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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Música Perdida

Bem, como este blog anda meio perdido, neste querido mês de Agosto, aproveito só para deixar uma música, que tem andado de férias destas bandas.

sábado, 26 de junho de 2010

FanZone ;)

Pois bem, como eu aqui tinha dito, ontem a Praça da Cidade recebeu mais uma grande noite musical..

Depois de ser o palco para assistir ao jogo da selecção, à tarde, a praça recebeu o grupo Fanfarra Kaustica, que acabaram por brindar os oliveirenses também nas ruas sem carros..



A noite começou com Quem é o Bob? numa homenagem a Bob Marley.. Um curioso encontro de gerações no público ;)



Mas.. seguiram-se os Mind da Gap, na sua terceira visita à cidade de Azeméis.. Um concerto com um convidado especial - Maze, dos Dealema - que participa no mais recente trabalho da banda portuense, A Essência, de que já aqui falei.



 
Fica aqui o momento da Essência, num concerto que passou por Falsos Amigos, Dedicatória, Todos Gordos, Não Stresses, Bazamos ou Ficamos, Pura Riqueza, dos trabalhos mais antigos.. Mas que deu a conhecer Abre os Olhos, Sintonia, Não Pára, Não me Habituo, Guerreiros, Só Pra Ti.. ;)

No fim de tudo isto, houve quem aproveitasse para socializar por aí, numa experiência deveras engraçada e sinistra :)
Eis o resultado'



Obviamente' uma excelente noite ;) Obrigada ;)
*

terça-feira, 22 de junho de 2010

Música Perdida

Ora.. algures perdido nos confins do tempo estará o meu último post sobre esta matéria' ;)

Suponho que tenha sido à volta dos Mind Da Gap, que até vão estar em Oliveira sexta-feira ;)

Bem, mas hoje o que cá me trás é outra banda, que por acaso amanhã vai estar na Casa da Música, e que por acaso também lançou um álbum há pouco tempo..

Blind Zero portanto.. Agora com uma Slow Time Love.. ou uma Snow Girl.. depois de Tree, Trace, You owe as blood ou Shine On, a banda do Porto deu-nos o ingresso para o seu parque de diversões..



Bring down the world,
I holde the map, who start a fire,
We’ll meet where the sun burns,
Tell me what you're sorry for

Heartbreak if you can break it
Right now, suddenly again,
Heartbreak if you can take it
A comeback suddenly comes home

Tomorrow we kiss
Tomorrow will go
We fit this slow time

Love video game
Running around
Waiting for slow time love again

This is the sea shore
Keep your eyes above the water
I freeze near the sand-box
Hired angels at the door

This time is filled up and keeps holding on
This time delivers and keeps holding on

Heartbreak if you can break it,
Right now, suddenly again,
Heartbreak if you can take it,
A comeback, suddenly comes home

Tomorrow we kiss
Tomorrow will go
We fit in this slow time

Love video game
Running around
Waiting for slow time love.
Tomorrow we kiss
Tomorrow will go
Waiting for slow time love again.

Enemies go to war
Soon as they went before
Bem.. não vou tecer comentários sobre a letra (desta x), porque se não alguém diria - "andas muito estranha" e não vale a pena.. que se esperem por novos jogos (Snow girl), que se trepem as árvores (Tree) se elas deixarem.. mas quando chegar a altura, que se diga adeus (Shine On) ou que se volte outra vez (Tree)..




sexta-feira, 18 de junho de 2010

Festas La Salette

Pois bem, o que me trás cá hoje.. as festas de La Salette deste ano, cujo cartaz foi já apresentado.
Bem, contemos com actividades entre 1 e 9 de Agosto..
Serão as últimas festas, antes de começaram as obras de requalificação do parque, com os fundos comunitários do QREN..

Ora bem.. Vamos lá encontrar-nos com as belas alvoradas às 8 da manhã, no dia 1 e 8.
Música.. Sandra Cristina, Emanuel e a sua banda.. ;) Trocopasso e Notas Soltas..

Termos também a noite das bandas de música e dos fados de Coimbra.. E o belo do Festival de Folclore.


Entretanto, em relação a Oliveira dizer também que hoje há Mundo Secreto e Ez Special.. Para a semana Mind da Gap e mais uns quantos ;)
E.. o jardim também se vai animar, com as bandas concelhias Rangers, Trocopasso e ainda com o Folclore Cidade de Azeméis..

Aproveito também para dizer que Oliveira de Azeméis pode vir a receber uma final de etapa da Volta a Portugal, já que São João da Madeira não o irá fazer este ano.. Não percam os próximos episódios ;)
*

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fan Zone com ... Suuurpresas!!


A primeira coisa que tenho a dizer é.. estou orgulhosamente chocada ;)
Vejam o programa completo no link da notícia :)
Feira de Artesanato.. Mundial.. Muita música!! e companhia

Mind da Gap, Mundo Secreto, EzSpecial .. e outros tantos nomes que não decorei!

Fonte: http://www.cm-oaz.pt/noticias.6/concelho.14/praca_da_cidade_transformada_em_%C2%ABfanzone%C2%BB_durante_um_mes.a1028.html

domingo, 30 de maio de 2010

Eurovision SC 2010 - vitória alemã!


E a este senhor...



Segue-se esta senhora...




Lena Meier-Landrut vence o Eurovision Song Contest Oslo'2010 para a Alemanha. Vamos ter Berlim'2011! Uma prestação bastante grandiosa para uma jovem de 19 anos. 246 pontos, o que não é nada mau (bem, está um pouco abaixo dos 387 que Alexander Rybak conseguiu o ano passado mas esse bateu o recorde, por isso...) para um vencedor. "Satellite" era uma das poucas músicas genuinamente alegres em competição e a posição, a 4 canções do final e só com baladas a seguir, beneficiou imenso.

Deve ser uma sensação incrível vencer isto, perante 18000 pessoas e perante 120 milhões de espectadores em todo o mundo (o que faz deste o espectáculo televisivo mais visto)...

Quanto à prestação portuguesa, mais uma vez muito honrosa. Um 18º lugar (nada longe do 16º que eu previ) que não corresponde, uma vez mais, ao valor da música - basta relembrar que a Grécia, a França, a Rússia e a Sérvia conseguiram lugares na primeira metade da tabela, com músicas absolutamente horrendas - mas que para Filipa Azevedo a deve deixar cheia de orgulho, pois só tem 18 anos! E estar naquele ambiente deve ter sido prémio suficiente já para ela.

De resto, um concurso que parecia ter um vencedor em aberto até começarem a sair os pontos e a Alemanha chegou rapidamente aos 100 pontos. Os meus primeiros 10 foram todos bem classificados, exceptuando a Irlanda, sobre a qual eu acho que criei demasiadas expectativas. Turquia, Alemanha, Roménia, Azerbaijão, Arménia, Bélgica e Geórgia terminaram no top, tal como eu previa. O que eu não esperava NADA foram o 12º lugar da França, o 13º da Sérvia, o 4º da Dinamarca (música copiada de "Nobody's Gonna Stop Us Know" dos Starship) e o 8º da Grécia. É o que dá ter bons vizinhos! Foi o que valeu o 11º lugar da Rússia.

Portugal, para conquistar mais pontos, o que tem que fazer é de facto arranjar novos vizinhos (nós darmos 12 pontos aos espanhóis todos os anos e eles, ano após ano, nos darem menos e menos - este ano foram só 6 - tem de acabar! Os portugueses - correcção, os velhos - têm que perceber que aquela ideia do "já que não se pode votar em Portugal vota-se na Espanha que sempre é vizinha e a vitória fica aqui na Península Ibérica" é bacoca e algo inocente, porque dar os nossos 12 pontos - sim, porque os 12 pontos quem decide dar somos nós - devem ser dados a quem merece ganhar, deixemos o júri residente decidir quantos pontos dos menores se dá aos espanhóis... como eles fazem connosco!) e depois dar independência aos Açores e Madeira e ainda juntar à Eurovisão o Brasil e a África do Sul. E mesmo assim não conseguiríamos ganhar.

De notar mais ainda que 18 das 25 canções foram entoadas em inglês, o que mostra cada vez mais a perda dos costumes tradicionais do festival e irónico foi mesmo o facto do país que deu ao mundo essa língua ficar em último lugar da competição, enquanto 9 das 10 melhores classificadas são músicas cantadas em inglês também. Enfim.


Deixo-vos ainda o quadro completo de resultados...



E aqui fica a reportagem feita logo a seguir ao final...



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Euromania versão 2010




É esta altura do ano. O Festival da Eurovisão 2010 está à porta. Ponderei se diria alguma coisa antes da semi-final em que a nossa canção iria actuar mas decidi que não o faria, até porque não acreditava (e não acredito) nas suas hipóteses. Digo agora portanto que mesmo passando, não lhe dou grande crédito. É uma música aborrecida, compensada pela grande voz da Filipa Azevedo. Porque de resto é totalmente uma música Disney das fracas, daquelas que fazem dormir. É uma pena que assim seja, tendo em consideração os últimos 2 números que levámos ao festival - o de 2008 (13ª), por Vânia Fernandes ("Senhora do Mar"), escandalosamente roubado de uma vitória (que eu ainda não percebo como é que foi perder para aquela tristeza de lirismo que é "Believe" de Dima Bilan), e o de 2009 (15ª), pelos Flor-de-Lis ("Todas as Ruas do Amor"), um bom esforço, eclético. Duas coisas eu aponto nas nossas prestações que são de louvar: a) seremos possivelmente o país que mais varia nos estilos que leva a competição e b) nos últimos anos temos mandado grandes vozes ao festival (a Vânia, a Daniela e a Filipa são das melhores cantoras que temos cá).


Decidi hoje então pôr-me a par das músicas da competição deste ano (tenho que confessar, não vi as meias-finais como noutros anos) e declarar os meus favoritos e as minhas previsões. Vou tentar que o texto seja breve para não vos maçar até porque as músicas dizem tudo.


25. FRANÇA, James Matador, "Allez Olá Olé" (C-)
24. SÉRVIA, Milan Stankovic, "Ovo je Balkan" (C-)
23. GRÉCIA, Giorgos Alkaios, "Opa" (C)
22. REINO UNIDO, Josh Dubovie, "That Sounds Good To Me" (C)
21. DINAMARCA, N'Evergeen e Chanée, "In A Moment Like This" (C)















Enfim. As canções francesa e sérvia parece que estão a gozar com a Eurovisão (e porque não, não é? Não é como se fosse um concurso de respeito...). Das outras três, a Dinamarca tem uma música que já foi ouvida mais de mil vezes, a juntar ao facto de que de especial só têm mesmo a parede a meio, que me parece um conceito interessante para uma apresentação em palco, o Reino Unido continua a sua colecção de baladas irrelevantes em plena caça óbvia à vitória (depois de Jade Ewen cantar o ano passado "It's My Time") e a Grécia traz-nos mais uma vez a palhaçada do costume, mas desta vez mais contida, numa música pelo menos alegre e festiva. O que vale são sempre os gregos: dá sempre para saltar e dançar. Mais um hit de discotecas este Verão?


20. ESPANHA, Daniel Diges, "Algo Pequeñito" (C+)
19. MOLDÁVIA, Sunstroke Project e Olia Tira, "Run Away" (C+)
18. CHIPRE, Jon Lilygreen, "Life Looks Better in The Spring" (B-)
17. RÚSSIA, Nalitsch, "Lost and Forgotten" (B-)
16. UCRÂNIA, Alyosha, "To Be Free" (B-)















Este é claramente um dos piores anos em termos de diversidade, pois há uma chuva enorme de baladas, de todos os tipos e para todos os gostos. Aqui temos cinco baladas, todas diferentes. Desde a "cute", penosa balada/feel-good song espanhola, até à mais electrónica balada moldava, até à depressiva balada melancólica russa, passando pela balada "quirky", "indie" do Chipre e chegando à Ucrânia e ao seu punk-rock.


15. ISLÂNDIA, Hera Björk, "Je ne Sais Quoi" (B-)
14. PORTUGAL, Filipa Azevedo, "Há Dias Assim" (B-)
13. BÓSNIA-HERZEGOVINA, Vukrasin Brajic, "Thunder and Lightning" (B-)
12. BIELORÚSSIA, 3+2, "Butterflies" (B)
11. ALBÂNIA, Juliana Pasha, "It's All About You" (B)














Aqui continuamos com as baladas. A música portuguesa e a música bielorrusa são muito parecidas em estilo, parecem duas músicas Disney, a bielorrusa, talvez por causa do ensemble, parece mais bem conseguida. Obviamente que uma delas há-de ficar mal classificada em detrimento da outra, pois só uma deste estilo irá prevalecer. E não é por mal mas a que vai ficar mal é a portuguesa. De resto, a música albanesa é interessante, se não uma das que corre por fora pela vitória. A música bósnia também é porreira e agradável de ouvir se bem que a letra da música é uma autêntica baboseira. Mas a "Fairytale" também era... Finalmente, que dizer da música islandesa? Mais um ano volvido, nova balada com profundidade emocional. É a especialidade do país do gelo por excelência.

Vamos então agora ao meu top-10:


10. REP. DA IRLANDA, Niamh Kavanagh, "It's For You" (B)

Música simples, bem interpretada e com uma letra interessante. Muitos apostam nela como um distante concorrente à vitória e percebe-se porquê. É o tipo de música inspiracional que a Eurovisão gosta tipicamente.





9. ALEMANHA, Lena Meyer, "Satellite" (B)

Finalmente a Alemanha sai da zona de conforto e traz-nos uma das músicas favoritas do concurso. Lena Meyer e a sua sonoridade são refrescantes num concurso de outro modo muito pesado e cheio de baladas. Pode surpreender porque tem um lugar interessante de actuação (logo antes de Portugal e de mais 3 baladas, logo pode ser a que permaneça na memória do público a ver em casa) e porque a música é alegre, o que aqui é raro. E ela é engraçada. O que também ajuda.





8. TURQUIA, Manga, "We Could Be The Same" (B)

A Turquia continua a sua tradição de trazer músicas diferentes a este festival. No entanto, parece mesmo que de facto só tem dois tipos de cantores: a típica boysband com uma música acelerada e tecnicamente intrincada ou a cantora com um corpo e uns movimentos de dança surpreendentes e que tornam a música absolutamente obsoleta em comparação. Este ano temos o segundo tipo. E a música, admita-se, além de boa, é "catchy". E mesmo com repetições - experimentem - ela cansa.





7. ARMÉNIA, Eva Rivas, "Apricot Stone" (B)

Aquela que a Imprensa aponta como favorita a ganhar, Eva Rivas tem de facto uma beleza cintilante e um cabelo extraordinário, o que joga a seu favor, pois nós sabemos como funciona o cérebro dos votantes da Eurovisão (beleza >>>>>> talento). Além disso, tem uma canção que combina bem com o seu timbre de voz e ela dá um show em palco. Pode ser que sim.





6. ROMÉNIA, Paula Seling e Oli, "Playing With Fire" (B/B+)

Conseguem ver o que a Lady Gaga faz de melhor? Peguem nas melhores canções electrónicas e juntem-lhe uma sonoridade que só pode vir de Leste e duas vozes que, apesar de não serem um portento, combinam bem e soam bem e temos este "Playing With Fire". Da primeira vez que a ouvi, dei-lhe C+. Tem vindo a aumentar com múltiplas audições. Porque a música é tão fora daquilo que habitualmente se vê em concurso, eu quero que ganhe. E aparentemente também há muita gente a pensar o mesmo que eu. O problema é que quem viu a meia-final viu uma coisa diferente de quem viu o vídeo-clip da canção: é que a performance deles, sem a electrónica, perde muito em qualidade. Vou fazer uma excepção e colocar cá os dois vídeos. Vejam e comparem. Que diferença!







5. GEÓRGIA, Sofia Nizharadze, "Shine" (B/B+)

Depois das duas semi-finais, as casas de apostas passaram a tê-la em grande consideração, de modo a que já é a terceira maior aposta. É uma balada, mas que ela consegue aproveitar e dar-lhe um toque pessoal, de modo a que pareça uma balada intimista que nos faz sentir bem. O mais possível que se possa parecer com uma balada de Céline Dion.





4. ISRAEL, Harel Skaah, "Milim" (B+)

Aposto que quase ninguém me apoia nesta escolha mas eu realmente acho que esta é uma grande música. Está bem que é mais uma das muitas baladas que estão em competição, mas esta tem qualquer coisa de diferente. O que me choca, porque quando vi os primeiros segundos e vi a cara de menino lindo eu pensei logo, «Oh vamos ter aqui outro Dima Bilan». Mas não. A música é arrepiante. Lembra-me a da Estónia o ano passado. Melancólica, depressiva, triste, mas no entanto não consigo deixar de a ouvir. Tanta emoção posta na voz. Também é uma das grandes apostas para vencedor.





3. NORUEGA, Didrik Solli-Tangen, "My Heart Is Yours" (B+)

Como é que a Noruega conseguiu a proeza de ter uma música melhor que a que lhe valeu a vitória no ano transacto? Não sei (mas não resultou anteriormente: ver Sérvia em 2006). Mais uma balada, contudo, não é? Não me parece que com esta conjugação de factores vá longe mas ainda assim eu considero-a uma excelente música. Josh Groban ficaria orgulhoso.





2. AZERBAIJÃO, Safura, "Drip Drop" (B+)

Depois da interpretação de ontem, já ninguém tem dúvidas em afirmar que o título é dela para perder. Toda a gente ficou louco, tanto com a música, como com a cantora, como com a apresentação em palco. Será que vamos ter Eurovisão de madrugada para o ano?





1. BÉLGICA, Tom Dice, "Me and My Guitar" (A-)

Se houver justiça no concurso, é Bruxelas que vai receber o Eurovision Song Contest para o ano. Este Tom Dice, vencedor do X-Factor em 2000, mais a sua guitarra, são um sucesso. É que a canção dele, além de ser prazenteira e de nos fazer sentir bem, é das poucas de cá que imagino a ter sucesso internacionalmente, porque parece um êxito de rádio. É uma música bonita e que expressa bem o que lhe vai na alma.





Para concluir então:

Quem deveria ganhar: BELGIUM/Bélgica
Quem acho que vai ganhar: AZERBAIJAN/Azerbaijão
Posição de Portugal: 14º
Posição de Portugal no concurso: 16º

E peço-vos ainda que vejam o Eurovision Song Contest Oslo'2010 e acompanhem a prestação da Filipa Azevedo. Ela merece.

Música Perdida... No Cinema - Especial Óscares


Engraçado a Sara voltar ao blog com Música Perdida, à qual eu volto também (antes de continuar com a minha nova rubrica, Séries - Finais de Temporada, à qual devo adicionar nova página: Gossip Girl/House M.D.). Tenho ainda que encerrar a minha série de Músicas Perdidas no Cinema de 2009/10 e terminar com os Prémios Cinema e TV. Muitas promessas, como de costume.

Voltando ao tema... Esta é uma rubrica de «Música Perdida... No Cinema» especial. É a versão Oscarizada. Porque decidi, como fiz para os actores e actrizes e filmes, fazer o meu top da década. Organizar, portanto, as músicas que venceram Melhor Música Original nos últimos 10 anos.


Pergunto: quantos de vocês se lembram de quais as músicas que ganharam o Óscar? Deram-me brancas ontem a pensar nisto. Consigo dizer obviamente as dos últimos 3 anos. Para o ano de 2006 já tive que fazer muito brain-storming para lá chegar. Para trás só a de 2003 é que era evidente, fruto dos 11 Óscares que o favorito da noite tinha ganho. E a de 2002, que é uma das minhas favoritas de sempre a ganhar o Óscar. Será, como ainda há uns tempos li, se não erro no Stale Popcorn, a melhor decisão dos últimos anos da Academia.

Mas vamos por ordem... (mais uma vez, clipes via YouTube)

10. "It's Hard Out Here for a Pimp", Hustle & Flow, 2005

Ganhou a "In The Deep" de Crash, bem melhor, e a "Travelling Thru", escrita pela senhora Dolly Parton, que deu uma performance nada abaixo de grandiosa no palco dos Óscares, para Transamerica. Foi uma das piores decisões da Academia nesse ano, quase a par com a de Crash para Melhor Filme (eu sei, o rancor a isso há-de passar...) Só em 2005 e no famigerado ano de 2008 é que tivemos, esta década, três nomeados apenas. Este é um rap muito rasca sobre a vida dura de um chulo. Em 2008 também ganhou uma ridícula cançoneta indiana. Quando penso que em 2002 conseguem tomar tão brilhante decisão e três e seis anos mais tarde apostarem nisto? Credo.






9. "If I Didn't Have You", Monsters Inc., 2001

Primeiro que tudo, há que dizer que esta é a única música Disney a ganhar o prémio esta década. A seguir, há a dizer que esta é das piores músicas da Disney, não só desta década, mas de sempre. E ganhou num ano em que a Academia preferiu "proibir" a nomeação de "Come What May" de Moulin Rouge!, que ganharia a categoria facilmente. Ainda assim, esta canção ganhar a "May It Be", a música que os Enya compuseram para a primeira parte de Lord of the Rings? Enfim. Canção típica de filme de animação, muito foleira, muito simplista, composta pelo mais que musicalmente previsível Randy Newman.






8. "Al Otro Lado Del Rio", Diarios de Motocicleta (The Motorcycle Diaries), 2004

Depois de em 2002 terem feito uma decisão inteligente, vieram anos negros para a Academia. Em 2003 caíram como patinhos e deram o Óscar ao largamente favorito Lord of The Rings: The Return of the King, com muito melhores músicas em competição. E em 2004 voltaram a cair no mesmo erro. Está bem que os cinco nomeados eram fracos mas a verdade é que esta "Al Otro Lado Del Rio" é por demais parada e repetitiva, além de em nada contribuir para o filme, pois passa nos créditos. Parece uma canção feita a papel químico para ser nomeada. O filme tem inclusive outras canções que mereciam mais a vitória, não percebo esta necessidade da Academia votar sempre nas músicas dos créditos. Neste ano, DE LONGE, devia ter ganho a música do filme francês que ninguém (provavelmente) deve ter visto, Les Choristes, "Voir sur ton chemin", composta por Bruno Coulais (que esta ano compôs a estupendamente arrepiante banda sonora de Coraline).






7. "Jai-Ho", Slumdog Millionaire, 2008

Quem me conhece sabe bem o ódio proclamado que tenho contra este filme e esta música. E vou precisar de mais algum tempo para me passar toda a irritação que ele me traz. É que se não tivesse recebido a atenção que recebeu, mais os 8 Óscares que ganhou, eu teria o filme em mínima boa conta. Agora, premiar a mediocridade comigo não dá. E um dos Óscares que esse filme indiano sobre um pobrezinho que ganha, com toda a sua experiência de vida, o Quem Quer Ser Milionário ganhou é precisamente este de Melhor Música Original. Jai-Ho, que entretanto chegou à Billboard Top50 pela mão das Pussycat Dolls, que fizeram a sua "adaptação", ganhou o Óscar à muitíssimo superior "Down To Earth" que Peter Gabriel compôs para o supremo Wall-E e a "O'Saya", também de Slumdog. Eu quero agora fazer uma pausa para vos relembrar que tenho apagado a cerimónia de 2008/2009 dos Óscares da minha memória, tal a quantidade de erros que cometeu a Academia nesse ano (The Dark Knight, Wall-E, Rachel Getting Married... E muito mais!) mas não posso deixar de frisar o ridículo que lhes ficou "The Wrestler", música final e emocionalmente profunda de The Wrestler de Darren Aronofsky e Mickey Rourke. Não consigo encontrar razão para não ter ganho, quanto mais para não ter sido sequer nomeada. Como eu apaguei a minha memória desse ano, também a Academia fez uma lavagem cerebral, Bollywood-style, à deles.






6. "Into The West", Lord of the Rings: Return of the King, 2003

Depois de ter acertado em cheio no ano antes, em 2003 a Academia voltou a cair no erro de tender para um grande favorito quando é garantido que vai limpar a cerimónia (tal como Titanic em 1997 ou Slumdog em 2008). E eu até sou um dos defensores desta música - eu gosto dela - mas comparada com a música "Belleville Rendez-Vous" de The Triplets of Belleville? Nem por sombras. É uma boa música que acompanha bem o tom do filme de Peter Jackson e a voz de Annie Lennox ajuda a dar o "toque de Midas" na composição da música mas a verdade é que não era a melhor música desse ano. Dito isto, eu gosto da música. Admito que seja algo foleira e inspiracional e não é nada que não se tenha visto mas pronto.






5. "Things Have Changed", Wonderboys, 2000

Antes de mais eu tenho que falar que possuo grande admiração por Bob Dylan. E só isto explica a posição da música neste top. É o Bob Dylan! E nunca tinha ganho um Óscar! E a música é tudo aquilo que a música de Bob Dylan representa. Não é a melhor música desse ano - quando eu me lembro da excelente banda sonora de Dancer in the Dark... - pois essa seria "I've Seen It All", uma performance ao mesmo tempo assustadora e brilhante de Björk para o filme de Lars von Trier. Ou até mesmo "A Love Before Time" de Crouching Tiger, Hidden Dragon de Ang Lee. Mas é uma excelente música mesmo assim. E pessoal, é Bob Dylan! Tudo é perdoado!






4. "The Weary Kind", Crazy Heart, 2009

O vencedor deste ano é a canção western composta por T-Bone Burnett e Ryan Bingham e é, de longe, o mais forte dos cinco nomeados da Academia, por entre duas músicas medíocres no máximo de Randy Newman para a Disney, uma música desconhecida de um filme francês que ninguém viu e a melhor das 2 músicas de Nine a concurso, Take It All. Contudo, isso não lhe dá o direito de vencer. Não quando esta música surge num ano em que temos tão grandes músicas como "Smoke Without Fire" de Duffy para An Education (também desse filme "You've Got Me Wrapped"), "Help Yourself" de Up in the Air e acima de tudo "Wake-Up Song" e "All is Love" de Karen-O para Where The Wild Things Are. É que estas cinco que eu acabei de mencionar eram todas mil vezes melhores que os nomeados que ali estão, tirando o eventual vencedor. Enfim. Não obstante tudo isto, "The Weary Kind" é uma música brilhante, que nos fala de belas formas e que expressa a alma que vai no filme. E Ryan Bingham/Jeff Bridges/Colin Farell formam de facto um grande trio. E esta canção, apesar de me fazer pensar sempre em coisas tristes, também me alegra o coração.






3. "I Need to Wake Up", An Inconvenient Truth, 2006

Esta canção teve, desde o dia em que saíram os nomeados, um apoio efervescente. Tudo porque estava em combate directo com dois nemesis, por assim dizer, da Academia nos tempos recentes: os musicais e os filmes animados (isto também ajudou o vencedor de 2007). Além disto, era uma música num documentário mais-que-célebre que contava com o antigo vice-presidente e inglório perdedor (e infame, devido às dúvidas que se impõem naquelas eleições) das Presidenciais para George W. Bush, Al Gore. Um documentário com um assunto actual e importante. Um documentário que nos mandava mudar. E ainda por cima era uma música cantada por uma lenda musical, Melissa Etheridge. Por isso, como é que algum dia iria perder? Lá teve Beyoncé que se contentar em ter feito um filme de relativo sucesso pois não seria naquele ano que ela ia levar a estatueta para casa. Por muito que ela tenha tentado (eu ainda me lembro da monstruosa intepretação de Beyoncé em palco nos Óscares desse ano)...






2. "Falling Slowly", Once, 2007

Apesar de muita crítica que já ouvi desta música (a maioria da qual eu acho que não tem fundamento e portanto é bastante injusta), ela não deixa de ser fantástica aos meus ouvidos. Esta história de amor intemporal não podia ter melhor complemento que esta melodia melancólica que Glen Hansard e Marketa Iglova compuseram para este seu filme. E a verdade é que, volvidos três anos, a música continua-me tão fresca na memória como da primeira vez que vi o filme. Um filme que, não fosse esta vitória, passaria quase esquecido no meio da enormidão de qualidade que foram os filmes deste ano, da qual Once faz obviamente - e merecidamente - parte. Além de que este não é o único tema do filme que podia ser considerado para nomeação... E choca-me enormemente que a Academia não tenha caído no erro de premiar uma das músicas de Enchanted (que tinha, de facto, músicas óptimas também) ou de premiar a música soul de August Rush (que também poderia ter ganho, é um facto, e é uma bela música) e que tenha acertado na escolha.






1. "Lose Yourself", 8 Mile, 2002



Uma música de génio. É o que se pode dizer desta incrível obra-prima (definitivamente o topo da carreira de Eminem) do "white rapper" que subiu a pique à fama depois de uma infância e uma adolescência dificílimas. Até surpreende a decisão da Academia, que nunca sabe o que é de facto brilhantismo, que raramente sabe reconhecer o que é bom, o que é excelência, o que é uma música que acompanha, que eleva e que dá outro nível a um filme, sem no entanto nunca parecer destoar dele. São poucas as músicas que o fazem e esta é uma delas. Além disso, tornou-se um hit mundial, passível de ser ouvido cem vezes ao dia e não cansar nenhuma vez. Além da extraordinária sonoridade, a sensibilidade das palavras e a raiva crua na letra da música fazem deste tema um hino aos sonhos, um eco vindo do vazio, da escuridão, para trazer luz à vida.






E qual é a vossa música preferida dos vencedores desta década?


P.S. Relembrar que amanhã a vencedora do Família Superstar e do Festival da Canção, Filipa Azevedo, luta na final da Eurovisão'2010 por uma boa classificação portuguesa. Podem ouvir a música aqui.

Música Perdida

Bem.. isto anda deserto de post do Jorge (quando voltar.. suponho que vá encher isto com milhentas coisas de TV e cinema ahah).. E as crónicas semanais do Pedro vão crescendo.. e crescendo..

No meio disto tudo, eu continuo a explorar o novo albúm do Mind da Gap, e não consegui evitar trazer cá uma outra música do mesmo..
Desta vez.. Sintonia.. Uma música que nos fala.. de uma relação.. (andaram muito sentimentais neste  5ºcd.. ou então sou eu que só vejo disso ahah)..
Bem.. voltando à música, e como não encontrei, a letra na net, devo dizer-vos que se tentarem substituir as referências à música, com as 50 mil profissões que vos colocam este problema.. vão sentir-se provavelmente incluídos..
Talvez seja uma preocupação futura de alguns de vocês.. ou actual.. também pode nem vos passar pela cabeça.. mas.. cá fica a música..
[E vou tentar colocar a letra decentemente ;)]
*





















Pode ser difícil mas é tão bom
Quando se consegue afinar num tom
Quando tudo rola sabe tão bem
Quando tás em sintonia com alguém.

Sei como é difícil compartilhar a vida
Com alguém que não quer compartimentar a sua
Eu não quero desmantelar a tua
Entende, que só posso acreditar na minha
Fé que é mesmo esta a minha missão
Peço-te um sacrifício e a total absolvição
De pecados cometidos para com esta união
Talvez sejam alguns, mas juro, nunca a traição
É complicado manter na relação um estado
De equilíbrio estabilizado porque quando crio estou fechado
Em mim próprio, quando gravo no estúdio enclausurado
E quando toco vou para fora só me vês um dia passado
E chego vazio física e psicologicamente
Dou tudo no palco, não consigo ser diferente
Chego cansado de ver e falar com tanta gente
Sou bicho do buraco, sabes o que o teu homem sente.

Pode ser difícil mas é tão bom
Quando se consegue afinar num tom
Quando tudo rola sabe tão bem
Quando tás em sintonia com alguém.

É verdade o que me dizes, tenho uma existência dupla
Entre ti e a música, mas, ouve, tu é que és a musa
Apaixonei-me há muito tempo por esta arte
Mas praticá-la não seria o mesmo sem ti aí para apreciar-me
Sinceramente, eu próprio não sei se aturaria
Alguém com a minha sina, não sei se aguentaria
Sei bem quem escolhi, sei bem como és especial
Quanto a mim, fui eu o escolhido pela vida musical
Pois é já sei outra vez a mesma história
Tu chegas eu saio às vezes é um problema
Quando o tempo que temos nunca chega
Mas aquilo que partilhamos é tão bom que compensa
Tudo faço pelo teu sorriso
Não quero só vê-lo por acaso
Quero que saibas que sempre que digo
Que continuo do teu lado é porque o sinto
Assim mesmo e sou sincero!
Foi difícil chegar até este entendimento
Tivemos mais do que uma fase complicada
Porque quando precisas de mim por casa
Ando pela estrada ou a trabalhar uma música
No estúdio e no ensaio a noite toda!
Ainda bem que me aceitas desta forma
E ainda bem que te tenho nesta jornada

Pode ser difícil mas é tão bom
Quando se consegue afinar num tom
Quando tudo rola sabe tão bem
Quando tás em sintonia com alguém.

E o contrário também acontece sem dúvida
Quando a tua vida profissional te mantém ocupada
És alguém que em qualquer momento tudo ultrapassaria
Gostaria da tua companhia durante o dia
E sei que é possível, ainda mais agradável
Um futuro estável mas com um razoável
Número de novos desafios pela frente claro
Com a pessoa correspondente, eu junto!

Pode ser difícil mas é tão bom
Quando se consegue afinar num tom
Quando tudo rola sabe tão bem
Quando tás em sintonia com alguém.

sábado, 22 de maio de 2010

Música Perdida

Pois é, perdida andou a música neste blog..
Tirou as suas férias.. no entanto, hoje está de volta..

A essência é o novo álbum dos Mind da Gap..
Aquela banda que provavelmente muita gente da nossa geração ouviu quando estava no 8º ano..
Mas.. e digam o que disserem, há bandas que deixam de ser aquelas que se enquadram no nosso estilo, mas que não deixamos de ouvir ao longo dos tempos..
E o álbum é novo, mas parece-me que me vou voltar a viciar nestes tempos.. mais uma aventura na nostalgia do passado..
Pois bem, aqui deixo a música e a respectiva letra..
Noutros tempos já aqui os trouxe.. a analise é vossa.. ;)
Mas podem perguntar-se.. Jorge Palma, David Fonseca, Mind da Gap? Onde está a relação? :p





















 

Para alívio imediato deste curso planetário
É preciso uma dose rápida a nível diário
E eminente, num universo constantemente
Em expansão, não é uma fase dependente - esta!
Condição crónica que a ciência não explica
A consciência tanto complica
Mistifica, mas qual é o problema
A lógica de quem te comunica envergonha?
É verdade, mas purifica qualquer alma
Modifica a forma de como levar a vida
Fraco forte se faz com força adquirida
Aprisionado livre se vê nesta saída
A razão para tudo numa equação
A explicação da civilização
O mundo equilibra sempre esta relação
Quando no amor procura a solução!

Refrão:
É incondicional e é tudo que existe
É tudo o que conheces e o que nunca viste
Como um bálsamo pró' espírito, é regenerável
Se estou triste bebo da fonte infindável
E todas as moléculas do meu corpo vibram
Todas as células do meu ser gritam
De prazer infinito, e é amor que eu sinto
Vês no meu sorriso quando canto, quando crio

A única fonte de energia inesgotável no mundo
Que bom este seria, se fôssemos todos ao fundo
Extraí-la e usá-la no dia-a-dia
Gastá-la sem avareza, medo ou economia
Sem poupança, com extrema segurança
Esta patrocina a confiança e bem-aventurança
Na dança da vida, o par ideal em cada passo
Numa sinfonia inspirada, é sintonia no espaço
Numa poesia transpirada, é o ritmo no tempo
Ao mesmo tempo, objectivo, veículo e instrumento
Da tua fé, consciência e existência a forma
Mais sublime de descrever a sobrevivência
De todo o ser neste cosmos, animado, ou não
Que exista por si e pela sua inspiração
Falo do amor, claro, dedico este hino
À possibilidade que temos em nós de ser algo divino

Refrão:
É incondicional e é tudo que existe
É tudo o que conheces e o que nunca viste
Como um bálsamo pró' espírito, é regenerável
Se estou triste bebo da fonte infindável
E todas as moléculas do meu corpo vibram
Todas as células do meu ser gritam
De prazer infinito, e é amor que eu sinto
Vês no meu sorriso quando canto, quando crio

Ele envolve-me e revolve-me
Emocionalmente ele comove-me
Percorre-me guturalmente e move-me
É o combustível da vida, e o preço nunca sobe
Ele transforma-se, mas nunca morre
É inquantificável, é gigante é enorme
Não fiques parado à espera dele vai corre
Nada é comparável a este sentimento nobre
O meu coração bate, bate e não é levemente
Quase rompe o peito comum cometa incandescente
Genuíno e puro, maravilhoso quando é mútuo
Cultivado e colhido como um fruto maduro
Nutrido e partilhado, sonhado em conjunto
Realidade invisível, construída ao segundo
Eternamente no fundo é o nosso estado natural
Sem medo, o Amor é livre, ah e essencial

Refrão: (x2)
É incondicional e é tudo que existe
É tudo o que conheces e o que nunca viste
Como um bálsamo pró' espírito, é regenerável
Se estou triste bebo da fonte infindável
E todas as moléculas do meu corpo vibram
Todas as células do meu ser gritam
De prazer infinito, e é amor que eu sinto
Vês no meu sorriso quando canto, quando crio


[O Amor é livre e Essencial ... mas também pode fazer mal]

domingo, 2 de maio de 2010

Muito bom!

Tenho andado com isto há uns meses já e decidi que era tempo de partilhar. Sei que pode parecer idiotice, mas é na minha opinião um excelente trabalho.


Manifesto - Glee!

Venho aqui falar-vos da série revelação do ano. Aliás, isto não só é uma reflexão, uma crítica, é também um sincero manifesto de apoio incondicional a uma das melhores séries de televisão de sempre, por muito 'queer' que possa ser (que é, eu admito, mas não é por isso que deixo de não adorar a série), por muitas falhas que possa ter, é uma série que eleva o que todos temos de bom, que nos ensina que todos somos iguais, todos temos qualidades e defeitos, todos temos um dom, todos temos que aproveitar a vida. Tal como a série se auto-define, «the comedy for the underdog in all of us».

Além disso, tem números musicais plenos de magia e interpretações dignas de autênticas lendas musicais, um elenco magnífico, unido, coeso, que se nota que se diverte em cada cena, actuações excepcionais (em particular de Lea Michele, Matthew Morrison, Jayma Mays e Jane Lynch, todos com reais possibilidades de serem nomeados e vencerem prémios no futuro próximo), cenas de intensa profundidade emocional bem misturadas com gloriosos momentos comédicos e lições para toda a vida.

Vai ainda na sua primeira temporada mas já conquistou milhões de fãs. Foi das séries que mais cedo chegou a Portugal - demorou 3 meses até que a Fox Life começasse a transmitir a série e agora a TVI também a passou a transmitir aos sábados à tarde.

Falo, claro, de GLEE. Depois de todos estes argumentos a favor da série, pouco mais há a dizer. Ok, lembrei-me agora de um dos argumentos mais importantes. A série tem o condão de não só dar poder dramático a algumas músicas que não o têm (seja pela cena, seja pela interpretação, seja pelo que devemos tirar da sua aplicação no episódio) como as suas versões das músicas são, muitas vezes, bem melhores.

Não acham que há que dar os parabéns a uma série que transforme músicas triviais e muitas vezes banais como Keep Holding On, Rehab, Mercy, Take a Bow, Bust Your Window, No Air, My Life Would Suck Without You, Smile em verdadeiros hits, que pegue em clássicos como Vogue, Like a Prayer, Hello Goodbye, On My Own, Taking Chances, Don't Rain on My Parade, Don't Stop Believing, Somebody To Love, True Colors, You Can't Always Get What You Want, Imagine ou Jump e os recrie de forma muito original, que pegue em músicas esquecidas como Hello, Alone, Sweet Caroline, Endless Love e nos faça recordar tempos passados, que crie mash-ups tão imaginativos, juntando It's My Life com Confessions Part II, Halo com Walking on Sunshine, ou até Young Girl e Don't Stand So Close To Me?


Por tudo isto, não vejo como é que quem já via a série não a vai amar mais e quem não a via não a passe a ver. É que tem mesmo que ser. ESTOU-VOS A MANDAR VER A SÉRIE, SIM! Aproveitem agora que só ainda vai na primeira temporada.


Ficam aqui algumas músicas a título de amostra (via YouTube, como é óbvio):





Música Perdida

Já vos trouxe 8 das minhas 10 músicas pré-seleccionadas para nomeados para Melhor Canção do Ano, desde "Somebody Else", "The Weary Kind", "Smoke Without Fire", "Help Yourself" até "Down in New Orleans", entre outras.

Hoje, contudo, não vou pegar nelas (hei-de voltar a elas ainda este mês, espero eu). Vou pegar noutra música, uma música que tem andado, inexplicavelmente, na minha cabeça. Muitas vezes. E a culpa é de Glee. É uma música icónica, de um dos maiores cantores de sempre, mas que não é, nem de perto nem de longe, um dos meus favoritos.



Que dizer da canção? "Hello" é a mais bela declaração de amor, retrata toda a multiplicidade de emoções que passam pela nossa cabeça no momento em que nos declaramos, toda a vulnerabilidade de dizer, bem alto, que amamos uma pessoa, a ténue linha a que nos agarramos antes de saber a resposta. E se a resposta é sim, a efusiva celebração do encontro do amor de duas pessoas. Tudo isto temos aqui reunido neste excelente dueto de Lea Michele e Jonathan Groff (Rachel Berry e Jessie St. James), numa cena daquelas que Glee sabe fazer melhor, com a dose certa de ironia e profundidade emocional, uma excelente introdução do personagem de Groff. Além das duas excelentes vozes, é notável a grande química que ambos têm, provavelmente já virá do seu tempo juntos na Broadway.

Enfim. Esta música... Para mim, melhor que o original de Lionel Ritchie. Mas isso já não é novidade. Esta não é a primeira música que Glee torna melhor.

terça-feira, 20 de abril de 2010

David Fonseca no Coliseu do Porto

Pois bem, como um concerto por ano parece não chegar.. ;)

Aconselho vivamente a visualização do vídeo!

Certamente há mais por aí.. Mas de qualquer das formas, seguindo a linha de divulgação do último álbum, o David não desiludiu quem já tinha assistido a algo da digressão..
Certamente que foram algumas as coisas semelhantes, mas outras houve que não passavam pela cabeça de ninguém :)
De uns súbitos desaparecimentos "Onde está o David?!", aos seus convidados especiais.. Um autêntico DJ a animar a noite.. Não faltavam as bolas, e os papeis, e o sinistro material "pirotécnico".



*

quinta-feira, 18 de março de 2010

Música Perdida... No cinema


Novamente eu de volta, com mais um dos meus potenciais candidatos a Melhor Canção do ano (nomeados e vencedores dos meus prémios cinema/TV a anunciar hoje e amanhã, respectivamente).

Bem, como hoje tenho um pouco de tempo livre em mãos, vou tentar despachar algumas coisinhas que eu tenho querido fazer há já algum tempo. Já estou a ir off-topic portanto concentremo-nos.


Relembrando até ao momento as músicas que já vos trouxe...





Faltam 3 músicas. Pois bem, a música que hoje vos trago faz parte da banda sonora de Crazy Heart, tal como "The Weary Kind". Essa música é "Somebody Else" e é das músicas mais bonitas da bastante interessante banda sonora do filme que deu o Óscar a Jeff Bridges. É uma música diferente de "The Weary Kind" pois esta é uma música mais rápida, mais apta para se dançar, mas de qualquer forma com um toque country muito engraçado.


Não consigo, desta vez, deixar a letra da música, porque não a encontro em lado nenhum (se encontrarem, avisem), assim sendo deixo-vos com a minha pequena reflexão e com a canção (via YouTube):








Gosto imenso do primeiro verso da canção, «I used to be somebody / But now I am somebody else». Este verso fala bem mais do actor, Jeff Bridges, que da sua personagem, Bad Blake. Bad Blake é um alcóolico, é um derrotado pela vida, é uma antiga estrela country na rota descendente da carreira. Só o cantar lhe alivia a dor na alma que de facto sente. Por isso é que ele diz que antigamente foi uma pessoa muito diferente da que é hoje. O que, de facto, não é mau. Muitos erros depois, ele aprendeu com a vida. E por isso é, hoje, uma pessoa diferente. Quem também é sempre uma pessoa diferente é o actor que encarna a personagem, Jeff Bridges. Nunca vi ninguém tão camaleónico nos seus papéis. Ele não só os interpreta, ele vive-os. E, ao fazê-lo, deixa-nos com interpretações inesquecíveis. Basta relembrar as suas últimas interpretações a sério: The Contender, The Door in the Floor, The Big Lebowski, Crazy Heart. São quatro homens totalmente diferentes, cada um com as suas peculiaridades e com feitios tão distintos, mas de certa forma Bridges consegue torná-los familiares a todos nós, tudo fruto do seu imenso talento. E é assim, meus caros, que um actor consegue algo que ninguém lhe pode tirar: a sua imortalidade.


sábado, 13 de março de 2010

Música Perdida... No cinema

Continuando a mostrar a minha 'shortlist' de nomeados para Melhor Canção, trago-vos agora uma música de um dos filmes do ano, AN EDUCATION. Interpretada pela cantora internacionalmente conhecida Duffy, que tem o timbre de voz completamente adequado ao estilo da música, foi uma das músicas submetidas para aprovação da Academia mas não foi seleccionada. Com muita pena minha, pois é das melhores que o ano teve para nos oferecer.





«Smoke Without Fire» - DUFFY ("An Education")

If I'd known you were cheating me,
I would have saved myself and set you free.
If I learned you weren't the loving kind,
I would have saved some peace of mind.

My friends told me you would break my heart,
And never last, we would surely part.

There's no smoke without fire,
Baby, baby you're a liar.

People talk in this little town,
Rumours keep spreading all around.
And now word has it you've been foolin' me,
I'm so blind that I cannot see.

My friends told me never to believe in you,
You never loved me you were never true.

There's no smoke without fire,
Baby, baby you're a liar.

No there's no smoke without fire.
Baby, baby you're a liar.
You're a liar
You're a liar
You're a liar
Baby you're a liar.

There's no light without a flame,
There's no use in having you to blame.

No
There's no smoke without fire.
Baby, baby you're a liar.
You're a liar...


Acho que a mensagem da canção é clara. É uma espécie de expiação, uma espécie de desabafo ao ex-amante dela, uma tentativa de ultrapassar o que ele lhe fez. "There's no smoke without fire", o verso fulcral da canção, resume tudo: Não há fumo sem fogo, diz ela bem, coisa que na maioria das vezes é verdade. Quando desconfiamos do nosso mais-que-tudo, é porque naturalmente há razão a desconfiar. E é o que ela depois explica nos restantes versos. Conta-lhe que ninguém apostava no seu relacionamento, que ela não queria ver o que se estava a passar e que se andava a iludir. E, de facto... Não havia fumo sem fogo. Ele era mesmo um mentiroso.

segunda-feira, 8 de março de 2010

David Fonseca - os comentários ;)

Bem, agora que a noite dos Óscares já se foi.. vou eu voltar a falar do belo do concerto do David Fonseca em Oliveira de Azeméis..

Genial! Vimos uma apresentação de um novo álbum que muito pouca gente dominava - daí talvez a pouca participação pedida ao público, onde encontrávamos gentes de todas as idades..
A promessa de voltar a Azeméis ficou feita, numa próxima oportunidade..

Deixo aqui alguns dos momentos mais emblemáticos do concerto, que começou com uma chamada telefónica com "I want to break free", passando por "Time after time" ou "The roof is on fire" e "I just can't get enough"..

Do novo álbum correram-se quase todas as músicas, excepção feita para Little Things II..
Dos mais antigos êxitos passamos por silence 4 e humanos.. Someone that cannot love.. the 80's.. kiss me.. Superstars II.. Silent Void.. Who are you..

Num registo diferente duma Queima das Fitas.. Numa sala em que "ouço tudo o que vocês dizem, parece que estou na sala de minha casa" e num sítio mais gelado que o Alasca.. ;)

Ouvimos David a contar como seria o seu dia como Oliveirense..


Ouvimos uma de 80's bastante agitada..


E, finalmente, uma Stop 4 a minute com uma grande viagem pelo público..


Bem, acho que o registo fica feito, não havendo muito mais a acrescentar pralém disto.. Veremo-nos no Coliseu? ;)
*

domingo, 7 de março de 2010

Música Perdida... No cinema

Continuando a minha rubrica de Música Perdida com os meus nomeados do ano para Melhor Canção, hoje trago a música que mais representa, para mim, o roubo egrégio que houve este ano na categoria de Melhor Banda Sonora.

Primeiro, a música:




Depois, a pergunta:

Como é possível "Where The Wild Things Are" não estar nomeado para Melhor Banda Sonora? A sério, alguém que me diga! Esta música é brilhante, poucas melodias ouvi este ano em filmes que se comparem com esta. E o trailer do filme é tão potente por causa desta melodia. A sério, às vezes não percebo. Vejamos os nomeados...

  • "Avatar", James Horner
  • "The Fantastic Mr. Fox", Alexandre Desplat
  • "The Hurt Locker", Marco Beltrami e Buck Sanders
  • "Sherlock Holmes", Hans Zimmer
  • "Up", Michael Giacchino





Eu entendo por que razão estão os cinco nomeados. Mas dos cinco, só três me parecem merecer por inteiro a nomeação: Zimmer por "Sherlock Holmes", Sanders e Beltrami por "The Hurt Locker" e Giacchino por "Up". A banda sonora de Horner para "Avatar" é tecnicamente competente mas quase nada diferente do estilo de acção que os filmes do género usem e pronto, vou admitir, eu adoro a banda sonora de Desplat para "Fantastic Mr. Fox" e considero seriamente que devia ser nomeada mas também acho que não é superior à de Karen'O para "Where The Wild Things Are". Muito honestamente, o combo de Chéri + Fox + Chanel + A Prophet + Julie & Julia obriga-me a colocar Desplat nessa lista, porque são cinco excelentes bandas sonoras e todas com sonoridades diferentes, que é o que eu acho fantástico. Se bem que retirar Horner pareça loucura, é o que faz mais sentido. E assim abre-se um lugar. E entre "A Single Man", "Bright Star", "The Informant!" e "Where The Wild Things Are"... Eu vou com a última. Porque se destaca das demais.

sexta-feira, 5 de março de 2010

David Fonseca em Oliveira de Azeméis





Eu sei que a Sara já falou sobre isso, mas não posso deixar de o frisar: pessoal, amanhã é estar em peso no antigo Cine-Teatro Caracas para ver e ouvir David Fonseca, que está em digressão (Between Waves Tour) para promover o seu disco novo.



E já agora, agradecia que respondessem no Twitter ao senhor que ele bem merece. E que enchessem amanhã o Caracas, pois o grande artista, ex-Silence 4 (parece que já foi há séculos que ele deixou a banda) e colaborador no projecto Humanos, que nos tem vindo a trazer consistentemente das melhores músicas portuguesas da última década ("Borrow"; "To Give"; "A (Very) Little Respect"; "Adeus, não afastes os teus olhos dos meus"; "Kiss me, oh kiss me"; "Someone that cannot love"; "The 80s"; "Superstars"; "Our hearts will beat as one"; "A Cry 4 Love" - editou quatro discos a solo, Sing Me Something New (2003), Our Hearts Will Beat As One (2005), Dreams in Colour (2007) e Between Waves (2009)), deve ter casa cheia para o apadrinhar na sua estreia em Oliveira de Azeméis.





Deixo-vos aqui com a que ainda é, para mim, uma das melhores músicas do artista.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Música Perdida

Bem.. deixando parcialmente os meus desabafos demoníacos, de acordo com a classificação do sr. Jorge..
Regresso à crónica da música perdida.. e não, desta vez, não trago Palma..
Os demónios interiores ainda cá estão.. e portanto hoje, devo precisar de parar por um minuto ;)



Morning Tide é uma das músicas que integra o novo trabalho de David Fonseca, de que já aqui falamos..
Espero que conste do alinhamento do concerto do próximo sábado..
Não vou comentar a letra.. se não isto passaria a ser outro desabafo demoníaco, mas aconselho vivamente a que ouçam a música ;)
Não sei se é a minha preferida do novo trabalho, mas é seguramente uma das ;)
*

I live in dreams, I live in sorrow
Can’t see the light that I should follow
I look deranged, they call me strange, whatever that is, well I don’t mind
In another time, another place, yeah I was such a different kind

And then she said, “Why don’t you call her?”
She wrote a name, she wrote a number
I wanted to feel whatever they feel, I wanted to see the/those lightning strikes
Under the rain, up on the hill, knocked on her door, looked in her eyes

She said
“I see you baby but i don’t understand
Who wrote that number on the back of your hand
I wanna help you but I can’t play along
Cus all I wanna do to you is wrong, is wrong”
We stole a car and drove it into the night
Her skin reflecting all those big neon lights
She kissed me gently and my body went numb
I woke up on the shore with a mouth full of sand
the tide was rising and kept pulling me in
Now will I ever get to see her again
Her name, her face, I just can’t remember

how many times you heard “it’s over”
and then you go and find another
Another who pleads, another who gives, until it drives you out of your mind
You’re tired to be the one that breaks, the one that hurts, that different kind