sexta-feira, 3 de abril de 2009

Novo blog

Está disponível um novo blog sobre coisas estranhas e sinistras da Dani..

Passem por lá ;)

http://naohaamoras.blogspot.com/

terça-feira, 31 de março de 2009

Lá vem ela.. a cultura..

Bem, teria muito sobre o que escrever.. pensar ou enumerar.. mas como acordei cedo para não ter aula.. isto torna-se tudo muito mais sinistro..
E tudo isto porque sucessivamente se sucedem acontecimentos sucedidos.. e isto não é mais do que a História..
E a História não é mais do que uma parte, uma pequena fatia, da cultura..

E é sobre cultura que me “apetece” escrever.. e não é um apetite só por si.. é uma necessidade, tendo em conta o estado actual das coisas..

Ora, não é novidade nenhuma, e já aqui falei disso.. os problemas e discussões que a construção do museu dos coches, num local ocupado por arquivos e biblioteca do IPA, que passarão para a Cordoaria Nacional, tutelada pelo Ministério da Defesa, para onde também deverá ser transferido o MNA (Museu Nacional de Arqueologia), tem gerado..

E isto não me parece uma simples birra e implicação..
E não o é. Se há quem não defenda um Novo Museu dos Coches, há quem defenda um Novo Museu. E nada nisto é contra um projecto de arquitectura. Tudo isto, para mim, é contra uma política cultural do executivo.. ou se quiserem contra a inexistência de uma política cultural..

Na realidade, nesta questão, a arqueologia, parece-me a mim, saltita como bola de ping pong e moeda de troca.
Vejamos..
O local a ocupar pelo futuro museu dos coches pertence ao Ministério da Cultura.
Os serviços do Ministério da Cultura que aí estavam vão passar para um local tutelado pelo Ministério da Defesa.
Ora, ao Ministério da Defesa é conveniente a saída do MNA (Min da Cultura) dos Jerónimos, para ampliar o espaço do Museu da Marinha (Min Defesa).
E, por fim, o projecto de construção do novo museu dos coches.. foi iniciativa .. do Ministério da Economia.

Na realidade, isto é uma salgalhada de grelos bastante grande.. É criar confusões entre ministérios, moedas de troca, e sim.. A arqueologia é a bola de ping pong.

- Era necessário um novo museu?
- A ser necessário um novo museu, deveria ser dos Coches? (ou não seriam outros mais adequados?)
- Não haveria outro local para estabelecer os arquivos da arqueologia nacional, se não num local do Min da Defesa?
- Não há espaço nos Jerónimos para os dois museus?

E poderíamos continuar por aqui fora com uma série de perguntas que prefiro deixar sem resposta..
E é a cultura uma coisa tão abrangente, mas tão heterogénea.. e com tão pouco dinheiro.. E andamos nós com lutas internas deste género.

Mas não são só as lutas internas.. porque há lutas internas dentro do universo “cultura”, mas também as há dentro do universo “arqueologia” – e não são assim tão poucas quanto isso..

As lutas também são externas.. ou se calhar não são lutas..
A semana passada, foi divulgada uma carta de Manuel Maria Carrilho sobre o estado da cultura, e na mesma verifica-se referência a um série de promessas e politicas que ficaram por cumprir deste executivo..

Em sequência disso, e num debate televisivo, a ex ministra da cultura dizia que o orçamento do MC era de 0,4% do Orçamento de Estado.. E o actual ministro, quando ocupou o cargo disse que pretendia fazer mais com menos dinheiro..

Há quem marque penaltys por percepção.. na cultura não há percepção possível.. Nem por muito fértil e imaginativo que alguém seja pode dizer que há uma boa política cultural..

Entretanto.. as responsabilidades culturais foram descarregadas na autarquia, quase como um camião de lixo se despeja numa lixeira.. A acção social, a responsabilização do estado foi ver passar as naus dos descobrimentos..

Mas bem, como o dinheiro é tão pouco, andamos sempre todos às turras.. Pouco para muitos..
Porque a cultura engloba Artes; Património; Literatura..
No fundo, tudo é cultura..
Mas ninguém lhe dá a devida importância..
E vai desvanecendo.. sucumbindo.. extinguindo..
E já ninguém se interessa, e ninguém vai quer saber..
E tudo isto vai passar à história..
Era uma vez ..

E tudo estava podre no reino da cultura portuguesa..
“Porque o presente, é todo o passado, e todo o futuro” (Álvaro de Campos)

Legenda:
1 - Ocupação romana junto ao Castelo de Alcácer do Sal.
2 - Localização de povoado castrejo em Viana do Castelo.
3 - Vista panorâmica. Parque La-Salette, Oliveira de Azeméis.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Música Perdida






Sentei à minha mesa os meus demónios interiores

falei-lhes com franqueza dos meus piores temores

tratei-os com carinho pus jarra de flores

abri o melhor vinho trouxe amêndoas e licores



chamei-os pelo nome quebrei a etiqueta

matei-lhes a sede e a fome dei-lhes cabo da dieta

conheci bem cada um pus de lado toda a farsa

abri a minha alma como se fosse um comparsa



E no fim, já bem bebidos demos abraços fraternos

copos bem erguidosbrindámos aos infernos

saíram de mansinho aos primeiros alvores

fizeram-se ao caminhosem mágoas nem rancores


Adeus, foi um prazer! disseram a cantar

mantém a mesa posta porque havemos de voltar.

Demónios interiores, Jorge Palma..


Querem um conselho? Façam isto.. andam por aqui muitos demónios.. e depois, eu é que era o Salazar.. St paciência..

terça-feira, 24 de março de 2009

Direito de resposta

Fiz aquele post para expressar a minha opinião, não foi para provocar ninguém.
Vergonha de ganhar assim? Não temos culpa dos erros dos arbitros.
Quando erram contra o meu clube não me ves aqui a mandar vir, nem ves a comunicação social a falar disso durante uma semana e a fazer debates.
Ja fomos prejudicados? Já, muitas vezes esta epoca. Tal como o sporting e o porto também.
Fomos beneficiados? Também já, tal como voces e como o porto.
Nem comentei a atitude do vosso jogador. Tenho a minha opinião, mas guardo para mim.
Se fosse ao contrário também ia ficar chateado por perder assim, acredita.

Só pa terminar, agradecia que não alterasses os meus post...
Queres comentar, tens local proprio para o fazer.
E vai chamar filho a outro lol

segunda-feira, 23 de março de 2009

E.. as previsões para amanhã..

Ora, conforme me foi solicitado, aqui deixo a minha previsão, que não é de signos, nem de tempo, mas sim dos acontecimentos que sucessivamente irão suceder amanhã na Flup.

Bem, vou partir do pressuposto que a Manifestação é do conhecimento de todos, e portanto, vou partir do inicio desta para proceder à enumeração do que se irá seguir ;)

Estando os alunos concentrados no portão principal da Flup, reivindicando o direito a um ensino gratuito, solicitando ao Estado que cumpra as suas funções sociais de garantir um ensino democrático e não elitista, empregando faixas e gritando palavras de ordem conta o RJIES, a passagem a fundação e o adorável processo de Bo(r)lonha (como já alguém me disse).

Nisto, eis que uns, mais exaltados do que outros; mais insatisfeitos..e já com planos profundamente elaborados gritam a palavra mágica; ou se preferirem a Grândola dos tempos modernos e.. isso desencadeava a ocupação da Faculdade..

E nisto, a faculdade era ocupada, as portas dominadas por pessoas que saiam de todos os locais..

Mas, como estamos em Portugal, a PIDE dos tempos modernos estava lá, e não tarda aparecia o exército, todos os compartimentos eram revistados.. De G3 na mão, abriam portas e gritavam “limpo”; ou procediam à identificação dos ocupantes, prontamente detidos, porque lembrem-se, antes do 25 Abril.. Nisto, eram também utilizados os ditos pastores (alemães, claro) sendo os mesmos usados na identificação e localização de drogas.. assim, quem não fosse preso por uma coisa, podia sempre ser pela outra..
Mas quem escapasse a estes meios, depressa assistiu à apresentação da queixa de mais um crime.. um sr todo poderoso, dirigindo-se para o chefe das operações dizia: Prenda-os a todos! Eles roubaram..fizeram plágio; fizeram falsificações.. de assinaturas..
E agora, quase que havia crimes para toda a gente..

Mas, eis que, no meio de tanta coisa, alguém corre em gritos pelos corredores da faculdade, a gritar: “Fui roubada, fui roubada” (eu, ou outra pessoa qualquer).. E isso, representaria um problema’ antes do 25 de Abril, não havia inseguranças e roubos.. Então, foi necessário perceber o que se estava a passar.. E alguém (tu, ou o chefe do exército) perguntaria “Então menina, mas o que é que se passa? O que é que lhe roubaram?” E eis que eu, ou outra pessoa qualquer responderia.. “Roubaram-me a taça!! Sim, a taça.” “Mas quem lhe fez isso menina? Há suspeitos? Sabe quem foi?” “Claro que sei, foi o Baptista.” “E como é que ele fez isso, também sabe?” “Sim, toda a gente viu, gravaram e tudo! Marcou um penalty!!”

E lembrem-se, como estamos antes do 25 de Abril, o Salazar é do Benfica : )

Brincadeiras à parte.. boas manifs!

domingo, 22 de março de 2009

O caneco é nosso...!!!

O HERÓI DOS ALGARVES =P




Sim, não era penalty.
A atitude do Pedro Silva: nem comento... Tanto com o árbitro, como depois de receber a medalha.
Querem dizer mal? Digam mal do Lucílio Batista. Ele é do vosso clube (SCP).
Não venham é botar culpas po Benfica, que não tem culpa nenhuma.

sexta-feira, 20 de março de 2009

O que me irrita no cinema português


Isto por aqui está muito parado... :) Até admira. Entre Dezembro e Fevereiro fizemos cerca de 120 posts... Portanto uma média de 40 posts/mês. Temos que voltar a esses tempos.

Moving on... Hoje decidi debruçar-me sobre os inúmeros problemas do CINEMA PORTUGUÊS. Por que razão é que ainda não temos sequer UMA nomeação para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro?

Somos dos poucos países da Europa que não tem... Ou vejamos...




A verde escuro estão vencedores do prémio, a verde mais claro os que já foram nomeados para ele. Enfim... Dá para ver os poucos países que ainda não têm nomeações. E porque será?

Não me venham dizer que as condições do nosso cinema e do panorama de actores de Portugal não são boas - tão boas são que a TVI até se orgulha em dizer que produz novelas melhor que a Globo.

Temos portanto a França, a Itália, a Espanha, a Suécia, os Países Baixos, a Dinamarca, a Alemanha, a República Checa, a Suíça, a Hungria, a Rússia, a Áustria, a Bósnia-Herzegovina, a Polónia, a Bélgica, a Noruega, a Grécia, a ex-Jugoslávia (agora Sérvia), a Finlândia, a Islândia, a Geórgia, o Cazaquistão e a Macedónia - isto só falando de países europeus com nomeações.

Portanto... alguém consegue explicar o que se passa de errado com o cinema português? Talvez eu consiga.


As escolhas que são submetidas para consideração da Academia têm sido verdadeiros flops.

Em 2008 mostramos ostensivamente o regionalismo e festividade tipicamente portugueses (Aquele Querido Mês de Agosto), em 2007 submetemo-nos aos franceses e a Manoel de Oliveira (quando não temos filme decente para colocar a consideração da AMPAS mandamos Manoel de Oliveira e um dos seus filmes) com uma história deprimente de vingança por sofrimento passado (Belle Toujours), em 2004 com o ridículo filme de Miguel Barroso que fala de uma jovem que trabalhava num bordel lisboeta e que é introduzida à alta sociedade lisboeta por um senhor de grandes posses mas no entanto nunca deixa de ser perseguida pelo seu passado (O Milagre Segundo Salomé). Ao longo da década continuamos com escolhas inconsequentes como O Delfim de Fernando Lopes em 2002 (ano em que o México foi nomeado pela adaptação de uma obra PORTUGUESA, O Crime do Padre Amaro, numa performance excepcional de Gael García Bernal - que elevou a personagem de Amaro para outro nível - enquanto que o filme mexicano se preocupou com a história o filme português procurou a nudez, o sexo e a depravidão para dar show), Camarate de Luís Filipe Rocha em 2001 (um bom filme para os de cá mas sem interesse para os americanos), Tarde Demais de José Nascimento em 2000 e assim por diante.


Poucos anos têm sido bons para o cinema português. Nesta década, só 3 filmes fogem à regra: 2006 foi um grande ano para os filmes portugueses com aquele emocionado pai - Nuno Lopes - levado ao limite da insensatez com o rapto da sua filha (Alice), 2005 também não foi mau com o filme que tornou João Canijo a cereja no topo do bolo dos realizadores portugueses (entretanto despenhou-se com Corrupção, filme baseado no Eu, Carolina... agradeçam aos deuses por este não ter sido a nossa escolha em 2007), com um filme que fala na prostituição e no tráfico de mulheres durante o Inverno do interior português (Noite Escura). O cinema multilínguas foi palco de mais uma das nossas escolhas em 2003 com O Filme Falado, de Manoel de Oliveira, que era falado em cinco línguas - português, francês e inglês na sua maioria mas também grego e espanhol. John Malkovich, Catherine Deneuve e Leonor Silveira eram os protagonistas desta comédia de mau gosto que não encantou os portugueses - pena a deles porque eu recomendo que vejam este filme. É do melhor que Manoel de Oliveira já fez indubitavelmente.



Temos preferido usar a polémica e a controvérsia da forma mais errada possível.


Corrupção, O Crime do Padre Amaro, Second Life ou Zona J teriam sido excelentes filmes se abandonassem o pretenciosismo que lhes é inerente. O que é que pensamos quando falamos de Corrupção? Em Pinto da Costa. E naquela... Carolina (as reticências estão ali propositadamente para mostrar que é impossível não lhe darmos um nome feio logo ali). E em O Crime do Padre Amaro? Bem, Soraia Chaves nua! E em Second Life, o suposto «filme que toda a gente estava à espera»? Nada. Porque é isso que o filme nos deixa quando saímos. É um puro engano. Que tristeza. E Alice? Pensamos na história em que o filme se baseou na altura ou até mais recentemente pensamos em Madeleine McCain. Enfim. O povo português não foi feito para pensar.



As verdadeiras jóias que temos do cinema português não são preservadas e aproveitadas.


«Alice» é talvez o filme mais depreciado dos últimos tempos - ou talvez mesmo do cinema português inteiro. É comovente, bem feito, bem pensado, bem concebido, bem interpretado e bem editado. Até a banda sonora se adapta de forma melíflua. O que falta? A publicidade que Corrupção e Amaro tiveram a rodos.

Outro filme que me entristece de uma forma é «Amália». Que grande filme. E Sandra Barata, no papel de Amália, é sublime. E o filme foi o mais visto de sempre (toma lá Second Life!) de entre os filmes portugueses e não tinha nenhum dos grandes actores cinematográficos portugueses a brilhar (à la Nicolau Breyner). Quem é que concorda comigo que este é que devia ter sido a nossa escolha para a consideração ao Óscar? E já que não o aproveitaram este ano, que tal para a campanha de 2010? É possível de ser feito. Este filme esteve em cena pelo menos em Janeiro de 2009 e basta que seja visto nos cinemas nos Estados Unidos por uma semana para que possa ser considerado.


Só uma notazinha: «Gone Baby Gone» é um história muito semelhante à de «Alice», é um filme pior que o português e ganhou aclamação crítica e duas nomeações para Óscar. É baseado na história de Maddie. «La Môme» (ou La Vie en Rose) é o filme baseado na mítica cantora Edith Piaf e ganhou o Óscar para Melhor Actriz (Marion Cotillard) numa performance que não é maior e mais interessante que a de Sandra Barata, descontando o deglam inerente à pessoa que interpreta - Amália envelheceu mais ou menos graciosamente, ao contrário de Piaf. Não sei mas acho que isto quer dizer alguma coisa...



Em jeito de conclusão...
Eu acredito que seja possível salvar o cinema português. «Amália» deu um empurrão muito importante com 300.000 espectadores nos cinemas portugueses. É preciso continuar a apoiar o nosso cinema para termos hipótese de se fazerem filmes brilhantes, dignos da maior consideração que existe - o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.

«A Corte do Norte», como já disse no meu blogue (www.therewillbecinema.blogspot.com), o novo filme de Canijo baseado na obra de Bessa-Luís com o mesmo nome, intriga-me. Parece muito bom. Vamos a ver. Outro que me parece fascinante é «Amor de Perdição» (que eu acredito que vai ser a nossa escolha para consideração ao Óscar - parece-me bem. Será desta? A crítica do Berlinale foi muito boa...)

Uma coisa é certa. O cinema português não pode voltar àquela fase em que só fazia porcaria. Não queremos mais «100 volta», «Second Life» e aí por diante. Que irritação!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Parque Molinológico em O. Azeméis

Parque Temático Molinológico será importante cartaz de promoção do concelho»

A afirmação é do vereador do pelouro do turismo da Câmara de Oliveira de Azeméis
O Parque Temático Molinológico, que é inaugurado esta sexta feira em Oliveira de Azeméis, será um «bom cartaz turístico e de promoção do concelho», afirma o vereador do turismo da autarquia.

«A nossa expectativa é que venha a constituir-se num pólo de atracção, estando reunido um conjunto de requisitos que podem potenciar que este seja um bom produto que Oliveira de Azeméis tenha para oferecer aos seus visitantes», diz António Rosa.

O projecto, promovido pela autarquia, está dotado de três núcleos que pretendem mostrar ao público todos os processos e infraestruturas que envolveram, no passado, a secagem, a moagem dos cereais e o fabrico do pão.

«O parque molinológico será uma importante razão para as pessoas visitarem Oliveira de Azeméis», assegura António Rosa.

O vereador do pelouro do turismo diz tratar-se de um projecto à volta do qual se procura preservar a identidade das padeiras e moleiros e o património industrial de uma actividade que tirou proveito da existência de moinhos de água na região, com predominância para as freguesias de Ul e Travanca.

«Em volta de uma realidade de séculos que fez uso dos vários recursos de água do concelho pareceu-nos importante promover um produto cultural e turístico que preservasse o passado de uma região, a sua história, a sua economia e a sua demografia», realça o autarca.

«O parque resultou, inicialmente, de um trabalho imaterial de recolha de todas as estruturas associadas à secagem e moagem de cereais e ainda de testemunhos de moleiros e padeiras e de todos os que viveram a experiência desta arte», assinala António Rosa.

A nível material foram recuperados conjuntos de moinhos, infraestruturas preponderantes na execução do projecto. O responsável do turismo destaca o Núcleo Museológico do Moinho e do Pão. Neste espaço, constituído por seis moinhos, procura-se recriar toda a história associada aos moinhos e ao pão de Ul.

«O visitante terá a oportunidade de ver ao vivo a moagem de cereais, a confecção do famoso pão de Ul e ficar a conhecer o conjunto de alfaias relacionadas com este tipo de artes e devidamente identificadas», explica António Rosa, adiantando existir ainda uma outra zona virada para a projecção multimédia sobre as recolhas de testemunhos dos vários agentes envolvidos no processo.

Outros dois núcleos, ainda em fase de desenvolvimento mas já a cumprir as suas funções, estão relacionados com a evolução da história da indústria do descasque de arroz e com a educação ambiental.

A ideia do parque molinológico é «preservar o passado» mas também aliar a este aspecto «vivências e experiências, no futuro, fortemente associadas com o pão de Ul», afirma António Rosa.

O vereador lembra a constituição, há dois anos, da Associação de Produtores de Pão de Ul (APPUL) destinada a preservar a qualidade do produto, a continuidade da produção e o seu carácter genuíno.

As III Jornadas do Pão, a realizar no dia 21 de Março, demonstram a preocupação de serem preservadas as especificidades deste produto e o seu futuro.

O Parque Temático Molinológico ocupa uma área de 28,5 hectares envolvendo a existência de três núcleos de moinhos, alguns deles recuperados pelos seus proprietários que desde a primeira hora se associaram ao projecto da autarquia.

A gestão do espaço será da responsabilidade de uma associação em que são parceiros vários agentes. «A Câmara quer agregar um conjunto de actores importantes para a dinamização deste espaço, trazendo cada um o seu contributo», sublinha António Rosa.


http://www.cm-oaz.pt/?lop=artigo&op=19ca14e7ea6328a42e0eb13d585e4c22&id=393c55aea738548df743a186d15f3bef

quarta-feira, 18 de março de 2009

r-r-r-r-r-r-r eterno..

Permitam-me que me atreva a uma parte da Ode Triunfal.. r-r-r-r-r-r eterno!
Porque em mim, continua a haver, sobretudo cansaço..

"Eia comboios, eia pontes, eia hotéis à hora do jantar,
Eia aparelhos de todas as espécies, férreos, brutos, mínimos,
Instrumentos de precisão, aparelhos de triturar, de cavar,
Engenhos, brocas, máquinas rotativas!

Eia! eia! eia!
Eia electricidade, nervos doentes da Matéria!
Eia telegrafia-sem-fios, simpatia metálica do Inconsciente!
Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez!
Eia todo o passado dentro do presente!
Eia todo o futuro já dentro de nós! eia!
Eia! eia! eia!
Frutos de ferro e útil da árvore-fábrica cosmopolita!
Eia! eia! eia! eia-hô-ô-ô!
Nem sei que existo para dentro. Giro, rodeio, engenho-me.
Engatam-me em todos os comboios.
Içam-me em todos os cais.
Giro dentro das hélices de todos os navios.
Eia! eia-hô! eia!
Eia! sou o calor mecânico e a electricidade!

Eia! e os rails e as casas de máquinas e a Europa!
Eia e hurrah por mim-tudo e tudo, máquinas a trabalhar, eia!

Galgar com tudo por cima de tudo! Hup-lá!

Hup-lá, hup-lá, hup-lá-hô, hup-lá!
Hé-la! He-hô! Ho-o-o-o-o!
Z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z!

Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!"


Álvaro de Campos

sábado, 14 de março de 2009

Notas sobre a passagem a fundação, em seguimento de Millady ;)

Cara Millady,
Demais leitores :)

(Ia comentar isto em resposta ao comentário da anterior postagem, mas já que expressa a minha opinião face ao comunicado da Feup, decide por bem colocá-lo aqui..)

Atrevia-me a dizer que continuamos sem saber o que se está a passar.. e não somos só nós, porque parece que a questão também não é clara para o pessoal docente, que corre o risco de ver o seu posto voar para outras paragens.

Letras apesar da interrupção que teve nos tempos do Salas, foi sempre uma faculdade de prestigio.. Agora, atrevo-me a dizer que esse prestígio só pode ser referido quando da história da faculdade se trata..
É triste, mas é assim. É assim, mas é triste.
"Enquanto houver estrada para andar, a gente não vai parar" - temos é que andar depressa porque a estrada acaba já aqui..

Outra leitura que eu faço deste "comunicado" da Feup do mês passado.. bem, para eles, o regime fundacional vai dar ao mesmo, na realidade, são quase eles que se auto-financiam.. São uma faculdade retável e com lucros..
Agora, a não ser que os municipios se lembrem todos de estudar a sua história e arqueologia, já fomos..Entretanto, trabalhar com municipios exclusivamente às vezes é complicado.. Ainda se levanta outro problema, no caso da arqueologia, se se estender em demasia a área de uma faculdade em termos de intervenção, pode sempre haver uma bela duma empresa que diga que é contra as regras da concorrência, e isso era chatinho de facto..

E como a Feup não é a santa casa da misericórdia do ensino superior..
Acho que isto também nos deveria levar a outra discussão - acho que muitos de nós se cruzam já com isto.. todos temos alguém que pensa assim..
Qual o objectivo duma Faculdade de Letras?
No cenário da crise global actual, que importância têm as Letras?
Vale a pena remar contra a maré, as ditas "ciências exactas" e investir nas Letras?

Segue-se uma listagem dos cursos de licenciatura oferecidos pela Flup, talvez possam ser úteis na resposta a algumas destas questões..
Licenciatura em Arqueologia
Licenciatura em Ciência da Informação
Licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia
Licenciatura em Ciências da Linguagem
Licenciatura em Estudos Portugueses e Lusófonos
Licenciatura em Filosofia
Licenciatura em Geografia
Licenciatura em História
Licenciatura em História da Arte
Licenciatura em Línguas Aplicadas
Licenciatura em Línguas e Relações Internacionais
Licenciatura em Línguas, Literaturas e Culturas
Licenciatura em Sociologia

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