domingo, 31 de maio de 2009
A Chama Imensa
Diabetes e o futebol português: um estudo
Apesar de irrevogavelmente suspenso por dois anos de tentativa de corrupção (uma sentença que, na justiça desportiva, já não admite recurso), Pinto da Costa voltou a poder produzir declarações púublicas. Agradeço a quem lhe levantou a interdição, porque as afirmações do presidente do Porto costumam ser muito interessantes. Foi o caso, esta semana. Primeiro, Pinto da Costa referiu-se ao tabu sobre a renovação do contrato de Jesualdo Ferreira como "uma doçura". Trata-se de uma observação que, num certo sentido, é histórica: já houve um tempo em que Pinto da Costa só falava de "rebuçadinhos" em conversas telefónicas interceptadas pela PJ. Agora, já fala de "doçuras" em público. Eis uma evolução que se saúda, embora seja importante assinalar que o excesso de açúcar pode ser prejudicial à saúde. Há desportos que, pelas emoções que provocam, são impróprios para cardíacos; o futebol português é impróprio pra diabéticos.
De seguida, o presidente que convida árbitros para tomarem café em sua casa disse que gostaria que Cristiano Ronaldo marcasse mais golos pela Selecção. Deste desejo, confesso, não estava à espera. Eu ainda sou do tempo em que Pinto da Costa festejava, com champanhe, as vitórias da selecção grega. Actualmente, ao que parece, prefere a selecção portuguesa. Se o leitor bem se lembra, Ronaldo já marcou pelo menos um golo no Dragão, ao serviço de Portugal. Foi no primeiro jogo do Euro-2004. Infelizmente, o adversário era a Grécia, e por isso talvez tenha sido um dos golos que Pinto da Costa lamentou, em lugar de festejar. Em todo o caso, é injusto pedir a Ronaldo que marque, na Selecção, golos semelhantes ao que marcou contra o Porto: as selecções que Portugal defronta não têm o Helton na baliza.
Por último, Pinto da Costa anunciou que apoiaria o Barcelona na final da Liga dos Campeões. É uma informação a que a imprensa internacional não deixará de dar o relevo que merece. Imagino que os dirigentes do Manchester venham a ter dificuldade em dormir quando souberem que Pinto da Costa não estará a torcer por eles no dia 27. Mas porque motivo quis o presidente do Porto cometer esta crueldade que tanto magoará, estou certo, os adeptos e simpatizantes do actual campeão da Europa? Pinto da Costa justificou a preferência pelo Barcelona com as afinidades que diz existirem entre o Porto e clube catalão. No entanto, é possível que o motivo seja outro. Talvez Pinto da Costa ainda não tenha esquecido que Alex Ferguson disse, certa vez, que o Porto comprava títulos naconais no supermercado. Curiosamente, o mesmo sítio em que se compram os rebuçadinhos.
Fonte: Jornal A Bola
Previsões Óscar: Melhor Actor Secundário
Continuando a série de previsões para a cerimónia dos Óscares de 2010... Já falámos de Melhor Actor e Melhor Actriz, vamos agora à categoria de Melhor Actor Secundário.
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO (Best Supporting Actor)


Mark Ruffalo, Shutter Island
James McAvoy, The Last Station
Peter Saarsgard (Alfredo Molina), An Education
Kodi Smith-McPhee, The Road
Matt Damon, The Human Factor
Ben Kingsley/Jackie Earle Haley, Shutter Island
Stanley Tucci, The Lovely Bones
Liev Schreiber/Émile Hirsch, Taking Woodstock
Richard Kind, A Serious Man
Christian Bale, Public Enemies
Bom. Shutter Island é capaz de ser GRANDE. Mesmo Grande. Tem Scorcese, um elenco com muita qualidade e é um filme ao estilo da Academia, mexe com os temas que mais lhes interessam. E depois porque estreia naquele maravilhoso mês de Dezembro e isso é o que interessa aos membros da AMPAS com mais de 40 anos... Enfim. Dos actores secundários de Shutter Island - e há muitos, tal e qual as actrizes - o que tem melhores hipóteses é Mark Ruffalo. Seja porque já merece uma honra destas pela carreira preenchida e multifacetada que tem, pautada por talento e dedicação aos papéis, quer seja porque é o papel mais apetecível, quer seja porque é mais famoso que Earle Haley que é a outra grande possibilidade. Ben Kingsley é mais remoto mas ainda assim há que considerar: vencedores de Óscar são sempre estrelas bem-vindas ao Kodak Theatre de novo. Depende do buzz de cada um e da performance. Quem mais tempo conseguir roubar, é quem mais chances tem de ser nomeado.
O papel de Kodi Smith-McPhee é muito, muito interessante. Pelo que sei do livro e pelo que parece de quem já viu o filme antes de ele ir para pós-produção, ele é excelente no papel. E tem grande química com Viggo Mortensen, o Pai na história, o protagonista. Se tudo correr bem, estará no Kodak em Fevereiro. Basta que o filme consiga ter sucesso - se sim, acho que tem um pé lá dentro. Se o filme não conseguir impressionar (filmes de 2008 que são adiados e tal de vez em quando perdem o comboio, o buzz vai-se...), tenho dúvidas. De qualquer forma, já em 2008 apostava nele como actor secundário e mantenho-me na mesma em 2009.
Matt Damon vai ter um grande ano - em perspectiva, pelo menos para já, parece um excelente ano. Dois papéis principais, ambos lhe podendo valer uma nomeação para melhor actor - Green Zone e The Informant - e um papel secundário no filme mais Oscar-y do ano: The Human Factor, o biopic político com Morgan Freeman a fazer de Nelson Mandela e com Eastwood a realizar. Matt Damon faz de François Piennar (pessoa real: +1000 pontos aos olhos da Academia), tem uma parcela considerável de tempo de ecrã (fundamental para um actor secundário), tem uma carreira respeitada (um Óscar ganho pelo argumento de Good Will Hunting, vários papéis de relevo) e um único senão: a Academia pode considerar que Pienaar não é um papel secundário e sim principal e tendo em consideração uma dupla de protagonistas, Mandela/Pienaar, parece-me que Damon perde para Freeman à grande e à fartazana. Se tudo correr bem e a campanha for correcta, Damon terá esta nomeação seguríssima.
James McAvoy está num filme que ainda é uma incógnita. Se for bom, Plummer e McAvoy podem ter os dois boas possibilidades de chegar ao Kodak. Se não for... Não sei. A verdade é que McAvoy tem-se vindo a solidificar ao longo dos últimos anos - The Last King of Scotland e Atonement não lhe valeram uma nomeação não sei porquê, em ambos foi fenomenal, em ambos foi actor principal - o que serve de justificação para não ter sido nomeado em nenhum dos casos... Bom. Em The Last Station, será que o papel é bom o suficiente para lhe dar a nomeação que já merece? E o tempo de ecrã? Esperemos para ver.
Alfredo Molina e Peter Saarsgard são «jogadores de reserva» em An Education, o filme que desde o início da Primavera tem posto toda a gente a falar. Se tudo correr bem e o público responder, pode ser um dos grandes sucessos do ano e além de conseguir talvez sacar uma nomeação para Carey Mulligan, pode arranjar outra nomeação para um (ou para os 2, nunca se sabe) destes actores. Peter Saarsgard tem o papel mais interessante e até mais tempo de ecrã, mas diz-se que Alfredo Molina é quem torna o filme mais interessante - que é o principal objectivo de um actor secundário, acrescentar algo ao filme. Qualquer um dos dois já merece ser nomeado. A ver se pelo menos um deles estará na gala.
Stanley Tucci é o assassino da história de The Lovely Bones e se há papel secundário nessa história que é capaz de uma nomeação, é esse. O problema do filme é que não sabemos muito bem como vai ser adaptado o livro. É que no livro, Susie (o papel de Saoirse) e Jack (o pai de Susie, papel de Mark Wahlberg) são os protagonistas. Abigail (papel de Rachel Weisz), Lindsey, Avó Lynn (papel de Susan Sarandon) e Harvey (papel de Stanley Tucci) são os secundários. Mas nunca se sabe como as coisas ficam depois. De qualquer das formas, assassinos, pedófilos, loucos, etc. soam sempre bem aos ouvidos dos membros da Academia. Se o filme for bom, é capaz de ser um dos que mais hipóteses tem desse filme de ser nomeado.
Ewan McGregor e Richard Gere são, na minha opinião, possibilidades remotas. Ewan e Richard nunca foram nomeados (não sei porquê, na verdade - Moulin Rouge e Pretty Woman deviam chegar, não? Há alguns nomeados que pelo amor de Deus, por isso...) e talvez também não seja num filme em que Hilary Swank, como Amelia Earhart, concentra todas as atenções. No entanto, se o filme for um sucesso estrondoso, pode ser que a Academia comece a olhar de facto para um destes dois actores que são, no fim de contas, muito respeitados em Hollywood.
Christian Bale era suposto ser um dos protagonistas - o outro é Depp - do novo filme de Michael Mann, Public Enemies. Mas diz quem o viu que Bale não terá grandes hipóteses em conseguir uma nomeação para melhor actor, mas que com uma campanha incisiva como actor secundário pode ter sucesso. O papel é excelente, o tempo de ecrã é mais que muito, vai depender agora de como os membros da AMPAS olharem para ele (ele já merecia uma nomeação mas tem passado ao lado sempre, mesmo com papéis ao género dos que eles gostam) - se o virem como actor secundário no filme tem grandes chances - e vai depender ainda da recepção do público ao filme (com Depp, Bale e Cotillard e ainda com Channing Tatum e Crudup, duvido muito que o filme falhe nas bilheteiras). Outro dos problemas é se Crudup e até Tatum terão hipóteses também de uma nomeação. Com divisão dos votos, as coisas podem ficar complicadas.
Diz-se que a nova comédia dos irmãos Coen é genial. E se for bem recebida, pode valer a Richard Kind a nomeação. Papéis comédicos não são muito bem sucedidos para Melhores Actores mas na categoria de actor secundário temos visto alguns aparecerem - e alguns bem ortodoxos (ex: Robert Downey Jr. em Tropic Thunder o ano passado). Kind tem talento, é um "character actor" sólido, de confiança, que impõe respeito. Se o papel corresponder... Temos nomeado.
Para Tobey Maguire se safar com Brothers (diz-se que o filme é muito bom), a química entre ele, Natalie Portman e Jake Gylenhaal tem de ser estupenda e além disso tem de ter tempo de ecrã suficiente para se mostrar. E esperar que a Academia goste do filme E que consiga discernir bem quem é que é actor secundário, principal, etc., que as bilheteiras gritem SUCESSO e que a Academia o tenha em consideração na altura da escolha (o filme já estreia naquele período fantástico de Novembro/Dezembro com 1001 filmes a estrear ao mesmo tempo e ninguém me diga que vê 1000 filmes nessa altura, que é mentira. Portanto... O papel é de facto fantástico mas muitos factores estão em jogo.
Liev Schrieber e Émile Hirsch estão no novo filme de Ang Lee, Taking Woodstock. Pelo que se viu do trailer e de Cannes, o filme não ficou muito bem visto. Parece muito longe daquilo que Ang Lee consegue fazer e além disso é muito leve, muito solto, muito difícil de ser levado a sério. De qualquer forma, se alguém tem hipóteses de ser nomeado nesse filme, é um destes dois (ou Imelda Stauton, de quem a Academia gosta). Émile é sempre bom, mas acho que ainda não é este papel que o pode levar à nomeação (apesar de dois bons esforços em Milk e principalmente em Into The Wild - por este devia ter sido nomeado!) Liev Schrieber tem vindo a solidificar a sua posição em Hollywood e a ganhar o respeito dos seus pares. Bom e além disso, aparece muito bem (em Cannes foi o único a dar mesmo nas vistas) num registo que não é normalmente o seu. Há que ficar atento a esta possibilidade.
sábado, 30 de maio de 2009
Poemas perdidos
Procurar o amor
Sentir o teu calor
Procurar a paixão
No bater do teu coração
Todos os dias beijar-te
Sempre que queiras, acariciar-te
Fazer-te feliz em toda a parte
Agora e eternamente amar-te
É o que eu sinto
É o que eu quero
É o que eu sonho todos os dias
É o que me faz viver
Sem ti não sou nada
Apenas uma partícula no infinito Universo
Contigo ao meu lado
Com todo o teu amor por mim
Transcendo-me nesta vida
Elevo-me acima do infinito
Só tu me fazes sentir assim
O rapaz mais feliz do mundo
Quando estás aqui
No meu coração, juntinho de mim!!!
União e o perigo da despromoção
*
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Rios de TRAILERS...
Encontrei quinze que vou partilhar convosco. Quando achar mais eu coloco. Além disso, alguns dos trailers dos filmes que têm estreado e estão para estrear o mean_machine já tinha colocado quando fez aquele top20 dele...
Bom...
1. Precious: Based on a novel by Sapphire
Tenho grandes esperanças neste filme. Com um elenco relativamente desconhecido, um realizador que também passa despercebido MAS com o alerta da Oprah e com a presença de Mariah Carey, Alicia Keys e Lenny Kravitz, vai ter uns números de bilheteira interessantes. Isso e mais o sucesso que fez em Sundance... E a conversa de bastidores sobre o filme e sobre as interpretações de Mo'Nique, de Gabi Sidibe e até de Mariah é muito positiva. Fica para verem. O trailer é pesadote...
2. Up!
Nova aposta da Pixar, vem a seguir a Wall-E, que foi o maior hit de sempre (em termos de bilheteira, Finding Nemo foi melhor, mas o que conseguiu maior critical acclaim foi o Wall-E - para mim, os dois são bestiais!) dos estúdios animados. Será um digno sucessor? Será que a máquina de fazer dinheiro da Pixar continua? A ver vamos. Eu acho-o muito interessante.
3. Nine
É o GRANDE filme de 2009 se conseguir uma simbiose de todos os seus elementos. Star power já tem: Penélope Cruz, Nicole Kidman, Marion Cotillard, Judi Dench, Sophia Loren, Daniel Day-Lewis, Fergie e Kate Hudson. Falta o resto. Conseguirá Rob Marshall (Chicago, Memórias de uma Gueixa) juntar tudo e torná-lo inesquecível? A ver vamos.
4. My Sister's Keeper
Acho que já falei aqui deste filme. E do talento deste elenco. Cameron Diaz num papel fantástico. Eu sempre achei que ela tinha talento, desde que ela o usasse como devia (e não em filmes como What Happens in Vegas - ainda se lembram de Something About Mary, Charlie's Angels, Vanilla Sky, Gangs of New York?) Além disso, conta com a que é, para mim, a melhor actriz infantil - Abigail Breslin. Que já tem uma nomeação para Óscar. Cujos filmes são sempre 'box office hits'. Vejam o trailer. Que bela história.
5. Where the Wild Things Are
Acho que não há livro infantil mais querido em todo o mundo que «Where the wild things are». Spike Jonze faz a adaptação cinematográfica que parece, à primeira vista, espectacular. Este é o trailer oficial que foi apresentado no programa Hollywood 411. Se quiserem ver o trailer em HD sem a introdução no programa, é só abrir... http://www.youtube.com/watch?v=RY-dXsR_ZFg
6. Inglorious Basterds
Novo filme de QT, nova revolução a caminho. Em Cannes conseguiu críticas muito positivas, principalmente na performance de alguns dos actores. Brad Pitt é o cabeça de cartaz e aparentemente porta-se muito bem na sua personagem, mas o filme conta ainda com Michael Fassbender, Eli Roth, Christopher Waltz, Mélanie Laurent, Diane Kruger, Mike Meyers... Eu só pergunto: quando é que se vai dar valor ao que Quentin Tarantino fez pelo cinema? É talvez um dos maiores «auteurs» da actualidade...
7. Brüno
Lembram-se do Borat? Pois, Sascha Baron Cohen está de volta e mais estúpido que nunca. Brüno promete ser tema de muito, mas mesmo MUITO escândalo quando estrear. Mas se tiver 1/3 do humor que Borat tinha já me dou por muito satisfeito... É promessa de grande serão. Vejam que até o trailer tem proibição para menores, não o consigo incorporar aqui... :) (dá para ver que no início, em vez de a tela estar a verde - que é o normal, «Approved for all audiences» - está a vermelho, «Approved for mature audiences»)
http://www.youtube.com/watch?v=7ShQPfCVego
8. The Road
Deste estou farto de falar. Adorei o livro, espero adorar o filme. O livro de Cormac McCarthy (O nome é familiar, não é? Pois, é o autor de «No Country for Old Men» e acho que de outro que já não me lembro mas que também foi adaptado ao cinema) é das coisas mais sombrias e pesadas que já li... Se o filme for igual, pode chocar algumas pessoas... Mas não deixará de ser um filme soberbo. Conta com interpretações fantásticas de Charlize Theron, Viggo Mortensen, Kodi Smith-McPhee e Robert Duvall. Kodi e Viggo têm de ter muito boa química para que o filme resulte bem.
9. 2012
O fim do mundo está aí. Como melhor resumir o filme: usando o que o trailer diz. «Como é que os governantes de todos os países do mundo preparariam seis bilhões de pessoas para o fim do mundo?» «Não preparariam.» Vejam o trailer. E já agora, façam a sugestão que ele dá: pesquisem no Google 2012. Já me pus a matutar no assunto. No sleeping for me tonight x)
10. Sherlock Holmes
Os actores principais são de elite - Robert Downey, Jr. e Jude Law. O filme tem peso. O argumento, diz-se, é muito bom. O principal problema? O realizador, o ex da Madonna, Guy Ritchie. Não tenho nada contra Guy Ritchie - só que... será que ele é capaz de fazer um filme interessante? Meh. Para já não tenho grande opinião. Se formos a ver pela filmografia passada dele, não inspira grande confiança, mas...
11. Public Enemies
O trailer deste filme tem andado pela Internet já há algum tempo e o filme até já estreou em alguns países. Diz-se que Johnny Depp é soberbo, capaz de nomeação para Óscar. O mesmo se diz de Bale e de Cotillard (o problema é que Bale e Depp eram supostamente os DOIS protagonistas...) Michael Mann é um realizador muito respeitado no circuito de críticos e de cerimónias de prémios, mas a Academia nem sempre responde bem aos seus esforços. Vamos a ver. Parece ser um filme do estilo que eles gostam mas nem sempre as coisas correm bem. De qualquer forma, será um excelente filme, tenho a certeza.
12. Funny People
Judd Apatow é muito respeitado em Hollywood e isso deve-se à escola de comédia que ele trouxe. Com ele, está sempre um dos 3 mosqueteiros (Rogen, Segel, Rudd). Seth Rogen junta-se a Adam Sandler (a ver se finalmente faz algo digno do seu talento...) e a Leslie Mann numa comédia que eu ansiosamente espero para ver.
13. Whatever Works
Woody Allen de volta com uma comédia mais solta, mais leve, um pouco fora do estilo normal dele. Patricia Clarkson com grandes possibilidades de ser nomeada para um Óscar (ela que é a ETERNA ACTRIZ SECUNDÁRIA - mas que actriz secundária!), Evan Rachel Wood, Larry David, Ed Begley, Jr. e Kristen Johnston completam o elenco. Fantástico, é só o que tenho a dizer. Ah tenho a dizer outra coisa: que o Woody finalmente largue a obsessão de musa que ele tem com a Scarlett e passe a adorar esta Evan Rachel Wood que já não engana ninguém: é um talento nato!
14. (500) Days of Summer
Nova comédia romântica, já considerado o filme indie (independente) do ano! Com Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel, que fazem um par romântico mais geeky, mais engraçado que só de os ver juntos dá piada. A ver, sem dúvida. Este que eu coloquei aqui não é o trailer oficial - podem vê-lo a partir daqui, ele dá o link - mas é o teaser que eu acho que tem muito mais piada.
15. The Brothers Bloom
Se tudo correr como planeado, uma das comédias do ano. A história é hilariante. O elenco é de luxo: Rachel Weisz e Adrien Brody (Oscar winners), Rinko Kikuchi (Oscar nominee) e Mark Ruffalo (possivelmente, 2009 Oscar nominee) nos principais papéis. Para tudo resultar em perfeição, a química entre Mark e Adrien e Adrien e Rachel tem de ser imaculada. O que acredito que seja. Sem dúvida, uma comédia must-see.
Previsões Óscar: Melhor Actriz
Já sei que vocês gostam MUITO, como se viu pelos comentários deixados no post anterior :D
Eu prometo que desta vez escrevo pouco... x)
Então vamos lá... Previsões para Melhor Actriz!
MELHOR ACTRIZ (Best Actress)


Carey Mulligan, An Education
Saoirse Ronan, The Lovely Bones
Emily Watson, Within the Whirlwind
Hilary Swank, Amelia
Helen Mirren, The Tempest
Penélope Cruz, Los Abrazos Rotos
Gabourey (Gabi) Sidibe, Precious: Based on a Novel By Sapphire
Audrey Tatou, Coco Avant Chanel
Michelle Pfeiffer, Chéri
Meryl Streep/Amy Adams, Julie & Julia
A primeira é óbvia. O filme tem recebido críticas pequenas - apesar de pequeno e de não ser muito vistoso, é um filme de período e de carácter biográfico. Além disso, Carey Mulligan vai ter de lutar contra o facto de não ser conhecida. No entanto, dizem que o papel dela é muito bom e a interpretação espectacular. Por isso... E num ano em que tudo parece andar a dissipar-se, pode ter grandes hipóteses.
E é por isso mesmo que vem Saoirse Ronan à baila. O principal problema dela? Com 15 anos, poder ganhar a segunda nomeação para um Óscar (será possível isso acontecer?) A principal vantagem? Filme super-sumarento, Peter Jackson como realizador, elenco notável (vencedores de Óscar Rachel Weisz e Susan Sarandon, nomeado para Óscar Mark Wahlberg...), filme baseado num best-seller internacional conhecidíssimo, querido e com assuntos que a Academia gosta: assassínio, luto, tristeza, depressão... Tudo o que é mau é bom para umas estatuetas!
Emily Watson está aqui porque ela é sempre boa. Falta-lhe um bom papel para voltar à carga. Será este? Parece indicar que sim. Já tem duas nomeações mas de há uns largos anos (1988 e 1996) e entretanto parece ter desistido de voltar a merecer crédito... Nesta nova década, apareceu num bem-sucedido Gosford Park em que voltou a ganhar o apoio da crítica e o ano passado em Synecdoche, NY em que voltou a impressionar num papel pequeno. E mesmo em Punch-Drunk Love esteve muito bem ao lado de Adam Sandler. Bom. Within the Whirldwind é a história de Evgenia Ginzburg, vivida no reinado de terror de Estaline, que foi obrigada a trabalhos forçados num 'gulag' na Sérvia. Promete.
Desta nem preciso falar muito. Hilary Swank, 2 nomeações/2 Óscares. Nº 1 por Boys Don't Cry, em que fez de rapaz. Nº 2 por Million Dollar Baby, porque era um filme de Eastwood e ela morre no final, depois de tanto lutar, com o treinador a praticar eutanásia. Bah. Projecto sumarento nº 3 para Oscar #3: faz de Amelia Earhart e tem no seu elenco Richard Gere e Ewan McGregor. Tudo dito. Ah, só uma coisa: este ano não há Annette Bening para competir...
Helen Mirren tem feito as delícias dos críticos nos últimos dez anos com filmes e interpretações poderosas, uma das mais recentes tendo-lhe valido um Óscar (em 2006, The Queen). Não obstante isto, ela está de volta com mais dois filmes e com dois papéis tipicamente sumarentos: em Love Ranch, ela e Joe Pesci formam o casal Bomtempo, que abriu o primeiro bordel legal em Nevada. É uma história verídica. Em The Tempest, realizado por Julie Taymor (Frida, 2002 - que esteve pertíssimo de conseguir nomeação para melhor filme!), Helen Mirren faz de Prospera, a protagonista da história - que na verdade, na versão original - de Shakespeare - é Prospero. História de Shakespeare, séculos XVI e XVII. Bom, que mais, não é?
Penélope Cruz era, em Fevereiro, das minhas apostas mais sérias. Ocupava até o terceiro lugar desta lista. Mas pensando bem... Quantas actrizes ganham um Óscar E voltam a ser nomeadas logo no ano a seguir? Será que esta nova colaboração Almodovar/Cruz não vai sofrer com as comparações a Volver? E será que o pessoal ainda não está farto de Penélope? É que temos visto MUITA Penélope desde 2006... Mas Cannes solidificou a aposta e o papel. A ver.
Audrey Tatou tem talvez o MELHOR papel de todas estas dez apostas. Somemos os pontos. Minimamente famosa nos EUA (Amélie anyone?) + Poliglota + Biopic (Coco Chanel) + Fama da personagem que interpreta (Coco Chanel) + Elenco (Alessandro Nivola, por exemplo) - Legendas (filme francês) - Filme é europeu = Boas hipóteses. Quando estrear o filme se verá do que é capaz Audrey no pós-Código Da Vinci.
No caso de Michelle, é um regresso muito esperado àquilo a que faz melhor: os dramas de período. De qualquer forma, é muito mais leve do que habitualmente prefere. MAS temos Stephen Frears na equação (Dangerous Liaisons!) E ela já tem quatro nomeações, todas já de há muito tempo (a última de 1995 se não estou em erro) e até já devia ter mais (e até já devia ter ganho...), por isso há que ser optimistas e acreditar que ela está na luta. O filme tem tido críticas muito divisivas o que não ajuda. Nada. Para já, Kathy Bates como actriz secundária parece melhor aposta. A ver vamos como as coisas terminam em Janeiro de 2010.
Sobram-nos duas «veteranas» e uma principiante. Gabourey Sidibe é a estrela - totalmente desconhecida, é verdade, mas é a protagonista - de um filme que tem dado muito que falar. O filme de Lee Daniels, baseado no livro de Sapphire (como o título do filme diz), é muito obscuro e pesado. Gabi Sidibe faz de adolescente obesa que fica grávida do pai enquanto é verbal e fisicamente agredida pela mãe (irrepreensível Mo'Nique, que certamente será nomeada em Janeiro de 2010), cheia de problemas e sem rumo na vida. Mariah Carey e Lenny Kravitz também participam no filme. Oprah é produtora. Este filme foi um sucesso estrondoso em Sundance. Como será no resto do mundo?
E este só não está mais alto porque ninguém - excepto Nora Epphron - parece ter decidido quem é que é a protagonista deste filme. O filme, Julie & Julia, dizia-se ser baseado apenas no livro de Julie Powell, que tentou aprender a cozinhar no livro da cozinheira de fama internacional Julia Child, My Life In France. No entanto, Nora Epphron disse depois que também se basearam no livro de Julia Child - de carácter autobiográfico. Então, em que ficamos? A protagonista desta história, havendo uma só, tem boas hipóteses de lutar por um lugar entre as cinco nomeadas. Mas quem é? A minha aposta é em Amy Adams, até porque a história faria mais sentido contada do ponto de vista de Julie Powell. Agora será que Meryl Streep, à caça do Óscar nº 3 e da nomeação nº 16 (que até pode ser conseguida com o projecto de Nancy Meyers), se vai contentar com a nomeação para Melhor Actriz Secundária (até que seria bom, 2 nomeações em 1, agora pensando bem...)? Ou teremos uma campanha a dois (que raramente resulta, porque há divisão de votos, ou então o papel de um chama mais que o outro... exemplos recentes: Michael Sheen em Frost/Nixon ou Michael Sheen em The Queen) Ou até... Será que Nora Epphron, depois de Bewitched (bah!) e sem grande experiência como realizadora - tem 3 nomeações para Óscar mas todas por Melhor Argumento Original - vai conseguir surpreender?
Ficamos assim por agora. Hoje ainda: Melhor Actor Secundário Amanhã, Melhor Realizador e Melhor Actriz Secundária.. Dia 31, Melhor Filme.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Onde páram 16 pontos?
Diz o povo que os campeões são sempre justos vencedores. Faz sentido que assim seja. Mas em Portugal existem verdades inconvenientes que colocam essa ideia em causa. Tome-se como exemplo a época 2008/2009 do futebol português. Espelho dos últimos 20 anos cá do burgo, ficou marcada pela polémica. Mais: acentuou tendências e muito ficou a dever à verdade desportiva.
Mas antes que nos acusem de sermos tendenciosos… avancemos com objectividade. O que lhe passamos a apresentar é a lista de jogos em que o Benfica foi prejudicado ou beneficiado na Liga Sagres. Jogos em que existiu clara influência no resultado. Logo na primeira jornada, em Vila do Conde, o Benfica não foi além de um empate a uma bola. Mas poucos se lembram de uma grande penalidade cometida sobre Aimar em cima do minuto 90.
Uma semana depois, novo empate, desta feita frente ao Futebol Clube do Porto. Jorge Sousa esqueceu-se da uniformidade de critérios. Expulsou Katsouranis por faltas normais, mas deixou o amarelado Cristian Rodriguez em campo após sucessivas jogadas de extrema dureza.
Mas o Benfica estava forte no campeonato e só não atingiu a liderança porque no jogo grande da 5.ª jornada foi novamente prejudicado. Yebda até fez o 2-0 em Matosinhos, mas viu o golo ser-lhe mal anulado. Aproveitou o Leixões, que empatou ao cair do pano. Não foi à quinta, foi à sétima jornada que o Benfica confirmou a liderança.
No berço da nação, coube a Aimar e a Suazo brilharem na vitória por 2-1 sobre o Vitória de Guimarães. Mas poucos se lembrarão dos erros do senhor Carlos Xistra. Primeiro foi Aimar a ser derrubado na área vimaranense. E que dizer dos critérios disciplinares? É que se Reyes viu dois amarelos forçados, já Andrezinho teve via verde para pontapear a cara de Suazo.
Contra ventos e marés o Benfica liderava. Até que a injustiça chegou à Luz. Lembra-se de Vasco Santos? Trata-se do árbitro portuense que não expulsou Sandro após agressão a Reyes no Benfica-Vitória de Setúbal. Curioso o facto de nessa mesma jogada o árbitro só ter dado a lei da vantagem até o Benfica ter o descaramento de marcar. De repente as regras mudaram e eis que o Vitória de Setúbal ficou com o caminho aberto para chegar ao empate.
Pior ainda fez Pedro Henriques duas semanas depois. Quando no último minuto Cardozo apontou o golo da vitória, o juiz tratou de anular o remate certeiro do paraguaio. Razão? O facto de Miguel Vítor ter olhos na nuca. E assim o Nacional saiu da Luz com o nulo.
O ano de 2009 começou com uma derrota na Trofa. Muito se falou da má exibição “encarnada”. Ninguém duvida disso. Mas alguém ainda se lembra que Reguila inaugurou o marcador quando estava em fora-de-jogo? Pois… No entanto, à 14.ª jornada o mundo parou. O Benfica venceu um jogo fruto de um erro da arbitragem. Caiu o Carmo, caiu a Trindade. E tudo só porque David Luiz estava uns quantos centímetros em fora-de-jogo.
Nada que não fosse atenuado na semana seguinte. No dérbi do Restelo, Suazo foi atropelado por Baiano quando estava isolado. As leis da FIFA são claras: o lance era merecedor de falta e de cartão vermelho. Já se adivinha qual foi a opção de Elmano Santos. Acontece que o Benfica se mantinha na luta pelo título. E tinha a possibilidade de resgatar a liderança em pleno Dragão. O conjunto de Quique Flores foi superior e cedo se colocou em vantagem. O que ninguém esperava era que Pedro Proença descobrisse um sebastiânico toque de Yebda sobre Lisandro Lopez.
Tudo se decidiu nos dois jogos seguintes na Luz. Duas derrotas em que a arbitragem voltou a estar em evidência. Primeiro foi Marquinho a aproveitar o posicionamento em fora-de-jogo para dar os três pontos ao Vitória de Guimarães. Depois foi a Académica a vencer no estádio do Benfica. Um jogo ferido de morte pela inexplicável decisão de Marco Ferreira em anular um golo limpo a Aimar. O mesmo jogador que na primeira parte fora alvo de um injusto fora-de-jogo.
Na Madeira, nova derrota. Para a história fica o 3-1 aplicado pelo Nacional. Mas ainda fica na memória a mão de Cléber em plena área nacionalista. E assim Jorge Sousa deixou passar em claro a grande penalidade que daria o 2-2 a um Benfica em crescendo. Até mesmo o consequente empate com o Trofense ficou manchado pelo apito. É certo que o Benfica poderia ter feito mais. Mas alguém se recorda que Paulinho estava em fora-de-jogo no lance em que cabeceou para o segundo golo da formação nortenha?
E assim chegámos ao final de mais uma época não sem antes, em Braga, o Benfica voltar a ser prejudicado. A vitória benfiquista não tolda a memória acerca da entrada por trás de Luís Aguiar a Katsouranis. Uma agressão que Artur Soares Dias não viu. O mesmo árbitro que logo depois expulsou Yebda de forma incorrecta.
Faça-se as contas. O Benfica viu ser-lhe subtraída a módica quantia de 16 pontos devido a crassos erros de arbitragem.
Estórias de um “tretacampeonato”...
Fonte: http://www.slbenfica.pt/Informacao/Futebol/Noticias/noticiasfutebol_futarbitragembalanco_270509_48074.asp
terça-feira, 26 de maio de 2009
Votar aos 16?!
Bem.. acho que será do conhecimento geral de que, ontem teve início a campanha eleitoral para as eleições europeias que decorrerão dia 7 de Julho..
Independentemente de cores políticas e companhias.. Miguel Portas defendeu hoje o voto aos 16 anos, como forma de aumentar a participação dos jovens na política, actividade da qual, hoje em dia, muitos estão afastados por mil e uma razões.. não havendo se quer o interesse de cumprir um dever do cidadão – participar no acto eleitoral..
Parece-me óbvio que já não vale a pena criticar a abstenção..
A minha dúvida é se o voto aos 16 fará algum sentido.. é por isso que vai haver mais gente a participar na política?
Há maturidade para isso aos 16? É que se é uma questão de despertar interesse, parece-me a mim que quem se interessa por política, ou simpatiza com a actividade, cresce nesses dois anos..
Não sei se isso seria vantajoso de alguma maneira.. Ou será preciso relembrar o grau de influência que se sofre nessas gerações?
São gerações rebeldes e açucaradas..
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Sugestões para Eurovisão 2010
Desta forma, sugiro que para o ano...
- Se leve ou um cantor de renome internacional (Nelly Furtado e Mariza em dueto) ou então, se não houver disponibilidade, levar uma gaja boa ou um gajo que dispa a camisa ou tenha um rasgão à la Mickael Carreira (N.B.: Levar a Luciana Abreu + Mickael Carreira - como se viu este ano, o importante não é saber cantar...)
- Se cante em Inglês (aparentemente, a língua da Europa - o pessoal não vota nas outras músicas com medo que o título seja «Vou-te cortar o pescoço» ou «Quero-te f*der»)
- Se arranje alguém que sorria enquanto canta
- Se toquem instrumentos (aparentemente, guitarra portuguesa, cavaquinho, bombos, etc., não contam... Instrumentos que contam são só órgão, piano, mesa de som (de DJ), violino, violoncelos e guitarras eléctricas)
- Se toque qualquer coisa sem tradição (nada de fados, de folclore, de rancho, de folk português... Queremos pop, rock, dance... importante é ser música com calor)
- Se planeie uma coreografia sexy e... ROUPAS PEQUENAS, JUSTAS E ACALORADAS (isto é o básico, é o mais importante!)
- Se leve para lá um desportista famoso ou dançarinos famosos (levamos a Telma Monteiro e o João Pina, o Cristiano Ronaldo e o Deco ou então o Pinto da Costa e o Mourinho vão lá dançar; ou então vai o Nélson Évora saltar ao comprimento enquanto a Lucy e o Mickael cantam)
- Compramos todos os votos ao cantar o refrão em russo, em sueco, em norueguês, em grego, em inglês, em francês, em italiano, em alemão e em espanhol - NADA DE PORTUGUÊS!
Ou então não. xD Enfim...
Mas isto é um festival da Eurovisão, onde se avalia a qualidade, a diversidade e a tradição dos países (não sabia agora que 80% da Europa é inglesa e só conhecem o 'pop'...) ou é festival de gente bonita que por acaso sabe cantar? Para isso organizamos um concurso de Miss e Mr. Mundo...
Previsões Óscares: Melhor Actor
Bom, cá vai... Como podem ver têm grande predominância de filmes que eu há uns tempos disse que mal podia esperar para ver...
Desta vez faço diferente. Posto uma categoria por dia. Até ao fim de Maio. Que já não é muito. Hoje é a categoria de Melhor Actor.
MELHOR ACTOR (Best Actor)


Matt Damon, The Informant (The Green Zone)
Morgan Freeman, The Human Factor
Christopher Plummer, The Last Station
Leonardo DiCaprio, Shutter Island
Mark Wahlberg, The Lovely Bones
Johnny Depp, Public Enemies
Daniel Day-Lewis, Nine
Viggo Mortensen, The Road
Hugh Dancy, Adam
Ben Whishaw, Bright Star
Isto porque eu acho que um filme que junte os seguintes ingredientes: Morgan Freeman + Clint Eastwood + biopic + política + pessoa célebre com fama internacional não pode falhar. Pelo menos é o que eu acho. Por agora... Matt Damon porque ele é sempre bom e porque além de ter uma participação no filme de Eastwood que lhe pode valer uma nomeação como actor secundário, tem mais 2 filmes em carteira no qual ele é protagonista e onde tem excelentes hipóteses. Grande ano em perspectiva. The Last Station pode finalmente relembrar a Academia de que ainda não premiou Christopher Plummer, excelente actor. Outra combinação normalmente letal é Leonardo DiCaprio + Martin Scorcese + drama político/acção/policial. Shutter Island parece prometer uma grande produção mas nunca se sabe. Mas com o «snub» de Revolutionary Road (injusto perante a nomeação de Pitt) parece que ele tem grandes condições de ser nomeado. Depois vem o que eu acho que vai ser o filme do ano, The Lovely Bones. O protagonista masculino é Mark Wahlberg. Ele normalmente não é nada de especial mas quando o realizador lhe explica o que fazer ele mostra talento (Boogie Nights, The Departed). Assim sendo, e com Peter Jackson ao leme... Bom. Mas The Lovely Bones pode ser um fiasco. Pode. Eu duvido. Mas pode.
Se algum destes falhar, não nos podemos esquecer nunca de Johnny Depp, de volta com Public Enemies - onde ele, diz-se, é excelente. O filme de Michael Mann pode ser sem dúvida o seu passaporte para mais uma nomeação - ou até uma vitória. Eu acho, no entanto, que é só aquecimento para a verdadeira obra-de-arte que vai ser o «Alice in Wonderland», de Burton, em 2010. Enfim. Depois temos Daniel Day-Lewis, um génio, mas a fazer uma coisa que ele não é bom: protagonista romântico, ainda para mais num musical. Se ele surpreender, a nomeação é dele. No papo. Se não, temos sempre Viggo Mortensen em mais um drama bem 'pesado' (quem leu o livro sabe do que falo) - Viggo já merecia uma estatueta, além de ser um actor muito talentoso e de confiança traz sempre algo de diferente aos seus papéis.
E este ano podemos ver - apesar de muito improvável - dois «newcomers» na corrida às estatuetas. Se eu achava que Ben Whishaw tinha hipóteses (para quem não sabe quem é, lembram-se do protagonista de Perfume?), elas fugiram: é que Cannes não foi meiga com ele. O outro jovem com hipóteses é Hugh Dancy (Confessions of a Shopaholic - Louca por Compras) que faz de autista (os Óscares adoram deficientes mentais...)
Fora deste grupo de dez, consigo ver por exemplo Paul Bettany que faz de Darwin em Creation, Phillip Seymour Hoffmann que é protagonista de The Boat that Rocked, Jeff Bridges em Crazy Heart ou Benicio Del Toro no remake de The Wolf Man.

