quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Conferências Arqueologia - uma reflexão necessária

Instituições Públicas e Arqueologia

10h00
Tema I – A Como Formar Profissionais de Arqueologia. Modelos do Ensino Universitário e Técnico-profissional em questão.

Moderador: Maria José Almeida

Intervenções:
Carlos Fabião – Faculdade de Letras de Lisboa
Luís Oosterbeek – Instituto Superior Politécnico de Tomar
Lino Tavares Dias – Área Arqueológica do Freixo

Espaço de debate
---Pausa para almoço---


14h00
Tema II – Quem pode ser Arqueólogo. Será o título académico suficiente?

Moderador: Lino Tavares Dias

Intervenções:
Maria José Almeida – Associação Profissional de Arqueólogos
José Morais Arnaud – Associação dos Arqueólogos Portugueses
MIguel Almeida – Dryas Aqueologia

Espaço de Debate
---Pausa---


16h10
Tema III – Emprego e empregabilidade em Arqueologia

Moderador: Carlos Fabião

Intervenções:
Pedro Faria – IGESPAR (extensão de Vila do Conde)
António Carvalho – C. M. Cascais
António Valera – Era-Arqueologia
Paulo Dórdio – Profissional Liberal

Espaço de Debate

Encerramento

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Música Perdida

Bem, seja a mensagem 98 sobre música.. coisa que há muito desapareceu deste blog..

Esta música.. mais velha que a Sé de Braga.. Que se não estou em erro, ouvi pela primeira vez (e vi o video) num programa que dava à sexta feira à noite na RTP - Grande Noite (cujo genérico era: Grande Noite, Grande Noite, hoje vai ser a grande noite...)

Bem.. quem diz esta, diz uma outra do "cá em cima está o tiro-liro-liro, cá em baixo está o tiro-liro-ló"

Carlos Paião e Cândida Branca Flôr - Vinho do Porto

Vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=3WAlFP3xMBQ&feature=related

PRIMEIRO A SERRA
SEMEADA TERRA A TERRA
NAS VERTENTES DA PROMESSA
NAS VERTENTES DA PROMESSA
DEPOIS O VERDE
QUE SE GANHA OU QUE SE PERDE
QUANDO A CHUVA CAI DEPRESSA
QUANDO A CHUVA CAI DEPRESSA
E NASCE O FRUTO
QUANTAS VEZES DIMINUTO
COMO AS UVAS DA ALEGRIA
COMO AS UVAS DA ALEGRIA
E NA VINDIMA
VÃO AS CESTAS ATÉ CIMA
COM O PÃO DE CADA DIA
COM O PÃO DE CADA DIA
SUOR DO ROSTO
P’RA PISAR E VER O MOSTO
NOS LAGARES DO BOM CAMINHO
NOS LAGARES DO BOM CAMINHO
ASSIM CUIDADO
FAZ-SE O SONHO FERMENTADO
GENEROSO COMO O VINHO
GENEROSO COMO O VINHO
E PELO RIO VAI DOURADO O NOSSO BRIO
NOS REBELOS DUMA VIDA
NOS REBELOS DUMA VIDA
E PARA O MUNDO
VÃO GARRAFAS CÁ DO FUNDO
DUMA GENTE ENVAIDECIDA
DUMA GENTE ENVAIDECIDA
VINHO DO PORTO
VINHO DE PORTUGAL
E VAI À NOSSA
À NOSSA BEIRA MAL!
À BEIRA PORTO
HÁ VINHO POR TOMAR
HÁ-DE HAVER PORTO
PARA O NOSSO MAR.
VINHO DO PORTO
VINHO DE PORTUGAL
E VAI À NOSSA
À NOSSA BEIRA MAL!
À BEIRA PORTO
HÁ VINHO POR TOMAR
HÁ-DE HAVER PORTO
PARA O DESCONFORTO,
PARA O QUE ANDA TORTO
NESTE NAVEGAR!
POR ISSO HÁ FESTA
NÃO HÁ GENTE COMO ESTA
QUANDO A VIDA NOS EMPRESTA
UNS FOGUETES DE ILUSÃO!
VEM A FANFARRA
E OS MIÚDOS, ALGAZARRA,
MAIS O POVO QUE SE AGARRA
P’RA PASSAR A PROCISSÃO
E SÃO ATLETAS, CORREDORES DE BICICLETAS
E PALAVRAS INDISCRETAS
NA BOCA D'ALGUM RAPAZ
E AS BARRACAS
MAIS OS CORTES NAS CASACAS
OS CONJUNTOS, AS RESSACAS
E OUTRO BRINDE QUE SE FAZ
VINHO DO PORTO
VOU SERVI-LO NESTE CÁLICE
ALICERCE DA AMIZADE
EM PORTUGAL!
É O CONFORTO
DUMA DOR TOMADA AOS TRAGOS
QUE TRAZEMOS POR VONTADE
EM PORTUGAL!
SE NÓS QUISERMOS ENTORNAR A PEQUENEZ,
SE NÓS SOUBERMOS SER AMIGOS DESTA VEZ
NÃO HÁ CHAMPANHE QUE NOS GANHE
NEM NINGUÉM QUE NOS APANHE
PORQUE O VINHO É PORTUGUÊS!
VINHO DO PORTO
VINHO DE PORTUGAL
E VAI À NOSSA
À NOSSA BEIRA MAL!
À BEIRA PORTO
HÁ VINHO POR TOMAR
HÁ-DE HAVER PORTO
PARA O NOSSO MAR.
VINHO DO PORTO
VINHO DE PORTUGAL
E VAI À NOSSA
À NOSSA BEIRA MAL!
À BEIRA PORTO
HÁ VINHO POR TOMAR
HÁ-DE HAVER PORTO
PARA O DESCONFORTO,
PARA O QUE ANDA TORTO
NESTE NAVEGAR!
VINHO DO PORTO
VINHO DE PORTUGAL
E VAI À NOSSA
VAI À NOSSA BEIRA MAL!
À BEIRA PORTO
HÁ VINHO POR TOMAR
HÁ-DE HAVER PORTO
PARA O NOSSO MAR.
VINHO DO PORTO
VINHO DE PORTUGAL
E VAI À NOSSA
VAI À NOSSA, À NOSSA BEIRA MAL!
À BEIRA PORTO
HÁ VINHO POR TOMAR
HÁ-DE HAVER PORTO
PARA O DESCONFORTO,
PARA O QUE ANDA TORTO
NESTE NAVEGAR!

domingo, 9 de novembro de 2008

Notícia sobre primeira sessão das conferências..

Site do município - Universidades apoiam autarquia em escavações e na carta arqueológica

http://www.cm-oaz.pt/?lop=artigo&op=c0c7c76d30bd3dcaefc96f40275bdc0a&id=fa1e9c965314ccd7810fb5ea838303e5

Relatório da sessão I das conferências foi disponibilizado via archport, mais informações, comunicar com a minha pessoa..

Notícias ...

- Conferências - Arq uma reflexão necessária - próxima sessão, dia 15 Novembro

Sessão II - ENSINO E CARREIRAS
15 de Novembro de 2008
Painel 1 -Como formar profissionais de arqueologia. Modelos do ensino universitário e técnico-profissional em questão.
Painel 2 - Quem pode ser arqueólogo. Será o título académico suficiente?
Painel 3 - Emprego e empregabilidade em Arqueologia.

Mais pormenores, site do município - http://www.cm-oaz.pt/?lop=artigo&op=c0c7c76d30bd3dcaefc96f40275bdc0a&id=83cdcec08fbf90370fcf53bdd56604ff

- Praça da Cidade é inaugurada a 14 de Novembro

"O programa estende-se a todo o fim de semana estando marcado para as 23h00 de sexta-feira (14 de Novembro) um espectáculo piromusical. No sábado a noite é ainda de música com a realização de um concerto e no domingo a animação da praça é da responsabilidade do cantor José Cid a partir das 15h00."

Ver mais em - http://www.cm-oaz.pt/?lop=artigo&op=19ca14e7ea6328a42e0eb13d585e4c22&id=fc528592c3858f90196fbfacc814f235

Parece que..

Parece que se foi passando o tempo e não tarda é Natal..

Parece que entretanto também está tudo a ficar velho..

Parece que a arqueologia está perdida..

Parece que Oliveira vai inagurar, no próximo fim de semana, a praça da cidade..

Parece que temos um projecto chamado Berço Vidreiro..

Parece que tudo vale a pena.. ou se calhar não é bem assim..

Parece que não há valores..

Parece que o que reina é sobreviver e não viver..

Parece que.. e está? e será?

*

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Município terá Carta Arqueológica em 2013 - Oliveira de Azeméis

http://www.metronews.com.pt/2008/10/20/municipio-tera-carta-arqueologica-em-2013-oliveira-de-azemeis/

Por metronews em 20 de Outubro de 2008

A Carta Arqueológica do município de Oliveira de Azeméis ficará concluída em 2013 e terá o envolvimento de duas universidades e do Museu Nacional de Arqueologia, anunciou fonte da autarquia.
“Já demos os primeiros passos para o desenvolvimento da Carta Arqueológica, tendo sido realizados trabalhos de pesquisa e efectuados contactos com entidades para a elaboração de protocolos que nos permitam ter suporte técnico e teórico”, afirmou à Agência Lusa João Tavares, responsável pela área de arqueologia do município.
A colaboração da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro e do Museu Nacional de Arqueologia na elaboração da Carta Arqueológica será formalizado em acordos a assinar nos próximos três meses.
O primeiro foi asinado no sábado no âmbito do ciclo de conferências “Arqueologia, uma reflexão necessária”, da responsabilidade da Câmara de Oliveira de Azeméis.
O protocolo com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra garantirá a consultoria científica e o apoio em trabalhos de campo de escavação de espólios antropológicos no concelho e respectivo estudo laboratorial.
No âmbito do protocolo a assinar com a Universidade de Aveiro é assegurado o aconselhamento, apoio técnico e execução de trabalhos de caracterização geofísica aplicada à arqueologia.
O último acordo, envolvendo o Museu Nacional de Arqueologia, salvaguarda a consultoria científica relativamente às boas práticas de conservação, restauro e embalagem dos materiais arqueológicos depositados em reserva, além do apoio à criação de programas pedagógicos e realização de exposições resultantes de trabalhos de campo.
O ciclo de conferências, que arrancou no sábado, envolve a realização de três sessões onde serão abordados “temas que preocupam a comunidade arqueológica”.
“Considerámos como temas principais de análise a organização da arqueologia ao nível do poder central, as competências dos municípios neste sector, o ensino e a formação, os critérios de acesso às carreiras, as perspectivas profissionais e a transmissão dos resultados das intervenções arqueológicas”, acrescentou João Tavares.
O ciclo de conferências tem o apoio da Associação Profissional de Arqueólogos e prossegue nos dias 15 de Novembro e 13 de Dezembro com os temas “Ensino e carreiras” e “Arqueologia, museus e espólios arqueológicos”.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sessão I - Instituições públicas e arqueologia - Versão III

Bem.. chegamos à tarde.. é à discussão dos Municípios e Arqueologia..
E, assim sendo..
António Manuel Silva, CM Porto
"O património arqueológico é imprevisível"
Ponto de partida - Salvaguardar. Só assim podemos deixar que alguém o estude depois.. Mas, temos que ter consciência que não pudems perder informações, e condicionar toda uma possível futura investigação..
Daí importância de fiscalizar obras, fazer cartas arqueológicas e/ou cartas de potêncial arqueológico..
Nota: Nem estudo está na Carta!
Ideia: notificar proprietários: "Olhe que tem aí uma mamoa no quintal, se lhe quiser mexer avise para ver se pudemos todos atingir objectivos" - Concertação com as populações
Paulo Costa Pinto, CM Vila do Conde
Problema de localização de um arqueólogo numa câmara: em que pelouro? necessário interface entre todos..
Como fazer as pessoas gostar do seu património: Rota das Raízes, Corridas de Cavalos Cividade de Baguntes..
Francisco Faure, CM Guimarães
Problemas de UM arqueólogo numa autarquia.. Como lidar com adversidades..
Notas finais das conferências:
- a função social da arqueologia;
- racionalização dos recursos nas autarquias;
- cadastrar sitios, avisar proprietários
O Balanço fica pra um próximo post ;) *

domingo, 19 de outubro de 2008

Sessão I - Instituições públicas e arqueologia - Versão II

Bem.. a manhã prosseguiu com as comunicações de Monge Soares e Cunha Ribeiro..

Um dos sismos da arqueo foi o Côa.. Parece que acordaram tds pra vida.. um outro.. foi a criação do IPA.. também havia alguém que gostava da caça ao tesouro..
E o problema com os depósitos do IPA nem se devia por.. porque os depositos deviam ser temporários e não definitivos.. (tamos em Portugal, sim?)
E também era obrigação dos que punham ruínas a descoberto, tratar delas, do espólio e publicar.. Era.. dizia bem..
Depois houve Porrada: o IPA e o IPPAR não se davam..
Moral da historia: Comunidade arqueologica perdida..
E a perspectiva segundo o srº para o Igespar é: Vai dar tenda!

Cunha Ribeiro, o sub director do dito IGESPAR

O problema da regionalização.. sim ou não? teoria: igespar centraliza pra depois descentralizar.. (mundo perdido?)
O que é necessário resolver: Instalações definitivas; questões dos avençados; acabar a construção do museu do Côa e torná-lo um paradigma; apoiar as arqueociências...
O que é possível resolver: Nada
Conclusão: A arqueologia tá perdida!

Mas.. como bom gestor que é tem que pensar: o que é que arqueologia pode dar ao país e não o que é que o país pode dar à arqueologia...

Período de debate matinal:
"Temos de passar duma política do é possível para uma política do é necessário"
"O barco da arqueologia portuguesa foi ao fundo. Bem, se não foi, estamos cheios de sorte por andar em cima duma lancha" - pois.. há os que tão na lancha.. e os que não estão? Só lá devem chegar se alguém os puxar..
"A arqueologia não está na agenda política" - CRibeiro..
Um srº duma CM diz: eu quero fiscalização. Um srº duma empresa diz: eu exijo fiscalização.

Moral da história: Quando mudamos de chefe, mudamos os objectivos... A questão é que.. a Arqueologia raramente faz parte deles..

*fim da manhã, numa real e acesa discussão..

sábado, 18 de outubro de 2008

Sessão I - Instituições públicas e arqueologia

Bem.. como é do conhecimento geral, hoje realizou-se a primeira das três conferências do ciclo de conferências: arqueologia'08 - uma reflexão necessária. (Org: CMOAZ; Apoio: APA)

O tema está indicado no título desta postagem.. Portanto antes dos factos podemos chegar à moral da história: A arqueologia está perdida!

Notas soltas:
Quanto à CM - de parabéns pela organização, empenho ... pela celebração de protocolos e acordos na área ... pela presença do Presidente e da Vereadora Gracinda Leal durante todo o dia nas conferências. Demonstram, pelo menos, uma tentativa de fazer algo, de melhorar, dinamizar e investir.. Pelas palavras iniciais e finais do Srº Presente, Ápio Assunção, não posso deixar de me sentir feliz por ver esta autarquia, a minha autarquia, com um papel activo no que é a minha área.. no que é a área de todos e de cada um - no património cultural, construtor de uma unidade entre as populações, as tais heranças comuns que justificaram Churchill e muitos outros políticos nos apoios à criação de uma CECA, CEE, UE..

"[A arqueologia] é uma área em que temos que fazer" Ápio Assunção

Quanto às comunicações..

Fernando Real, Igespar - O que foi a arqueologia e o papel do estado. Evolução histórica.
D. João V, Leite Vasconcelos, pós 25 Abril..
Basicamente.. a gestão política da arqueologia, património .. é como um sismógrafo.. quando há um sismo, há oscilações violentas, momentos de ruptura.. depois, há períodos de maior calma.. mas também há de reconstrução..

Portanto.. construimos.. vem um sismo.. abana as estruturas.. e elas caem.. Ciclo Vicioso? Isso são vocês a pensarem :)

Independentemente do papel das autarquias, o poder central e o estado não se podem descartar das obrigações perante um património que é de todos - normalmente não acontece.. mas enfim..
Sujeita a leis, a arqueologia tem uma função social - que não podemos esquecer!

O resto das comunicações.. fica pra outro post.. faltam 5 :) lol

Bem, o importante é não deixar de debater estes temas.. independentemente do que venha a ser o futuro..

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Vale a pena? Tudo vale a pena..

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Mar Português, Fernando Pessoa in Mensagem