domingo, 7 de março de 2010

2009 em cinema... (Melhores Cenas)

It's OSCAR WEEKEND!


Havia tantas cenas para colocar que me vi resignado a escolher só 20 (de vez em quando tenho que ter auto-controlo, senão os meus posts ainda ficam maiores do que o habitual - que já é grande o suficiente!). Um excelente vídeo que resume bem os filmes todos de 2009 é este que aqui vos deixo...





2009 foi um ano atípico. Nada de grandes sequelas, de franchises, de filmes de super-heróis (só Watchmen e isso ainda na ressaca de 2008), muitas comédias (poucas românticas até), os biopics ficaram (quase) fora-de-moda (só The Last Station, The Blind Side, Invictus e Julie & Julia), gozou-se com a II Guerra Mundial (Inglorious Basterds), contaram-se histórias de não-amor (A Single Man, (500) Days of Summer, Up in the Air), atingiram-se novos níveis tecnológicos de se fazer cinema (District 9, Avatar, Star Trek), tivemos um enorme ano de animação (que eu acho que nunca mais se vai repetir) e... muito mais.




Em 2009 vimos as expectativas de Tom colidirem com a realidade que Summer tinha reservado para ele em (500) Days of Summer,



Vimos como um filme de animação nos pode mostrar tanto da nossa vida sem ter sequer diálogo (Carl e Ellie parecem tão felizes, não?) em Up!,



Apareceu novo filme de super-heróis mas completamente anti-natura do que já se tinha feito antes; Watchmen prometia muito e até começou bem, com esta brilhante, estilizada sequência de abertura, mas depois...



A quem não apeteceu juntar-se a Max e às "coisas selvagens" e correr, saltar, partir coisas em Where The Wild Things Are?



Em 2009 identificámo-nos com a personagem de George Clooney de Up in the Air, à deriva no mundo de hoje, que favorece a falta de contacto humano, que nos educa a dar maior importância às futilidades e superficialidades e à rotina do que às pequenas coisas do dia-a-dia,


Nunca vi céu tão belo e tão maravilhosamente retratado como o de Susie Salmon de The Lovely Bones. Peter Jackson pode ter arruinado um pouco o filme, mas os efeitos visuais são extraordinários como sempre.



E que dizer da cena de abertura de Nine? Tão deliciosamente melódica, a dar a introdução apropriada para um grande musical. E o círculo das mulheres à volta de Guido? Priceless.



Foi em 2009 que também vimos o que o isolamento, a solidão, a falta de contacto humano pode fazer a uma pessoa. A personagem de Sam Rockwell em Moon foi progressivamente deteriorando ao longo do filme e podem apostar que qualquer pessoa, naquela situação, tanto tempo, também teria perdido um pouco a sanidade...



Do grande acontecimento de 2009, Avatar, existiam muitas grandes cenas para retirar, mas a mim nada me excitou mais que ver a cena com os Na'Vi a domarem os seus dragões. E aquele vôo? Lindo.


Em 2009 vimos Colin Firth transformar-se completamente na pele de George, um professor gay que acaba de perder o seu amante, em A Single Man. Além da monstruosa interpretação, aquela cena ao telefone? Aquelas lágrimas a caírem pelo rosto? Se essa não é das imagens mais marcantes de 2009, então não sei o que será...



Em An Education, vimos Jenny (Carey Mulligan) aperceber-se, aos poucos, de que os erros que uma pessoa comete têm consequências que podem ser irremediáveis para o nosso futuro ("an education isn't always by the book", adoro esta expressão),



Outro filme com inúmeras sequências de qualidade para escolher era Inglorious Basterds, mas para mim a melhor de todas as sequências ("Attendez la crème!" é outra delas, "That's a bingo!" é outra, Shoshana a preparar-se para queimar o cinema é outra, o jogo de cartas é outra, a cena de apresentação dos Basterds é outra) é a sequência inicial, na qual o Coronel SS Hans Landa aproveita a sua poliglotia para capturar um grupo de Judeus refugiados. Até Tarantino admitiu que esta é (até agora) a melhor cena que já escreveu.



Desde Cannes que Bright Star vinha a perder vapor na corrida aos Óscares. O filme de Jane Campion é de uma beleza e subtileza sublimes, é certo, mas falta-lhe algo na química entre os protagonistas e no argumento que não dá bem para entender. De qualquer forma, uma das suas cenas, a de John Keats a subir e descansar no alto de uma árvore, perante aquela paisagem fascinante, marcou-me. Apeteceu-me logo meter-me dentro do ecrã e subir á árvore também.



Em 2009, poucas imagens possuem tanta carga emocional como a sequência final de Coco Avant Chanel, o desfile de moda, peças de múltiplas cores, feitios, tecidos, mas o que nos marca mesmo é a expressão no rosto de Gabrielle Chanel, antes de se tornar Coco, antes de se tornar imortal, a mulher que subiu da pobreza, contra tudo lutou mas ainda assim perdeu o seu amor...



Saúde o regresso da Disney à animação original com este Princess and the Frog, que apesar dos seus problemas, é estupendamente divertido. Tirando algumas cenas de Up, esta particular sequência é das melhores cenas de um filme animado do ano e é umas cem vezes melhor que o resto do filme. A música, «Almost There», é um bónus (é muito graças a esta sequência que está nomeada para Óscar) muito bem apreciado.



Este ano trouxe-nos também o regresso do mestre Lars Von Trier com mais um filme inesquecível. Em Antichrist podemos ver as marcas inapagáveis da perda da personagem de Charlotte Gainsbourg,



E vimos surgir o "monstro" Mary Jones em Precious, que dominou todas as suas cenas com uma ferocidade, com uma presença arrepiante, mas que nos marca para todo o sempre na sua última cena, na sua confissão à assistente social, na qual não dá para não sentir toda a pujança da interpretação de Mo'Nique,


Ágora, o filme de Aménabar, também tem muitas e gloriosas imagens para nos maravilhar, mas para mim nenhuma sequência de acção bate a destruição da Biblioteca de Alexandria. Foram 10-15 minutos em que me senti na ponta do meu assento no cinema.


Uma boa surpresa este ano, The Brothers Bloom foi das comédias mais sólidas dos últimos tempos, fazendo jus ao talento dos seus intérpretes. A melhor cena do filme, e das melhores do ano seguramente, é a do último truque do "con-man" interpretado imaculavelmente por Mark Ruffalo. O seu último golpe de teatro foi magistral.

E finalmente, em 2009 vimos como é ser testado todos os dias, no nosso máximo limite, em The Hurt Locker. Aqueles desarmadores de bombas no Iraque não tem realmente a vida nada fácil...


sexta-feira, 5 de março de 2010

David Fonseca em Oliveira de Azeméis





Eu sei que a Sara já falou sobre isso, mas não posso deixar de o frisar: pessoal, amanhã é estar em peso no antigo Cine-Teatro Caracas para ver e ouvir David Fonseca, que está em digressão (Between Waves Tour) para promover o seu disco novo.



E já agora, agradecia que respondessem no Twitter ao senhor que ele bem merece. E que enchessem amanhã o Caracas, pois o grande artista, ex-Silence 4 (parece que já foi há séculos que ele deixou a banda) e colaborador no projecto Humanos, que nos tem vindo a trazer consistentemente das melhores músicas portuguesas da última década ("Borrow"; "To Give"; "A (Very) Little Respect"; "Adeus, não afastes os teus olhos dos meus"; "Kiss me, oh kiss me"; "Someone that cannot love"; "The 80s"; "Superstars"; "Our hearts will beat as one"; "A Cry 4 Love" - editou quatro discos a solo, Sing Me Something New (2003), Our Hearts Will Beat As One (2005), Dreams in Colour (2007) e Between Waves (2009)), deve ter casa cheia para o apadrinhar na sua estreia em Oliveira de Azeméis.





Deixo-vos aqui com a que ainda é, para mim, uma das melhores músicas do artista.

Melhores Filmes: 2009/2010


It's OSCAR WEEKEND!


Já deviam saber que não me conseguem ter longe deste blog assim tanto tempo... Tem sido difícil conciliar estudo, exames, filmes e outras coisas para parar e pôr um fim na temporada 2009/2010 de cinema e dar o pontapé na nova temporada. No entanto, e como é o fim-de-semana dos Óscares (yay!), vamos arrumar de vez com as coisas.

E, como tal, qual a melhor maneira de começar? Pois, com o meu top de filmes de 2010 (os meus nomeados para Melhor Filme nos meus prémios, mais um ou outro - sim, que eu decidi fazer modificações de última hora nos meus prémios)


A MINHA LISTA DOS MELHORES FILMES DE 2009/2010:


Finalistas: Avatar é de facto de uma beleza visual estonteante (é um avanço tecnológico impressionante mas que será indubitavelmente ultrapassado dentro de algum tempo) mas as intepretações e, sobretudo, o argumento rudimentar, fraco e frágil funciona como um tiro no pé no filme; Bright Star é lindo, bem filmado, bem interpretado, bem realizado, mas tem algumas falhas a nível do argumento que me tiram do sério - e para filmes assim tão lentos a avançar no enredo, o argumento precisa de ser impecável; The White Ribbon é um filme completamente ao estilo do seu realizador, Michael Haneke (que teve uma grande década, com Hidden, Funny Games e The Piano Teacher) - é um esforço competente, muito estilizado, mais alternativo, de uma espécie de drama com toques de thriller policial (não esquecendo, sempre ao estilo Haneke), que só os seus seguidores mais ávidos serão capazes de saborear em pleno (daí que não me parece correcto mencioná-lo - eu gostei dele, mas entendo que 80% das pessoas que virem o filme não vão gostar); menção honrosa ainda para In The Loop que é uma genial comédia britânica com um sentido de humor imortal e um timing comédico impar, com interpretações surpreendentes mas que não agrada a todos os gostos; e, finalmente, há que referir que esteve perto a minha inclusão de The Boat That Rocked (outra comédia com selo britânico sobre a música rock) que eu classifiquei como uma das melhores coisas do ano, dado o que eu me diverti a ver o filme, mas que, depois de tudo considerado, não é assim tão glorioso de todo... Faltou-me ainda dizer que apesar de ter gostado de A Serious Man, não é dos melhores trabalhos dos irmãos Coen e por isso também não vai para a minha lista. E há que não esquecer também que eu gostei imenso de The Hangover, um extraordinário (e inexplicável) sucesso de Verão - uma típica "bromedy" que consegue receita de bilheteira astronómica E um Globo de Ouro - Melhor Filme Comédia.



20 - Precious: Based on the Novel 'Push' by Sapphire

As interpretações são monstruosas, em especial a de Mo'Nique, a melhor dos últimos anos (das melhores da década, mesmo), o argumento é bem adaptado, a produção artística é brilhante (em especial nas cenas do apartamento - os pés de porco, o ar sombrio do apartamento, o quarto de Precious, a escadaria...) e sim, a edição do filme é péssima e eu considero também que o realizador interviu demais na composição da história, tendo arruinado um pouco o filme. Todavia, quem saca boas interpretações de comediantes (Mo'Nique), artistas (Kravitz, Carey) e de novatas (Gabby Sidibe) merece palmas. Não deve ter sido fácil. Nomeado para 6 Óscares, Precious conta a história de Clareeice Jones, uma adolescente que vive em Harlem e que é abusada fisicamente pela mãe e sexualmente pelo pai. Está grávida do seu segundo filho, é expulsa da escola e não sabe que rumo dar à vida. (Nota: B/B+)


19 - Where The Wild Things Are

Spike Jonze é um génio, tenho a dizer. Cada vez mais sou fã dele. O que ele fez com este filme, em particular, assombra-me. O livro infantil de Maurice Sendak, intemporal, fabuloso, brilhante, imortal, é transportado de forma irrepreensível para o grande ecrã por este excelente realizador que usa e abusa do (também excelente) argumento de Dave Eggers para nos dar uma história infantil feita tanto para adultos como para crianças. Os efeitos são extraordinários, se pensarmos que a grande maioria do filme nem é feita recorrendo a efeitos computadorizados, a banda sonora é deliciosa ("All is Love" foi miseravelmente roubada de uma nomeação para Óscar) e as interpretações falam por si. O filme tem algumas falhas (nomeadamente no segundo acto), é claro, mas não deixa de ser muito, muito bom. (Nota: B/B+)


18 - The Hurt Locker

O favorito na corrida aos Óscares deste ano tem sido imensamente elogiado do outro lado do Atlântico mas aqui, na Europa, as opiniões dividem-se. Alguns acham-no grandioso, outros desprezam-no em absoluto, outros ainda (como eu) consideram que é um bom filme, o primeiro bom filme sobre esta temática ainda recente e fresca na memória, mas nada de grandiosidade nele. Kathryn Bigelow deve ter orgulho na pequena jóia que produziu, porque é um filme de absoluta qualidade, pese alguma repetitividade e com alguma falta de objectividade nalguns pontos do argumento, contudo, com excelentes interpretações de Jeremy Renner e Anthony Mackie (roubado de uma nomeação) e uma banda sonora por Beltrami e Sanders de inestimável contributo para o filme. Os 'cameos' de Pearce e Fiennes só vieram adensar mais o enredo, pois ninguém espera que as estrelas do elenco do filme morram minutos depois de terem aparecido pela primeira vez no ecrã. Dito tudo isto, percebo claramente o amor geral ao filme (muito mais que a histeria pelo Slumdog Millionaire o ano passado) mas não entendo como se pode considerar este filme tal obra de qualidade inegável que ele, de facto, não é.(Nota: B/B+)

17 - Antichrist

Antichrist trazia largas expectativas desde que estreou em Cannes debaixo de críticas muito positivas e com um prémio de Melhor Actriz debaixo do braço. E, de facto, Charlotte Gainsbourg é a força motriz do filme. Lars Von Trier tem dedo nisto, é certo, mas não deixa de ser uma interpretação arrasadora. Willem Defoe providencia a companhia ideal para este filme de terror-suspense de um dos realizadores mais incompreendidos de sempre. O argumento, já de si muito bom, é complementado pela beleza da fotografia e pela excelente produção artística da equipa do sr. Von Trier, que tornaram Antichrist qualquer coisa de especial a ser vista nos cinemas este ano. (Nota: B/B+)



16 - Moon

O filme de estreia de Duncan Jones traz-nos Sam Rockwell numa performance inolvidável (roubado de uma nomeação - algum dia Morgan Freeman melhor que Rockwell?) é só um dos grandes filmes que o género da ficção científica nos ofereceu este ano (os outros sendo Avatar, Star Trek e District 9). Sem querer menosprezar a destreza tecnológica de Avatar e o sucesso do "reboot" da franchise Star Trek, as verdadeiras menções de honra vão para District 9 (falo dele mais à frente) e para este filme. O filho de David Bowie consegue proporcionar-nos uma experiência cinematográfica impressionante, com uma história rebuscada, cheia de reviravoltas, que nos mantém agarrados ao assento, confusos, inquietos, incomodados, até ao fim da mesma. O filme conta a história do mineiro Sam que está numa missão na Lua, sozinho, tendo apenas para companhia o computador Gertie. O isolamento, os problemas pessoais e a falta de contacto humano tornam-se insuportáveis e, depois de um acidente, tudo muda (e o filme, que já era bom até aí, melhora ainda mais substancialmente). É um relato emocionante da complexidade da mente humana quanto posta à prova. (Nota: B+)


15 - The Brothers Bloom

Tenho de começar desde já por admitir que já gostei mais deste filme, a ponto de quando ele passou para a minha lista de filmes vistos eu lhe ter atribuído a classificação de A-/B+. Há dias, voltei a vê-lo e, apesar de ter gostado imenso dele de novo, reparei nas (várias) falhas que possui. Não deixando de ser entretenimento de qualidade segura, a história tem pormenores mal explorados, Adrien Brody e Rachel Weisz têm interpretações que não são mais que esticões da sua "real persona" e só Mark Ruffalo é que impressiona no filme. É, realmente, uma excelente comédia, com um argumento interessante, com (vá, pronto) sólidas interpretações mas acaba por não ser nada mais que um bom filme. O que, nos dias de hoje, até é raro. Mas tinha potencial para ser uma comédia que marcasse o ano, tinha potencial para ser candidato a prémios se o resultado tivesse sido melhor. (Nota: B+)


14 - The Maid

Um dos melhores filmes estrangeiros que o ano se encarregou de nos trazer (ainda não compreendo porque é que o Chile não o aceitou para ser sua submissão para Óscar de Filme Estrangeiro!), com uma performance irrepreensível por Catalina Saavedra, La Nana (The Maid) explora a vida de uma mulher que se habituou a viver debaixo da subserviência, primeiro da família que serve, depois da sua própria vida e conta a história de como ela, finalmente, se decide libertar, só para se aperceber de quem é que realmente depende de quem no meio de tudo isto. Impressionante argumento, realização consistente e afinada e, já o afirmei, uma interpretação excepcional. (Nota: B+)


13 - A Single Man

Não houve filme este ano com uma produção tão intrinsecamente estilizada, organizada e planeada como A Single Man. A juntar à mestria do antigo estilista Tom Ford, que decidiu abraçar a carreira de realizador e adaptar o romance de Christopher Isherwood para a grande tela, está uma assombrosa interpretação de Colin Firth que, se não houvesse Jeff Bridges a merecer atenção da Academia, seria o digno e merecido vencedor da estatueta. O seu George, professor gay que acaba de perder o seu amante e procura conforto nos braços de uma velha amiga que o ama sem ele saber, é portentoso. É um retrato muito autêntico de uma personagem que, nas mãos de outro artista, podia sair arruinada. Daí que se diga que o papel lhe assenta como uma luva. Além disto, temos Julianne Moore em nova fase ascendente da carreira e Matthew Goode que continua a solidificar a sua credibilidade como um bom actor de elenco. Há muita gente que diz que este filme é só detalhe, é só arte, é só beleza, que não tem história, mas eu acho que tem. Uma estupenda história. (Nota: B+)


12 - The Cove

Decidi incluir aqui na lista um documentário. O melhor documentário deste ano. Nunca tive tanta pena de um animal na vida como destes golfinhos. O realizador Louie Psihoyos captura de uma forma tão especial como brutal a crueldade humana para com estes animais tão belos e interessantes. Fez-me sair do cinema com um pesar enorme, como se tivesse acabado de ser assombrado. Fez-me pensar. (Nota: B+)



11 - District 9

District 9 surpreendeu todo o mundo quando estreou e surpreendeu ainda mais o mundo quando na manhã das nomeações para os Óscares conseguiu 4, incluindo Melhor Filme. Neil Blomkamp relata de forma extraordinária os acontecimentos no Distrito 9, um campo para extraterrestres refugiados na África do Sul dos nossos dias e, por duas horas, a ficção mistura-se com a realidade. E se algum dia realmente nos suceder uma coisa assim? Sharlto Copley é outro dos injustiçados do ano (como é possível Freeman ser nomeado e ele não, volto a perguntar), com uma interpretação (primeiro papel!) fora de série. O argumento é excepcionalmente bom, os efeitos são bem doseados, bem aproveitados, bem pensados, e, a cereja no topo do bolo, o filme tem uma carga dramática (e de suspense) tão intensa que dá-nos um prazer vê-lo desenrolar. Tudo isto é o que torna este filme o melhor título de ficção científica do ano. (Nota: B+)


10 - (500) Days of Summer

Percebo que haja gente por aí que considere que este filme está repleto de clichés, de ideias estandardizadas, de floreados irritantes e que não contribui em nada para a história do cinema. Na minha opinião, pelo contrário, considero que este é dos melhores filmes do ano e é, sem dúvida, o filme com maior tendência para agradar à minha geração da última década (tirando os fenómenos Harry Potter e Twilight, claro está, e os filmes de super-heróis). Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt formam o formidável par que nos dá a conhecer a "história de amor" de Tom e Summer - mas da forma mais incomum possível. O filme tem tudo: grande argumento, boa música, boas interpretações, timing comédico, profundidade emocional e tem, na minha modesta opinião, das melhores cenas de 2009: aquela cena EXPECTATIONS/REALITY? Priceless. (Nota: B+)


9 - The Road

Como é que alguém pode criticar o The Road, eu não tenho ideia. Eu percebo que há gente que não gosta dele pelo muito triste, pessimista, depressivo, escuro, assustador que o filme é, mas ninguém pode negar a sua profundidade, o drama, a emoção crua, as assombrosas interpretações de Viggo Mortensen e Kodi Smith-McPhee, a excelente adaptação do romance de Cormac McCarthy e o olho e o cuidado de John Hilcoat na elaboração desta bela obra de arte que vai acabar esquecida no meio dos títulos deste ano mas que, daqui a uns anos, vai ser considerada um clássico do género. O Apocalipse nunca foi tão medonho, mas também nunca foi tão humano, tão real, tão autêntico. É nos momentos de trevas que as pessoas revelam a sua verdadeira faceta. Não é, como se pode perceber, um filme para todos os gostos. (Nota: B+)


8 - Inglorious Basterds

Não me parece que seja o melhor esforço de Quentin Tarantino (esse, para mim, é Kill Bill, que até ele já admitiu que é o seu filme mais perfeito), não me parece que seja o mais louco (Grindhouse e Death Proof estão bem lá na frente), não me parece que seja o mais revolucionário (Pulp Fiction, anyone?) e também não me parece que seja uma revelação de qualquer género (ele já se revelou muitas vezes como um realizador de topo, mas tudo começou com Reservoir Dogs, onde ele aí sim fez a sua revelação). No entanto, em qualquer filme de Tarantino notamos uma diferença de estilo, de contar a história, de desenvolver o enredo diferente. E, como não podia deixar de ser, em Inglorious Basterds temos isso de novo. O que torna, na minha opinião, os Basterds num filme tão sui generis é que parece que agrupam todas as particularidades e pequenos detalhes que fazem os seus filmes tão singulares, tudo em equilíbrio, sendo o filme em simultâneo um filme que tanto um cinéfilo como um leigo possam desfrutar. Este 'mass appeal' era o que vinha faltando a Tarantino desde Pulp Fiction e, assim, não é de estranhar que este seja o seu segundo filme a ganhar um bom número de nomeações para Óscares. Além do impecável argumento, da extraordinária direcção artística, da fotografia e do elenco (Kruger, Fassbender e Laurent são muito bons), há uma interpretação em particular que importa realçar: Christoph Waltz. (Nota: B+)




7 - Coraline
6 - Fantastic Mr. Fox
5 - Up



No melhor ano de sempre para os filmes animados, três fazem parte da minha lista de melhores do ano. E tive que subir os três em conjunto porque não consigo distingui-los em termos de qualidade. São os três tão bons... E o que é mais engraçado, é que cada um tem grande qualidade mas à sua maneira. Adoro a direcção artística por trás de Coraline, o estupendo argumento de Fantastic Mr. Fox e a sequência de 'Married Life' de Up. Adoro a animação por detrás de cada um dos três filmes. Adoro o voiceover. Adoro as três histórias, adoro as personagens e adoro as três deixaram o meu coração mais apertado por saber que em 2011 não vou ter filmes do seu gabarito para ver. (Nota: B+;B+;B+/A-)


Aproximando-me do meu nº 1...




4 - Ágora

Continuando a caminhada para o fim do meu top... vem Ágora, que ainda não estreou nos Estados Unidos. E, por isso, sinto-me priveligiado por ter visto esta obra de Amenabar na qual o governo espanhol investiu milhões de euros. Posso já dizer que este vai ser um filme muito divisivo, com alguns a achar o seu vazio, a sua narrativa desleixada, descomplexada, a sua investida contra a história encantadora, enquanto outros consideram que isto tudo é resultado de um fraco argumento e de uma frágil vontade de conduzir a história. Certo é que Amenabar me apanhou mesmo de surpresa com este filme. Nunca pensei gostar TANTO dele. Do princípio ao fim, mesmo que com algumas falhas, o filme é tão enorme, tão imenso, tão extraordinário, que nem liguei muito para o que estava a faltar. Admito, é um pouco monótono e a narrativa é lenta e pouco interligada, mas a batalha religião-ciência-sociedade, as belas paisagens, os cenários magníficos, tudo me maravilhou. E aquele final! Surpreendente, emocional, estonteantemente belo, este Ágora é um grande filme. Já para não falar da excelente interpretação de Rachel Weisz, a heroína que o filme toma como foco da história, sem nunca nela se consumir, isto é, ela é a protagonista que o filme precisa, é sempre a ela que a história volta, mas ela não protagoniza, per se, o filme. Não obstante, Rachel Weisz domina o ecrã nas suas cenas. (Nota: B+/A-)


3 - An Education

Para muita gente, este filme só lhes lembra uma coisa: a magnífica performance de Carey Mulligan. Graças a Deus que, para muitos também, este filme ocupa os lugares de topo na sua lista de melhores do ano. É que o filme é tão grandioso a tantos níveis que eu até me perco a enumerá-los. Começando por Mulligan. Ela interpreta Jenny, uma adolescente dos tempos antigos a quem era apenas exigido estudo e trabalho para chegar a uma faculdade de respeito (Oxford). Todavia, tudo muda quando conhece e se envolve com um homem mais velho (excelente participação de Peter Sarsgaard, roubado de uma nomeação) e se vê posta entre a espada e a parede, obrigada a tomar uma decisão: o que é que ela quer para a sua vida? Se no mundo houvesse justiça, no domingo seria ela a ir buscar a estatueta. Além de ela ser excelente e exibir toda a sua versatilidade e talento, proporciona-nos um dos momentos mais raros do cinema: um momento «a star is born». Ela muda, cresce, transforma-se em frente aos nossos olhos. É uma interpretação tão forte, tão cheia de brilho, de carisma, que é inevitável uma pessoa não se apaixonar por ela. Além de Mulligan e Sarsgaard, o filme conta com belíssimos actores em pequenos papéis (Emma Thompson, Sally Hawkins, Olivia Williams, Alfred Molina, Dominic Cooper e Rosamund Pike) que ajudam ainda mais a fortalecer o poder e a riqueza e a complexidade da interpretação da jovem britânica. Um argumento cheio de moralidade, de ironia, muito bem escrito, e uma boa prestação por parte da realizadora Lone Sherfig, leva-nos a que, apesar de sabermos sempre o rumo que o filme vai tomar e de reconhecermos as falhas que o filme tem, ele nos traga uma satisfação, um prazer tão grande que é impossível não o apreciarmos. (Nota: A-)


2 - Un Prophète

O outro filme estrangeiro na minha lista, A Prophet, é a mais recente criação da escola francesa de fazer bom cinema (e não é o único: 35 Shots of Rum, de Claire Denis, e L'Heure d'Eté são outros títulos francófonos que fizeram a crítica babar-se entre elogios este ano) e, tal como o seu antecessor Entre Les Murs (The Class) o ano passado, deixou-me uma marca indelével na minha mente. Tahir Rahim é absolutamente extraordinário como o enigmático, calado, analfabeto presidiário Malik que, com 18 anos, se vê obrigado a cumprir uma pena de prisão de 6 anos. Na cadeia, Malik tem que aprender a virar-se sozinho e, mesmo sem saber ler nem escrever, rapidamente percebe o que tem que fazer para se salvar no meio das confusões entre presidiários e tão bem o faz que chega mesmo ao topo da hierarquia, na luta de poder na prisão. Jacques Audiard traz-nos um filme estupendo, poderoso, violento, profunda e emocionalmente desgastante, com subtis mas muito importante detalhes, que é impossível não seguir com toda a atenção, na ponta da cadeira, preparados para tudo. É um clássico do cinema do género. Bónus do filme: banda sonora de Alexandre Desplat, que se tornou este ano no meu compositor favorito de sempre. Que sigas a carreira de John Williams e ganhes muitos Óscares! (Nota: A-)


E o meu filme #1 para 2009/2010 é...


1 - Up in the Air

Grandiosidade pura. É talvez o meu filme favorito da década. Excelentes interpretações de Clooney, Kendrick e Farmiga. Clooney, em particular, é tão bom que até dói (papel feito exactamente à sua medida). Kendrick aproveita muito bem as suas cenas com ele para brilhar e consegue, em algumas delas, sair como força dominante, o que contra George Clooney, é raro acontecer. E Farmiga... Que química. Ela aparece-nos tão selvagem, tão superior, tão inatingível, como se tivesse toda uma aura de intocável à sua volta... Para depois, no filme, repararmos como é tão vulnerável, tão frágil, tão pecadora, tão humana, como qualquer outra pessoa. Banda sonora e argumento impecáveis, com diálogos super inteligentes, edição extremamente bem conseguida, detalhes e pormenores e timing comédico irrepreensíveis (bem ao estilo de Reitman), Tema intemporal (humanidade, mortalidade, tempo, automatização da rotina diária) que dão ao filme uma relevância cultural, económica e social enorme, de modo que se vai tornar instantaneamente um clássico do género e dentro de 20 anos ainda estaremos a celebrar o quão brilhante este filme é, pois este é o filme que vai ser o marco da nossa vida contemporânea. A forma como esta personagem, construída por Reitman, se vê de repente questionada pela fonte mais improvável, acerca das suas teorias sobre o tempo e a mortalidade, se apercebe da desumanidade e automaticidade dos actos diários, da forma como uma pessoa nunca pára para pensar, nunca se compromete em mais do que lhe convém, nunca arrisca mais além. E ele finalmente repara que não pode ser mais essa pessoa (o que está escondido nas entrelinhas do filme é fabuloso), que não pode ter vivido a sua vida em vão, que tem que arranjar algum significado, alguma razão de ser para ela, sob pena de ter de admitir que nos perdemos em coisas fúteis, superficiais e sem real valor. Reitman, que é um génio, vai ter que suar muito para ultrapassar tal divina obra-prima. (Nota: A)


E pronto, cheguei ao fim. Deixem-me nos comentários as vossas sugestões. Quais são os filmes que vos marcaram este ano?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Música Perdida

Bem.. deixando parcialmente os meus desabafos demoníacos, de acordo com a classificação do sr. Jorge..
Regresso à crónica da música perdida.. e não, desta vez, não trago Palma..
Os demónios interiores ainda cá estão.. e portanto hoje, devo precisar de parar por um minuto ;)



Morning Tide é uma das músicas que integra o novo trabalho de David Fonseca, de que já aqui falamos..
Espero que conste do alinhamento do concerto do próximo sábado..
Não vou comentar a letra.. se não isto passaria a ser outro desabafo demoníaco, mas aconselho vivamente a que ouçam a música ;)
Não sei se é a minha preferida do novo trabalho, mas é seguramente uma das ;)
*

I live in dreams, I live in sorrow
Can’t see the light that I should follow
I look deranged, they call me strange, whatever that is, well I don’t mind
In another time, another place, yeah I was such a different kind

And then she said, “Why don’t you call her?”
She wrote a name, she wrote a number
I wanted to feel whatever they feel, I wanted to see the/those lightning strikes
Under the rain, up on the hill, knocked on her door, looked in her eyes

She said
“I see you baby but i don’t understand
Who wrote that number on the back of your hand
I wanna help you but I can’t play along
Cus all I wanna do to you is wrong, is wrong”
We stole a car and drove it into the night
Her skin reflecting all those big neon lights
She kissed me gently and my body went numb
I woke up on the shore with a mouth full of sand
the tide was rising and kept pulling me in
Now will I ever get to see her again
Her name, her face, I just can’t remember

how many times you heard “it’s over”
and then you go and find another
Another who pleads, another who gives, until it drives you out of your mind
You’re tired to be the one that breaks, the one that hurts, that different kind

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Votem!

Pessoal, também estou de volta (esperemos que definitivamente).

Aviso desde já que vou fazer live-blogging dos Óscares no dia 7 de Março, para a semana portanto. Acompanhem por aqui se não acharem que ver na televisão é suficiente. Prometo ser contido nos meus insultos a alguns dos nomeados e vencedores (coff! Sandra Bullock coff!) e, principalmente, ser construtivo na minha narração.


Mas o que vim cá fazer hoje não era falar sobre isso. Já devem ter decerto reparado na bolinha aqui ao lado, no topo da nossa barra lateral. Estamos a concorrer aos SUPER BOCK BLOG AWARDS 2010 e para isso precisamos da vossa ajuda. VOTEM. É muito fácil. Só têm de clicar na bolinha, fazer login (que é rapidíssimo) e votar. Além disso, aconselho que vejam alguns dos outros nomeados na nossa categoria e nas outras. Existe tanta coisa interessante na blogosfera portuguesa, acho mesmo que devem dar uma olhadela...

Sem no entanto se esquecerem de VOTAR em nós!

"Morra Dantas, Morra Pim!"

Eu sei, eu sei.. passaram não sei quantos dias desde a última vez que aqui escrevi.. e só me apetece dizer "para quê fazer projectos, quando sai tudo ao contrário"..
E não falo de grandes projectos como ir a viagem à lua que os EUA adiaram.. nem falo de projectos como reconstruir a Madeira ou o Haiti..
Falo daqueles projectos, que muitas vezes não projectamos, que se vão projectando..

Sim, eu sei, parece que bebi qualquer coisa antes de vir aqui escrever, mas não..
Limitei-me a engolir uma série de outras coisas que não eram os meus projectos, mas que por imposição ritual, sagrada ou profana, passaram a ser..

Ok, paremos com a filosofia.. enquanto a chuva da tv não para e estreia a nova publicidade da Meo..
Voltemos aos projectos.. este blog é um projecto..
Como projecto levado a sério, devia ser actualizado mais frequentemente, já que não é por escassez de assunto que tal não sucede.. Os temas não faltam, falta a vontade.. E a vontade falta porque se canaliza para outros projectos, que não foram projectados..

Como há dias li por ai.. Rais parta com isto tudo..
Tudo o que não se controla, tudo o que se pensava controlar, tudo o que aparentemente se controla..
[ok, a miúda está revoltada]

Na inocência, podemos achar que controlamos alguma coisa.. mas na realidade essa coisa nunca depende só de nós.. sujeitos e objectos de um universo que formata e se vai formatando..
De que é que eu estou a falar concretamente? Bem.. da faculdade, de avaliações, de aproveitamentos e processos de bolonha.. de acordos ortográficos.. de políticas.. de tempo.. e de pessoas.. de tudo.. e de nada..

Sabem.. a moral da história reside algures num universo de Fernando Pessoa.. 
O que há em mim é sobretudo cansaço..
*

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ciclo Primavera e Cultura

Pois bem, agora que já é conhecido, com mais detalhe a programação do Ciclo Primavera, cá deixo a notícia integral publicada no site da Câmara Municipal.

O ciclo vai contar com actividades na área da música, da dança e do teatro.

Confesso que andava intrigada com quem viria este ano ao ciclo.. O ano passado, a 16 de Janeiro já se conheciam os grandes nomes que visitariam Azeméis.
Como era espectável, considerando a conjuntura económica, não haverá um grande número de espectáculos.. a aposta terá sido na qualidade das participações.
Isto leva-me só a reflectir que, por vezes, é melhor trazermos menos, mas melhor, mais versátil.. Se a música de David Fonseca agradará a um tipo de publico, talvez mais jovem, mas sem excluir outras pessoas.. O teatro de revista contará com pessoas mais velhas na audiência.

Recordo que o ano passado participaram no ciclo primavera, musicalmente, Paulo de Carvalho e Susana Félix.. No ano de edição de Voo Nocturno, foi Jorge Palma quem nos visitou..
Isto para dizer que o Ciclo tem criado expectativas, sendo visto um pouco como imagem de marca do concelho..

Outras edições contaram com a inclusão no programa de eventos como o Mercado à Moda Antiga ou o Festival da Juventude, que ultimamente tem sido incluído na semana da Queima das Fitas. Sobre estes, com base na notícia da autarquia, poderemos esperar notícias mais tarde..

Noutros tempos, o concelho realizava feiras do livro, feiras de artesanato..
O dinheiro não dá para manter todas estas iniciativas, é certo..
E pode não parecer, mas a cultura não é só isto.. Este é um dos lados.. Mas não podemos esquecer o lado científico da cultura, com história, museus e arquivos, arqueologia.. Ou o lado etnográfico com ranchos folclóricos, carnavais e associações locais..
Muita coisa, muito variada, e curiosamente o OE continua a dar à cultura quantias miseráveis..
Há dias, a CM de Cascais foi destacada como município cultural pela Sociedade Portuguesa de Autores.. O poder central deveria dar melhores exemplos, mas.. o poder local que se safe ;)

E.. o papel da cultura não depende só das iniciativas políticas.. Depende de cada cidadão e da sua adesão a iniciativas.. Depende do cidadão e da sua forma de ver o passado..
Depende de todos ;)

Vou fazer a minha parte' Aqui fica um vídeo de promoção do concelho :) *

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ciclo Primavera - em primeira mão!!

 
Pois bem, meus caros amigos, só cá venho deixar-vos esta notícia. Apesar de não haver uma confirmação oficial (site da autarquia p.ex), parece que este ano, na edição do Ciclo Primavera, vamos contar com a visita de David Fonseca, a 6 de Março.

Quando souber mais pormenores, cá virei comunicar ;)
Até lá, fica a notícia da visita do David, que provavelmente virá apresentar o seu novo trabalho, ao qual o Jorge já se referiu aqui ;)
*

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ÓSCARES 2010 - Nomeações


Cá estamos, depois do anúncio dos nomeados para os Óscares 2010, para analisar as minhas previsões e ver o que se sucedeu na realidade.

Melhor Filme/Best Picture

The Hurt Locker
Avatar
Up in the Air
Precious
Inglorious Basterds
Invictus
An Education
Up!
Nine
A Serious Man
The Blind Side
District 9

Acertei em 8/10, achava que Invictus e Nine seriam seguros, respectivamente, pelo poder do seu realizador (Eastwood) e pelo poder das suas estrelas (mais o factor Weinstein). Enganei-me e no seu lugar entram duas das minhas alternativas, District 9 (merecidíssimo) e The Blind Side (sem comentários, junta-se a Chocolat e a Seabiscuit na galeria de piores filmes da década a ser nomeado para Melhor Filme).


Melhor Realizador/Best Director

Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
James Cameron, Avatar
Jason Reitman, Up in the Air
Quentin Tarantino, Inglorious Basterds
Lee Daniels, Precious

Aqui acertei tudo, 5/5. E ainda bem. São os cinco melhores do ano, de facto (Sherfig seria a minha 6ª opção).


Melhor Actor/Best Actor in a Leading Role

Jeff Bridges, Crazy Heart
George Clooney, Up in the Air
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Jeremy Renner, The Hurt Locker

De novo, acertei tudo, 5/5. Estou contente também, porque previ Renner bem e claro que não gosto de Morgan Freeman ali mas enfim, não se pode ter tudo.


Melhor Actriz/Best Actress in a Leading Role

Meryl Streep, Julie & Julia
Sandra Bullock, The Blind Side
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious
Helen Mirren, The Last Station

De novo, tudo certo, 5/5. Helen Mirren consegue a nomeação apesar do buzz todo do filme dela ter desaparecido. Esta categoria é um pouco irritante, dado que temos 3 nomeados só pelo seu nome (Bullock, Streep e Mirren) e duas nomeadas merecidíssimas pela qualidade da sua interpretação. Falta aqui Swinton...


Melhor Actor Secundário/Best Actor in a Supporting Role

Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Woody Harrelson, The Messenger
Matt Damon, Invictus
Christopher Plummer, The Last Station
Stanley Tucci, The Lovely Bones

De novo, tudo certo (5/5). Contente por ter previsto correctamente Plummer e Damon (muitos críticos tinham descartado já ambos) e por não ter ido na história de McKay. Tucci nomeado por The Lovely Bones, Damon por Invictus, Plummer por The Last Station, três interpretações sem salzinho nenhum mas enfim.


Melhor Actriz Secundária/Best Actress in a Supporting Role

Mo’Nique, Precious
Anna Kendrick, Up in the Air
Vera Farmiga, Up in the Air
Julianne Moore, A Single Man
Samantha Morton, The Messenger

Maggie Gylenhaal, Crazy Heart
Penélope Cruz, Nine


Aqui foi onde dei o berro (3/5). Eu até estava à espera de uma surpresa ou duas (daí a minha aposta em Morton) mas a surpresa (que até nem me surpreendeu, dado que eram duas alternativas minhas) foi virem Cruz e Gylenhaal. A nomeação de Cruz é uma surpresa em si porque aposto que se Cotillard não fosse gananciosa e concorresse como actriz secundária era ela que tinha sido nomeada. Assim sendo, foi Cruz que ficou com a nomeação. Julianne Moore de fora, infelizmente, tal como Morton, que teria sido mais merecido que Gylenhaal ter entrado pela sua interpretação (de qualquer forma estou feliz porque eu ADORO a Maggie Gylenhaal)


Melhor Argumento Adaptado/Best Adapted Screenplay

Up in the Air
Precious
An Education
Crazy Heart
Julie & Julia

In The Loop
District 9


Tive 3/5 com duas das minhas alternativas, que vinham a gerar algum "momentum", a conseguir a snomeação. A minha aposta em Crazy Heart e Julie & Julia não era propriamente segura mas como foram nomeados pelo WGA nesta categoria achei que seriam os mais indicados. Mas os Óscares foram mais a sério e escolheram dois dos argumentos mais inteligentes do ano, In The Loop e District 9, para nomeados.


Melhor Argumento Original/Best Original Screenplay

The Hurt Locker
Inglorious Basterds
Up!
(500) Days of Summer
A Serious Man
The Messenger


Foi 4/5 o meu resultado aqui com o argumento de (500) Days of Summer, que claramente merecia ter sido nomeado aqui, a sair para entrar o argumento de The Messenger (uma troca um pouco estranha a meu ver, porque ninguém apostava nele...)


Melhor Filme Estrangeiro/Best Foreign Feature

Un Prophète/A Prophet (France)
Die Weiss Band/The White Ribbon (Germany)
El Secreto de Sus Ojos/The Secret in Your Eyes (Argentina)
Winter in Wartime (Netherlands)
Ajami (Israel)
La Teta Asustada/The Milk of Sorrow (Peru)

E o Perú lá conseguiu a sua primeira nomeação para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, com o filme de Claudia Llosa (a minha principal alternativa), que começou a campanha em Berlim em início de 2009, a culminar nesta nomeação. Eu acertei 4/5, porque achei que o filme de guerra da Holanda seria nomeado. Mas não, aparentemente, não foi de encontro aos gostos da Academia este ano.


Melhor Documentário/Best Documentary Feature

Food, Inc.
The Cove
The Beaches of Agnes
Every Little Step
Mugabe and the White African
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
Which Way Home
Burma VJ


Já sabia que esta categoria não me ia ajudar, uma vez que eu não vejo quase nenhuns documentários. Acertei 2/5, nada mau, uma vez que a maioria dos críticos que acompanham e fazem previsões para Óscar não fizeram muito melhor. No lugar de The Beaches of Agnes, Every Little Step e Mugabe and the White African que eu tinha previsto apareceram Burma VJ, The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers e Which Way Home.


Agora ficam aqui as três categorias para as quais não previ. Notáveis omissões que eu saiba é na categoria de Curta Animada, na qual The Cat Piano e Partly Cloudy não aparecem:





Melhor Curta-Metragem Animada/Short Film Animated

French Roast
Granny O' Grimm's Sleeping Beauty
The Lady and the Reaper (La Dama y La Muerte)
Logorama
A Matter of Loaf and Death


Melhor Curta-Metragem Acção/Short Film Live Action

The Door
Instead of Abracadabra
Kavi
Miracle Fish
The New Tenants


Melhor Curta-Metragem Documentário/Short Film Documentary

China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province
The Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of a GM Plant
Music by Prudence
Rabbit à la Berlin


Continuando então com os resultados das minhas previsões...


Melhor Filme Animado/Best Animated Feature

Up!
Coraline
Fantastic Mr. Fox
The Princess and the Frog
Cloudy With A Chance of Meatballs
The Secret of Kells

O popular Chovem Almôndegas! não foi nomeado e no seu lugar apareceu um filme irlandês que foi nomeado para alguns Annie Awards, The Secret of Kells. Acertei portanto 4/5.


Melhores Efeitos Visuais/Best Visual Effects

Avatar
Star Trek
District 9

Como eu disse, não podia haver outros nomeados. 3/3. E três nomeados justíssimos.


Melhor Mistura de Som/Best Sound Mixing

Avatar
Star Trek
The Hurt Locker
District 9
Transformers 2: Revenge of the Fallen
Inglorious Basterds

Aqui há que fazer a troca de District 9 (que eu achei que ia ter sorte nas categorias de som porque, bem, é um filme de guerra/ficção científica e esses têm sempre sorte aqui...) por Inglorious Basterds, que me surpreende com esta nomeação. Como resultado, nesta categoria o meu resultado foi de 4/5.


Melhor Tratamento de Som/Best Sound Editing

Avatar
Star Trek
The Hurt Locker
District 9
Transformers 2: Revenge of the Fallen
Inglorious Basterds
Up!


Eu fui um burro em à última da hora tirar Up! das minhas previsões aqui. Choca-me um pouco que Harry Potter não tenha conseguido uma nomeação em nenhuma das categorias de som mas fico contente por ver que o ramo técnico não foi pelo óbvio e não premiou a péssima montagem e edição de som de Transformers 2. Pelo contrário, foi inteligente e foi escolher Inglorious Basterds como o outro nomeado. Tal e qual como eu faria. Estes são os meus nomeados nesta categoria no meu boletim de voto. Acertei 3/5 porque não achava que a Academia fosse ser tão correcta nestas nomeações.


Melhor Canção Original/Best Original Song

"Take it All", Nine
"The Weary Kind", Crazy Heart
"Down in New Orleans", The Princess and The Frog
"Cinema Italiano" – Nine
"Almost There" – The Princess and the Frog
"Loin de Paname" - Paris 36

Apesar de ficar triste de num ano com cinco nomeados não arranjarem lugar para uma música sequer de An Education ou de Where The Wild Things Are mas terem lugar para duas músicas nada extraordinárias da tépida banda sonora de The Princess and The Frog, esta categoria parece interessante. Quase vindo do nada surge esta nomeação para a música do Paris 36 (devia ter sido previsto - filme estrangeiro + musical + francês + boémio = é óbvio que dá nomeação, por muito horrível que seja - e é - o filme) mas de qualquer forma fico satisfeito com a nomeação para a música correcta de Nine ("Cinema Italiano" longe do Kodak Theater, viva Take It All) e com a mais que provável vitória, merecida até, de "The Weary Kind" (este ano não houve o que se passou com "The Wrestler" o ano passado). Acertei 4/5, portanto um bom 'score'..


Melhor Banda Sonora/Best Original Score

Marvin Hamlisch, The Informant
Michael Giacchino, Up!
Alexandre Desplat, Fantastic Mr. Fox
James Horner, Avatar
Hans Zimmer, Sherlock Holmes
Marco Beltrami e Buck Sanders, The Hurt Locker


Talvez a maior surpresa do dia venha nesta categoria. Marvin Hamlisch, que muitos (inclusive eu) tinham como o maior concorrente de Giacchino à conquista do Óscar, não foi sequer nomeado pela fabulosa banda sonora que compôs para The Informant! e no seu lugar surge Marco Beltrami e Buck Sanders pela sua banda sonora de The Hurt Locker, que eu nem me lembrava de ser nada marcante. Oh well... Acertei 4/5, lá está, porque ninguém estava à espera. E será esta nomeação surpreendente indicador de quem vai ganhar Melhor Filme?


Melhor Maquilhagem/Best Make-Up

The Imaginarium of Doctor Parnassus
District 9
Star Trek
The Young Victoria
Il Divo


Os amigos da Maquilhagem são cá uns doidos de vez em quando. E lá está, surge The Young Victoria (até não é surpreendente) e Il Divo (isso sim é surpreendente!) para os lugares de Parnassus e District 9. Acertei 1/3, a minha pior previsão em todas as categorias. Damn you!


Melhor Edição em Filme/Best Editing

Avatar
The Hurt Locker
Up in the Air
Inglorious Basterds
District 9
Precious

Acertei na exclusão de um dos cinco principais nomeados para Melhor Filme e na inclusão de District 9 na sua vez, mas errei no filme que decidi excluir. O que é estranho é que claramente Up in the Air é dos filmes todos que aqui estão o que tem melhor Montagem e Edição. Infelizmente, a Academia não deve ter ido muito à baila com o filme, o que explica que Precious tenha surgido no seu lugar. E assim, sem nomeação para Edição, Up in the Air está arredado de vez da luta pela estatueta de Melhor Filme. E com isto, acertei 4/5.


Melhor Direcção Artística/Best Art Direction

Nine
Avatar
Inglorious Basterds
Harry Potter and the Half-Blood Prince

Sherlock Holmes
The Imaginarium of Doctor Parnassus
The Young Victoria


Infelizmente, devia ter previsto que The Imaginarium of Doctor Parnassus e The Young Victoria iriam aparecer aqui, dado o tipo de filmes que são. Nine estava seguríssimo para mim, Avatar, sendo CGI, tinha dúvidas que conseguisse, mas cá está. A aposta em Harry Potter para mim era óbvia, mas aparentemente a Academia não achou. E acertei muito bem em Sherlock Holmes, quando pouca gente o previa. E quando eu acho que Inglorious Basterds tem realmente boas hipóteses de nomeação numa categoria (e até achava que era o possível vencedor), não é nomeado. Então, o meu resultado? 3/5.


Melhor Fotografia/Best Cinematography

Avatar
The Hurt Locker
Inglorious Basterds
Nine
Where The Wild Things Are

Harry Potter and the Half-Blood Prince
The White Ribbon


Eu já estava a prever que The White Ribbon fosse nomeado mas decidi arriscar, sendo o filme muito polarizador (uns adoram, outros detestam-no solemente), em algo mais... original, Where The Wild Things Are. Mas eu esqueço-me do fascínio da Academia pelo preto e branco. Pois. Também achava que Nine era certinho aqui, mas o estranho desencontro entre a Academia e Beebe continua, o que me estupefacta. Assim sendo, tive 3/5 com Harry Potter a surpreender-me um bocado (apesar de eu de facto adorar a fotografia do filme, não era de facto aquilo que eu imaginava que a Academia ia gostar no Harry Potter).


Melhor Guarda-Roupa/Best Costume Design

Nine
The Young Victoria
Inglorious Basterds
Sherlock Holmes

Bright Star
Coco Avant Chanel
The Imaginarium of Doctor Parnassus


Última categoria. Tive 3/5, acertando correctamente The Young Victoria, Nine (fáceis) e Bright Star (bom instinto). A Academia não foi muito à baila com as roupas em Sherlock Holmes e Inglorious Basterds apesar dos filmes serem de período e foi muito mais à baila com as roupas fantasiosas de The Imaginarium of Doctor Parnassus. Uma nomeação que me alegra, aqui, é a de Catherine Leterrier por Coco Avant Chanel. Ando a prevê-la desde que vi o filme no início de Setembro mas como ninguém previa, eu também fui na onda. Erroneamente, pois ela cá está.






E é tudo. Ufa, estou cansado de escrever! Analisem, tirem as vossas próprias conclusões, enquanto esperamos pela cerimónia no dia 7 de Março, Domingo, que terá transmissão para Portugal via TVI e E! Entertainment Europe (Red Carpet). Lá, a cerimónia passará na ABC. Deverá começar às 21h locais, portanto à 1h da manhã cá. A cerimónia terá apresentação de Alec Baldwin e Steve Martin. Podemos esperar, portanto, um espectáculo bem divertido.

Previsões Óscares - ÚLTIMAS


Finalmente esta vida héctica está a chegar ao fim, finalmente... Com o fim dos exames vamos assistir (seguramente) ao ressurgimento lírico da Sara e da minha pessoa. Peço desculpa pela negligência mas ainda esta semana devem vir as sondagens, os prémios TV e devo começar a minha revisão da década em cinema. Assim espero.

Bom, vim cá para deixar as minhas ÚLTIMAS previsões para os Óscares. Isto porque os nomeados são anunciados amanhã, pelas 5:30 da manhã (cá são portanto 11h30) em Los Angeles, no Kodak Theatre, por Anne Hathaway e pelo Presidente da AMPAS Tom Sherak.

Quando forem anunciados, eu aqui farei uma pequena peça a falar dos resultados. Por agora ficam as minhas previsões... Ordenei os nomeados pela maior ou menor probabilidade de serem nomeados (isto nas categorias principais).

Melhor Filme/Best Picture

The Hurt Locker
Avatar
Up in the Air
Precious
Inglorious Basterds
Invictus
An Education
Up!
Nine
A Serious Man


Alternativas: The Messenger, The Blind Side, District 9


Melhor Realizador/Best Director

Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
James Cameron, Avatar
Jason Reitman, Up in the Air
Quentin Tarantino, Inglorious Basterds
Lee Daniels, Precious

Alternativas: Clint Eastwood, Neil Blomkamp, Lone Sherfig


Melhor Actor/Best Actor in a Leading Role

Jeff Bridges, Crazy Heart
George Clooney, Up in the Air
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Jeremy Renner, The Hurt Locker


Alternativas: Viggo Mortensen, Tobey Maguire, Daniel Day-Lewis


Melhor Actriz/Best Actress in a Leading Role

Meryl Streep, Julie & Julia
Sandra Bullock, The Blind Side
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious
Helen Mirren, The Last Station


Alternativas: Marion Cotillard, Emily Blunt, Abbie Cornish


Melhor Actor Secundário/Best Actor in a Supporting Role

Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Woody Harrelson, The Messenger
Matt Damon, Invictus
Christopher Plummer, The Last Station
Stanley Tucci, The Lovely Bones

Alternativas: Alfred Molina, Anthony Mackie, Christian McKay

Melhor Actriz Secundária/Best Actress in a Supporting Role

Mo’Nique, Precious
Anna Kendrick, Up in the Air
Vera Farmiga, Up in the Air
Julianne Moore, A Single Man
Samantha Morton, The Messenger


Alternativas: Penélope Cruz, Diane Kruger, Mélanie Laurent, Maggie Gylenhaal


Melhor Argumento Adaptado/Best Adapted Screenplay

Up in the Air
Precious
An Education
Crazy Heart
Julie & Julia

Alternativas: Invictus, Where The Wild Things Are, District 9, In The Loop, The Road



Melhor Argumento Original/Best Original Screenplay

The Hurt Locker
Inglorious Basterds
Up!
(500) Days of Summer
A Serious Man



Alternativas: Avatar, The Hangover, The White Ribbon


Melhor Filme Estrangeiro/Best Foreign Feature

Un Prophète (France)
Die Weiss Band (Germany)
El Secreto de Tus Ojos (Argentina)
Winter in Wartime (Netherlands)
Ajami (Israel)


Alternativas: The Milk of Sorrow, Samson & Delilah, The World is Big and Salvation Lurks Around The Corner


Melhor Documentário/Best Documentary Feature

Food, Inc.
The Cove
The Beaches of Agnes
Every Little Step
Mugabe and the White African


Alternativas: Valentino: The Last Emperor, Garbage Dreams

*N.B: As categorias de curtas não cheguei a fazer previsões porque pouco entendo disso.



Melhor Filme Animado/Best Animated Feature

Up!
Coraline
Fantastic Mr. Fox
The Princess and the Frog
Cloudy With A Chance of Meatballs



Alternativas: Ponyo by the Cliff, Monsters vs. Aliens


Melhores Efeitos Visuais/Best Visual Effects

Avatar
Star Trek
District 9



Alternativas: Não consigo imaginar

Melhor Mistura de Som/Best Sound Mixing

Avatar
Star Trek
The Hurt Locker
District 9
Transformers 2: Revenge of the Fallen

Alternativas: Up!, Harry Potter and the Half-Blood Prince


Melhor Tratamento de Som/Best Sound Editing

Avatar
Star Trek
The Hurt Locker
District 9
Transformers 2: Revenge of the Fallen


Alternativas: Up!, Harry Potter and the Half-Blood Prince


Melhor Canção Original/Best Original Song

Take it All, Nine
The Weary Kind, Crazy Heart
Down in New Orleans, The Princess and The Frog

Se com cinco nomeados:
Cinema Italiano – Nine
Almost There – The Princess and the Frog


Alternatives: An Education, Where The Wild Things Are, Avatar


Melhor Banda Sonora/Best Original Score

Marvin Hamlisch, The Informant
Michael Giacchino, Up!
Alexandre Desplat, Fantastic Mr. Fox
James Horner, Avatar
Hans Zimmer, Sherlock Holmes


Alternatives: Public Enemies, Coco Avant Chanel, The Road, A Single Man, Star Trek


Melhor Maquilhagem/Best Make-Up

The Imaginarium of Doctor Parnassus
District 9
Star Trek


Alternativa: Avatar


Melhor Edição em Filme/Best Editing

Avatar
The Hurt Locker
Up in the Air
Inglorious Basterds
District 9


Alternativas: Precious, Invictus, Nine, Where The Wild Things Are, Star Trek


Melhor Direcção Artística/Best Art Direction

Nine
Avatar
Inglorious Basterds
Harry Potter and the Half-Blood Prince
Sherlock Holmes


Alternativas: Bright Star, An Education, District 9, Public Enemies, A Single Man


Melhor Fotografia/Best Cinematography

Avatar
The Hurt Locker
Inglorious Basterds
Nine
Where The Wild Things Are


Alternativas: The White Ribbon, A Single Man, Bright Star, Amelia, The Road


Melhor Guarda-Roupa/Best Costume Design

Nine
The Young Victoria
Inglorious Basterds
Sherlock Holmes
Bright Star


Alternativas: Chéri, Coco Avant Chanel, Julie & Julia


Aqui está tudo então. Voltem amanhã para ver os resultados e comentários.