sábado, 14 de novembro de 2009

O que está a dar na TV







Olá bom dia! Estou de volta (eu sei, ainda bem, só ver a Sara por cá é demoníaco, não é?) e para instaurar uma nova rubrica semanal neste blogue. Peço desculpa se não posto mais vezes mas tenho tido trabalho a mais (leia-se exames) e tempo a menos para me dedicar a isto e, como não é um trabalho remunerado mas passional, não tenho que cumprir prazos nem responder a ninguém (excepto à Sara mas com ela posso eu bem).

Todas as semanas, vou fazer a revisão dos episódios das séries que venho a acompanhar com assiduidade (são cerca de 20, 10 vejo todas as semanas e as outras 10-12 vou vendo quando tenho tempo – eu sei, como é que faço tudo? Olha, nem eu sei). Como esta é a primeira semana que faço e como isto devia ter sido começado com as season premieres em Setembro (peço desculpa não ter pegado nisto mais cedo), vou fazer um pequeno resumo da minha opinião da temporada de cada série até agora (N.B: esta é a primeira parte dos resumos, não ia colocar todos de uma vez; dentro de dias coloco o resumo das restantes). E portanto vamos lá. A partir da próxima semana faço revisões semanais dos episódios destas séries.

Brothers and Sisters (Irmãos e Irmãs, RTP2/FoxLife)
Uma série que já teve tanta qualidade anda hoje pela rua da amargura. Até as novas histórias parecem saídas de uma novela mexicana. O que é que foram inventar agora para ver se as audiências voltam? Kitty tem cancro. Claro. Tal e qual uma novela da TVI. O que continua na moda na série? As discussões. As tão ridículas discussões que já fazem parte de todos os episódios da série continuam em alta e há que congratular os argumentistas por conseguirem sempre razões novas para os Walker discutirem, semana após semana. Sally Field muito fraca este ano no seu papel de Nora Walker, precisa se calhar de mudar um pouco de ares… Lá se vai a nomeação para o Emmy… Nota: B-

Desperate Houseviwes (Donas de Casa Desesperadas, SIC/FoxLife)
Eu ainda não sei por que razão é que voltei a ver esta série. Não acompanhei a fundo a 4ª e a 5ª temporada, mas voltei a pegar de estaca nesta 6ª temporada. E eu não tinha ideia do quão bestial está a ser os episódios, parecem revigorados, parecem episódios da 1ª temporada. A verdade é que a história das Donas de Casa tinha ficado muito estagnada mas parece que o avanço de 5 anos na história a meio da 5ª temporada lhe fez maravilhas. Nos novos episódios, destaque para a prestação de Dana Delany como a nova – e louca – dona de casa Katherine que consegue dar uma lufada de ar fresco na não tão revigorada storyline do novo casamento de Mike e Susan. De resto, parabenizar ainda Eva Longoria que é de longe, hoje em dia, a dona de casa mais fantástica das quatro iniciais. É maravilhoso ficar pregado ao ecrã para ver o novo sarilho em que Gabrielle se vai enfiar. Nota: B

Glee
Glee é o máximo. Desde a energia positiva à boa disposição ao verdadeiro talento musical das personagens passando ainda pelos maravilhosos números musicais e por um enredo interessantíssimo, esta é uma série que apesar de ter previsivelmente um curto prazo de vida, vai ter enorme sucesso enquanto por cá andar. Tem ainda apenas nove episódios (o último saiu ontem) mas são todos de uma beleza e de uma qualidade ímpar. Espero que ataquem os Emmy em peso e que saiam de lá com alguns prémios. Jane Lynch é particularmente brilhante como a narcisista treinadora do esquadrão de cheerleaders. E só mais uma coisa: como é possível que aquela miúda negra não tenha passado do casting do American Idol, com aquele vozeirão? Números musicais de excelência na série: todos, mas especialmente o «Keep Holding On» adaptado da música da Avril Lavigne do episódio 7 e os 2 números do Mash-Up do episódio 6 (It’s My Life/Confessions e Walking On Sunshine/Halo são impecáveis). Nota: A

Gossip Girl (SIC, Sony Entertainment)
A nova série das tardes de domingo da SIC vai na sua terceira temporada e piora a olhos vistos. O que começou por ser um drama teen de boa qualidade começou a ganhar peso e história e parece hoje em dia uma história péssima de telenovela mexicana, indigna de ser contada. Se tem acompanhado a série desde o início, há que dizer que Blair e Chuck juntos são o núcleo duro que dá substância a esta história que de outro modo é muito… cliché. Serena continua uma burra nesta nova temporada, Dan um otário, Nate um pascácio inocente e Vanessa uma saloia ressabiada. Mas Blair e Chuck são preciosos. Ao menos valha por eles. Na terceira temporada gosto principalmente da forma como têm explorado a diferente adaptação do pessoal do Constance/St. Jude à vida universitária – obviamente que estou a falar do pormenor de Vanessa, que antes não tinha onde cair morta, ser mais popular na NYU que Blair, a Rainha da escola secundária. Nota: C+

Grey’s Anatomy (Anatomia de Grey, RTP2/FoxLife)
Como é que Shonda Rhimes conseguiu a revitalização total de Anatomia de Grey? É a pergunta que se impõe. O que é certo é que uma série que teve duas temporadas e meia péssimas – sim, a 3ª e a 4ª temporada são para esquecer, e mesmo da 5ª temporada, só os últimos cinco, seis episódios são memoráveis. Esta nova temporada, no entanto, começa numa reminiscência aos velhos tempos, aos tempos da 1ª temporada, aos tempos dos Cinco Fantásticos, tudo porque George morre e tudo muda desde aí. Esses dois primeiros episódios, que lançam a nova temporada, ficaram muito aquém do expectável para uma série que terminou tão bem no ano passado. Não obstante, tem vindo a melhorar desde então e o sexto e o sétimo episódio – o sexto é um episódio digno de um Emmy para Melhor Série, em que o episódio se foca todo num paciente e nas 12 perspectivas diferentes dos médicos nas Urgências. Alguém matou aquela paciente e as peças vão-se todas encaixando até se descobrir a verdade. Intriga à Grey’s q.b. e um grande argumento tornam este episódio notável. Outro ilustre episódio é o episódio 7, todo focado em Derek. Patrick Dempsey tem finalmente um episódio digno da sua qualidade e do seu contributo à série e é também um dos melhores episódios deste drama médico de grande sucesso nos EUA mas que tem vindo a perder audiência (e ainda por cima para CSI, vá-se lá saber porquê!). Concluindo, Grey’s está de volta aos tempos ilustres e ainda bem que assim é – as grandes séries querem-se sempre excelentes, não perdidas no meio do oceano. Nota: B+

How I Met Your Mother (Foi Assim que Aconteceu, FoxLife)
Série bem em alta depois das nomeações para os Emmy, começou a temporada da melhor forma com a nova história, Robin e Barney apaixonados. E que história promete ser esta que dá o mote da nova temporada. É que se há coisa que no mundo nos estranharia era ver estes dois como um casal, apaixonados. Ted continua na busca da sua mulher perfeita para ser a mãe dos seus filhos (a ‘mãe’ que dá o título à série, claro está) e Lily e Marshall seguem trilhando a luta diária da vida de casados. A não perder porque esta série pode ter um ou outro episódio mais fraco mas no cômputo geral é muito inteligente, sagaz e muito, muito divertida. Nota: B+

House
A melhor temporada de todas de House, é o que esta 6ª temporada está a ser. Se Hugh Laurie não ganhar o Emmy de Melhor Actor – Drama só pelo primeiro episódio desta temporada, o mundo é injusto. A história desta 6ª temporada começa no hospital psiquiátrico onde House se internou e começa com a luta interna deste em contornar as regras e conseguir sair do hospício sem ter que atravessar as fases de recuperação que os doentes mentais do sítio normalmente atravessam. A sua perseverança é posta ao limite pelo director do hospital que o consegue submeter – coisa rara – ao seu tratamento e sucumbir na sua tentativa de se curar sem ajuda. House torna-se um médico e uma pessoa melhor, como se pode constatar ao longo dos primeiros 4 episódios da temporada (a série parou para descanso, voltou esta semana). O melhor que tem esta nova temporada? A reunião de Chase, Cameron e Foreman com House. Épico. Nota: B+

Mad Men (RTP2)
A terceira temporada deste drama clássico da AMC sobre as agências publicitárias dos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial termina de forma fantástica esta semana com o seu season finale. A série de Matthew Weiner já nos habituou a grandes momentos e esta temporada não é excepção, Don Draper continuando a ser um papel ímpar na carreira de Jon Hamm (que ele interpreta sem mácula, diga-se também de passagem; provavelmente será o papel da vida dele, tal como House é o de Hugh Laurie) mas quem vem a surpreender na nova temporada são as mulheres, January Jones, Christina Hendricks e Elizabeth Moss. A seguir a nova temporada atentamente no próximo ano, mas para já, há que fazer um brinde a mais uma temporada recheada de sucesso e de muita, muita qualidade. Nota: A-

30 Rock (Rockefeller 30, RTP2/FoxLife)
Esta belíssima série de comédia da NBC, cá conhecida como Rockefeller 30 (tradução muitíssimo incorrecta mas pronto, é Portugal, o que é que se pode esperar mais, não é?), começou a sua quarta temporada em boa forma, com um episódio que apesar de não ser nada de extraordinário (a série já teve bem melhores, aliás, encerrou com um dos seus melhores episódios de sempre, Kidney Now!), introduz-nos à ideia-base da nova temporada: crise e cortes no orçamento, rejuvenescimento do show e novos sarilhos para Liz Lemon e Jack Donaghy. Os episódios que o seguem são bem melhores, incluindo o último, com cenas de comédia protagonizadas por Alec Baldwin do mais alto quilate. Ficamos à espera para ver o que vem a seguir. Seja o que for, será imprevisível. 30 Rock é sempre assim. Nota: B+

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que ficou por dizer..

Pois bem, parece que o mundo perdido se perdeu de vez..

A mim, cabe-me dizer que no intenso mergulho entre Tordesilhas, pontes, ritos e mitos, o tempo e a disposição para escrever torna-se reduzido..

Depois, gostava publicamente de "mandar vir" com o Jorge.
O Jorge é um pantumineiro (aconselho a leitura do Manifesto Anti- Dantas ;p).
O Jorge é um político nato.
O Jorge promete e não cumpre.
O Jorge vai ter que falar da Gripe A.
O Jorge ia escrever sobre séries.
O Jorge não escreveu sobre séries, nem sobre coisa nenhuma, nem sobre o Paulo Bento, ou o vento do tempo de Inverno em que estamos.

Nada!

Bem, passado este momento sinistro.. hoje, o que me trás por cá..
Há 20 anos, a queda do muro de Berlim..


Mais do que dizer o que foi.. esta minha referência visa apenas a reflexão..
E enquanto se comemora o derrube de um.. outros protestam contra os muros que ainda existem.. e não são pouco.. Ocidentais dicotómicos, somos peritos em criar muros.. E, nem precisamos de obras de engenharia..

Outra das ocorrências que ainda aqui não foi referida..
Paulo Bento deixa o comando do Sporting.. E a culpa era tanto dele, que o Sporting não ganhou ontem..
Ora, mais um assunto para reflexão.. mais prós sportinguistas'


E, finalmente, que também acho que não foi falado..
Oliveirense - Porto. O jogo da Taça, no próximo dia 21 Novembro.. Ao que parece, sempre se vai realizar no Carlos Osório (mau era se não fosse), pelas 21 horas..
Pois é, vamos lá ser o David desta edição.. O Sertanense é sempre a vítima do FCP, nos vamos ser o tomba gigante :) - ok, eu sou crente ;)
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sondagem: Que ministro devia Socrátes mandar embora?

Pois bem, eis que, finalmente, surge o meu comentário à nossa última sondagem.
Primeiro, fazia mais sentido comentá-la quando soubessemos, efectivamente, quem deixaria o executivo. E, depois de sabermos isto, não fazia sentido continuar com a sondagem, daí que a tenha terminado mais cedo..

E aqui ficam os resultados..

E o vencedor é.. Jaime Silva (87%) [eis que Jorge faz cara de admiração!], seguido de M. Lurdes Rodrigues (81), Mariano Gago, Mario Lino e Pinto Ribeiro (75), Nunes Correia (68), Alberto Costa e Ana Jorge (62).. Definitivamente, e apenas com 25%, Luís Amado poderia ficar no executivo, como mais aceitável, nesta sondagem, com 16 votos..

Bem, deixando o óbvio que todos podem contemplar..
Parece-me a mim, à primeira vista, que esta sondagem tem muitas semelhanças com aquela em que perguntamos qual tinha sido o pior ministério do executivo..
Ora, quem efectivamente ficou no executivo:
- Luís Amado (Neg. Estrangeiros)
- Teixeira dos Santos (Finanças) - aqui teve 56% de votos.. Apesar disso, não me parece que o desempenho do ministro tenha sido assim tão mau, na pasta em questão.. Não podemos ser só do contra :p
- Pedro Silva Pereira (Presidência)
- Augusto Santos Silva (Defesa) - um srº que muda de pasta. Espero decididamente que ele agora não apareça na Tv.. a nossa sondagem deixava-o ficar.. eu não..
- Rui Pereira (Adm. Interna)
-Vieira da Silva (Economia) - efectivamente, Pinho já tinha saído.. Teixeira dos Santos não podia ser super-ministro para sempre.. Na antiga pasta, obteve 50%..
-Ana Jorge (Saúde) - apesar da nossa sondagem ditar que a ministra devia sair, Ana Jorge não é assim tão mal vista na sociedade.. e a consteção com Correia de Campos não se viveu com ela..
- Mariano Gago (Ensino Superior) - apesar de alguns desastre de Bolonha, de RJIES, Mariano Gago manteve-se, contra as nossas expectativas..

As mudanças - novos ministros:
-Alberto Martins (Justiça) - o anterior teve 62% na sondagem..
-Manuel Serrano (Agricultura) - sim, pq Portugal ainda é um país em que a actividade tem peso, e foi miseravelmente esquecida pelo sr que ganhou a carta de demissão desta sondagem..
-António Medonça (Obras públicas) - 75% diziam que Jamais podiamos ter um ministro assim..
-Dulce Passaro (Ambiente) - um ministro menos conhecido que o próprio ministro da cultura, poderia lá ficar? Olhe que não'
-Helena André (Trabalho e Seg. Social)
- Isabel Alçada (Educação) - A medalha de prata dizia que MLR deveria ir pregar para outra freguesia.. Mas, mudar ministros, não é mudar a política..
- Maria Canavilhas (Cultura) - Dois ministros, dois desastres.. E agora, 1% do OE? Espero bem que a Srª ministra não nos dê música..
- Jorge Lacão (Assuntos Parlamentares) - uma mudança de funções do srº, para tapar o buraco de alguém que não poderia ter o poder de lidar com a comunicação..

Bem, para concluir.. aproveitando as piadas que por aí se fizeram, temos um passaro no ambiente e um serrano na agricultura.. Assim, lá aguardamos com expectativa o que sairá desta legislatura..

Entretanto deixo aqui um desafio.. deixem as vossas ideias para futuras sondagens..
Fica cá uma nova e temível sondagem, participem, porque depois o Jorge vai comentá-la.. ;)
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Workshop Prospecção Geofísica e Arqueologia, O. Azeméis


Bem, eu sei que isto deve estar pouco legível, portanto consultem: www.aparqueologos.org
Vim só cá deixar a informação de um adorável workshop, em Oliveira, sobre arqueologia e vidro basicamente.. :)

E sim, eu sei que tenho uma sondagem para comentar.. espero fazê-lo até ao final da semana.. Esta semana em que toda a gente neste blog ficou velha, não deu para isso ;)
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[Bem, acrescentei hoje título ao post, 28/10, prova da minha intensa visita ao mundo lunar nas últimas semanas :)]

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Rescaldos eleitorais

Bem, eu disse, talvez segunda.. Não foi a da semana passada, porque as estações.. ou o raio.. assim o obrigaram..

Portanto, para pseudo encerrar o ciclo político eleitoral (tendo em conta que o Jorge colocou uma sondagem.. política)..
Cá ficam os meus comentários às nossas (oliveirenses) eleições autárquicas..

Para tudo, vitória do PSD. Como já alguém comentou, é mais do mesmo.. mas.. assim o ditou a democracia..
Embora estejamos a falar de uma vitória do PSD, estamos também a falar de uma derrota.. O nº de votos, para a CM, decresceu.. Gostava que houvesse um vereador eleito por outro partido, mas ainda não foi desta..
Notar ainda que o BE, na sua primeira candidatura conseguiu alguns (consideráveis) votos.. Ultrapassando mesmo a CDU.

Para a JF, as coisas estão.. equilibradas.. Cada "grande" força política elegeu 6 pessoas.. Juntando-se a isso a eleição da cabeça de lista do CDS..

Ora, portanto, mais do que resultados políticos e eleitorais.. interessa que estes partidos cumpram aquilo a que se propuseram.. e que as respectivas oposições, tenham aprendido com os erros do passado, e preparem agora um melhor futuro para o nosso concelho..
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sábado, 17 de outubro de 2009

Amor de Perdição / Doomed Love


E aí está a lista oficial das 65 submissões para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e, como já é habitual, Portugal enviou a sua. O escolhido - como já há muito se sabia (e eu havia previsto ainda no início deste ano) - foi «Um Amor de Perdição», de Mário Barroso, que conta com as interpretações de Catarina Wallenstein e Tomás Alves, entre outros.

Este ano foram menos submissões (o número tem crescido, desde as 54 de 2005 até às 67 de 2008) do que o ano passado mas em contrapartida temos este ano novos países a submeter filmes.

AQUI está o link para a lista oficial das 65 submissões.

Alguns filmes a realçar (destes 36 que eu ressalvei, a cor estão os prováveis candidatos às nomeações):



  • «The White Ribbon (Das Weisse Band) », Alemanha;

  • «Lo Secreto de Tus Ojos (The Secret of your Eyes)», Argentina;

  • «Samson and Delilah», Austrália;

  • «For a Moment Freedom», Áustria;

  • «Cuvari Nosci (Nightguards)», Bósnia-Herzegovina;

  • «Salve Geral (Time of Fear)», Brasil;

  • «J'ai Tué Ma Mère (I Killed My Mother)», Canadá;

  • «Kelin», Cazaquistão;

  • «Forever Enthralled», China;

  • «Los Viajes del Viento (The Wind Journeys)», Colombia;

  • «Mother», Coreia;

  • «Fallen Gods», Cuba;

  • «Frytgtelig Lykkelig (Terribly Happy)», Dinamarca;

  • «Nedodrzany Slub (Broken Promise)», Eslováquia;

  • «Pokrajina St. 2 (Landscape No 2)», Eslovénia;

  • «The Dancer and the Thief», Espanha;

  • «Postia Pappi Jaakobille (Letters to Father Jacob)», Finlândia;

  • «Ded Na Si Lolo (Grandfather is Dead)», Filipinas;

  • «Un Prophète (A Prophet)», França;

  • «Gagma Napiri (The Other Bank)», Geórgia;

  • «Winter in Wartime», Holanda;

  • «A Propos d'Elly (About Elly), Irão;

  • «Ajami», Israel;

  • «Baaria», Itália;

  • «Refractaire», Luxemburgo;

  • «Dare Mo Mamotte Kurenai (Nobody To Watch Over Me)», Japão;

  • «Ocas Jesterky (Wingless)», Macedónia;

  • «Casanegra», Marrocos;

  • «Backyard», México;

  • «Max Manus», Noruega;

  • «La Teta Asustada (The Milk of Sorrow)», Perú;

  • «Palata N°6" (Ward No. 6)», Rússia;

  • «Home», Suíça;

  • «Bad Day to Go Fishing», Uruguai;

  • «Libertador Morales, El Justiciero», Venezuela;

  • «Don't Burn It», Vietname.

Notáveis rejeições e não-submissões: Los Abrazos Rotos (Espanha), Lebanon (Israel), Vincere (Itália), Thirst (Coreia), Rudo Y Cursi (México), Here and There (Sérvia), By the Will of Genghis Khan (Mongólia), Silent Army (Holanda), Coco Avant Chanel (França), Everyone Else (Alemanha)


Quanto ao nosso filme: Que dizer dele? Adaptado do livro de Camilo Castelo Branco de uma forma MUITO livre (tão livre que o pobre Camilo deve andar aos saltos no caixão), é um bom drama, uma história bem contada, mas sem qualquer substância mais. É mais um daqueles protótipos de cinema indigesto, incongruente, non-sense, que continuamos a enviar para admissão à Academia, juntando-se a Belle Toujours, Um Filme Falado, Milagre Segundo Salomé, Noite Escura, O Delfim, entre outros (isto sem nos esquecermos da não-submissão de Amália o ano passado ou da submissão - disparatada, visto o acontecimento só ter relevo nacional - de Camarate). Eu só peço um filme decente, um drama bem contado com alguma lição de vida. Sobre a vida de Salazar, por exemplo (e não me estou a referir ao tele-filme da SIC, aquilo foi o desastre). Ou então sobre alguém com uma doença debilitante. Ou então um novo «Alice». Ou sobre Maddie. Tanto realizador com talento e o melhor que consegue arranjar é «Amor de Perdição» ou «A Esperança está onde menos se Espera»? Não admira que o Manoel de Oliveira fique sempre com o lugar quando tem um filme para submeter. E o deste ano até era melhorzito que este que foi submetido: Singularidades de uma Rapariga Loira, baseada numa short-story de Eça de Queirós. Enfim. Resta-me esperar que o João Salaviza, vencedor da Palme d'Or em Cannes pela sua curta-metragem, Arena, que eu já vi (e detestei), vença o Óscar nessa mesma categoria. Era bom para o nosso cinema.


Para depois não termos isto:

Twenty-five Portuguese films have been submitted to the Academy for consideration for the Academy Award for Best Foreign Language Film. No Portuguese film has yet been nominated for the award and Portugal holds the record for the most submissions without an Oscar nomination.

domingo, 11 de outubro de 2009

Previsões Óscares (Actualização: Outubro/09)


Como disse, vou actualizar as minhas previsões para os Óscares (nomeações anunciadas, como também já disse aqui anteriormente, a 2 de Fevereiro). Tentei fazer um texto conciso e CURTO mas não deu. Enfim. Aqui ficam as novas previsões:




Código da cor
: verde (seguro), azul (provável), amarelo (ao encontro dos gostos da AMPAS), vermelho (difícil de prever)


MELHOR FILME

The Lovely Bones (d. Jackson)
An Education (d. Sherfig)
Precious (d. Daniels)
Invictus (d. Eastwood)
Nine (d. Marshall)
Up in the Air (d. Reitman)

The Hurt Locker (d. Bigelow)
Bright Star (d. Campion)
The Road (d. Hilcoat)
The Last Station (d. Hoffman)



Estas são as minhas novas previsões para Melhor Filme. Como podem ver se compararem com as minhas primeiras previsões, tirei Avatar de James Cameron da mistura porque continua a ser um grande «se» (que filme será, que impacto vai ter, quão estranho é para o gosto da Academia, será um êxito de bilheteira, entre outros) e Shutter Island de Scorcese que foi adiado para 2010. Também retirei Amelia das minhas contas porque o filme, excepção feita a Hilary Swank, não entusiasmou ninguém. Mantenho a minha confiança em The Lovely Bones (apesar de o meu entusiasmo ter descido significativamente à medida que a estreia se aproxima porque também este é um grande «se». Outra grande incógnita é The Road, não pela qualidade do filme mas pelo seu carácter muito negro, muito pesado, que não sei se agradará a toda a gente na Academia. Mas parece-me uma aposta mais sólida que Tree of Life, o novo filme de Terrence Malick que era para ser lançado em 2010 mas que agora dá sinais de tentar um lançamento ainda este ano, voltando assim à contenda. An Education, Up in The Air e Precious terão já lugar assegurado (têm buzz, amor dos críticos, amor dos festivais, box office e aclamação pública), o mesmo se passando com Nine e Invictus (factor super-estrelas no primeiro, factor Eastwood + Mandela + Freeman no segundo). Campion passeou o seu Bright Star em Cannes e noutros festivais onde foi um moderado sucesso e provavelmente também estará dentro. The Last Station tem ganho tracção e tem um grande elenco, é de Michael Hoffman e diz-se ser um grande êxito na Grã-Bretanha. Está quase a abrir nos EUA mas toda a gente conta com eles nos 10 nomeados logo eu vou contar também. A Academia escolheu mal o ano para alargar a contenda...
The Hurt Locker foi a grande surpresa (para já) desta época de Óscares a conseguir sem um enorme sucesso junto da crítica e do público e com isto, provavelmente, a roubar lugar a outro título dentro dos 10 nomeados, possivelmente ao filme animado Up! que deverá ser ignorado (mais um vez).

Outras possibilidades: Up!; A Serious Man; Inglorious Basterds; A Single Man; Where The Wild Things Are; Amelia; Avatar; District 9; Public Enemies


MELHOR REALIZADOR

Daniels, Precious
Jackson, The Lovely Bones
Eastwood, Invictus
Marshall, Nine
Reitman, Up in The Air


Este vai-se tornar, com a nova regra dos 10 nomeados, a categoria mais competitiva dos Óscares. E esta categoria tem a particularidade de ser muito discriminatória para as mulheres. Este ano temos em competição pelo menos três mulheres capazes de destronar a concorrência masculina (Campion, Bigelow e Sherfig) mas eu digo que a Academia vai ignorar pelo menos duas delas. E aposto que se eles tiverem que escolher entre 4 prévios nomeados mais um realizador novo com talento e uma nomeada do sexo feminino, eu aposto que eles vão all-male. Então... aqui está. Cinco nomeados do sexo masculino, dos 5 filmes que mais peso terão na categoria principal.

Outras possibilidades: Sherfig (An Education); Nair (Amelia); Bigelow (The Hurt Locker); Campion (Bright Star); Malick (Tree of Life); Tarantino (Inglorious Basterds); Cameron (Avatar); Hoffmann (The Last Station); Ford (A Single Man)

MELHOR ACTOR

Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Daniel Day-Lewis, Nine
Viggo Mortensen, The Road
George Clooney, Up in the Air


Tenho dúvidas nos últimos dois. Mortensen e Clooney são claramente excepcionais mas um deles (ou os dois) podem cair por troca com dois veteranos que nunca receberam uma nomeação e que têm (aparentemente) o papel de uma vida - Hol Holbrook e Christopher Plummer. Dito isto, acho que Firth (saltou do Festival de Veneza já como potencial vencedor desta categoria - num filme que não tinha, na altura, distribuidor) e Freeman estão seguros, Day-Lewis não é usualmente nomeado por papéis deste tipo mas, come on, é Daniel Day-Lewis por isso acho razoável considerá-lo seguro também. E para já, toda a gente parece já ter desistido de apontar Mark Wahlberg por The Lovely Bones. Se ele surpreender no filme, volta ao top 5. De certeza.

Outras possibilidades: Holbrook (The Evening Sun); Depp (Public Enemies); Renner (The Hurt Locker); Plummer (The Last Station); De Niro (Everybody's Fine); Damon (The Informant); Wahlberg (The Lovely Bones)


MELHOR ACTRIZ

Carey Muliigan, An Education
Meryl Streep, Julie & Julia
Helen Mirren, The Last Station
Abbie Cornish, Bright Star
Saoirse Ronan, The Lovely Bones

A única segura aqui é Carey Mulligan. Streep tem dois bons filmes mas são duas comédias e por muito perfeita que seja a sua personificação de Julia Child, não é garantia que a Academia vá à vela com o filme. Se for nomeada, é a potencial vencedora. Streep vs. Mulligan será a batalha final (muito provavelmente): de um lado a 16ª nomeação, 3ª vitória há muito já merecida; do outro a nova princesa de Hollywood, 1ª nomeação e a melhor interpretação do ano. Ugh. Difícil. De resto, teremos depois três lugares para umas 7-8 actrizes. Pfeiffer parece ter já saltado fora da corrida, o mesmo se passando com Theron e com Swinton. Como será o filme de Natalie Portman? E qual o tamanho do papel de Mirren? Swank e Tautou parecem ser as que melhor possibilidades têm de ocupar o lugar de Ronan ou Cornish (especialmente se o filme da primeira não prestar ou se o filme da segunda não conseguir apoio da crítica), mas antes delas todas está Gaby Sidibe, protagonista de Precious, que pode surpreender toda a gente e arrecadar um dos 5 lugares. É provável. Não a estou a colocar já porque o buzz todo do filme vai para a co-protagonista Mo'Nique.

Outras possibilidades: Sidibe (Precious); Pfeiffer (Chéri); Tautou (Coco Avant Chanel); Monaghan (Trucker); Swinton (Julia); Swank (Amelia); Portman (Brothers); Theron (The Burning Plain)


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Alfred Molina, An Education
Stanley Tucci, The Lovely Bones
James McAvoy, The Last Station

Kodi Smith-McPhee, The Road

Eu continuo a sonhar que Smith-McPhee e Mortensen vão ser nomeados por The Road (toda a gente está a assumir que a Academia não vai gostar da darkness do filme mas com um ano tão murcho como este, todos os filmes de qualidade vão ganhar - e este será seguramente um deles). Para o pequenito ser nomeado, Viggo também terá que ser. Essa é condição obrigatória. Waltz é temível no Basterds de Tarantino e provavelmente está seguro na nomeação, o filme de Molina já abriu e embora eu esperasse que a nomeação caísse em Sarsgaard, é Molina que tem atraído a atenção - também estará seguro. Agora Tucci e McAvoy são difíceis de prever. Qual o tamanho dos seus papéis no filme? Qual a qualidade do filme? Em termos de estatística, tudo corre a favor deles: são os dois actores de reconhecido talento na Academia que nunca foram nomeados para um Óscar (a não-nomeação por Atonement pode ajudar McAvoy; o seu papel muito louvado em Julie & Julia, este ano também, pode empurrar Tucci para a nomeação). Se alguém sair destes 5, será McPhee, provavelmente para entrar Matt Damon (factor Eastwood) ou para entrar Mackie (The Hurt Locker).

Outras possibilidades: Mackie (The Hurt Locker); Damon (Invictus); Maguire (Brothers); Kind (A Serious Man); Sarsgaard (An Education); Giamatti (The Last Station)


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Mo'Nique, Precious
Julianne Moore, A Single Man
Marion Cotillard, Nine
Rachel Weisz, The Lovely Bones
Vera Farmiga, Up in the Air



Mo'Nique seguríssima e provável vencedora da categoria (Já tão cedo? Pois, o ano passado foi o mesmo com Heath Ledger...). Ameaça só virá de Julianne Moore (será a sua 5ª nomeação e já por duas vezes lhe roubaram a vitória - que seria merecida - por Far From Heaven E por Boogie Nights) daí que eu ache que ela também está provavelmente segura. Agora o resto é uma confusão de descortinar. Farmiga ou Kendrick de Up in the Air têm boas possibilidades, vou com Farmiga porque é a mais conhecida das duas e é aquela que toda a gente reconhece que já devia ter uma nomeação... É impossível conceber que só uma das actrizes de Nine será nomeada - se alguém tiver que entrar, será Dench (Cruz era o mais provável mas já ganhou o ano passado por um papel semelhante, logo... fica mais complicado) - porque a Academia a adora e o seu papel no musical da Broadway é excelente. Cotillard é uma boa aposta para agora porque ela tem-se portado bem noutros filmes, excelente em Public Enemies e além disso é charmosa, já ganhou um Óscar, veste-se bem, abrilhanta o espectáculo e o seu papel, diz-se, foi alargado para o filme (tanto que se pensa que ela vá concorrer como co-protagonista... o que será um erro). E também não concebo que ninguém de The Lovely Bones terá possibilidades de ser nomeado - daí que aposte em Ronan e agora a minha dúvida: Weisz ou Sarandon? Sarandon seria o mais fácil de apostar, considerando que a Academia anseia por recebê-la de volta 14 anos depois da sua última nomeação (e vitória) e porque Weisz já ganhou esta categoria em 2006. Mas tendo lido o livro e conhecendo a história, a minha aposta recai em Weisz. O papel é brilhante demais para ela não brilhar com ele.

Outras possibilidades: Dench (Nine); Kendrick (Up in the Air); Sarandon (The Lovely Bones); Chastain (The Tree of Life); Laurent (Inglorious Basterds); Cotillard (Public Enemies); Weaver (Avatar); Stauton (Woodstock); Bates (Chéri); Kruger (Inglorious Basterds)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Autarquicas OAZ - Um debate.. perdido

Bem, como todos Não saberão ontem realizou-se um debate com os 5 candidatos para a autarquia de Oliveira de Azeméis..
E, como todos não saberão também, têm sido realizados debates com os candidatos às JF, transmitidos na AZFM.

Bem, não sei por onde começar.. o debate em si, as posturas ou as críticas..
Claro que a ideia do debate é muito boa.. mas..
*Precisa de ser melhor organizado..
*Precisa de um público respeitador..
*Precisa de moderadores isentos..
*Precisa de políticos bem preparados..
*Precisa, Precisa..

Inicialmente, os candidatos foram confrontados com os motivos das suas candidaturas. Face à insistência de Helena Terra (HT), Hermínio Loureiro (HL) referiu que não se iria recandidatar à Liga.. [como se já não estivesse farto de dizer isso..]
HT atacou também a petição que motivou a candidatura do seu mais directo adversário.
Pinto Moreira (PM) referiu o facto do debate se realizar tardiamente.
António Alves (AA) viu-se obrigado a responder à provocação da jornalista [que devia ter sido só moderadora!!] de não haver mais ninguém para concorrer pela CDU.
Cláudia Ribeiro (CR) disse que sentiu pena do concelho.. [é sempre uma boa expressão..]

Entretanto.. a plateia [apoiantes irritantes do PS e PSD] agitou-se.. e discutiram-se almoços e companhia.. E, AA referiu que estava num teatro.. [deve ter sido dos poucos momentos em que o Srº teve piada..]

Passando para as finanças.. a dívida de 55 000 000 €, referida por HT dominou..
[Pareceu-me, à semelhança do que aconteceu nas legislativas, que nos focávamos no passado.. em vez de propormos inovações para o futuro..]
Quanto aos recursos humanos, os candidatos foram unânimes.. os funcionários são para manter.. [apesar de toda a gente se queixar que são muitos..]
Os orçamentos para as JF, que sofreram um decréscimo, seriam para aumentar..
AA usou uma expressão curiosa para um comunista.. "os recursos humanos são sagrados".
CR, na questão das JF afirmou que "não podemos ter freguesia que parecem vilas do interior" [é fácil.. vamos buscar água do mar e resolvemos o problema ;)]
PM elogiou a gestão que aprendeu com Ângelo Azevedo..
HL referiu obras que justificam parte dessas dívidas..

Passando para.. Saneamento e infra-estruturas..
Reconhecidas as falhas.. as críticas da oposição por ser tão pouco.. as alegações de HL dos estudos que estão a ser realizados para atingir os 100% de saneamento durante a próxima legislatura. [seremos a CM dos estudos? :p]
PM referiu que O.Azeméis precisa de ganhar peso a nível nacional, para melhor resolver alguns dos seus problemas.. e que isso só se consegue com uniões!
HT referiu a impossibilidade de atingir os 100% nos 4 anos. Acrescentou ainda o problema dos estaleiros e das rendas que a CM tem pago.

Passando para.. a REFER..
A jornalista em vez de fazer perguntas, fez críticas à gestão do executivo.. Uma grande.. Falha..
Foi unânime a necessidade de revitalizar a linha e a tornar atractiva para os oliveirenses..
PM acrescentou a necessidade de trazer o Metro a OAZ.
HL referiu a necessidade de rever o protocolo que levou ao encerramento de algumas passagens de nível.. embora tudo tenha sido feito.. pela segurança..
[Tinhamos uma moderadora? Ou uma jornalista da oposição?]
E depois, um desentendimento entre os moderadores por causa das réplicas - má preparação..

Passamos.. à Saúde..
A questão do Centro Hospital em Oaz.. todos queriam..
Problema da paragem do Centro de Saúde, por falência do empreiteiro.. HL diz que no actual sítio vai ser construída um Fórum da Juventude.. O mesmo candidato disse ainda que os horários das unidades de saúde deviam ser prolongados até às 24h.. para evitar falsas urgências [não sei é se toda a gente ia gostar disso.. :)]

A seguir, discutimos Educação, Turismo e coisas do género.. Eu, deixei de tomar notas.. As coisas tornaram-se pouco atractivas pela postura:
1- De (a) Moderadores
2- Dos candidatos - HT esgotou o tempo..
3- Do público..

Aquela discussão de prolongar para 40 min o tempo de intervenção..
O facto da CR dizer, quando se falou do Ensino, e lhe foi questionado se tivesse o seu curso em OAZ cá ficava.. a resposta foi.. hm..hm..ah.. ah e tal se calhar não.. ;) E a Flup, pelos vistos, é muito boa.. e brilhantemente conceituada.. [não deve ser a mesma FLUP!!!]

E.. pronto tenho dito sobre o debate.. em conclusão.. uma campanha que ficou aquém das expectativas - não faltou barulho e propaganda.. Faltou divulgação de ideias! Hoje chegou o programa do PS.. Hoje! Votamos daqui a 24 horas! PF.. um debate.. que foi mal divulgado, e que perdeu pela falta de civismo e preparação..

Espero que os oliveirenses, domingo, sejam conscientes no exercicio do seu dever.. E todos os outros portugueses..
E.. desta forma encerro os meus comentários sobre eleições.. eventualmente, para a semana, poderemos ter um comentário aos resultados obtidos.. mas.. logo se vê..

Bom dia de reflexão*

Nos cinemas nos últimos tempos...

Bem, nem vos digo nada. Tenho andado num pé de vento incrível, quase sem tempo para mais nada sem ser estudar, ir às aulas, praxar e jantares na maravilhosa Academia de Coimbra... (óbvio que não me estou a queixar).

Mas consegui um tempinho e cá venho aguçar de novo o interesse dos viewers deste blogue pelo cinema.


Antes, quero fazer um repto para que toda a gente oliveirense que nos visita frequentemente vá votar, porque não votar não é um acto de manifestar insatisfação nem é um acto de protesto mas sim de cobardia. Cobardia porque é a atitude mais fácil. E depois cobardia porque se acha no direito de poder cobrar alguma coisa a quem foi eleito ou de poder reclamar de quem foi eleito sem nele ter votado. Mas se abdicou do seu direito de escolha, como é que acha que tem direito de anuir sobre qualquer tomada de decisão? Enfim. VOTEM. Por favor.


Vamos ao cinema... Portanto, desde já informar que vou actualizar as minhas previsões (já lá vão 3 meses desde que eu falei de Óscares) durante as próximas 2 semanas e aproveitando isso vou contando tudo o que se tem passado com algumas produções que têm sido adiadas para 2010 e algumas produções de 2010 que têm sido avançadas para 2009, buzz dos festivais, um olhar mais detalhado sobre Toronto e sobre os filmes portugueses em competição por esse mundo fora e ainda falar sobre a nossa escolha para submeter ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, «Amor de Perdição». Isto tudo, então, nas próximas 2 semanas.


Para hoje, decidi falar-vos um pouco sobre os últimos filmes que têm passado pelo cinema que eu tenho visto...



CHÉRI/Chéri - Eu tinha este filme em alta conta até saírem as primeiras reviews. Pelas reviews que eu li notava-se desde logo que havia um desfasamento sério quanto ao filme e à sua banda sonora. Eu arranjei a banda sonora de Alexandre Desplat (para quem não sabe, o meu compositor cinematográfico favorito) para Chéri e adorei-a. E esperei pelo filme. Pois bem, o filme perde-se completamente. Usa a divinal banda sonora por vezes muito alto, por vezes no tempo errado, por vezes sem qualquer sentido, enfim, é uma confusão. O filme tenta tanto ser um drama com um volteface comédico que se perde no meio dos dois géneros, perdendo toda a sua 'poignance' e transformando-se numa miscelânia algo non-sense. Contudo, vemos neste filme duas graciosas figuras que elevam o nível: Michelle Pfeiffer com uma das melhores interpretações que já vi dela, Kathy Bates sempre bem no seu género de eleição: o «zinger», uplifting comédico num drama pesado. O argumento é de muito valor mas sem dúvida Frears é o homem a quem se deve apontar o dedo. Desaproveitou uma história, um elenco e uma banda sonora brilhantes e transformou o que podia ser um novo «Dangerous Liaisons» num qualquer «The Duchess». Nota: B- (Pfeiffer: B+; Desplat: A)

TAKING WOODSTOCK/Em Woodstock - O meu principal problema com Taking Woodstock é o facto de ser um filme de Ang Lee e, como Ang Lee bem explicou, ele gosta de ser diferente. Mas este filme é muito diferente de outros títulos dentro da sua filmografia (Sense and Sensibility, Brokeback Mountain, entre outros). Novamente o tema da homossexualidade a ser tratado no filme, desta vez de forma muito leviana e quase ocasional, mas o que me incomodou foi o retrato algo exagerado de uma geração que levava as coisas muito pouco a sério. Nudez a mais, excessos a mais, tudo a mais. O filme é enorme no seu potencial mas põe pouco em prática. Eu gostei do filme, é contagiante, tem cenas brilhantes mas no seu tudo é muito pouco eficiente em conseguir a admiração do público. Não é um filme para todos. Não é um filme sólido e, para quem viu os seus filmes anteriores, em particular Brokeback Mountain, só pode ficar desiludido. Ainda assim, gostei do argumento, gostei da banda sonora de Danny Elfman gostei de Demetri Martin (que certamente por cá andará mais tempo), Émile Hirsch sempre bem (como de costume) mas foi completamente (e ainda bem) surpreendido por Imelda Stauton. A mesma senhora de Vera Drake surge aqui em 'comic relief' de forma altamente hilariante e é sem dúvida a peça-chave do filme: sempre que aparece, eleva o filme para um patamar superior. Surpreende-me como não está sequer nos planos de ninguém para uma nomeação para o Óscar porque ela é francamente genial. Nota: B (Imelda: A)

THE HURT LOCKER/Estado de Guerra - Filme do ano na América, cada crítica melhor que a outra, chovem indicações ao Óscar e chovem apoios ao filme. Tanto é o buzz por este filme que eu decidi ir ver o que tinha de especial. E de facto não é nada extraordinário. Mas percebo porque os americanos gostam tanto dele. É um filme sobre um assunto polémico mas muito 'in' por lá, a Guerra do Iraque. É um drama denso, com um nível de complexidade diferente dos habituais filmes de guerra e de acção que se vê por aí. E tem um excelente elenco. Jeremy Renner e Anthony Mackie podiam claramente (e se calhar até vão) ser nomeados para o Óscar de Melhor Actor e Melhor Actor Secundário, respectivamente. Nota-se naquelas personagens tanta subtileza mas tanta coisa que é dos próprios actores que é um mimo vê-los no ecrã. De resto, o filme não tem nada de surpreendente, é um argumento bem pensado e bem executado - por uma realizador feminina ainda por cima, Kathryn Bigelow - mas que comete alguns pecados e com alguns diálogos completamente sem sentido nenhum (principalmente no início do filme). Ainda não entendi o 'cameo' de Ralph Fiennes e Guy Pearce mas pronto, deve ser uma jogada de marketing para chamar atenção do público para o filme. Nota: B (Renner: A-)

BRÜNO - Finalmente vi Brüno. Que desapontante. Que chocante. Gargalhadas desconfortáveis durante todo o filme que estava cheio de clichés e de polémica que causava mau estar. É um filme somente para gente amante do humor negro. Se não é um desses, salte fora. É uma ordem. Nota: C- (Argumento: B)

THE DAMNED UNITED/Maldito United - Michael Sheen imaculado como Brian Clough, treinador bicampeão europeu com o Nottingham Forest que colocou o Derby County no topo dos clubes ingleses mas que incrivelmente foi o treinador da Liga Inglesa que mais rápido foi despedido de um clube, neste caso do Leeds United. Sheen captura fantasticamente a personalidade fanfarrona e arrogante de Clough (um antepassado de Mourinho, for sure...) enquanto o filme navega pelo seu curto reinado à frente do Leeds. História muito interessante de Peter Morgan (duas vezes nomeado para Óscar, por The Queen e Frost/Nixon) e contada de forma indelével com um bom elenco. Nota: B (Sheen: A)

DISTRICT 9/Distrito 9 - Grande filme, um dos três melhores que já vi este ano (com Up! e com The Boat That Rocked), não posso dizer muito mais porque qualquer coisa que conte sobre o filme vai estragar a surpresa. E eu não quero porque o filme é mesmo bom. Vão ver. Nota: B+ (Argumento: A-)

THE BURNING PLAIN/Longe da Terra Queimada - Nem sei que dizer deste filme. O novo filme de Guillermo Arriaga (argumentista de Babel, 21 Grams, Amores Perros) tem um argumento soberbo (como é costume) mas falha em tanta coisa. O meu principal problema: acho que os argumentistas não deviam tentar realizar filmes. A visão não é a mesma. Tentam passar para o ecrã tudo o que está no papel, tentam criar o que imaginam na mente. E não é assim que deve funcionar. Neste filme nota-se bem essa dicotomia e o resultado é, obviamente, mau - o filme perde-se e o espectador perde a atenção (adormeci 2 vezes a ver o filme). De resto, Charlize Theron impecável no filme, ao contrário do restante elenco que é uma miséria (Basinger anda aos papéis o filme todo). Nota: B- (Theron: B)

LOS ABRAZOS ROTOS/Abraços Desfeitos - Estava em êxtase à entrada para este novo filme de Almodovar (um dos meus 5 realizadores favoritos do momento em conjunto com Paul Thomas Anderson, Gus Van Sant, Coen Bros. - que valem por um só - e Darren Aronofsky) mas saí de lá um pouco cabisbaixo. O início do filme prometia imenso mas no final ficou um amargo de boca. O potencial está lá, Penélope uns furos bem abaixo do normal (é talvez a parte mais fraca do filme), uma excelente banda sonora, um resto de elenco muito fiável (Blanca Portillo agradável como sempre) e um argumento que não engana, à Almodovar. Ainda assim, o filme perde-se nalgumas alegorias e nalguns pormenores que não interessam. Almodovar apresenta-se aqui com a complexidade e até com alguns paralelismos com Todo Sobre Mi Madre e até com Hable con Ella mas fica aquém destes títulos anteriores da sua filmografia. Não sei bem o que falhou. Sei que falhou. E sei que o filme tinha muito mais para dar. Terá sido o foco de um ponto de vista masculino? Terá sido a falta de enredo que adensasse a complexidade da persona de Lena? Não sei. Caberá a Almodovar julgar. Para já, o filme foi (novamente) excluído pela Espanha para a submissão para Melhor Filme Estrangeiro. Não será um sinal? Nota: B (Penélope: C)



Óbvio que recomendo todos os títulos que estejam na minha barra lateral de «Críticas e Opiniões» que tenham tido de B- para cima, alguns com mais reservas que outros (óbvio que recomendo sem hesitar tudo o que seja de B+ para cima, B- quer dizer que não agrada a toda a gente e um B quer dizer que é um filme sólido mas que depende dos géneros que uma pessoa mais goste de ver).




Deixar aqui ainda alguns filmes que estarão em Estreia ainda este mês que valem a pena ver:

* Orfã/Orphan (Vera Farmiga, Peter Sarsgaard)
* Morrer como um Homem (João P. Rodrigues, transexualidade)
* O Solista/The Soloist (Robert Downey Jr., Jamie Foxx)
* Desgraça/Disgrace
* 9 (Animação)
* ANTICRISTO/ANTICHRIST (Lars Von Trier)
* O DELATOR/THE INFORMANT (Steven Soderbergh, Matt Damon)


domingo, 4 de outubro de 2009

Política Perdida - pseudo autárquicas

Disse eu, que a política não estava fora da esfera deste blog..
E hoje, volto a ela.. Num contexto talvez diferente..
Depois dos "desentendimentos" entre Belém e S. Bento.. depois dos "escândalos" dos submarinos que em nada dignificam a política nacional..

Estava eu, num meio de uma leitura dum livro designado como A indústria do papel em Paços de Brandão e Terras de Santa Maria quando me deparo com um sector dedicado ao perfil político de um dos mais emblemáticos fabricantes de papel da região. E, numa época de intensa instabilidade.. de lutas entre absolutistas (D. Miguel) e Liberais (D.Pedro), por volta de 1820.. Eis que surge a seguinte publicação de um "artigo" do dito fabricante, que passo a citar..

"Queria inserir no seu Periodico, o desengano aos Portugueses, para que se não deixem iludir dos embustes dos Miguelistas, que trabalham com todas as suas forças para serem votados nas eleições Parochiaes, como acontece nesta Comarca, onde os maiores perversos andam a subornar os Povos para votarem nelles."

Pareceu-me que tal relato não poderia ser mais actual e didático.. Só mudariamos algumas das personagens da frase..
A típica campanha eleitoral autárquica enche ruas de propaganda..
Confesso que esta campanha autárquica me tem irritado um bocadinho.. Propaganda há.. Slogans também.. Programas e ideias não passam para o eleitorado (e daí a minha ausência de comentários).
O único que tive oportunidade de ler foi o do PS à JF de Oliveira de Azeméis. E, não preciso de fazer propaganda ao mesmo.. Quando os restantes chegarem, poderei então estabelecer comparações..
Basta dizer que são, que eu saiba, 5 listas concorrentes à CM e à Assembleia.. e 4 ou 5 à JF OAZ (não estou certa se a CDU concorre)..
Quando houver ideias mais claras, voltarei a isto..

Mas, e recuperando a frase, não é com "subornos" que o voto deve ser decidido.. E, por enquanto, faltam ideias.. muitas ideias..
Ah, e.. a História afinal também tem dicas interessantes.. onde menos se espera..
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