador. Da trifecta de possíveis vencedores, é Reitman quem (de novo, já com Juno foi igual) parece o mais fraco. Cameron tem a seu favor toda a gente admitir que Avatar tem inteiramente mão sua mas Bigelow tem a seu favor ter criado o filme mais bem recebido pela crítica este ano. The Hurt Locker até pode ganhar Melhor Filme abrindo lugar a que Cameron ganhasse por Avatar (ou vice-versa) mas neste momento estou mais convicto que Up in the Air leva Melhor Filme e Bigelow o troféu de Melhor Realizador. Tarantino é sempre divisivo e a Academia já provou que não aprecia o estilo dele nalgumas ocasiões mas sempre que o filme foi um hit a nível mundial (Pulp Fiction, Reservoir Dogs) ele ganha nomeações, por isso... O último posto é que pode variar. Muito, até. Temos os auteurs se a Academia quiser fugir ao habitual (Haneke, Von Trier, Almodovar), temos os novatos com filmes de excelência (Daniels, Jonze, Blomkamp, Ford, Hoffmann), temos as mulheres (Scherfig, Campion) e até temos os habituais nomeados (Eastwood, Coen Bros., Marshall). Muito por onde escolher. Eu vou por agora com o meu quinto nomeado (a corresponder com os filmes): o realizador de Precious. Se bem que ele ter aparecido na lista dos DGA é mau omen, porque normalmente eles prevêem sempre 4 dos 5 lugares desta categoria e como Daniels é o menos seguro dos cinco... Ai que lá vem o Clint!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Globos de Ouro - Nomeações


Isto já são notícias tão antigas que até tenho quase vergonha de as vir postar só agora mas pronto, voltou a minha "groove" e cá estou eu portanto ;)


Como sabem, dia 15 deste mês (lá está, há uma semana...) foram anunciados os nomeados para os Globos de Ouro, que se realizam a 17 de Janeiro de 2010, se tudo correr bem, apresentados por Ricky Gervais (muito boa escolha, aliás).

Nada de grandes surpresas, mas vamos portanto discutindo cada categoria individualmente...



MELHOR FILME - DRAMA

The Hurt Locker
Avatar
Up in The Air
Precious
Inglorious Basterds


- Mantém-se a trifecta de possíveis vencedores (The Hurt Locker vs. Avatar vs. Up in the Air), estranho o pouco amor a Invictus e a An Education. Bom para Basterds ter sido nomeado mas também... os Globos adoram Tarantino.


MELHOR FILME - COMÉDIA/MUSICAL

500 Days of Summer
Julie & Julia
It's Complicated
The Hangover
Nine


- Yay para The Hangover e 500 Days of Summer e uma nomeação muito imerecida para Julie and Julia mas enfim, tem a Meryl, que se pode fazer? De qualquer forma, só Nine se vai juntar aos cinco acima para ser nomeado nos Óscares, abrindo então espaço para 4 mais dramas, de entre: The Lovely Bones; The Road; The Last Station; Bright Star; Where The Wild Things Are; A Single Man. Curioso é mesmo A Serious Man, uma comédia, não ter aparecido aqui.


MELHOR ACTOR - DRAMA

Jeff Bridges, Crazy Heart
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
George Clooney, Up in the Air
Tobey Maguire, Brothers



- Line-up dos Óscares menos Tobey Maguire, para entrar Day-Lewis, Viggo ou Renner.


MELHOR ACTOR - COMÉDIA/MUSICAL

Daniel Day-Lewis, Nine
Matt Damon, The Informant!
Michael Stuhlbarg, A Serious Man
Joseph-Gordon Levitt, (500) Days of Summer
Robert Downey, Jr. Sherlock Holmes


- Aqui fico feliz pelo Levitt que é excepcional no seu filme. That is all.


MELHOR ACTRIZ - DRAMA

Emily Blunt, The Young Victoria
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious
Sandra Bullock, The Blind Side
Helen Mirren, The Last Station


- Chocado por ver tanto apoio a Blunt. Destas cinco, as quatro de baixo deverão mesmo ser nomeadas com a Meryl no dia das nomeações dos Óscares. Sinceramente, começo mesmo a temer um cataclismo como o ano passado (a situação The Dark Knight/The Reader) e que Blunt, que ninguém tinha visto como candidata até agora, roube o lugar a alguma das cinco de cima...


MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA

Meryl Streep, It's Complicated
Meryl Streep, Julie and Julia
Julia Roberts, Duplicity
Marion Cotillard, Nine
Sandra Bullock, The Proposal


- Confirma-se o excelente ano de Bullock, habitual já é ver Meryl duplamente nomeada. Marion Cotillard nomeada mas na categoria errada, devia ser secundária. Nos Óscares talvez seja. Acredito que os Globos a puseram aqui porque lhes faltava nomeados mais credíveis.


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Matt Damon, Invictus
Christopher Plummer, The Last Station
Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Stanley Tucci, The Lovely Bones
Woody Harrelson, The Messenger


- Podem mesmo ser os 5 nomeados para o Óscar. E eu conseguia viver com estes cinco nomeados.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Anna Kendrick, Up in the Air
Vera Farmiga, Up in the Air
Mo'Nique, Precious
Julianne Moore, A Single Man
Penélope Cruz, Nine


- Devem ser as nomeadas à excepção da Penélope, por troca com a Cotillard.


MELHOR FILME ANIMADO

Coraline
Up
Fantastic Mr. Fox
The Princess and the Frog
Cloudy with a Chance of Meatballs


- Os nomeados, muito provavelmente. Excelente ano de animação.


MELHOR REALIZADOR

James Cameron, Avatar
Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
Quentin Tarantino, Inglorious Basterds
Clint Eastwood, Invictus
Jason Reitman, Up in the Air


- Line-up dos Óscares são 4 destes menos 1, por troca com Lee Daniels, Precious, isto em teoria... Quem sai? Eastwood ou Tarantino probably. Interessante será ver se teremos finalmente uma realizadora feminina a ganhar o Óscar pela primeira vez.


MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Baaria (Itália)
Los Abrazos Rotos (Espanha)
The Maid (Chile)
Un Prophète (França)
Das Weisse Band/The White Ribbon (Alemanha/Polónia)


- Destes, só dois podem (e deverão) repetir-se como nomeados dos Óscares. The Maid e Abrazos não foram submetidos pelos respectivos países e Baaria não tem assim tanta chance de ser nomeado quanto isso (se fosse Vincere...)


MELHOR ARGUMENTO

Neill Blomkamp, District 9
Mark Boal, The Hurt Locker
Jason Reitman e Sheldon Turner, Up in the Air
Nancy Meyers, It's Complicated
Quentin Tarantino, Inglorious Basterds


- Sério? "It's Complicated" em vez de "500 Days of Summer"? Sério?!


MELHOR BANDA SONORA

Michael Giacchino, UP
Marvin Hamlisch, THE INFORMANT!
Abel Korzeniowski, A SINGLE MAN
James Horner, AVATAR
Karen O, Carter Burwell, WHERE THE WILD THINGS ARE

- Consigo ver todos a repetir nos Óscares à excepção de Hamlisch. Esta categoria é o meu némesis. Desplat fez cinco grandes bandas sonoras este ano (a do Fantastic Mr. Fox deveria garantir-lhe uma nomeação) e conta com muita banda sonora feita já mas só tem duas nomeações e zero Óscares. Depois temos gente como Horner e Williams carregados deles... O vencedor da categoria? A minha aposta é Giacchino.


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Cinema Italiano” — NINE
“I Want to Come Home” — EVERYBODY'S FINE
“I Will See You” — AVATAR
“The Weary Kind” — CRAZY HEART
“Winter” — BROTHERS



- A categoria mais maltratada e menosprezada de sempre nos Óscares. E até nos Globos. Escolheram fácil: duas estrelas musicais (U2, McCartney), uma do filme musical mais aplaudido do ano (e das piores, segundo ouvi dizer) e as duas músicas com qualidade que estão em corrida. Se tudo correr bem, não haverá roubos egrégios e "The Weary Heart" juntará um Globo e um Óscar.


MELHOR SÉRIE - DRAMA

Big Love
Dexter
House
Mad Men
True Blood

- Tudo séries de canais de cabo excepto House. Os nomeados dos Emmy, tirando Lost (e Damages, que são 6 nomeados nos Emmy) e pondo True Blood, que de drama, esta temporada, teve muito pouco. Mas são cinco bons nomeados.


MELHOR ACTRIZ - DRAMA

Glenn Close, DAMAGES
January Jones, MAD MEN
Julianna Marguilles, THE GOOD WIFE
Anna Paquin, TRUE BLOOD
Kyra Sedgwick, THE CLOSER


- Cinco boas nomeadas e de facto a ser justo com as performances este ano. Só trocaria talvez Jones por Moss, da mesma série.


MELHOR ACTOR - DRAMA

Simon Baker, THE MENTALIST
Michael C. Hall, DEXTER
Jon Hamm, MAD MEN
Hugh Laurie, HOUSE M.D.
Bill Paxton, BIG LOVE


- Surpresa a inclusão de Paxton por troca com Byrne de In Treatment (nos Emmy) ou até em vez de Cranston de Breaking Bad (o vencedor do Emmy este ano!). Simon Baker continua a encantar multidões - surpreendentemente também.


MELHOR SÉRIE - COMÉDIA/MUSICAL

30 Rock
Entourage
Glee
Modern Family
The Office


- O meu coração encheu-se de alegria ao ver as nomeações em televisão. Glee é a série mais nomeada! E que bela nomeação para série de comédia. Agora, não entendo? Entourage em vez de How I Me Your Mother? Porquê, querem levar o Mark Wahlberg aos Globos? Raio de mania de quererem todas as "celebrities" nas suas cerimónias... E outra coisa que me deixa alegre: tudo séries de TV generalistas, excepto Entourage que é da HBO.


MELHOR ACTRIZ - COMÉDIA/MUSICAL

Toni Collette, THE UNITED STATES OF TARA
Courteney Cox, COUGAR TOWN
Tina Fey, 30 ROCK
Edie Falco, NURSE JACKIE
Lea Michelle, GLEE



- Aparentemente, os Globos também foram na conversa de Collette. Aquilo é uma fraude de categoria, a série é uma dramédia, portanto não devia ser elegível para comédia... Enfim, o mesmo pode ser dito de Edie Falco em Nurse Jackie. O que vale é que a Tina Fey vai limpar a casa (uma vez mais). E muito bem, Lea Michele nomeada.


MELHOR ACTOR - COMÉDIA

Alec Baldwin, 30 ROCK
Steve Carell, THE OFFICE
David Duchovny, CALIFORNICATION
Matthew Morrison, GLEE
Thomas Jane, HUNG


- Contente por Morisson apesar de não entender a nomeação, e de resto nomeados do costume (Carell/Baldwin/Duchovny - nomeado com a mulher, Toni Collette) com Thomas Jane a surpreender na nomeação (série nova).


MELHOR MINI-SÉRIE OU TELEFILME

GEORGIA O'KEEFFE (LIFETIME TELEVISION)
GREY GARDENS (HBO)
INTO THE STORM (HBO)
LITTLE DORRIT (PBS)
TAKING CHANCE (HBO)


MELHOR ACTRIZ - MINI-SÉRIE/TELEFILME

JOAN ALLEN, GEORGIA O'KEEFFE
DREW BARRYMORE, GREY GARDENS
JESSICA LANGE, GREY GARDENS
ANNA PAQUIN, THE COURAGEOUS HEART OF IRENA SENDLER
SIGOURNEY WEAVER, PRAYERS FOR BOBBY



MELHOR ACTOR - MINI-SÉRIE/TELEFILME

KEVIN BACON, TAKING CHANCE
KENNETH BRANAGH, WALLANDER: ONE STEP BEHIND
CHIWETEL EJIOFOR, ENDGAME
BRENDAN GLEESON,, INTO THE STORM
JEREMY IRONS, GEORGIA O'KEEFFE

- Pelos Emmy posso dizer que Grey Gardens e Into The Storm têm tudo na mão para ganhar todas estas categorias.


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA EM TELEVISÃO

Jane Adams, HUNG
Rose Byrne, DAMAGES
Jane Lynch, GLEE
Janet McTeer, INTO THE STORM
Chlöe Sevigny, BIG LOVE

- Gosto muito da ideia de juntar as categorias aqui embora seja sempre favorável esta união às séries de comédia. Com estas nomeadas, dava o prémio a Jane Lynch.


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO EM TELEVISÃO

Michael Emerson, LOST
Neil Patrick Harris, HOW I MET YOUR MOTHER
William Hurt, DAMAGES
John Lithgow, DEXTER
Jeremy Piven, ENTOURAGE


- Nos Emmy se disse que Patrick Harris ganharia finalmente porque não havia Piven (os escândalos sexuais custaram-lhe seguramente a nomeação e a vitória). Aqui... não sei. Qualquer um dos cinco pode ganhar mas já que Piven tem 3 Globos de Ouro... não me surpreendia se lhes juntasse um quarto.



Só dizer mais que este blog vai ter cobertura directa de tal evento (acho eu) que decorre na véspera do meu exame de Anatomia 3, belo e amarelo :)

domingo, 5 de julho de 2009

Wimbledon 2008




Decidi fugir ao tópico do cinema e falar um pouco sobre a grande final masculina que acabei de assistir em Wimbledon.



Final Masculina:
Andy Roddick (USA) vs. Roger Federer (SWI), 7-5 6(6)-7 6(5)-7 6-3 14-16


- Roddick é nº 6 do mundo, já chegou a ser nº 2 por volta de 2003-2005 quando Federer era rei e senhor do ATP Tour; óbvio será dizer que Federer é nº 2, atrás de Nadal, e já foi nº 1 durante imenso tempo;

- Entre os dois tenistas o confronto é avassaladoramente desfavorável a Roddick: 21 confrontos (são os adversários do ATP Tour que mais se encontraram no activo; Nadal/Federer está perto com 20 confrontos) com apenas 2 vitórias para o americano;

- Roddick não chega a uma final do Grand Slam há anos - há que relembrar que há uns anos atrás ele fartava-se de perder finais para o Federer...

- Roddick não vencia ninguém do top5 há mais de um ano - venceu Andy Murray, nº 3 actual, nas meias-finais deste torneio;

- Murray foi aclamado durante o torneio todo (queriam que um inglês vencesse, é natural) mas logo que Roddick lhe ganhou - e da forma como lhe ganhou - ganhou imensos fãs, a ponto de nesta final o nº de fãs dos dois tenistas ser equilibrado (à partida Federer teria mais, tendo ganho 5 títulos...);

- Foi a 2ª final mais duradoura do torneio (só ficou atrás da de 2008 que opôs Federer a Nadal também com 5 sets e que Nadal ganhou) e bateu o recorde para a posterioridade como o 5º set mais longo de sempre em Wimbledon. O 5º set foi qualquer coisa de fabuloso - e claro, um deles tinha de cair, não dá para aguentar a carga física e o esforço psicológico (eu próprio já estava a ficar sem paciência) e foi Roddick, menos habituado a ganhar, que sucumbiu;

- Pela terceira vez Roddick perde em Wimbledon (todas com Federer); pela sexta vez Federer ganha, era a sua sétima final consecutiva;


- Foi uma excelente final - e há que dar os parabéns a Andy Roddick que realmente elevou (finalmente!) o seu ténis a um outro nível e causou muitos problemas a Federer (para se ver a evolução no ténis dele basta ver jogos de 2003/2004 em que ele só fazia 'aces' (mais de 60 por jogo) e agora faz cerca de 30 (na final até perdeu em 'aces' para Federer, 43-22) - antigamente valia-lhe o jogo de serviço o que obviamente é um problema porque se o vólei de resposta a serviço não é bom (o dele ainda precisa de muito aperfeiçoamento) perde-se a maioria das segundas bolas...(ele tem de dar umas aulas à Michelle porque essa só não sabe é servir);


Final Feminina:
Venus Williams (USA) vs. Serena Williams (USA), 6(3)-7 2-6


- Serena Williams tinha 10 títulos do Grand Slam até esta final (1 Roland Garros, 3 US Open, 4 Open da Austrália e 2 Wimbledon). Venus Williams tinha (e continua a ter) 7 títulos do Grand Slam(5 Wimbledon e 2 US Open). Serena é nº 2 do mundo, Venus é nº 3;

- De bater palmas também à final feminina, menos disputada mas sem dúvida fantástica com as duas irmãs Williams (de novo) mas com resultado diferente: a mais nova, Serena, venceu (3º título em Wimbledon, 11º da carreira! - a irmã tem 5 títulos em Wimbledon) - e ela tem toda a razão em ter dito que não entende como é que Dinara Safina é 1ª do mundo se quem ganha os Grand Slams são os outros - esta forma de pontuação é de facto ridícula - ela ganhou Wimbledon, US Open e Open da Austrália (3 Grand Slams, só perdeu Roland Garros) em menos de um ano, a Safina ganhou Roma e Madrid (foi finalista na Austrália e na França, perdeu aqui nas meias-finais frente à Venus Williams;

- Ainda mais engraçado foi horas depois as manas Williams também ganharem em pares (cada uma delas é demais, mas as duas juntas... meu Deus!);


OPINIÕES FINAIS:


- Estou feliz porque em Wimbledon reuniram-se os 4 tenistas que mais gosto no circuito chegaram à final (já sei que há muita gente que fica toda ofendida quando digo que gosto das Williams e do Roddick porque eles são mais força que talento e técnica - o Nadal também se inclui no lote - mas a verdade é que empolgam-me);

- Admito que o Federer é um grande tenista - talvez dos melhores - mas não acho que se possa considerar O MELHOR (tal como Meryl Streep não pode ser considerada A MELHOR ACTRIZ DE SEMPRE) porque simplesmente não esteve em competição directa com outros grandes tenistas (Borg, Laver, McEnroe, Sampras...) - para mim Sampras será sempre o meu melhor porque levou com 3 ou 4 tenistas de elite enquanto Federer nunca teve por anos grande competição (ainda bem que chegou Nadal... e viu-se o que fez a Federer);

- Agora Federer irritou-se solenemente no discurso de vitória: 1º porque gozou com Roddick («Ah eu sei como te sentes, também já perdi aqui o ano passado, mas hás de cá voltar e ganhar» - que é o que qualquer vencedor diz ao perdedor - ao que Roddick lhe atirou - e bem - «Ah mas tu já tinhas ganho cinco!» - Toma lá!), 2º porque disse que não estava a pensar reformar-se tão cedo (ai que vou ter outro Andre Agassi a chatear-me... eu sou da opinião que os tenistas devem continuar a jogar sempre mas se tiverem uma quebra de forma como a que Federer teve este ano (ganhou duas finais porque Nadal não esteve no circuito, esteve lesionado) acho que se devem reformar (Fina foi a Justine Henin, saiu por cima e como nº 1 - que é o que eu estava à espera que Federer fizesse...)

- De bater palmas ainda à prestação portuguesa, Neuza Silva conseguiu passar a qualificação e depois teve azar porque lhe calhou logo na 1ª ronda a vencedora do torneio, Serena Williams; Michelle Brito já provou que é de facto uma excelente tenista e com 16 anos tem metade do circuito cheio de medo à perna (até implicam com os gritos só para a distrair do jogo); Frederico Gil e Rui Machado foram os piorzinhos mas já se sabia que Gil ao subir no ranking tinha de levar com as consequências, que é basicamente ter de levar com os tenistas mais poderosos (mas nada se consegue sem esforço; continue a tentar);

- Provavelmente não demorará muito até termos de novo Serena e Roger no topo do pódio, de onde eles nunca deveriam ter saído...



N.B: Melhor Realizador vem logo à noite (para agrado do meu rico anónimo) ;) Trailers para mais 5 filmes também :)


Resto de bom fim-de-semana!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Meryl Streep: the one and only



Não comparem sequer Kate Winslet ou Cate Blanchett ou Nicole Kidman com esta mulher... ESTA mulher é tão ou mais grande que Bette Davis, Vivien Leigh ou Katharine Hepburn... ESTA é MERYL STREEP, THE ONE AND ONLY! Um pequeno tributo à maior actriz de todos os tempos... Meryl Streep, a única, a grande, a maravilhosa, a fantástica... Faz 60 anos hoje! Desejamos-lhe todas as felicidades do mundo e obviamente que a Academia saiba reconhecer, pelo menos mais umas duas ou três vezes, o seu brilhantismo (estou a falar de Óscares sim!)

De qualquer forma, se isso nunca mais vier a acontecer (esperemos que não), pelo menos teremos sido abençoados com mais de 30 anos de carreira cheios de papéis e interpretações memoráveis. Pelo menos podemos sentir-nos felizes por termos presenciado tal meteórica actriz...

Detentora do recorde para o maior número de nomeações para os Óscares (quinze!), é quase um insulto que Meryl Streep só tenha 2 estatuetas e uma delas para Actriz Secundária... Quando actrizes como Hilary Swank ou Jodie Foster têm 2 estatuetas em 2 idas ao Kodak. Não é um mundo perfeito... Enfim. Mas além de Óscares, esta mulher colecciona Globos, SAG, BAFTA e toneladas de outros prémios... É uma diva na carpete, uma rainha no palco nas entregas de prémios («There is no such thing as the greatest living actress... Believe me, I know, I have inside information...» ou «Some days I think I'm overrated... But not today!»)

Relembro as quinze nomeações... (a negrito estão as vitórias)

1978 - The Deer Hunter (Actriz Secundária)
1979 - Kramer vs. Kramer (Actriz Secundária)
1981 - The French Lieutenant's Woman (Actriz)
1982 - Sophie's Choice (Actriz)
1983 - Silkwood (Actriz)
1985 - Out of Africa (Actriz)
1987 - Ironweed (Actriz)
1988 - Evil Angel (Actriz)
1990 - Postcards from the Edge (Actriz)
1995 - The Bridges of Madison County (Actriz)
1998 - One True Thing (Actriz)
1999 - Music of the Heart (Actriz)
2002 - Adaptation (Actriz Secundária)
2006 - The Devil Wears Prada (Actriz)
2008 - Doubt (Actriz)


Além de que pelo menos mais duas destas performances deviam ter dado outro Óscar a Meryl (Adaptation em 2002 - seria o 2º secundário! e Bridges of Madison County em 1990), existem muitas outras interpretações que não chegaram a ser honradas. Aqui vos deixo o meu top10 de papéis de Meryl Streep e abaixo deixo-vos um vídeo feito por Nathaniel Rogers do blog cinéfilo
Film Experience...


1. Adaptation
2. Sophie's Choice
3. The Devil Wears Prada
4. Death Becomes Her
5. The Bridges of Madison County
6. The Hours
7. Silkwood
8. Prairie Home Companion
9. Kramer vs. Kramer
10. The French Lieutenant's Woman






segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

I WANT MY OSCAR!

Mas não vai ser este ano, Angie :D

Este ano é todo Winslet vs Streep.