quarta-feira, 28 de maio de 2008

Música Perdida

Porque eu hoje, em vez de acordar com Lusitanos que vivem à espartana e cortam a mão direita dos prisioneiros como sacrificio ao Ares, acordei com esta bela música do Jorge.. E como me falaram dele.. E como faltava ele neste blog.. Dou inicio aqui a uma nova crónica: Música Perdida, no Blog mais perdido à face da terra, consultado até em testes..

Meus amigos.. é pró que está, e não altera...

"Justina e Baltazar encontraram-se à beira do rio
um estava sem calor e o outro mesmo cheio de frio
passou um cardume de lume que o engalfinhou
Justina e baltazar encontraram-se à beira do rio

A Cleia e o Montolivo andavam por Avinhão
estavam ambos à espera do próximo avião
um ia para Alexandria, o outro não sabia
Cleia e Montolivo andavam por Avinhão

No hemisfério do sul, um mosquito deu à asa
e uma criança nasceu sem saber que não tem casa
um objecto voador bem identificado
leva cento e tal pessoas de volta ao lar,
há-de lá chegar, hum, há-de lá chegar
com toda a certeza, há-de lá chegar!

Justina e Baltazar, a Cleia e o Montolivo
juntaram-se nas docas, beberam alguns digestivos
alguém tinha à disposição um belo apartemã
ninguém sabia com quem estava quando chegou a manhã
ninguém sabia quem era quando chegou a manhã..."

Quarteto da Corda - Jorge Palma

Portanto, temos 2 senhores à beira do rio, com problemas climáticos...
Mais 2 com indecisões: Pra onde vamos?! Porque que cá estamos?
Debatemos a seguir os mosquitos, a questão da criança que nasce sem saber que não tem casa, e o destino.. o destino dos aviões.. insisto: Pra onde vamos?
Pro Jorge, beber ajuda, sempre nos esquecemos das coisas.. mas.. pra onde vamos?
*

3 comentários:

mean_machine disse...

por acaso ja andava a pensqar fazer uma cronica com este titulo...
mas vou juntando mais musicas perdidas...
é o k n me falta aki xD

Daniela disse...

“Olá!Sempre apanhaste o tal comboio?
Eu já perdi dois ou três.
Entre o ócio e as esquinas
Ganhei o vício da estrada
Nesta outra encruzilhada
Talvez agora a coisa dê
O passado foi à história
Cá estamos nós outra vez

Conheço a tua cara,mas não sei o teu nome
Escrevo já aqui “não-sei-o-quê@ .com”
Eu vou-te reencontrar noutro bar de estação
Ou talvez quando perder mais um avião
O barco vai de saída,tu estás tão bronzeada
É tão bom ver-te assim, ardente
Tão queimada

Eu quero reencontrar-te noutra esquina qualquer
Sem saber o teu nome ou se ainda és mulher
Quero reconhecer-te e beber um café
Dizer-te de onde venho e perguntar-te porquê
Sorrir-te cá do fundo, subir os degraus
Eu quero dar-te um beijo a 50 e tal graus

Eu quero reencontrar-te noutra esquina qualquer
Sem saber o teu nome ou se ainda és mulher
Quero reconhecer-te e beber um café
Dizer-te de onde venho e perguntar-te porquê
Sorrir-te cá do fundo, subir os degraus
Eu quero dar-te um beijo a 50 e tal graus

Sempre apanhaste o tal comboio?
Eu já perdi dois ou três.
Entre o ócio e as esquinas
Ganhei o vício da estrada
Nesta outra encruzilhada
Talvez agora a coisa dê
O passado foi à história
Cá estamos nós outra vez
Cá estamos nós outra vez”

(Jorge Palma)


XD ( tu percebes sarita)

vanessa disse...

ahahahah ai sara sara, andas mucho inspirada :D. tambem vou por uma musica ja que se esta em mare disso lol.


"No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém

No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do verão?

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem.

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem"